Seasons
11 O Sabiá, a Rosa e a Lótus
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem, boa leitura!!
A brisa fria bateu em seu rosto fazendo-o abrir os olhos vagarosamente, virou o corpo de lado encarando as largas costas que encontrava-se ao seu lado, os longos cabelos louros jogados pelo colchão como uma cascata dourada, a respiração calma e compassada, o abdômen acompanhando o movimento aeróbico com graça e charme, os lábios levemente abertos deixando o ar passar livremente; não pode deixar de sorrir ao ver a paz que exalava do sonolento cavaleiro...
"Estamos há cinco dias dividindo a mesma casa..."
Riu, não conseguia entender como chegara àquele nível de intimidade com o virginiano a ponto de ficarem no mesmo espaço por tanto tempo, ousadamente dividindo a mesma cama... Mordeu o lábio inferior, enrubescendo, fora contra a ideia de permanecer no templo e teimava que deveria voltar para suas flores, mas os olhos azuis de Shaka convenceu sem precisar de muitas palavras, estava extremamente suscetível as vontades do outro, sentiu-se levemente incomodado com a resolução de deixar-se levar pelo colega, mas, sinceramente?! Não sabia se queria se importar com isso, de fato estava gostando mais do garoto do que deveria e muito provavelmente se arrependeria de seus sentimentos depois, conhecia o amor bem o suficiente para saber o tamanho da possibilidade de se ferir naquela relação. Em sua mente, era apenas o novo passatempo do loiro.
"Deuses... Uma guerra a caminho e eu me preocupando com o final dessa estória..."
As mãos pálidas e delicadas (mesmo com todos os anos de treino), passeavam pelos longos fios dourados alisando-os e fazendo pequenos cachos nas pontas, simplesmente amou os dias que pode passar com ele, foram agradáveis e lhe acalmou o espirito. Por partes, até agradecia àquela coisa monstruosa, afinal, se não fosse pela nevasca jamais saberia que o Guardião do templo de Virgem, considerado o cavaleiro mais próximo dos deuses tinha o sono de uma rocha e que acordá-lo levava mais tempo do que imaginaria, mas também jamais teria descoberto que se fizesse cocegas no sempre tão sério e composto homem ao seu lado, este desmantelava-se em engraçadas desconjunturas corporais soltando alguns risos discretos (era o melhor jeito de acordá-lo), jamais teria descoberto a paixão secreta do mesmo por amendoins e balas, variedades de todas as cores, odores e sabores estocadas a quilos na casa, jamais teria visto os olhos azuis o observarem com ternura e, por que não dizer, carinho. Sentia-se grato, apesar de tudo, obviamente temia o que a neve torrencial e incessante do lado de fora poderia significar, mas ainda sim... Se não fosse por ela, jamais poderia dizer que viu lados de um Shaka de Virgem que ninguém vira, jamais poderia ter vivido a cômica cena de acordarem abraçados na primeira noite e ver-se desculpando-se enquanto o protetor do sexto templo apenas sorria, como se realmente não se incomodasse com a proximidade de Peixes. Também adquirira um peculiar gosto por meditação, eram momentos de paz que podia conectar-se com suas flores e pedir perdão por sua negligencia.
O sorriso que antes brincava nos lábios diminuíram consideravelmente e os movimentos nos cabelos lisos tornaram-se mais lentos e vagarosos, baixou os olhos encarando o caro lençol pérola de tecido indiano, em momentos como aqueles e os de meditação também não conseguia deixar de pensar em alguns outros cavaleiros... Máscara da Morte e ele equiparavam-se com suas flores, era 50/50, pensava tanto em uns quanto em outros. Suspirou voltando as orbes azuis celestes para o pacifico companheiro, gostaria de poder dormi com a tranquilidade que Shaka exalava, mas nunca soube realmente o que é uma boa noite de sono, desde de criança suas noites eram agitadas, seu "emprego" não lhe permitia uma estória antes de dormir, um beijo de boa noite ou um acalentador abraço de "até amanhã", não conheceu seus pais, mas sabia que a mãe teve o mesmo passado que ele e sempre ouviu dizer que seu pai era algum magnata ou politico sueco. Sentiu um nó na garganta e um grande mal estar apoderar-se de si, novamente aquela sensação de que poderia chorar, mas não conseguia as lágrimas simplesmente não vinham...
-Afrodite?
Pulou de susto ao ouvir a voz melodiosa atrás de si, seu coração palpitou e a face voltou-se automaticamente em direção ao som, sorriu abertamente guardando para mais tarde toda a tristeza que se apoderava de seu ser quando estava sozinho.
-Bom dia, dorminho.
Um meio sorriso com uma sobrancelha erguida foi o suficiente para fazê-lo corar, Shaka conseguia tirar expressões de si que somente uma pessoa havia conseguido antes, mas... Não, não queria recordar-se dos momentos com ele, pelo menos, não agora.
-Está tudo bem?
-Quê? Ah! Sim!
Shaka estreitou o olhar observando atentamente o outro, Afrodite não estava sendo totalmente sincero, os olhos azuis tremiam e estavam mais opacos do que o normal, podia dizer que estavam como quando foram ressuscitados. Fechou a mão em punho recordando-se da noite, fora tolo ao concordar com Milo sem realmente saber que Peixes era, obviamente não sabia o porquê dele ter ficado ao lado de Saga, mas ainda sim, perdoar o cavaleiro que tentara dominar o santuário e não perdoar um simples cúmplice era ignorância demais. De fato, nunca entendera as razões por trás do movimentos do trio naquela época e pouco importava-se, mas, agora, por algum motivo sentia-se incomodado em permanecer as escuras e até mesmo incomodado com o fato de não saber por que Afrodite juntara-se a Saga ao invés de ficar ao lado deles.
-Afrodite.
-Hm?
-Posso perguntar algo?
Um largo sorriso desenhou-se no lábios do cavaleiro das rosas, as bochechas coradas erguidas pressionando os olhos, tornando-o adoravelmente infantil, um manear eufórico confirmando as palavras do companheiro.
-Por que você...- Hesitou, não tinha certeza se estaria invadindo algum tipo de privacidade ou espaço pessoal, mas algo dentro de si o perturbava o tempo todo para que acabasse com suas dúvidas. -Por que você ficou ao lado de Saga quando ele tentou dominar o santuário?
Arregalou os olhos sentindo seu mundo ruir, as mãos trêmulas, se já não estivesse sentado cairia no chão em um baque estrondoso. Não esperava por aquilo, não esperava aquelas palavras, não esperava ter que revirar o passado...
"Não... Eu não quero dizer..."
Passou uma das mechas louras para trás da orelha baixando o olhar, seu estomago contraindo os músculos e a caixa torácica pequena demais para os pulmões que clamavam por mais ar e o coração que saltitava freneticamente.
-Por que isso agora? Quer dizer...
-Apenas gostaria de saber.
-Eu...
Engoliu em seco admitir aquilo em voz alta seria o mesmo que pegar uma navalha e esfaqueá-lo vivo,admitia, estava fugindo dos fatos há dias, se perguntassem diria que já não se importava com o cavaleiro de Gêmeos, mas essas frases prontas nunca saíam de sua boca, afinal, quem poderia imaginar algo tão...
Soltou um riso fraco e um tanto desesperado, mentia apenas para si mesmo, não?!
-Nós estávamos juntos.
-Juntos?
-Por favor Shaka, entenda com essas palavras não me peça para dizer isso...
-Quer dizer que vocês...?
-Sim, nós... -Engoliu em seco tomando coragem para admitir, já sentia a lâmina descer-lhe a garganta aproximando-se dos órgãos vitais. — Nós tivemos um... Caso.
-Caso?
-Pelos deuses Shaka, chega...
O virginiano sentiu-se sutilmente irritado, a ideia de que Afrodite estivera com Gêmeos lhe incomodava profundamente, por que? Ora, estava falando de seu amigo! (Bem, pelo menos, era assim que pensava, afinal, eram amigos, certo?)
Franziu ainda mais a testa e instintivamente cruzou os braços, fechando os olhos. Afrodite temeu aquelas ações, sentia que seria rejeitado pelo outro e julgado como costumavam fazê-lo, conseguia visualizar o loiro rindo de si e o chamando de nomes pelos quais passara seus dias. Mas, vindo dele... Doeria. Se fosse humilhado por ele, doeria. Suportava os risos e escárnio de Milo, a indiferença de Camus, o desprezo de Aioria, a frieza de Kanon, o repúdio de Atena, o distanciamento temeroso de Shion, os olhos carregados de piedade de Dohko e a ira de Máscara da Morte, podia dizer até mesmo que suportava o fato de Saga fingir sua inexistência, mas... Não poderia, não aguentaria ser rejeitado por ele. Ruiria.
"Não, não depois de tudo... Deuses... Não, ele não pode... Eu não vou aguentar..."
Preparava-se para as palavras que viriam a seguir tentando ao máximo erguer uma parede de mármore entre si e o dourado de Virgem, mas não podia mais, sem perceber, o louro o havia levado para si, seu corpo, seus pensamentos, seu coração, sua fraqueza. Havia caído nas graças dele do mesmo modo tolo e inocente que um dia caíra nas de Saga. E sim, sobrevivera a realidade quando descobriu as reais intenções de Gêmeos para consigo, mas não aguentaria uma segunda vez, não poderia ouvir um riso debochado daqueles lábio dizendo o quanto era estúpido, ilidido e ridículo.
Ergueu o corpo rapidamente para sair do local, o silêncio perdurava por longos minutos e decidira que não ficaria ali esperando o desprezo e as palavras ríspidas, correria até seu templo, cuidaria de suas flores e despediria-se de seu templo, enfrentaria a guerra pronto para a morte e disposto a abraçá-la! Quando virou o corpo para correr até a saída sentiu uma mãos fria e gentil segurar seu pulso puxando-o para baixo novamente, fora um ato inesperado e, tendo sua guarda já baixa não pode equilibrar-se caindo de costas no colchão com a cabeça no colo do protetor do sexto templo. Este mantinha o olhar sério e a expressão irreal de sempre, os olhos azuis céu -que agora estavam abertos e brilhavam como nunca- mantinham-se focados no outro, era lido. Sabia disso, Shaka tinha o incrível dom de lê-lo por completo o deixando nu e vulnerável.
-E, por que vocês não estão mais juntos?
O que veio não era exatamente o que esperava, mas deixou-o tão chocando e dolorido quanto poderia ficar; por que?! Era simples:
-Mentiras. O que quer que tivemos, não passou de mentiras.
-Mentiras?
-Sim... -Levantou-se, ajeitando o corpo de frente ao de Virgem, os dedos entrelaçados e as mãos abraçadas as pernas em uma nítida forma de "proteção". -Eu me iludo fácil com palavras e, bem... Saga sabe usá-las como ninguém...
-Por que?
-Hm?
-Por que você se ilude fácil com palavras? Por que você permaneceu ao lado dele? Por que ele te usou?
"Usou", era isso que sempre soubera da relação que possuirá com o geminiano, mas que sempre tentou evitar, sua função naquilo nada mais era do que a arma do ex-Grande Mestre, ser usado se tornou algo diário não apenas em batalhas, fora um brinquedo e um objeto, o passatempo do insano Saga de Gêmeos, e sabia disso, negava a si mesmo, dizia que não e que era tudo paranoia de alguém que nunca soube o que era ser amado e temia isso mais do que a própria morte, porque, se pudesse escolher entre as dúvidas do amor e o inferno de gelo... Bem a segunda opção, sem questionar!
-Eu não sei... Mas, eu precisei dele como nunca, as plavras, as frases, promessas... Um dia ele mostrava ser feito sob medida para mim e em outro seus olhos não me reconheciam... Sabe, Shaka, eu não sei como entrei nessa relação nem ao menos vi quando sai, mas quando me dei por mim, Máscara estava ao meu lado jurando que me seguiria. Não, ele nunca seguiu o Saga, ele apenas ficou ao me lado, como se assim pudesse me proteger, e o pobre nunca soube a verdade...
Engoliu em seco criando coragem para continuar, Shaka o observava atentamente sem interrompê-lo e, não sabia por que, mas queria falar, queria dizer a alguém que talvez o entendesse, precisava jogar ao ar o peso que carregou consigo em morte e em vida.
-Saga me usou, de fato... Meu corpo, minhas técnicas, meus sentimentos, minha tolice, minha pouca e finita inocência... E eu acreditei, em cada frase, cada jura, cada promessa, cada gesto. Ele me convenceu a trazer Câncer ao meu lado, ele sabia, ele sempre soube que Máscara viria que não negaria um pedido meu e eu, cego, não vi as intenções por trás dos olhos brilhantes e dos lábios vermelhos. Ele me usou e eu usei o Máscara da Morte. No final, foi um dominó e apenas machucamos uns aos outros.
O silêncio de Virgem pedia por mais explicações e a continuação da estória, sabia da traição de Máscara, mas não imaginava que este havia sido levado até isso por vontade do pisciano.
-E agora, depois que voltamos, veja o que aconteceu... Saga passou a me ignorar, os olhos se desviam e ele evita ficar muito tempo por perto, mas Angelo não, ele esteve ao meu lado... Claro, até perceber o que aconteceu naquela época, agora... Ele me odeia. Milo me odeia, Aioria me odeia, Camus me odeia, Atena me odeia... E... Eu acho que você também me odeia... Porque... E-eu... Eu...
Soluçou. As palavras não saiam. Sentia que chorava, apesar das lágrimas não correrem, seu coração doia como nunca e um aperto o fazia querer arrancar o órgão e jogá-lo longe, sua cabeça martelava e seu lado mais maldoso ditava sermões cruéis e sem piedade. Shaka o odiaria também, porque agia como um fraco, porque era frio, manipulador, cruel e malicioso, porque usava os outros e agora tentava redimir-se sem realmente arrepender-se do que fizera, o odiaria por ter escondido a verdade, por ter se voltado contra Atena, o odiaria porque era tolo e patético.
"Estou pronto para isso não?! Afinal, estou pagando meus pecados... Mas, deuses, eu já não nasci fazendo isso?!"
Prensava as unhas contras a palma da mão, o sangue correndo estre seus dedos, na boca o gosto amargo de derrota e sangue, os olhos fechados tentando controlar o impulso de correr até o décimo segundo templo e trancar-se lá, não seria justo, dissera o que o outro queria ouvir, era sua vez de receber a resposta, agora, deveria preparar-se para a frieza, indiferença e a crueldade.
Porém, não foram palavras duras, não foram gestos brutais ou olhares de desprezo. Não foi dor. Não foi ruim. Ao contrário, foi bom... Pela primeira vez em toda sua vida, pode-se sentir querido... Por que? Simples, Shaka não o odiava, não... Ele não o agrediu de modo algum, mesmo diante aquela confissão, mesmo admitindo sua podridão... Não fora odiado.
Fora querido. E, talvez arriscasse dizer (em todas suas esperanças), fora amado.
Shaka o abraçava.
Passeava os longos dedos pálidos por seus cabelos, não dizia nada, apenas cuidava para que o pisciano em seus braços entendesse seus sentimentos, não conseguia expô-los, era limitado em ações sinceras em demais, preferia demonstrar com gestos e olhares, e sabia que Peixes era um bom entendedor do implícito. Não precisaria criar um discurso. Ele entenderia e.. Bem, ele entendera, afinal, quando se abraça alguém e é retribuído, pode-se dizer que seus sentimentos alcançaram o objetivo.
E de fato, alcançaram.
Do lado de fora a neve aos pouco amenizava, o sol arriscava-se surgir por dentro das nuvens e no jardim de décima segunda casa uma bela Lótus rosada abria-se recebendo o perfume de todas as rosas que curiosamente voltavam-se unicamente a ela. Estavam em harmonia.
Finalmente os opostos haviam se atraído e como negativo e positivos, como imã e ferro, não pretendiam separar-se...
Pelos menos, enquanto o destino permitisse.
~
Aldebaran e Saga estavam na casa de Áries há algumas horas conversando com o garoto sobre o efeito que a neve possuía quando ouviu um canto vindo de uma das janelas do templo, deixou ambos os cavaleiros imersos em sua conversa aproximando-se do local, um belo sabiá amarelo cantava alegremente. Sorriu, afinal o que um passarinho tão pequeno estaria fazendo ali? Aproximou-se cuidadosamente para não assustar a ave, que por sua vez o avistou mas continuou parada na poleira da janela, aumentando ainda mais seu canto ao ver o grande homem ir até si.
Passou o indicador na penugem do animal que encolheu-se de satisfação soltando uma nota mais aguda e alegre, era um pássaro de sua terra, o símbolo de seu país e estava ali, fazendo companhia a um dos cavaleiros que mais sentia-se solitário, os pios anunciavam algo que Aldebaran percebera nos últimos minutos.
A neve parava de cair e o canto alegre que um pequeno bichinho que deveria ter rumado ao sul ou nem mesmo existir em um país grego, anunciava que a Primavera chegara finalmente e que os dias frios haviam acabado e as coisas melhorariam, mas também dizia que deveria alegrar-se, que o grande corações do moreno não deveria se martirizar porque a época de tudo chegara.
Era hora das engrenagens do destino começarem a fluir. As coisas se ajeitariam, para o bem ou para o mal.
Mas existia algo a mais no canto feliz e satisfeito, o moreno não pode deixar de ficar tão alegre quanto a avezinha em sua mão. Sabias amarelos cantam na Primavera e todos sabemos o significado desta, e sim... Ele havia motivo para estar tão feliz. Sorriu. As rosas e a Lótus finalmente deixaram de ser paz e paixão, calma e fúria, pensamentos e impulsividade para serem harmonia.
E lá estava ele, lá estavam eles. O Sabiá, a Rosa e a Lótus.
-Hei, Aldebaran.
-Sim?
-O que você... Oh, o que é essa ave?
-Um sabiá amarelo! -Respondeu com satisfação e orgulho enquanto o pequeno pássaro ainda piava alegremente nas grandes mãos morenas. — Ele é um brasileirinho, vê?! Como será que chegou aqui... Afinal, com toda essa neve, deveria estar no sul.
-Ele é muito bonito.
-Não é, Mu? Mas, é estranho, não? Quer dizer, com todo esse frio e ele está tão feliz...
O guardião de Áries sorriu dirigindo o olhar brando para o amigo, Aldebaran era uma pessoa grande e robusta, muitas pessoas assustavam-se com a aparência rústica do cavaleiro de Touro, mas quem o conhecia sabia bem que por dentro, debaixo daqueles músculos e a força existia um coração mole, mole... Era literalmente um grande homem, em todos os sentidos!
-Ele veio por você.
-Ahn?
Mu sorriu observando o amigo encará-lo com curiosidade.
-Sim, provavelmente os deuses o enviaram para você... Eles tem os seus motivos...
Sorriu novamente, sim... Os deuses tinham seus motivos e eles seus deveres, mas, no momento, não queria pensar em coisas ruins. A neve parara, fora presenteado pelos céus e finalmente podia sentir os cosmos de seus amigos... Eles, ali no templo, Máscara da Morte, um pouco acima exalando hostilidade, Afrodite e Shaka, em perfeita harmonia e paz, Milo, Camus, Aioria, Shion, Dohko, Atena e...
Arregalou os olhos por um segundo. Virando a face automaticamente para Áries e Gêmeos que tinham as expressões sérias e concentradas.
"Eles perceberam..."
-Mu, Saga, o cosmo de...
-Sim... Eu notei.
-Eu também.
Havia um faltando.
A neve parara, as pessoas se reorganizavam e os deuses os presenteavam com a bonança.
Mas, do mesmo modo que após a tempestade vem a calmaria, após a calmaria vem a tempestade.
E aquela guerra estava apenas começando...
Notas finais
Espero que tenham gostado e nao deixem de comentar! Obg a todos que leram!!! Fico muito feliz! Beijos e bom final de semana a todos!
Tia Evye
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