Notas iniciais
Boa leitura ^v^

E todos aplaudiram. Não poderia se esperar menos também, foi um dueto incrível.

Os dois se olharam sorrindo timidamente, não achavam que seria como foi, e foi incrível.

Após cessarem os aplausos, ambos perguntam ao mesmo tempo.

— Qual é o seu nome?

Kaithy Fullbuster

— Me chamo Nathaniel, mas se preferir me chama de Nathã — ele diz se descendo do palco juntamente a mim.

— Me chamo Kaithy, prazer — digo e nos sentamos no balcão que por sorte tinha lugares livres — Amei a sua voz, é muito meiga.

— Meiga? — ele ri de leve e eu fico sem entender — Que elogio mais fofo.

— Fofo? — pergunto confusa.

— Sim, muito fofo — ele apoia a mão no queixo — A sua voz é muito agradável, poderia escutá-la por horas seguidas.

— Obrigada Nathaniel — dou risada com o comentário dele.

— Vai querer comer algo? — um menino de cabelos vermelhos e olhos dourados me pergunta, impressão minha ou ele é IDÊNTICO ao Nathaniel? Tirando os olhos.

— Eh... — estou confusa, só consigo reparar no quanto são parecidos.

— Ele é meu irmão — Nathaniel se pronuncia — Seja educado criatura, se apresente no mínimo, paciência — ele diz ao seu irmão, que da risada como resposta.

— Me chamo Jhonatas, ou Jhonas se preferir — ele sorri para mim e eu retribuo o sorriso.

— Prazer, me chamo Kaithy — ele me lembra a menina de mais cedo.

— Vai querer comer? — Jhonatas pergunta novamente.

— Vou sim — faço meu pedido e ele se retira.

— Kaithy, você é nova na cidade? — Nathaniel me pergunta.

— Sim, mais ou menos, já morei por aqui uns anos na infância, mas voltei a trabalho — o respondo.

— Trabalho é algo bem inesperado — ele sorri.

— Concordo — meu pedido chega, mas não o toco, e percebo que Nathaniel percebe.

— Não consegue comer com pessoa do lado? — ele pergunta sorrindo.

— É tão obvio assim? — dou risada.

— Um pouco sim — ele ri junto comigo — Acho que um dia vamos acabar nos esbarrando por ai, se isso acontecer, posso te convidar para cantar comigo novamente?

— Pode sim, vou aguardar ansiosa — ele se levanta pronto para ir.

— Até outra hora ou dia Kaithy — ele acena se despedindo.

— Até outra hora Nathaniel — aceno vendo-o sumir na multidão.

Após ele sair consigo ter coragem para comer, e logo após pagar o que tinha que pagar volto para o hotel de uber, não ficava tão longe, mas tinha receio de ir andando a noite sozinha. Já no uber a pessoa estava sendo rastreada pelo GPS caso saísse da rota, e eu tinha a placa do carro como garantia para não entrar no carro errado, tanto a placa como a foto do motorista. Como a viajem foi tranquila e o motorista não ficou fazendo graçinha fiz questão de pagar a mais pela educação dele. Joguei-me na cama após um bem tomado banho. Liguei minha caixinha de som num volume não muito alto e dormi tranquilamente.

Nathaniel Fernandez

Após deixar a Kaithy sozinha fui para o que o Jhonas chama de escritório, que era mais uma sala particular dentro do karaokê. Peguei meu fone sem fio na gaveta da mesa de centro e liguei enquanto fazia umas analises do que íamos considerar na semana que vem.

Uns minutos depois vejo o Jhonas chamando minha atenção, tiro o meu fone e o olho sem muito interesse.

— Espero que seja importante o suficiente para você ter atrapalhado o refrão da música do Sam Smith — digo o encarando, ele senta do meu lado com um sorriso bobo no rosto.

— Então irmão lindo do meu coração — estreito meus olhos o encarando — Quando acha que vai a encontrar novamente?

— Então era isso — suspiro — Ora Jhonas, você não acha que só por que cantamos juntos hoje nós vamos perceber que foi amor a primeira vista, ter inúmeros problemas para entender nossos sentimentos, se declarar num momento dramático, namorar, casar e viver felizes para sempre não é? — perguntei meio sarcástico.

— Err... — ele fica sem jeito.

— Meu pai amado — dou risada — Somos adultos, tenho certeza que ela não vai ficar suspirando lembrando-se de alguém que conheceu hoje, assim como estou concentrado no trabalho agora ela deve estar fazendo outra coisa também.

— Você que não tem romance na vida — ele da risada — E eu pensei exatamente isso, na verdade achei que iria te encontrar ouvindo a musica que cantaram juntos e lembrando-se dela.

— Mereço você — o empurro de leve — Só você deve estar com isso na cabeça.

— Não sei como somos gêmeos, não temos nada em comum — o mesmo abre um saco de batata frita e começa a comer.

— Vou para casa, toma cuidado para não chegar tarde — digo arrumando as coisas.

— Sim mamãe — ele diz brincando.

— Juízo Jhonas — digo saindo.

E nisso, uma semana passou voando.

Kaithy Fullbuster

Coloquei um vestido lilás não muito longo e fui para o trabalho. Se estou animada? Não, já fiz isso umas sete vezes nesses três anos, nada novo. Vou com o meu carro que quase não uso comprei pois era necessário antes, mas sempre tive preguiça de dirigir, prefiro ir de uber, pois eu posso mexer no celular ou resolver assuntos de ultima hora no caminho, e dirigindo não posso fazer nada disso.

Ao entrar na empresa dou minha documentação na portaria e vejo um menino loiro de olhos verdes entrando logo depois de mim, caminhamos lado a lado sem dizer nada por uns segundos, como acho isso incômodo resolvi puxar assunto.

— Bom dia — sorrio para ele e ele se assusta de leve e sorri pra mim.

— Bom dia, desculpe estava distraído mentalmente — ele ri e eu rio junto.

— Tudo bem, me chamo Kaithy, estou começando hoje — digo de modo educado.

— Bem vinda Kaithy, espero que se enturme logo, o pessoal é bem receptivo — ele ajeita a mochila dele — Me chamo Kevin, tenho pouco que tempo que sai do modo aprendiz, hoje é o meu primeiro dia de trabalho oficial.

— Parabéns, para terem te aceitado deve ser bem habilidoso.

— Obrigado, na verdade ainda estou na faculdade, vou ficar só o período da manhã — ele diz ainda indo junto comigo, parece que vamos para o mesmo lugar.

— Desculpa perguntar, tem quantos anos?

— 19, e você? — ele diz.

— O mesmo — sorrio — Você vai se dar bem, se já conhece algumas pessoas melhor ainda.

Ficamos conversando até chegar em uma sala com várias cadeiras acochadas em volta de uma mesa circular. Sentei-me em uma das mesas e Kevin fez o mesmo. Ficamos mais uns minutos conversando, ele era bem divertido e tímido ao mesmo tempo. Foram chegando mais pessoas no local e se sentando. Até o momento tem eu, o Kevin, um rapaz de cabelos negros e olho cinza com aparência de 20 anos, e um rapaz de cabelos castanhos e olhos verdes.

— Bom dia meus amados amigos de trabalho que amo ver todos os dias! — uma voz feminina conhecida pronunciou-se animadamente, e os morenos deram uma risada, olhei para o Kevin e ele parecia mais tímido e vermelho com um olhar meio perplexo.

— Bom dia Hinata, animada como sempre — o de cabelo preto a cumprimentou.

— Bom dia Eric — a mesma respondeu — Bom dia mal humorado! — ela diz mais alto para o de cabelo castanho.

— Dia Hinata, não sou obrigado a ter bom humor com você aqui — ele sorri de lado e dou uma leve corada, a voz dele é bem penetrante.

— Dia pra você Dominique — ela da risada como se fosse normal.

— Me chame de Aruan — Hinata o olha e sorri.

— Não quero — ela diz e ele da de ombros. Por fim ela me vê e o Kevin também — Que legal! Os novatos são duas pessoas que já conheço — ela vem ate mim sorrindo.

— Bom dia Hinata, é bom lhe ver novamente — dou risada com a animação dela.

— Kaithy! Eu aprendi seu nome — ela da risada e se vira para o Kevin — Bom dia colega de sala! — ela sorri para ele e o mesmo fica bem vermelho.

— Bom dia Hina...ta — ele diz tímido.

— Pode me chamar de Hina aqui também, não precisa formalidade demais — ela senta na cadeira ao lado dele — Vai ser divertido, podemos ir para a faculdade juntos daqui, o que me diz?

— Claro, fico feliz com isso — ele sorri ficando mais vermelho ainda.

— Então é dela que você tanto fala? Nunca imaginaria que eu a conhecia — Eric diz para Kevin.

— Eric! — Kevin exclama tímido.

— Vocês são próximos? — Hinata pergunta.

— Ele mora comigo, somos colegas de quarto e quase irmãos praticamente — Eric responde sorrindo.

"Kevin gosta dela sem nem esconder"— sorrio com meu pensamento.

— Kaithy né? — Aruan ou Dominique... Ele prefere Aruan, então deixa Aruan. Ele se dirige a mim.

— Sim — sorrio para ele.

— Bem vinda — ele sorri para mim e eu sinto minhas bochechas ficarem vermelhas.

— Obrigada...

— Olha só quem está sendo educado de manhã cedo! — Hinata exclama sorrindo.

— Cuida da sua vida ruiva — ele diz de modo brincalhão.

— Vish, acabou a educação — todos riem inclusive eu.

— Que bom que estão animados assim — uma voz conhecida se pronuncia entrando no local.

"Olha que coincidência"— penso rindo um pouco.

Ele olha ao redor e nossos olhares se encontram, no momento que isso ocorre sorrimos um para o outro e ele se pronuncia primeiro.

— Olha só, mas quem diria — ele senta na cadeira do 'centro'.

— Bom dia Nathaniel — dou um leve sorriso.

— Bom dia Kaithy — ele retribui meu sorriso.

Ficamos nos olhando por um breve momento e ele corta a troca de olhares.

— Bom dia a todos — Nathaniel diz.

— Bom dia irmão do meu coração! — ela solta um beijo para ele.

"Sabia que eram bem parecidos, então são irmãos"— penso.

— Dia — Aruan diz sem animo nenhum.

— Bom dia tomate — Eric diz rindo de leve.

— Bom dia... — Kevin diz e Nathaniel o olha.

— Novo aqui? — Nathaniel pergunta e Kevin confirma com a cabeça — Nome.

— Kevin Dreyar — Nathaniel olha algo num papel e prossegue a reunião.

— Hoje vamos discutir os meios de economizar sem ter que despedir ninguém, afinal ninguém quer perder o emprego não é verdade? — alguns riem e outros confirmam.

— Posso apresentar a minha ideia? — Hinata se pronuncia.

— À vontade — Nathaniel permite e a mesma se levanta indo para um tipo de painel no centro.

— Bem, separei a ideia de economizar a água da chuva, podemos pedir ajuda para a filial na Alemanha e instalar um reservatório de água mais eficiente — ela da play no slide — Por exemplo, gastamos cerca de 150 reais para cada torneira e 100 reais para cada caixa de descarga, em menos de um ano, recuperaremos o dinheiro, e acordo com a Sabesp, as torneiras de pressão economizam cerca de 20% em relação aos modelos convencionais. Essa reforma pode ir além, pois no mercado torneiras com sensores, que chegam a reduzir o consumo em 40% e elas custam 700 reais, em média. Para locais em que não é possível usar torneiras com pressão ou sensor, como a cozinha e as áreas de serviço, as opções são os redutores e arejadores de vazão. Os redutores são acoplados à tubulação e chegam a reduzir o consumo pela metade. Os arejadores são pecinhas encaixadas no bico da torneira que mistura ar na água, gerando a sensação de mais volume. A economia chega a 75%. Nas privadas, além de instalar descargas com duplo acionamento, é possível trocar as bacias por modelos que armazenam menos água. E se fizermos essas modificações até março do ano que vem, podemos economizar 30% só nesse caso.

— Humm... — Kevin levanta a mão — Deseja complementar algo? Fique a vontade — Nathaniel diz.

— Sim senhor, com relação ao que ela disse, pode acrescentar uma inspeção contra vazamentos também, pois uma única torneira pingando gasta 45 litros de água em um dia. Por ano, são 16.000 litros desperdiçados. Um buraco do tamanho de uma cabeça de alfinete num cano da tubulação desperdiça até 3.200 litros por dia. Uma pequena empresa pode estabelecer medidas bem simples para inspecionar vazamentos como esses. E podemos economizar mais que 30% fazendo isso — Kevin diz e Hinata sorri para ele.

— São ótimas ideias, e são simples de aplicar também — Nathaniel diz — Como temos que calcular as despesas vocês dois se juntem e façam um memorando sobre essa possibilidade, e mandem para a gestão — os dois confirmam e Hinata se senta.

— Parabéns os dois — parabenizo-os, a ideia e iniciativa foi incrível.

— Aruan e Eric, vocês ficaram de rever a ideia do papel, o que conseguiram? — Nathaniel diz e os dois citados vão para o quadro trocando o slide.

— Nossos princípios já foram apresentados na ultima reunião — Aruan começa — Como sabemos, a empresa disponibiliza materiais como caderno, caneta, lápis, marcador etc , para os funcionários.

— Nós demos a ideia de usar material reciclável para fazer tais materiais ao invés de comprá-los. Mas só uma ideia não muda o mundo — Eric diz e passa o slide — Nós conseguimos convencer o setor de limpeza a recolher tais materiais e manda-los para o setor que trabalha com a fabricação do produto.

— Os produtores estão em acumulo, tanto que temos cerca de cinco pessoas para realizar um trabalho que precisariam de no Maximo duas — Aruan diz — Vamos pegar as pessoas a mais e desloca-las para um novo setor, que vai reciclar os materiais e fabrica-los, desse modo não precisaremos comprar tudo, só o que não der para fabricar, como a caneta.

— O caderno terá folhas recicláveis, a borracha será feita de um material comum dentro da empresa que normalmente é jogado fora, o lápis será de plástico e com ponta grafite que não custa caro — Eric complementa — Já temos como colocar tudo isso em pratica, só precisamos da aprovação da gestão.

— Incrível, prepare um relatório explicando o passo a passo e como isso irá economizar na empresa, mande para a gestão e me deixe informado de tudo — Nathaniel diz e os dois se sentam.

— Incrível! — Hinata diz animada.

— E evitaram despedir os funcionários a mais, parabéns meninos — sorrio animada para eles.

— Obrigado — Eric diz.

— Sua vez Katy, mostra do que é capaz — ele sorri para mim novamente, esse maldito sorriso.

— É Kaithy...

— Então Kaithy, você vai aplicar aqui algo que você mesma criou e que está nos ajudando em muitos setores da nossa empresa ao redor do mundo, estou ansioso — Nathaniel diz sorrindo.

Levanto-me e coloco o meu slide dando inicio a minha apresentação. E explico firmemente o que pretendo fazer na empresa.

— Em toda nossa vida não dá pra imaginar nem de perto quantos restos de alimentos já foram para o lixo, na maioria das vezes esses restos são descartados sem nenhum tipo de reaproveitamento o que acaba sobrecarregando os aterros da empresa — digo começando — Esse método de transformar restos de comida em adubo é conhecido como com postagem, e acaba sendo uma ótima forma de reaproveitar o que antes iria para o lixo transformando-se em uma fonte incrível de nutrientes para plantas e verduras que temos em muitos lugares da empresa. Além de nutrir as plantas o adubo orgânico melhora a estrutura do solo e retém mais umidade, tudo que é necessário para as plantas crescerem fortes e saudáveis, e assim deixar o ambiente mais agradável e economizar dinheiro.

— Mas vamos só fazer adubo? — Eric pergunta.

— Obrigada por ir ao ponto que eu queria — ele me olha confuso — Na verdade adubos têm algumas condições, alguns itens devem ser evitados de serem colocados na mistura como os restos de alimentos com sal, gordura animal ou qualquer outro tipo de óleo como o azeite, papéis triturados ou plastificados, fezes de cão ou gato, ossos e produtos lácteos. Esses produtos poderão deixar a mistura um tanto úmida de produzirá odor desagradável.

— Então ainda teremos que separar esses componentes? — Nathaniel pergunta.

— Vou chegar lá, calma — digo e ele da risada — Continuando, por causa disso que eu disse, empresas optam por não usar adubo, pois da muito trabalho, porem eu consegui criar uma mistura orgânica que transforma esses materiais em proteínas para o solo. E com isso, qualquer tipo de material orgânico, e até mesmo o vidro pode virar material de uso para o solo, o vidro no caso vira areia, que é o seu material de origem.

Eles ficam impressionados e aplaudem, fico meio sem graça nessa hora, então sorrio e volto a me sentar.

— E a porcentagem de economia? — Nathaniel pergunta.

— Ah sim, vamos economizar cerca de 67% — eles ficam boquiaberto — E dependendo dos gastos que vamos reduzir mais para frente a porcentagem pode aumentar.

— Incrível! — Hinata diz animada como sempre.

— Estou impressionado — Eric diz sorrindo.

— Parabéns — Kevin diz tímido.

— Nada mal Katy — Aruan da aquele sorriso de lado.

— Obrigada — sorrio para todos e Nathaniel faz algo que me impressiona, ele fica de pé e começa a me aplaudir sorrindo e olhando nos meus olhos.

— Meus parabéns, você é realmente incrível — fico vermelha com o elogio.

— Obrigada Nathaniel — sorrio o encarando.

— Eles se groxxxxtam — Hinata diz enrolando a língua e deixando a frase bem provocativa.

— Pare de enrolar a língua dessa maneira — Nathaniel diz rindo — Bem, dispensados por hoje, não se esqueçam de mandar suas ideias para a gestão.

Todos saem e vão se dispersando aos poucos para os seus afazeres.

Nathaniel Fernandez

Passaram-se duas semanas desde que a reunião aconteceu, continuo vendo a Kaithy todos os dias na empresa, alguns até dizem que nos gostamos, mas não vejo nada disso acontecendo. Essas especulações estão cada vez mais presentes nas conversas. Ou até mesmo a inexistência de um triangulo amoroso, eu, a Kaithy e o Aruan. Não sei de onde as pessoas tiram tantas ideias. Por falar nela vejo a mesma no estacionamento procurando o seu carro, como quase sempre, como é possível alguém perder um carro? Ela com certeza não é o meu tipo.

— Perdeu o carro novamente? — pergunto vendo a mesma se assustar de leve.

— Sim, não sei como é possível — ela esta parecendo uma maluca clicando no botão do alarme.

— Chama o uber — disse simplesmente.

— Até quero, mas não posso deixar meu carro aqui até amanhã, é capaz de sumir de vez — ela suspira.

— Entendo... — olho para o céu, está uma noite adorável, quase fim de tarde mais especificamente. E ela ainda está apertando o botão do alarme...

MUSICA — (La la land — Lovely Night)

Nathaniel

(Dou a volta num tipo de poste de energia que tem ali)

O sol está se pondo

As luzes não estão acendendo

Um brilho de prata que se estende para o mar

Nós tropeçamos em uma visão

Que foi feita sob medida para dois

Que pena que esses dois sejam você e eu

Alguma outra garota e garoto

Amariam este céu estonteante

Mas estamos só você e eu (A olho de relance)

E não temos a menor chance

(Paro na frente da mesma a dando outro susto de leve)

Isso nunca poderia acontecer

Você não é meu tipo

Kaithy

Sério? (Ela me olha e inclina a cabeça)

Nathaniel

E não há uma faísca à vista

Que desperdício de uma noite agradável

Kaithy

Você diz que não há nada aqui?

Bem, vamos deixar algo bem claro

Acho que serei aquela que dará o veredito

(Ela fica frente a frente comigo)

Nathaniel

Qual o seu veredito?

Kaithy

E mesmo que você esteja tão fofo

Em seu terno de poliéster

Nathaniel

É lã

Kaithy

Você está certo, eu nunca me apaixonaria por você

(Ela se afasta indo para o banco que tem ali)

E talvez isso encante (Começo a assoviar enquanto ela canta)

Para alguém que não está nos saltos

Ou para qualquer garota que sinta

Que existe alguma chance de romance

Mas, francamente não estou sentindo nada

Nathaniel

Então é isso?

Kaithy

Talvez seja menos do que nada.

Nathaniel

Bom saber, então você concorda?

Kaithy

Isso mesmo!

Nathaniel e Kaithy

Que desperdício de uma noite agradável

(Sento ao seu lado no banco)

Noto a mesma tirando os saltos e colocando uma sapatilha, então começo a jogar areia na mesma para provoca-la. Ela se indigna e me da um soco de leve. Então eu me indigno e começo a imita-la só de raiva. Ela nota e me olha de cara fechada. Ela faz um movimento de dança com o pé, provavelmente achando que não vou acompanhar, mas essa dança eu também sei. Trocamos de lugar e eu pego a sua bolsa, e ela toma da minha mão. Subo no banco e a desafio para dançar, afinal, ela começou. Para minha surpresa a mesma se levanta e dança junto comigo. Depois ambos corremos e pulamos em cima do banco.

"Isso está ficando interessante"— penso animado.

Olhamos-nos e sorrimos um para o outro. Começamos uma dança aleatória que ficou muito boa por sinal. No fim da dança ela se aproxima de mim, por uns segundos achei que ela iria me beijar pela proximidade.

Mas começamos a rir feitos loucos.

— Você dança bem — disse a ela entre risos.

— E você é cheio de surpresas — a mesma me disse rindo.

O carro dela alarma atrapalhando os risos. Despedimos-nos e cada um foi para a sua casa.

"Ela é estranha"— penso ao entrar no carro ainda sorrindo.

Notas finais
Obrigada por lerem.