Se você estiver pronta, eu estou também
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Kurt e Jane ficaram por um tempo na varanda conversando sobre casos que trabalharam juntos no FBI. Quando ele lembrou de uma coisa.
— Agora que eu já preparei essa caipirinha pra você – ele disse – você pode me contar o motivo do seu sorriso bobo mais cedo?
Jane ficou surpresa por Kurt ter lembrado, eles tinham um pacto de “não mais mentiras” e eles cumpriam fielmente esse pacto. Ela teria que ser sincera sobre o motivo.
— Você já teve uma lembrança de alguma coisa so por sentir o cheiro?
— Você lembrou de alguma coisa do seu passado Jane? Se você não quiser falar sobre isso tudo bem. – disse Kurt.
— Não, na verdade o cheiro veio do seu paletó e a memória... – ela se sentiu corar – a memória foi do nosso primeiro beijo, na porta da sua casa.
— Uau – Kurt disparou surpreso – eu não esperava.
— Eu realmente não queria falar sobre isso – disse Jane sem graça – mas eu prometi que não mentiria mais pra você então...
— Jane – Kurt a interrompeu – ta tudo bem. Eu também sempre lembro daquele dia, e o que eu poderia ter feito para evit...
— Não – agora foi a vez de Jane interromper – não vamos falar sobre isso. Nunca mais.
Kurt deu um sorriso meio triste. Jane levantou e entrou na sala, voltando com uma garrafa de tequila e a caixa de jogos etílicos que Tasha tinha esquecido.
— Roman tem um igual – ela falou colocando as coisas em cima da mesa de centro – sabe que eu acho que ele e Tasha combinariam. Uma pena ele não ter se adaptado a NY.
— Seria um casal meio improvável – ele riu – mas acho que eles se divertiriam juntos. – disse Kurt observando ela arrumar os jogos na mesa. — Você sente muita falta dele ne?
— Sim, muita – ela disse se levantando pra observar o trabalho que fez sobre a mesa – Agente Weller quero ver se você é bom nisso. Já vou avisando que eu fui muito bem treinada. – Ela deu uma piscadinha pra ele.
— Ok, vamos la. Vai ser um bom duelo
*
— Weller... Weller... KURT – Reade chamou alto.
Kurt colocou a mão no peito realmente assustado.
— Desculpa man, mas você ta dormindo de olhos abertos ai. Trouxe uma bebida pra nos. – Enquanto eles se servem Reade perguntou – o que que você ta pensando ai, que ta tão distraído?
— No dia do seu casamento com Sarah – ele deu uma pausa pra pensar em como fazer essa pergunta – Você ficou meio nostálgico, pensando nos momentos que vocês dois passaram juntos?
Reade ficou impressionado, Kurt não costumava se abrir, falar dos seus sentimentos.
— Sim, o tempo todo. É normal cara. Eu tenho uma memória favorita com Sarah, e no dia do casamento eu gostava de ficar lembrando. É como se fosse uma reafirmação de que ela é realmente a mulher da minha vida. – Reade disse todo orgulhoso.
Quando olho de volta para o Kurt ele estava distraído de novo, mas dessa vez ele não interrompeu. E seguiu saboreando seu Bourbon.
*
Era um jogo com cartas, eles retiravam uma carta de e escolhia se respondiam a pergunta ou tomavam a dose de tequila. A próxima carta era “Faça uma confissão para o seu adversário”.
— Ok, quem fala primeiro? Ou você prefere beber? – Kurt disse.
— Acho que já bebi o bastante, começa você. – Jane respondeu segurando a cabeça se sentindo tonta.
— Confesso que aquele dia na festa do Rich, eu senti ciúmes do segurança te revistando – Kurt confessou olhando pra ela.
Jane disse rindo – eu desconfiei mesmo – e continuou – eu confesso que gostei de dançar com você naquele mesmo dia.
— Não seja por isso – Kurt disse levantando e puxando Jane pra junto dele.
— Não Kurt, acho que não estou em condições – Jane falou se esquivando.
— Jane por favor – Kurt fez uma cara de pidão.
Jane não pode resistir. – Mas nem esta tocando musica – ela disse enquanto se levantava.
— Acho que a gente não precisa disso – Kurt disse tomando a mão dela.
Jane deixou os seus dois braços sobre os ombros de Kurt e ele segurou firme a cintura dela. Os dois querendo muito que essa dança não acabasse.
*
Reade e Kurt estavam distraídos conversando quando ouviram alguém bater na porta. Reade correu para atender, era Roman.
— E ai Kurt, espero que vocês não estejam armando uma fuga, pois é tarde de mais – ele disse entrando no quarto e dando um abraço em Kurt – Jane pediu pra eu vim garantir que você ira esperar ela no altar.
— Estarei lá. – Kurt falou sendo o mais sincero que podia.
— Eu tentei convencer ele, mas você foi mais rápido. – Reade falou de brincadeira.
— A verdade é que eu fui expulso do quarto da minha própria irmã, então estou procurando um lugar pra ficar por enquanto.
— Fica a vontade cara, Reade trouxe uma garrafa de Bourbon – Kurt falou enquanto servia uma dose para Roman.
Depois que acabou o tormento Roman tinha voltado para Africa, não conseguiu lidar com o movimento de NY. E Kurt estava realmente satisfeito de ter Roman aqui, ele sabia o quanto isso era importante para Jane.
*
Eles continuaram ali, embalados na mesma sintonia até Jane descansar seu rosto sobre o peito de Kurt, então ele depositou um beijo no topo de sua cabeça. Antes que ela fechasse os olhos ele disse:
— Jane você quer ir embora? Eu posso deixar você em casa.
— Não – Jane falou – eu quero ficar aqui, assim.
— Tudo bem – ele disse e começou a passar a mão no cabelo de Jane.
— Sabe – Jane começou – faz tempo que eu não sinto essa paz que eu to sentindo agora. Acho que a tequila ta fazendo efeito – disse.
— Eu também Jane, e posso te garantir que não é a tequila. – Kurt mormurou.
Como você pode ter tanta certeza? – Jane disse olhando nos olhos de Kurt.
*
— Dia lindo para um casamento na praia – Borden entrou no quarto falando – quem diria que esse dia ia chegar. Nós no casamento de Kurt Weller.
Reade riu e concordou: – Nós no casamento de Kurt Weller e Jane Doe.
— Vocês parem – Kurt disse olhando para os colegas de trabalho – o meu cunhado ta bem aqui, o que ele vai pensar?
— Vim garantir que você não ia fugir, incentivado pelas suas outras duas colegas de trabalho. Então não queira saber o que eu estou pensando. – Roman disse rindo.
*
— Porque eu me sinto assim quando estou com você, sempre – Kurt disse olhando nos olhos de Jane – e sinceramente acho que os meninos fizeram um bom trabalho em nos deixar aqui sozinhos.
— Você acha? Porque? – Jane perguntou.
— Acho que a gente precisava disso, um empurrão. Eu gosto de você Jane, e se você quiser ficar comigo eu quero muito ficar com você – ele segurou no rosto dela – eu já fui longe de mais tentando ser só seu amigo. Se você não quiser ficar comigo, tudo bem eu entendo, mas eu precisava te falar isso. Eu posso tentar...
— Kurt para – Jane disse – eu esperei tanto por esse momento. E vivi ele tantas vezes em meus sonhos. Mas em nenhum deles eu estava bêbada, e eu acho que nunca estive tão bêbada, não que eu me lembre – ela riu – eu quero mais que tudo ficar com você, mas agora ta me parecendo errado eu fazer isso, eu to com medo de não lembrar de nada disso amanha. Então por favor...
Kurt deu um beijo na testa de Jane. – Pra quem já esperou tanto tempo, o que são algumas horas? – Kurt falou esperançoso.
— Olha já esta amanhecendo – Jane disse espantada olhando pro céu – quanto tempo nos estamos aqui?
— Não faço idéia, mas acho que é melhor nos irmos pra casa – Kurt falou.
— Eu vou dormir aqui, já tinha combinado com a Pat de nos corrermos amanhã no parque, mas agora acho que esse plano vai ficar pra outro dia – Jane disse rindo – Minha cama já ta ate arrumada no quarto de hospedes.
— Ok, vou te acompanhar ate la. Você precisa de alguma coisa? – Kurt segurou a mão de Jane enquanto eles iam em direção ao quarto.
— Não preciso de nada – Jane disse olhando para a mão dela unida com a de Kurt.
Ele ajudou Jane a se deitar na cama. Antes de sair ele sentou na beirada da cama pegou sua mão e disse: — Jane tem uma praça no final da minha rua. Me encontre la as 19:00 para nos terminarmos essa conversa.
— Eu estarei la, prometo. – ela se sentou na cama e deu um abraço em Kurt.
Eles ficaram abraçados por um tempo, então Kurt levantou, beijou a testa de Jane e saiu.
Jane deitou e em menos de segundos já tinha pegado no sono. Kurt seguiu o caminho de casa, a pé já que era perto e ele tinha bebido, sorrindo para todas as pessoas que cruzavam o seu caminho ate chegar em casa.
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