Notas iniciais
Boa leituraaa.

Nathaniel Fernandez

— No meio de tanta chuva bem que podíamos arrumar algo divertido para se fazer, o que me diz? — pergunto olhando a chuva cair na noite pela janela da sala.

— Não sei, chuva me deixa com sono... — Kaithy responde sentada no sofá e eu vou até ela.

— Quero fazer alguma coisa — digo a vendo mexer no celular — Fazendo o que de bom?

— Vendo vídeo no youtube... Sabe Nathã, acho que podíamos abrir um canal no youtube, só para se divertir — ela diz rindo.

— Não sei do que seria o nosso canal — dou risada junto com ela.

— Que tal de musica?

— Não seria ruim, mas canal de musica as vezes tem muitos problemas com direitos autorais.

— De cultura, tipo, como é as coisas no Brasil e etc.

— Isso não chama a atenção das pessoas — digo a ela que parece estar bem contrariada.

— Canal de dia a dia?

— Você quer mesmo abrir um canal no youtube? — a pergunto.

— Estou entediada! — ela exclama jogando o celular no outro sofá.

Ficamos um tempo jogados sem falar nada, no completo tédio, até que todas as luzes se apagam do nada.

— Ótimo, agora faltou energia... — Kaithy diz se levantando e caindo no meu colo logo em seguida me assustando.

— Mas você é lerda viu! — digo rindo.

— Não é culpa minha se não estou vendo nada!

— Se não está vendo nada não levanta!

— Eu ia pegar meu celular no sofá!

— Você está vendo seu celular...?

— Não...

— Mereço você viu... — digo ligando a lanterna do meu celular para ela.

— Obrigada Nathã — ela diz rindo e saindo do meu colo.

— Ao seu dispor — eu digo e ela liga a lanterna do celular dela.

— Affs, estou cansada — Kaithy diz se jogando no meu lado de novo.

— Claro, fica a noite toda andando de um lado para o outro na minha cabeça — digo sem pensar.

— Que cantada mais 'pedreiro' — ela diz rindo bastante.

— Ahh... Nem notei — digo rindo junto com ela.

— Eu sei uma melhor — Kaithy diz — Nathã, vou te dar um beijo, se você não gostar você devolve.

— Pode deixar — digo rindo, ela me dá um selinho e fica me encarando.

— Não vai devolver? — ela pergunta rindo.

— Não tem como não gostar de um beijo seu — mordo a bochecha dela.

— Aaaaiiiii!!

— Fofa! Eu tenho uma boa também — digo sentando direito no sofá — Pulei na água me afoguei, mexi com fogo me queimei, olhei para você me apaixonei — pisco para ela, mas esqueci que ela não iria enxergar.

— Boa, com uma dessas vai morrer cheio de gatos — Kaithy diz rindo.

— Faz melhor então — digo rindo.

— Não sou Itaú, mas sou feita para você — ela diz fazendo voz do cara do trivago.

— Boa, fica fazendo propaganda de graça ainda — digo rindo.

— Falou o 'rei das cantadas'.

— Kaithy, durma com os anjos e sonhe comigo! Ou ainda melhor, sonhe com os anjos e durma comigo!

— Booaaa!! — ela bate palmas.

— Obrigado, sou um conquistador de primeira — digo brincando.

— Nathã, quer ficar comigo dá uma risadinha, se não quiser dar dois mortais para trás — ela diz.

— Tá, já vou — levanto do sofá e Kaithy me acompanha com a lanterna dou dois mortais para trás.

— Que que isso! Incrível, tá de parabéns — Kaithy bate palmas rindo. Ao voltar para o sofá dou um selinho demorado surpresa nela.

— Seu beijo sempre melhora meus dias, o que eu faço para ter um beijo seu sempre?

— Só pedir... — pelo jeito que a voz dela saiu deve estar vermelha — Nathã, você não é dentista, mas me deixa de boca aberta.

— Brincar de dentista é para crianças, vamos brincar de ginecologista — digo rindo até receber uma almofadada na cara — O que foi?

— Sem vergonha! — ela diz rindo.

— Fiz nada! Que acusação! — digo jogando a almofada de volta nela.

— Meu nome é ninguém e eu vim de Belém — Kaithy diz rindo.

— Isso não tem nada haver com o que está acontecendo aqui.

— Estou assistindo muito desencantados na Netflix, tem uma temporada só, mas estou viciada.

— Só você mesma — a luz do local volta e percebo que a chuva parou — Olha só mas quem diria...

— Quer uma pizza? — ela pergunta já ligando.

— Pede três família, estou com muita fome — digo abraçando ela por trás e dando um beijo no pescoço da mesma.

"O que será que falta para ela ser totalmente minha? Um pedido meu? Ou algum sinal dela? Vou conversar com o Eric depois"— penso ainda abraçando ela e sentindo seu cheiro que é meu vicio.

— Pedi quatro família cada uma de dois sabores — ela diz virando de frente para mim e ficando cara a cara comigo me deixando meio vermelho.

— Certo — digo sorrindo — Kaithy? Quais as cores que preciso para deixar nossa amizade colorida?

— Nenhuma — ela me dá um selinho — Não quero uma amizade colorida com você — Kaithy diz rindo e sobe as escadas me deixando confuso.

"Ela não quer isso comigo? Ela quer algo serio ou ela não quer nada comigo?"— fico em meus pensamentos.

Kaithy Fullbuster

"Nathã me deixa sem reação as vezes, que historia era aquela de amizade colorida?"— penso saindo do banho e me vestindo com o moletom vermelho que temos igual.

— Esse idiota... Não quero amizade colorida com você, quero um relacionamento serio... — digo para mim mesma lembrando-se de quando ele não deixou eu sair daqui da casa que moramos juntos.

Flashback rápido do acontecimento

Após passar a noite toda acordada arrumando tudo para me mudar sinto o cheiro do café e vou para cozinha vendo o Nathã fazendo algo bom para comermos. Ele cozinha muito bem, sempre me impressiono. Ficamos conversando normalmente e tivemos nosso dia normalmente. Fiquei procurando locais, pois a casa da Hina já tinha moradores e eu não iria tirar a casa deles. Marquei a mudança para a tarde, e fui me despedir do Nathã e pedir ajuda do mesmo para carregar algumas coisas. Mas a reação dele foi outra...

— Não me abandona... — Nathã diz me abraçando apertado.

— Mas eu não preciso mais ficar aqui... — digo retribuindo o abraço e quase chorando.

— Fica por mim! — tomo um leve susto com o que ele diz — Se não tiver motivos, me deixe ser o seu motivo. Apenas fica, não quero voltar a chegar em casa e ver a casa vazia e sem ninguém me esperando voltar...

— Nathã, entendo como se sente — deito a cabeça no ombro dele.

— Não precisa fazer nada se não quiser, posso fazer tudo por nós, apenas precisa ficar aqui comigo — ele diz e eu fico cada vez mais surpresa com a sinceridade que ele está dizendo tudo.

— Na verdade você já me convenceu, eu vou ficar aqui com você — digo sorrindo e sinto ele me beijar intensamente.

Não é novidade darmos selinhos um no outro, mas os poucos beijos que damos são em momentos como esse, quando sentimos que podemos... Bem, não sei o que sentimos, mas eu amo nossos beijos. Poderia ficar o beijando para sempre.

Fim do Flashback rápido do acontecimento

Já vestida e com meus pensamentos no lugar percebo que meu pente sumiu. Não o acho em canto algum! Bem, dane-se, invado o quarto do Nathã e pego o dele, mas não sem notar alguns papeis jogados na cama. Como nem sou curiosa dou uma olhada, mas não entendo nada. Continuo olhando o que parece ser muitas musicas misturadas e fico sem entender nada.

— Dimonds com Human Nature? O que ele está fazendo? — me pergunto ao ler os papeis — Desisto, depois pergunto... — coloco no lugar e volto para meu quarto. Volto para sala já arrumada e percebo que o Nathã tomou banho também, pois o mesmo está com seu moletom branco que nunca suja, e eu acho isso incrível, roupa branca não dura comigo, e ele nunca suja a dele.

— Oi beldade — ele me diz sorrindo.

— Beldade seu-- — escuto o rapaz da pizza chegar e vou atender antes que ele acorde a vizinhança toda buzinando alto. Faço sinal e ele vem até mim.

— Obrigado pela preferência moça — o motoboy diz simpático.

— Ownt, que fofo você é, obrigada por vi rápido como sempre você, tenha uma boa noite e bom serviço — digo após pagar tudo e ver ele se afastando. Ao voltar ouço um choro leve vindo de um dos cantos da rua, como sou realmente curiosa vou atrás do barulho que não parece estar muito longe.

— Kaithy? Vai para onde? — Nathã pergunta vindo atrás de mim.

— Estou ouvindo um choro vindo desse lado — digo indo atrás do choro.

— Choro? — ele pergunta pegando as caixas da minha mão e indo comigo.

— Aqui... — aponto para uma caixa abandonada e muito molhada, encharcada cabe melhor na situação precária. Olho dentro e vejo um cachorrinho de pelo castanho tremendo de frio e todo molhado e muito mal cuidado. Na caixa havia escrito 'filhotes grátis'. Devem ter largado todos aqui e deixado para quem quisesse levar, e a tempestade não ficou a favor desse aqui. Estico -me para pegar o filhote, mas Nathã me impede.

— Calma ai, não quero você doente. Espera eu voltar certo? — confirmo e vejo Nathã entrar em casa.

— Não chora mais não, vou cuidar bem de você fofura — digo para o cachorro e vejo Nathã voltar com uma toalha "velha" e me dar.

— Usa isso, podemos dar um banho nele amanhã, por hoje vamos seca-lo no secador e dar algo para ele comer — Nathã diz sorrindo para mim — Pelo que te conheço tenho certeza que já decidiu ficar com ele, não é mesmo?

— Obrigada Nathã — digo sorrindo com o cachorrinho enrolado na toalha.

Depois de secar o cachorro no secador o mesmo dormiu sem nem comer antes. Após lavar as mãos fui comer pizza jogada na sala com o Nathã e assistindo desencantados, o fiz assistir comigo, pois a animação é muito incrível.

— Nathã, o que são aqueles papeis na sua cama? Alguma musica? — pergunto de modo descontraído.

— Ah, não, é uma espécie de sing off — o olho confusa — São varias musicas que já existem em uma — ele diz rindo.

— Acho que entendi... Parece ser divertido — digo comendo mais pizza.

— Chuva... — Nathã diz olhando para janela, havia começado a chover novamente.

— Eu gosto de chuva, é uma temporada para poder ficar aquecido em baixo das cobertas. E convenhamos, o Brasil é muito quente, quente mesmo — digo pensando no sol que faz todos os dias.

— Sim, ainda bem que normalmente época de chuva é nas férias — Nathã diz rindo e comendo pizza.

— Sabe Nathã, eu agradeço por ter vindo ao Brasil, pois os melhores anos da minha vida se passaram aqui — digo deitando a cabeça no ombro dele.

— Também agradeço por ter vindo ao Brasil, embora a situação não seja nada fácil, os melhores anos da minha vida se passaram aqui. E você é prova disso — Nathã diz e fico vermelha.

— Você me faz muito bem.

— Sou seu melhor amigo? — ele pergunta rindo. Penso bem antes de responder.

— Não, meu melhor amigo é o Eric — digo.

— Magoou! — Nathã diz indignado.

— Quer ser meu melhor amigo? — o pergunto.

"Não quero que seja meu melhor amigo seu idiota."— penso.

— Pensando bem, melhor não — ele me abraça e eu sorrio com esse ato dele.

— Que bom — digo prestando atenção na TV e mastigando a pizza.

— O quer que eu seja seu? — me entalo com a pizza e Nathã corre para pegar um copo de guaraná para mim e eu o bebo assim que ele me entrega — Melhor?

— Sim *cof* *cof* — digo me recuperando.

"Fica perguntando as coisas assim do nada!"— penso voltando a respirar.

— Que bom, não me assusta assim — Nathã diz rindo da minha cara, essa praga.

— Nathaniel Fernandez, ainda te mato um dia *cof* — digo o ameaçando.

— Vou botar o colchão para nós dois dormir aqui na sala, já volto — ele sai ignorando minha ameaça.

Nathaniel Fernandez

"Ela não quer nada alem de amizade..."— penso levando o colchão para sala.

— Nathã, vamos ver filmes de terror! — olho a TV e vejo que ela já escolheu um, não quero morrer.

— Sabe, estou morrendo de sono... Que tal deixar para outra hora?

— Não, vem aqui comigo — ela sobe no colchão e eu deito junto com ela, cada um com seu edredom, mas bem próximos um do outro.

— Quer pipoca?

— Já comemos pizza até dizer 'chega', vamos assistir até o sono vim — ela diz sorrindo e deitando no meu tórax.

O filme passou como de costume, a Kaithy assistindo animada e eu me assustando com a porta batendo. Não sei quem dormiu primeiro, mas acordamos agarradinhos um no outro. Vejo o celular e são 6:50 am. Arrumo-me e saio para comprar algumas coisas para nosso novo amiguinho. A Kaithy acorda por volta das nove se nada acordar a mesma, então dá tempo de fazer uma surpresa.

Comprei um par de vasilhas prata, uma coleira rosa (pois é fêmea), xampu, talco anti-pulgas, uma ração com caldo que parece carne, e um remédio de vermes para prevenir, pois filhote vive com verme, além de uns brinquedinhos. Cheguei em casa a Kaithy ainda estava dormindo, afinal desliguei o alarme dela. Cuidei do cachorro completamente, com direito a secagem no secador e desembaraçar os pelos dela. Fiz um lacinho, mas ela não deixou no pelo dela, então desisti. Parecia até outro cachorro, incrível transformação. Olho o relógio e ainda são oito e meia. Lembrei que o pessoal vem almoçar aqui hoje e a Kaithy que ficou encarregada de fazer as coisas.

"Se eu colocar o cachorro em cima dela...?"— penso sorrindo sapeca.

Pego a Cachorrinha que estava destruindo o osso de pelúcia e vou até a sala a colocando em cima do colchão.

— Pega ela, vai lá — digo sussurrando para ver se ela me entende. Não sei se ela me entendeu, mas ela começa a lamber Kaithy, o que faz a mesma acordar e levantar sem entender o que está acontecendo.

— O que é isso? — Kaithy pergunta confusa.

— Sua filha — digo rindo — Depois dos cuidados do papai ela ficou perfeita para me ajudar a acordar a mamãe preguiçosa.

— Ela ficou linda Nathã — ela diz brincando com a Cachorrinha — Qual o nome dela?

— Vamos decidir juntos — digo sentando no colchão fazendo carinho na cachorrinha.

— Mel?

— Muito simples... Dalilah?

— Muito complexo... Lulaby.

— Nome de flauta que trás morte... Lilithy.

— Vão chamar ela de lili, que tal Princesa?

— Muitas se chamam assim... Deph?

— Legal, gostei. Você gostou Deph?

— Au! Au! Au!

— Otimo, Deph — dou risada — Bem, ainda vai fazer as coisas? Nossos amigos vem hoje.

— Ah sim, vou me arrumar, já volto! — ela sai correndo e se tranca no seu quarto.

— Sabe Deph, sua mãe pode ser maluca as vezes, mas ela é uma pessoa maravilhosa.

— EU OUVI NATHANIEL!! — Ela grita do quarto dela e eu dou risada.

— Só digo verdades!!

Já havíamos preparado tudo e nossos amigos já estavam aqui e já haviam todos almoçado. Vieram a Laiane, o Jhonatas e o Eric. As meninas estavam na sala brincando com a Deph. Eu estava na cozinha com os meninos sentados na mesa conversando.

— E é isso, no dia seguinte depois do casamento estava tudo normal, o casamento é só a oficialização, pois não muda nada — Jhonas diz tomando um copo da batida de vodka com limão e leite moça.

— Eu não sei como vocês aguentam... É cada coisa que vocês me contam que eu fico besta — Eric diz.

— Namorar é um processo natural da vida Eric... — Jhonas diz.

— Não quero, minha vida já tem muitos problemas, não preciso de mais um — Eric diz descontraído.

— Uma hora você vai mudar de ideia — Jhonas diz rindo.

— Ou posso fazer que nem o Nathã, morar com a menina sem compromisso nenhum — Eric diz me encarando.

— Eu o que? — pergunto assustado, pois Eric protege a Kaithy de um jeito que as vezes até eu fico com ciúmes.

— Cadê o compromisso meu querido? Tá esperando o que agora? A fada madrinha vim com um chá de toma vergonha na cara? — Eric pergunta.

— Ela não parece querer compromisso... — digo olhando a Kaithy na sala — E tenho medo de compromisso estragar tudo que temos.

— O que vocês têm? — Jhonas pergunta curioso — Por acaso vocês...

— Nada disso, só temos...

— Não tem nada, nem namoro, nem casamento, nem amizade colorida — Eric diz revirando os olhos — Lerdo. Acha que a Kaithy vai ser sua para sempre? Uma hora ela vai namorar e casar.

—...

— Bem, uma hora ela vai sair daqui e ir morar com o namorado — Jhonas diz.

— E ela vai te pedir ajuda para colocar as coisas no carro dele para a mudança — Eric diz completando.

— Ai você vai carregar ela e ajuda-la a beijar o namorado dela, que não é você — Jhonas completa.

— E você vai ser padrinho de casamento! Que fofo não é mesmo? — Eric diz rindo.

— Mas não se preocupe Nathã, pode ser o 'titio Nathã' dos filhos dela — Jhonas diz rindo mais ainda.

— Tenho certeza que você vai ser convidado todo ano para ceia de natal — Eric diz e os dois riem.

— Vão tomar no-- — corto o que ia dizer ao ver a Deph morder minha calça puxando e voltando para sala.

— É bom ver que achou algo para distrair a Kaithy do acontecido... — Eric diz vendo Kaithy feliz.

— Sim... — digo bebendo um copo de vodka pura que tava ao lado do liquidificador achando que era água — *cof* *cof* *cof*

— Mas é lerdo viu...

— Mereço...

— Vão os dois a merd*! — levanto para beber água.

— Você é fraco com bebidas, vê que toma leite para não ficar bêbado — Jhonas diz, fico estressado com o comentário dele e tomo mais duas dozes de vodka pura. Horrível!

— Viu Jhonatas... — olho para o copo e vejo duas mãos. Acho que estou ficando tonto, mas nada que eu não aguente!

— Vou indo, sei que era para dormir aqui, mas não pretendo virar vela a noite toda — Eric diz saindo.

— Mais já Eric? — Kaithy diz e vai até o mesmo.

— Sim princesa, até outra hora — Eric beija a testa dela. Mas eu me aproximo deles e seguro a Kaithy pela cintura a deixando colada em mim.

— Minha! — digo possessivo.

— Fica — Eric diz rindo e se despede do pessoal saindo em seguida.

Kaithy Fullbuster

Fiquei totalmente sem reação ao que o Nathã fez mais cedo. Ele disse que sou dele! Não podia ter ficado mais feliz, serio de verdade.

Juntamos dois colchões de casal na sala e estamos brincando com a Deph correndo e pulando em cima do sofá, pois ela não sabe subir e fica desesperada querendo nos pegar.

— Vou... — Laiane sai correndo indo para o banheiro.

— Vou ajudar ela — Jhonas diz indo até a mulher.

— Essa virose pegou ela de jeito... — digo preocupada.

— Queria eu te pegar de jeito... — Nathã diz e eu fico vermelha.

— Nathã, você bebeu muito? — o pergunto.

— Não, tinha só um pouco de conhaque, ai eu bebi — Nathã diz rindo.

— Conhaque aonde? Só me lembro de ter trazido vodka para fazer uma batida leve — o pergunto.

— No meu armário de bebidas tem bebidas, mas eu não bebo as bebidas do armário de bebidas pois as bebidas são fortes e eu não sou forte para beber as bebidas do armário de bebidas — Nathã diz.

— Armário de bebidas né? — concluo que ele está bêbado...

— Acho que vamos fazer um teste para ver se é só virose mesmo viu dona Laiane — Jhonas diz suando frio.

— Concordo amor, talvez seja uma doença mais grave — Laiane diz sorrindo.

— Sim, sim, sim, vamos pensar positivo — Jhonas diz limpando os óculos e o suor.

— Ela não entendeu — dou risada.

— Jhonas, quero ser o titio! — Nathã diz rindo.

— Se for o que estou pensando você vai ser tio querendo ou não sua anta! Somos irmãos — Jhonas diz.

— Calma, acho que ele está bêbado... — digo olhando o Nathã.

— O Nathã não sabe beber... — Laiane diz sentando no colo de Jhonas.

— Ótimo... — digo preocupada. Vejo o Nathã ligando um Karaokê na TV, mas ignoro, não é a primeira vez que ele faz isso — Vou fazer um copo de leite para ele e para a Laiane — digo indo para cozinha, mas Nathã me puxa colando nossos corpos e me beija.

Jhonas e Laiane: 0///.///0 — (olhos arregalados e rosto vermelho)

Bazzi — Mine — https://www.youtube.com/watch?v=bIsDKYI3PcY

Nathaniel

(Ele começa a cantar depois do beijo)

Sim, eu só... Tinha mais um pouquinho de conhaque

Só quero te dizer como me sinto... Olha... (Olho a letra no karaokê, mas não conheço a musica)

Você fica preciosa pra caralh* quando sorri

(Ele canta me olhando fixamente, e me deixando vermelha)

Te pego por trás e te levo a loucura (Ele passa as mãos no meu corpo me arrepiando)

Garota, eu me perco nesses seus o-o-o-o-olhos

Eu só precisava te deixar saber que você é minha

(Me arrepio com a seriedade que ela pronuncia essa frase)

Mãos no seu corpo, eu não quero perder tempo (Ele aperta minha cintura)

Parece uma eternidade, mesmo que a eternidade seja só esta noite

Apenas deite comigo, passe esta noite comigo

Você é minha, não consigo não olhar pra você, eu só quero dizer que...

(Ele vem e canta essa parte bem no pé do meu ouvido o mordendo de leve em seguida)

Sou feliz pra caralh* por você existir

Juro por Deus, eu estou nessa se você estiver nessa, você só precisa dizer que sim

(Não quero pensar em nada agora, mas essa parte foi bem sugestiva)

Garota, eu posso fazer qualquer coisa pra te deixar bem

Oh, oh, oh, oh, eu só queria te dizer que você é linda

Correndo em círculos na minha mente

Mesmo quando chove, tudo o que você faz é brilhar

Você é como fogo, é uma estrela tipo a Mariah

Cara, essa sensação é incrível, vou te fazer minha noiva, você é minha

(O encaro incrédula e com o rosto queimando de vergonha)

Mãos no seu corpo, eu não quero perder tempo

Parece uma eternidade, mesmo que a eternidade seja só esta noite

Apenas deite comigo, passe esta noite comigo

Você é minha, não consigo não olhar pra você, eu só quero dizer que...

(Se antes eu não conhecia a musica agora não vou tirar a maldita letra da cabeça...)

Isso eu agradeço por ele não ter feito algo pior visto que está alcoolizado. Ainda estou sem reação, ele meio que se declarou numa musica bem louca, ou só está bem bêbado mesmo. Escuto o Jhonas batendo palmas e o Nathã fazer um sinal de fim de show.

— Se groooxxxxxxtam — Laiane imita Hinata.

— Deixe de enrolar a língua assim... — digo a ela ainda vermelha.

— Kaithy não aceita meu amor por ela! — Nathã diz.

— Vai dar PT, vou filmar — Jhonas diz ligando o celular.

— Você não presta... — digo tentando manter a calma.

— Kaithy, eu não quero ser padrinho do seu casamento nem tio dos seus filhos! — Nathã diz me abraçando — Quero estar no altar te esperando e quero discutir com você na hora de ensinar nossos filhos a falar mamãe ou papai. Quero que meu futuro seja você. Quer ser meu futuro?

— Nathã... Eu... — nem sei o que dizer! Ele está bêbado! — Vem, vou te dar um banho frio... E para de filmar miséria! — complemento ao Jhonas — Faz um leite para ele e para Lai, por favor, ou deixo seu filho órfão antes de nascer.

— Nem brinca com isso, espero que seja virose... — Jhonas diz e vai para cozinha.

A noite foi indo bem, o Nathã e a Laiane dormiram consideravelmente cedo. Fiquei assistindo filmes de terror com o Jhonas sem tirar o Nathã da cabeça...

"Dizem que o que se diz bêbado foi pensado sã... Será que ele pensa isso tudo de mim?"- penso sorrindo.

— Será que ele vai vim de cabelos brancos e olhos dourados? Ou de cabelos vermelhos e olhos vermelhos? Ficaria lindo de todos os modos... — Jhonas diz sonhando com um filho que tava com medo nesse instante.

— Ou pode vim dois de vez, um de cada — digo para ele e o vejo se arrepiar.

— É virose, já, já passa... — ele diz.

— Bem, tudo passa... — digo olhando o Nathã dormir.

"Quando será que ele vai notar que por mim tudo aquilo seria nossa realidade?"— penso e volto a assistir.

— Sabe, acho que você deve tomar a iniciativa, ele acha que você não quer compromisso — Jhonas simplesmente diz.

— Obrigada Jhonas, eu vou me declarar para o Nathã — digo decidida.

Notas finais
Obrigada por lerem.