Seasons Gods - Interativa
15 Capítulo 15 - Heart attack
Notas iniciais
Só espero que sejam pacientes, ok? Percebi que perdi muitos leitores pela minha falta de compromisso com a Fanfic, mas ainda assim continuarei postando.
Devido a ausência de alguns leitores, tive que deixar alguns personagens em hiatus, mas estes podem voltar a qualquer momento na fanfic.
Enfim, espero que gostem do capítulo e considerem que estou muito atarefada, ok?
:/
Putting my defenses up
Cause I don't wanna fall in love
If I ever did that
I think I'd have a heart attack
–Isso é ridículo! — Eu caminhava batendo os pés pelo parque em frente do hospital, poucos metros deste. Distraída, quase fui atropelada por uma bicicleta, se não tivesse desviado antes. — Droga... — Me sentei em um dos bancos de Madeira. — William está tão irritante quanto no dia em que o conheci. Ele não muda! Isso que dá ficar se iludindo Gwen! — Trinquei os dentes com raiva.
O Sol começava a se pôr e faltavam poucos dias para a próxima lua. Não queria sentir aquela dor de novo, mas era preciso.
Deixei o corpo escorregar e percebi por um momento que estava realmente frio e eu com nenhum agasalho. Suspirei agradecendo por ser uma Hiver. Hivers pouco sentem frio, mas caso muito calor podem sofrer danos como queimaduras se ficarem no sol por muito tempo.
Os Hiver eram o único grupo com uma peculiaridade incomum. Nesse grupo, em cada cidade apenas um dos membros é capaz de fazer neve e granizo. Carolina do Norte está sob minha responsabilidade, e como sempre tive poucos momentos felizes e muitos tristes, muito graniza e pouco neva, por isso quando Neva é sempre feliz para mim e também para a população.
Senti alguém se sentando ao meu lado e quando virei o rosto; vi Arthur com uma folha seca frente ao rosto como se quisesse se esconder.
–Ahn... Arthur, esse não é um bom disfarce. — Cruzei os braços com um sorriso enquanto ele joga a folha para trás e estendia os braços sobre o encosto do banco, sentado de forma desleixada. Tinha uma perna dobrada e a outra esticada e suas feições eram desinteressadas.
– Era uma camuflagem perfeita.
– Clara, claro. — Revirei os olhos. — Mas o que Faz aqui?
–Acompanhando Midori para comprar roupas para ela. — Suspirou. — Ela disse que iria comprar uma camiseta naquela loja ali na esquina e até agora não consegue se decidir entre um sobretudo branco e uma bota vermelha. Isso não faz sentido. — Ele suspirou mais uma vez. — Mas e você?
– Hospital... É uma longa história, mas a namorada do Will morreu por minha causa e ele deve me odiar agora.- Cobri o rosto com as mãos, sentindo-me culpada, mesmo não querendo já que eu realmente não gostava muito dela.
– Ah... A falsa namorada do William. — Ele disse tranqüilamente.
– Como assim... Namorada falsa? — Após uns segundos Me toquei do que ele havia dito. — Como assim, Arthur?!
– Bom, no dia em que a Dália deu as caras aqui eu acabei ouvindo sem querer a conversa dela com o William. Dália dizia algo sobre "Finja ser meu namorado ou eu vou matar aquela vadia albina." Ooooooh... Você é a vadia albina.. — Ele apenas percebeu isso agora e a gravidade da situação.
– O que!?! — Gritei me levantando do banco. — Por que não me con...
– Gwen? — Midori apareceu com duas sacolas penduradas nos braços. — O que aconteceu?
– Midori, finalmente. O que decidiu? — Ele se levantou com as mãos nos bolsos, mas não parecia muito interessado na resposta.
– As duas coisas. Percebi que ficavam ótimas juntas! — Ela sorriu animada.
– Eu preciso achar o Will! — Saí correndo enquanto os dois me olhavam e me chamavam sem entender muita coisa
Entrei no hospital procurando Will por todos os lados, mas não via ninguém conhecido. Tentei correr até o escritório de Derek, mas nem mesmo ele estava ali. Aquele ambiente melancólico que era o Hospital nem ao menos podia me dizer onde ele estava.
Saí do hospital e me apoiei no poste de iluminação, que se acendeu por coincidência nesse mesmo momento. O céu estava escuro, como só percebi agora.
Desisti de procurar Will. As chances de eu achar ele eram quase zero, então continuei caminhando por aquele parque vazio. Me sentei no banco de frente para fonte, que era iluminada de bela forma, até que todas as luzes do parque se apagaram. Fiquei assustada e me levantei em um pulo.
Era quase impossível olhar as coisas em volta, já que a lua era encoberta por nuvens escuras de noite. Tentei dar um passo para trás mas minha roupa ficou presa em um arbusto, o que me fez assustar e comecei a correr para outra direção, até tombar em outra pessoa. Gritei ao ver seu vulto em minha frente, protegendo a cabeça com os braços e prevendo minha morte.
– Gwen? — A voz de Will me acalmou, porém ainda assim me deixou mais nervosa. — Gwen? O que está fazendo aqui?
– Will, é você? — Comecei a tatear todoseu rosto e a bagunçar seu cabelo.
– Sim... — Ele disse achando graça. — Pode parar de emaranhar meu cabelo agora. — Ele riu segurando meus pulsos com delicadeza. — Ah... Por Hoje de manhã... Desculpe.
– Will, precisamos conversar. — Suspirei. Eu precisava confirmar.
– Conversar? O que? — Ele soltou meus braços e cruzou os seus, como pude ver pela pouca iluminação. — Hm... Parece que as luzes do bairro queimaram. Devem voltar em uns minutos e...
– Will! Você fingiu namorar a Dália pra me proteger?! — Aumentei o tom de voz, cortando a fala de William assim que vi que mudara de assunto. Nesse mesmo segundo as luzes se acenderam e seus olhos estavam levemente arregalados.
(XXX)
Minutos antes...
Alex saía de casa com alguns agasalhos e um longo cachecol. Sofria muito naquela estação por ser da primavera, que de frio não tinha quase nada.
Fechou a porta da frente e se dirigia até o portão quando alguém pula e cai ao lado dela, fazendo-a enfartar de susto.
– Honmin! Que susto! — Ela o encarou seriamente, do mesmo modo superior que ele olhava para ela. — De onde você veio!?
– Estava no telhado. — Acomodou as mãos nos bolsos. — Mas onde você vai ir?
– Não é da sua conta. — Ela mostrou a língua e voltou a andar.
– Realmente ainda está de mau de mim? — Ele caminhava de costas, falando com ela com as mãos atrás da cabeça.
– Sim. — Sua resposta fora simples e cortante. — Agora me deixe em paz. — Bteu o portão em sua cara, dando as costas logo depois.
– Ei! — Ele a seguiu já estressado. — Qual o seu problema? Eu até te ajudei a andar naquele troço e você não parecia zangada! — Apontou para ela, que parou de caminhar para poder falar com ele. Não que quisesse.
– Isso foi outro dia, ou outra hora; que seja. Agora é agora e eu continuo brava com você, então pare de me seguir.
– Onde está indo?
– Á praia. — Revirou os olhos.
– São quase sete da noite. Está escurecendo e você vai para a praia?! — A seguia reclamando. — O que quer fazer lá?
– Caminhar.
Depois disso ambos ficaram em silencio. A praia não era longe da casa de Derek. Na verdade Era bem perto. Umas cinco mansões para a direita e já podia se ver a praia; até mesmo da entrada da casa De Derek.
Os dois perceberam que o lugar estava quase vazio. O poucos que restavam faziam daquele lugar um ambiente agradável tocando violão e dançando em torno de altas fogueiras. A areia estava seca e macia, porém era úmida próxima da maré.
Caminharam lentamente sem dizer uma única palavra, apenas andando. Algumas vezes ela dava risadinhas que ele não sabia a razão, mas ignorava. Ela mantinha um sorriso amável e uma áurea amigável, enquanto ele caminhava com as feições serias e uma áurea fria e sempre na defensiva.
– Aqui. — Ela parou em frente de uma grande a alta pedra. Essa pedra era plana e tinha elevações que serviam como degraus. Ela subiu nestes ficando no topo da pedra. O vento batia muito forte, mas o mar tinha a maré calma.
– Ei, cuidado para não cair. — Ele se apressou em subir também, antes que ela acabasse caindo como uma batata no chão.
– Eu não vou cair. — Ela sorriu. Por mais que tentasse, não conseguia ficar zangada com ninguém. — olhe só.
Honmin finalmente percebeu a linda vista que tinham dali. A pra estava iluminada por pouquíssimos postes e algumas fogueiras, por isso viam dalí toda a cidade iluminada e piscando. Era uma visão linda.
– Achei esse lugar ontem. — Ela disse animada. Ele se virou e pôde vê-la sorrindo largamente com os cabelos esvoaçando. — Não é bonito?
–... — Ela era bonita. — Sim... Muito bonito.
Alex se sentou na ponta da pedra balançando as pernas como uma criança. Ele se sentou ao seu lado com os braços cruzados e espantando qualquer pensamento estranho que passasse por sua cabeça.
Ela se virou para ele e viu que estava apenas com uma bermuda e uma camiseta.
– Você não sente frio? — Ela perguntou.
– Não.
– De verdade? — Ela estava curiosa. Passou de leve a mão por seu braço, o fazendo arrepiar-se repentinamente e virar-se assustado. — Mas você é realmente frio. — Sorriu novamente. — Eu queria ser uma Hiver.
–... — Ele percebeu que o cachecol dela esvoaçava e por pouco já não caía. — É, mas você não é, então antes que fique doente... — A segurou pelos ombros virando-a para ele e deu algumas voltas com seu cachecol por seu pescoço. — Fique assim. — Voltou a olhar para frente com os braços cruzados.
– Obrigada. — Ela sorriu para ele, que riu.
– Você é uma garota chata.
– Idiota per..
– Idiota pervertido, eu sei. — Revirou os olhos. — Acho que vou ter que me acostumar com isso.
(XXX)
–Só estão vocês aqui? — Derek observou os oito que estavam em casa. Eles assentiram e prestavam atenção nele. — Entendo. Então está realmente acontecendo...
– Seria bom se explicasse melhor... — Scarlett tinha concentrava-se em prender os cabelos em um coque frouxo. Como sempre, Dimitri estava ao seu lado.
– Como percebem, alguns de seus companheiros estão aos poucos desaparecendo... — Derek tirou o jaleco e o jogou sobre o sofá. — O que ocorre é que, como devem saber, existem muitos outros especialistas sobreviventes que estão ajudando a manter o equilíbrio das estações; assim, Genevive, Justin, Zoé, Charlie, Issibela e Elena estão deslocando-se para esses grupos para poder instruí-los de como se adaptar melhor até que a nova árvore cresça.
– Está dizendo que já temos um broto da nova árvore? — Miley perguntou animada e ficou ainda mais feliz quando o caçador assentiu. — E como ela é?!
– Verde, pequena... — Olhou no relógio em seu pulso por uns segundos. — Como já disse para Gwen, em alguns meses ela atingirá tamanho máximo e vocês voltarão ao normal, se tudo der certo.
– Quais são os riscos que corremos? — Sam perguntou já interessada no assunto. Queria mesmo voltar ao normal, mas podia sentir a temerosidade de alguns.
– Não sei. Vou estudar isso mais a fundo. — Ele apoiou as mãos no encosto da carteira e abaixou a cabeça, soltando uma lufada de ar. — Está escuro, vou para meu escritório.- E saiu andando. O silencio durou até ele alcançar o segundo andar da casa.
– Esse cara vive nesse escritório. — Dimitri cruzou os braços.
– Vai ver ele estuda muito. Não é atoa que tem uma casinha dessas... — Scarlett olhou em volta da sala de star. — Ei, Jess. Está tudo bem? — Perguntou para a outra, que estava abraçada em Allice.
– Sim. Só que Charlie e Elena também eram muito amigas minhas. — Ela suspirou. — Queria que tivessem ficado.
– Olhe pelo lado positivo, vamos voltar a ser especialistas normais em poucos meses. — Allice tentava fazer a outra ficar mais feliz, mas adiantava mais alisar suas costas em silencio.
– Depois vamos ter que conversar com o Derek. Durante esses meses a Gwen vai ficar sofrendo tanto e ele nem sabe se terá êxito. — Sam deitou em um dos sofás e cobriu o rosto com a almofada.
– Falando em Gwen, ela, o Will, a Dália, Midori, Honmin, Alex e Arthur. Todos saíram e não voltaram até agora. Acha que devemos procurar? — Vanessa perguntou curiosa e pouco preocupada.
– Nao! — Riley já previa que eles precisavam todos ficar a sós. — Temos que dar privacidade para eles. — Deu risada Junto com todos.
– Só uma espiadela não faz mal! — Miley tentava convencer a amiga, mas esta negava e ria ao mesmo tempo.
– Vocês deviam aprender a ter mais percepção. Está na cara que a Gwen vai ficar com o Will, a Midori como Arthur e a Alex com o Honmin. — Allice disse animada. — Podíamos dar um empurrãozinho.
– Nem vem. Não vou fazer nada. — Dimitri se levantou, mas Scarlett o puxou de volta para a poltrona que dividiam.
– Vamos ajudar! Por favor! — Ela balançava o braço do namorado com uma carinha pidona. Ele revirou os olhos e com um movimento de mão rápido, fez o ar resfriar-se mais um pouco.
– Acredite, isso vai ajudar. Fiz minha boa ação hoje. — Puxou Scarlett e ela abraçou seu braço assim que de pé.
– Meiguisse, mas ainda assim temos que pensar em outras formas de ajudar. — Allice cruzou os braços com uma expressão pensativa.
– E se prendêssemos o Honmin e a Alex em um lugar fechado e escuro? — Jessika perguntou animada.
– Isso daria mais certo com a Midori e o Arthur. — Sam concluiu, ainda deitada no sofá.
– Ou o Dimitri pode convencer o Honmin a fazer um jantar para a Alex, já que os dois estão meio brigados ainda. — Miley disse descontraída, mas todos olharam para ela.
– Boa ideia! — Allicia disse animada. — É perfeito!
– Você é um gênio! — Scarlett disse admirada. — Você vai ajudar, né? — Ela disse manhosa para o garoto, que suspirou vencido.
– Claro...
– Ah! Eu te amo! — Ela pulou no pescoço dele e todos riram.
– Vamos logo ver televisão. -Vanessa saiu saltitando na frente e logo todos foram atrás.
Enquanto isso, no escritório de Derek ele estava ficando irritado com os papeis que lia. Sobre a mesa havia uma carta entregada por um corvo fazia poucos segundos. Nela haviam ordens de exterminar a nova árvore, mas Faziam muitos anos desde que sua alma fora selada para proteger a árvore sagrada e a Terra. Infelizmente, junto com a carta vinha um antigo contrato assinado por Derek. Um contrato de sangue que cancelava qualquer outro selamento e que ele nunca pensou que voltaria para atormentá-lo.
Uma tempestade estava se aproximando, e bem rápido.
Notas finais
Se sim, comentem! Se não, comentem também!
:)
Enfim, mesmo que eu esteja desanimada, eu estou muito feliz!!!
Comprei dois CD's que eu queria muito fazia um tempo. Crash, do B.A.P e Ignition, Special Edition do B1A4!
Ok, se não sabem quem é, apenas ignorem. Mas estou muito feliz!! XD
Espero comentários e dicas, caso achem necessário.
:)
Até o próximo :3
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