Seaside

2 Parte II


Notas iniciais
~quase esqueci de falar mas, me desculpem pela capa, foi um belo de um trabalho conseguir fazer uma edição no pp com o elenco de obx uahsuahs

i fell in love in the seaside

part. II



A noite chegara mais uma vez pondo fim a um dia suado e corrido trabalhando no The Wreck, normalmente as noites de Kiara eram preenchidas pela presença de JJ. Os dois haviam se acostumado em dormir aninhados um ao corpo do outro. E agora, ali sozinha naquela noite gelada enquanto olhava para o teto, Kiara desejou que ele pudesse voltar. Ao menos aquela noite.

A garota se encolheu em meio às almofadas em sua cama enquanto terminava de enviar uma mensagem para Pope.

kiara [23:05]

ei pope,

eu e o jj estávamos pensando em ir pescar amanhã

como nos velhos tempos

topa?

Ela não esperava receber uma resposta naquele exato momento, até porque nos últimos tempos o Heyward estava se ocupando em se redimir com os pais. Dessa forma ele passava boa parte de seu dia trabalhando junto do Sr. Heyward e estudando para manter as notas altas.

“Desculpa Kie, mas eu realmente não aguento mais essa cidade. Tudo o que eu queria era subir em um ônibus e não olhar para trás.” Lembrava-se das palavras que Pope havia lhe confidenciado alguns dias atrás quando a garota finalmente conseguiu sentar-se para poder conversar com o Pogue. De alguma forma, ele parecia estar tão distante do garoto de semanas atrás que a olhava cheio de esperança, torcendo por um beijo.

“Pope, nós vamos dar um jeito nisso, você sabe.” ela havia murmurado, numa tentativa falha de consolar o amigo. Era difícil para Pope não se sentir mal por ter arriscado a bolsa de sua vida, por algo que havia desaparecido de suas mãos. Mesmo assim, havia algo sobre o Heyward que brilhava em inteligência e determinação, algo que fazia com que Kiara tivesse plena certeza de que mesmo assim, seu amigo conseguiria sair de Outer Banks para uma boa faculdade. Uma boa vida.

“Eu ainda não entendo o que você vê demais nesse lugar”, Pope riu fraco.

Haviam várias coisas que Kiara poderia responder sobre aquela pergunta. Ela amava o clima quente, a praia, o surf, as tartarugas, os Pogues. Não se via em outro lugar, porque Outer Banks lhe certificava conforto e inspiração. Se pudesse, Kiara gostaria de poder pintar em uma tela extensa o amor que ela sentia por aquela ilha.

Contudo, também conseguia entender o que Pope queria dizer, ainda conseguia se lembrar claramente de ouvir JJ falar “não tenho nada a perder”. Surpreendentemente aquilo doeu, os Pogues, tudo o que eles haviam construído juntos, não era algo a se perder?

“Não consigo me ver fora dessa ilha” ela deu de ombros enquanto o Heyward sorriu tranquilo, havia demorado para que ele finalmente percebesse o como os dois eram incompatíveis na esfera romântica. Sim, Kiara era uma garota linda, inteligente e engraçada, mas ainda assim, não era a garota para ele.

“Amigos?” Ele indagou com um quê de incerteza, medo que ela ficasse furiosa.

Kiara, por sua vez, apenas sorriu de volta.

“Amigos.”


...

Kiara estava quase desistindo de esperar por JJ, quando uma mensagem chegou em seu celular. Foi um pouco difícil conter a expressão de surpresa.

jj [23:57]

rolê na beira da praia

eu, você e uma garrafa de vinho que encontrei sobre circunstâncias misteriosas

Não se precisava somar um com um para perceber que o Maybank havia roubado aquela garrafa.

kiara [23:57]

já ouviu falar na palavra “por favor”?

jj [23:59]

kiara carrera, vossa alteza imperial

poderia por favor

juntar-se ao seu pobre amigo à beira da praia?



Ela enviou o emoji de um dedo do meio para o loiro, mas mesmo assim, levantou-se de sua cama. Certa de que apesar de estar fazendo algo que deixaria seus pais irados, Kiara andava precisando da imprecisão que era ter JJ Maybank em sua rotina.

Kiara vestiu-se em silêncio, um short jeans e uma regata cropped por cima do biquíni, colocou um moletom e então esgueirou-se para fora de casa com todo o cuidado do mundo. Havia combinado com o Maybank de o encontrar há dois quarteirões de distância de sua casa, dessa forma nem mesmo seus pais e muito menos os vizinhos veriam a Carrera saindo de casa. Quando a adolescente chegou no local combinado o amigo já estava com o carro estacionado.

― Sobe aí. ― JJ sussurrou enquanto abria a porta para ela.

Os dois ficaram boa parte do percurso até o lado da praia que os pogues costumavam habitar, conversando em voz baixa. Haviam dias bons e ruins para os pogues desde a morte de John B e Sarah, e felizmente aquele era um dia minimamente bom, o que significava que apesar do luto e da sensação de abandono, Kiara e JJ haviam decidido passar aquela noite juntos para que pudessem se apoiar mutuamente enquanto lidavam com aquela situação.

― Tentei chamar o Pope mas ele não veio. ― Maybank murmurou enquanto os olhos azuis focavam-se na estrada.

― Conversei com ele alguns dias atrás, acho que ele só precisa de um tempo para poder conseguir colocar a cabeça no lugar. Todos nós precisamos.

JJ riu seco, embora a Carrera estivesse correta, ele tinha dúvida se algum dia conseguiria colocar sua cabeça no lugar. Ele foi o primeiro a bater de frente com os policiais, não acreditava e nunca acreditou que John B morreu. “Sem corpo, sem morte”, eram palavras duras, mas ainda assim era o mantra que ele vinha repetindo para si.

― O que aconteceu entre vocês dois, Kie? ― os orbes cor de oceano voltaram-se para ela, suas ondulações aparentavam estar calmas e com um quê de curiosidade ― Sabe, sou seu melhor amigo, então você pode desabafar comigo também.

A morena lhe ofereceu um sorriso doce. Ela sabia daquilo, JJ gostava de lembrá-la daquela informação, que ele também estava ali para ela e Pope. Então apesar de aquele assunto ainda ser um tanto incômodo, ela fez um esforço para poder dizer a verdade para o amigo.

― Sendo sincera, acho que o luto fez com que nós dois percebêssemos que somos incompatíveis. Pope sonha acordado com a bolsa dele, e porra, todos nós sabemos que ele vai passar em uma boa faculdade e ter um futuro brilhante fora de Outer Banks. ― enquanto falava, a garota repousou sua cabeça na janela do carro, seus pés estavam apoiados no painel ― E eu…

― Você apenas quer lutar pelas causas das tartarugas, enquanto grava um álbum sobre a ilha. ― O loiro repetiu seu monólogo com um meio sorriso no rosto, era surpreendente o como ele prestava atenção nas mínimas coisas que Kiara falava, mesmo quando estava bêbada.

Os olhares se encontraram em silêncio, castanhos no azul claro, incerteza ondulando em meio a subjetividade dos pequenos gestos, das palavras que não eram pronunciadas.

― Vocês deveriam ficar juntos. ― foi tudo o que ele disse depois de passar alguns momentos em silêncio, como se estivesse juntando coragem para falar aquilo a algum tempo.

Kiara piscou sem jeito.

― Não acho que isso seja possível. ― respondeu, a voz por um fio.

Enquanto estacionava de frente para a imensidão da praia, JJ ergueu uma sobrancelha.

― Seria injusto da minha parte, estar com alguém… quando meus pensamentos estão com outra pessoa. ― ela jamais saberia explicar como aquelas palavras haviam escorregado de sua boca, como se seus sentimentos reprimidos estivessem sendo vomitados.

O coração de Kiara acelerou conforme buscava o olhar de JJ. Era aquele tipo de olhar que ela sempre procurava desviar, porque sabia que lhe partiria o coração olhar para o loiro quando a dor era tão visível naqueles orbes azul. Aquela foi a primeira vez que lhe ocorreu que, enquanto tentava não se magoar evitando os sentimentos dos Pogues, JJ estava se machucando de qualquer forma.

― Bem, boa sorte para esse cara então. ― JJ lhe ofereceu um sorriso que beirava a gentileza e a dor, os cantos de seus lábios tremiam.

― JJ.

Ela odiou a forma em que seu peito queimava, sentiu-se estúpida quando segurou a mão quente dele por cima do volante. Fora um único ato impensado e bobo, mas ultimamente lutar contra aquilo estava ficando cada vez mais difícil. Porque já haviam alguns dias que os dois dividiam a mesma cama, que dormiam abraçados e um acordava nos braços do outro.

Kiara e JJ já haviam dividido casacos, cigarros e até mesmo garrafas, mas nada tão pessoal quanto aquilo que andava acontecendo nas últimas semanas. Quando o loiro acordava amedrontado, com a respiração entrecortada porque acabara de ter um pesadelo, era ela quem iria dedilhar seus dedos pelos fios de cabelo do rapaz, cantarolando uma melodia até que ele caísse no sono. Era ele quem segurava a cintura dela, ajudando-a a se equilibrar em uma prancha enquanto os dois riam em meio a uma tarde de sábado.

De alguma forma, a presença de JJ havia se tornado algo além do Pogue que era seu melhor amigo. De alguma forma… eles se faziam fortes quando se ajudavam mutuamente a lidar com a fraqueza do outro.

E olhar para os orbes dele daquela forma, tão de perto a ponto de ver o como as cores refletiam o mar, se tornava vergonhoso e óbvio, a forma em que JJ havia deixado de ser seu amigo há algum tempo. Ali, em silêncio, Kiara sabia o que estava sentindo, e estava assustada.

― Kie, ― ele disse com a voz baixa o suficiente para que a garota sentisse arrepios ― não me olhe assim-

― Você é meu melhor amigo JJ, ― as palavras saíram tremidas, porém Kiara não se abalou, sabia que se não falasse o que precisava ser dito naquele momento, então talvez nunca mais tocasse no assunto ― Você é meu melhor amigo e mesmo assim, eu nunca pude evitar desejar que fosse algo mais, desde aquele dia na beira da praia. Só que… eu nunca quis arriscar algo que demorei tanto para conquistar.

“Você e os meninos entraram na minha vida no momento certo, eu estava me sentindo sozinha e foram os Pogues que iluminaram os meus dias cinza. A amizade que nós construímos sempre foi tão bonita e transparente… como eu poderia abrir mão de algo tão lindo assim, para algo tão incerto? Algo que certamente estaria fadado a um fim?”

JJ Maybank piscou uma, duas, três vezes, até que conseguisse assimilar o que Kiara havia acabado de falar. O pé dela batia impacientemente no chão, como num tique nervoso.

― Kie, eu sei que pode soar um pouco babaca, mas nada lhe garante que as amizades que temos também não estão fadadas a um fim. E, porra, eu sei que sou o mais inconsequente de nós, o que tem nada a perder… mas eu também sei o que é ser aquela criança estranha que sempre está na sala de detenção, que sempre está bombando em uma matéria ou outra, e os pais aconselham seus filhos para manter distância.

“Entendo onde você quer chegar, só quero dizer que, se você tivesse se aberto comigo sobre as suas inseguranças, eu cederia por você. Não preciso sequer dizer o quanto sou apaixonado por você Kiara, porque você sabe, todo mundo sabe. — ele arfou em meio às palavras — E por você eu estou disposto a esperar, segurar a sua mão e só… esperar que você entenda que aqui, é um porto seguro.”

Os dedos de Kiara estavam entrelaçados nos de JJ. Ela escutava cada palavra vinda da boca dele com atenção e com um sorriso envergonhado no rosto, o loiro não podia evitar achar que ela ficava adorável assim, sorrindo por causa dele.

A garota inclinou-se passando seus braços ao redor da cintura dele, unindo ambos os corpos em um abraço. A sensação de ter a pele de JJ próxima a sua sempre fora algo reconfortante, ao mesmo tempo que inquietante. Ultimamente, era como se o toque dele pudesse ter a capacidade de deixar rastros preguiçosos de calor por onde passava.

― Nós estamos unidos nessa JJ. ― Kiara disse, olhando-o nos olhos, permitindo-se perder no azul.

Maybank piscou.

― Nós vamos arrumar essa bagunça Kie.

O encontro de lábios ocorreu de forma natural, como se eventualmente aquilo fosse acontecer. A textura dos lábios de JJ era macia contra os de Kiara, e mesmo depois de tanto tempo, o beijo dele ainda era exatamente como ela lembrava, só que melhor. Daquela vez Kiara Carrera entregou-se para a série de sensações que seu amigo lhe causava, permitiu que os corpos se aproximassem e que seus braços rodeassem o pescoço dele. Da mesma forma que a primeira vez, aquele toque conseguiu estilhaçar todas as suas barreiras e inibições. Seus sentimentos estavam à flor da pele, lutando para poderem ter a liberdade necessária, lutando para que conseguissem se tornar transparentes.

Então ela permitiu.

As mãos de JJ agarraram a cintura de Kiara enquanto a garota sentava-se em seu colo, eles eram uma mistura de calor, sorrisos e arquejos. Não porque estavam fazendo algo escondido, mas sim porque estavam cedendo para o que sempre fora certo, algo que era inevitavelmente bom e suave.

― JJ. ― Kiara murmurou o nome do amigo contra os lábios do rapaz.

Maybank gostaria de ter forças para poder responder ela, contudo a única coisa que pode fazer foi suspirar enquanto deixava seus dedos passearem pelos cachos dela, com todo o cuidado para que os fios não saíssem da modelagem que ela passava horas cuidando. A sensação da sua palma contra os fios encaracolados, contra a maciez da nuca daquela garota… aquilo era inexplicável. Aquilo era melhor do que ele poderia sequer imaginar, mais do que ele poderia merecer.

― Nunca mais diga que você não tem nada a perder.

O rapaz arregalou os olhos, surpreso com a fala da Carrera.

― Isso aqui, ― Kiara enrolou-se nas palavras enquanto procurava não corar ― a gente, os Pogues, você tem a nós.

A respiração de JJ saiu entrecortada enquanto ele tentava se recompor, era difícil lidar com os seus próprios sentimentos quando Kiara despertava o lado emocional dele. As vezes ele ainda se pegava pensando no dia que ela e Pope o encontraram na jacuzzi, como ela pode ver os estilhaços somente pelo olhar dele, como ela o abraçou e permitiu que ele chorasse em seu ombro como uma criança. Lhe dando o conforto que JJ não sabia que precisava.

JJ vivia para ajudar seus amigos, ainda assim não havia lhe ocorrido que ele também precisava daquilo, do apoio, do amor.

― Kie. ― murmurou o nome da garota.

Kiara segurou seu rosto com as mãos, as lágrimas — ele não se recordava de estar chorando — caindo em seus dedos delicados, dedos de artista. Ela o tocava com gentileza, limpando seu rosto com calma.

― Me desculpe por ter demorado tanto para perceber, ― as palavras saíam suaves dos lábios dela, a garota sentia seu peito queimar enquanto observava a pupila de JJ aumentar em meio a íris azul, era adorável. Ela respirou fundo mais uma vez, reunindo a coragem que lhe restava ― que você é meu melhor amigo, e que também é meu amor.

― Kiara Carrera, você não pode sair atacando o meu coração dessa forma! ― Maybank exasperou, seus olhos passeavam por cada canto do rosto da pogue, ele queria poder gravá-la. Queria ser um artista como Kiara, porque ele gostaria de gravá-la em sua mente, e depois transformá-la em uma pintura, para que a expressão no rosto dela quando pronunciou aquelas palavras, fosse eternizada.

E ele sempre fora um cara aberto a várias crenças. Embora não fosse exatamente um ateu, JJ Maybank se pegou pensando que se a religião de fato existisse, então talvez estivesse na sensação que percorria seus sentidos quando ele inclinava sua boca contra a de Kiara Carrera. Que talvez a forma como ela a olhava, como ela ria, como ele segurava sua cintura… era simplesmente natural.

Ela era adorável enquanto secava suas lágrimas, quando abraçava o seu corpo em meio sono. E ele a adorava já fazia algum tempo. Desde aquela noite na beira do mar, ele vinha se apaixonando por ela lentamente.

Desamparado com a imensidão dos sentimentos que o consumiam naquele momento, JJ fechou os olhos e apoiou sua testa contra a de Kiara.

― Eu quero isso Kie, sempre quis. Mas você é demais para mim e os seus pais-

― Não podem fazer nada a respeito de como eu me sinto por você. ― ela interrompeu. Os dedos de Kiara acariciavam os fios loiros de JJ, degustando a maciez.

― Pogues não ficam com Pogues. ― um meio sorriso brincou nos lábios de JJ.

Kiara avançou sutilmente, mordendo de leve o lábio inferior do Maybank.

― O que você disse? Eu estava muito ocupada para prestar atenção.

Ela não sabia o quanto precisava escutar a risada de JJ Maybank até que ela ressoasse por todo o carro. Havia uma energia contagiante sobre ele, era impossível não sorrir junto com JJ.

― Quem é você e o que fez com a Kiara Carerra que eu conheço? ― o rapaz perguntou enquanto beliscava o queixo dela de leve.

― Abra aquela garrafa de vinho que você mencionou, e talvez eu te conte. ― Carrera piscou para ele.

Um outro sorriso repleto de malícia surgiu no rosto de JJ.

― A seu dispor madame.





O dia seguinte era um sábado, dessa forma Kiara não precisou de muito esforço para escapar de sua casa. Fora necessário apenas uma desculpa esfarrapada para que a Carerra saísse de casa com um cooler debaixo do braço, as vezes ela se pegava pensando se seus pais apenas fingiam acreditar em suas desculpas, se na verdade eles estavam cansados de tentar afastá-la de seus amigos.

Quando ela chegou no ponto combinado, apenas encontrou JJ que já estava preparando as iscas para aquela tarde. O loiro piscou em sua direção, sem antes olhar descaradamente para a garota.

― Descansou bastante? ― ele teve a audácia de perguntar, mesmo quando depois do que aconteceu entre os dois na praia, Kiara o levou para dormir em seu quarto. Enquanto ele parecia estar inabalável, a Carrera ainda sentia resquícios de ressaca.

― Muito engraçado JJ.

― Você não estava estressadinha assim noite passada, meu bem.

Kiara sentia-se dividida entre revirar os olhos e conter a vontade incessante de sorrir com ele.

A noite anterior havia sido ótima, contudo, ela iria guardar aquela informação para não inflar o ego do loiro.

― Meu bem? ― ela indagou, repetindo o novo apelido.

JJ tombou a cabeça para o lado com um sorriso provocativo no rosto.

― Não sei, prefere que eu te chame de meu amor?

― Vossa alteza imperial era uma boa pedida. ― Kiara piscou enquanto ele ria baixo.

Ela se aproximou, colocando o cooler com as cervejas no chão, em seguida passeou sua mão pelos fios desgrenhados de JJ.

― Ei!

Os dois viraram o corpo surpresos ao perceberem que de frente para o barco prestes a dar partida, estava Pope Heyward. O Pogue aparentava estar ofegante, porque apoiou suas mãos nos joelhos.

― Pope, achei que você não iria vir! ― Kiara sorriu contente.

O Heyward negou com a cabeça.

― Vocês não vão acreditar no que eu descobri essa semana.

Carrera e Maybank se entreolharam confusos.

― É sobre John B e Sarah Cameron, acho que vocês dois vão querer ouvir.

Esperança brilhou no olhar de JJ quando ele sorriu para o amigo e exclamou:

― Sobe no barco Pope, temos muito a conversar.

Notas finais
não quis falar antes, porque talvez possa ser considerado um spoiler, mas essa história é mais sobre os sentimentos da kiara e do jj sendo desenvolvidos e o motivo pelo qual a regra do "pogues não ficam com pogues" existe do que a busca pelo ouro então vocês podem entender o final dessa história como um gancho para os eventos que irão acontecer na segunda temporada (que já já vem aí) então basicamente, todo esse tempo em que o pope esteve ausente na história, ele estava descobrindo algo sobre o paradeiro do john b e da sarah. o resto fica aberto a imaginação :) bom, espero que vocês tenham gostado muito obrigada por ter lido até aqui!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!