Se te Olvido

5 Único - Final


Notas iniciais
Para este último capítulo ( : ) Temos a música Hasta que llegues tu, cantada por Anahí. Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=nbJDenggxSY

“Será tan mágico, tan intenso y único, tanto amor que entregar, hasta que llegues tú”

: — Love me tender, Love me true, All my dreams fulfilled. – Cho, uma cantora japonesa que eu estava produzindo, cantava no karaokê — For my darlin' i love you, and i always will. – Christian completou cantando, engraçado era a cara de surpreso que ele fazia, tinha subestimado Cho.

Essa era minha última noite trabalhando, a tour de Cho acabou hoje, fiquei bem satisfeito com o resultado, tanto que decidimos vir comemorar o fim da tour num karaokê, famosos aqui no Japão, uma paixão dos japoneses é o karaokê, eles são feras e Christian deveria saber disso.

Aproveitamos que todos tirariam férias ao mesmo tempo, decidimos nos encontrar, Ani, Maite, Christian, Dulce, Poncho e eu. Mas, tudo não deu certo, quando fui pegá-los no aeroporto, me surpreendi vendo apenas Christian, acompanhado de Bj, Maite e Mane e Dulce, completamente zangada. Ani teve um trabalho de última hora e teve que viajar as pressas a Londres, Poncho foi escalado para fazer voos, soube o motivo da cara fechada de Dul, Poncho não viria somente Ani que chegaria depois. Para a raiva de Dulce que provavelmente discutiu com Poncho antes de vir e minha frustração por Ani não ter vindo antes.

“Hey, Bebê, estou chegando. Não morra de saudades, ah espero que não tenha ciúme, trouxe na viagem um gogoboy para Dulce. Sei que ela deve está com um bico do tamanho do mundo. Besos, Anita.”

Gargalhei com a mensagem de Ani, agora na nossa mesa só estavam eu e Dulce e Bj também, mas que estava mais interessado na gravação que fazia do Christian. Mane, Mai, Christian cantava no palco e estavam fazendo sucesso com o público japonês presente. Obviamente que estavam um pouco bêbados, senão nem se aproximavam do palco.

:- Baixinha, vai ficar com essa cara a viagem inteira? – Perguntei a Dulce que não parava de olhar seu celular, frustrada, devia esperar algum sinal de Poncho.

:- Só tenho essa, Christopher. – Completamente grossa, Dulce ás vezes descontava nos outros suas tristezas ou decepções, nas outras vezes era na bebida. Tinha me esquecido disso.

:- Você, não está sentido uma sensação de deja-vu? – a questionei.

:- Deja-vu? – me olhou confusa, deixando seu celular em cima da mesa.

:- É, estranho por que no passado não sei se você se lembra, mas vivemos essa mesma cena. Só que o final dela foi só feliz para você, Estávamos num bar esperando Poncho e Ani. E quando eles finalmente apareceram, Poncho lhe trazia flores com pedido de desculpas e Ani veio acompanhada de Rodrigo nos apresentando-o como namorado. – Contei fazendo careta, relembrando.

Rimos juntos relembrando, pelo menos consegui arrancar o primeiro sorriso dela durante a viagem.

:- Me lembro de discutimos, nós que sempre demonstramos mais o que sentíamos por eles. Você sempre demonstrava que gostava de Ani assim como eu o que sentia por Poncho. – A frase começou divertida, mas terminou triste por ela se lembrar dele.

:- Hey, não fica triste, quem sabe não dá tempo dele vir ainda. – tentei alegrar ela de novo.

:- Não sei Chris. Ele não deu mais sinal de vida, e agora não sinto mais raiva por ele não ter vindo e sim saudade. Ainda tento lidar com essas viagens dele a trabalho, sabe como sou possessiva e carente.

:- Pior que sei, mas ele não mudou sua carga horária por que você pediu?

:- Sim, a carreira dele estava cada vez mais exitosa isso queria dizer cada vez mais viagens internacionais ele fazia consequentemente mais longe de casa ele ficava. Esse era o tema de nossas discussões, então conversamos e achamos melhor ele fazer somente voos nacionais e eu parar um pouco com minhas viagens promocionais com meus livros. – Após contar ela tomou um gole da sua cerveja.

:- Mais uma prova que ele gosta de você e você dele. – sorri para ela que retribuiu.

:- Pois é, ele sempre lidou melhor que eu com a distância que às vezes é necessária, por causa dos nossos trabalhos. Enfim, espero que ele consiga vir mesmo, você sabe que não consigo ficar muito tempo distante dele. – ela olhou para cima de minha cabeça e completou. – Acho que você vai receber uma cantada, bundudo. Cuidado, porque eu estou de olho em você e falo tudo para Ani.

Fiquei confuso, antes que eu virasse para trás e visse quem se aproximava. Alguém sussurrou no meu ouvido.

:- Oh, O gatinho está sozinho? Por que eu posso fazer companhia a ele. – ela disse brincalhona forçando uma cantada, reconheceria onde quer que fosse aquela voz.

:- Minha namorada não vai gostar de saber que eu estou sendo cortejado, ainda mais que estou cedendo. – Me afastei um pouco a cadeira, a puxei para meu colo a beijando.

:- Afe é agora que fico sozinha nessa viagem. Garçom trás mais uma cerveja e velas para não me deixarem sozinha. – escutei Dulce reclamando.

Ani riu parando de me beijar, se virou para Dulce.

:- Chris, não te avisou? – Depois que Dulce negou ela continuou. – Eu trouxe um gogoboy, para você se divertir. Um cara que viajou comigo, Gostoso! . – Ani falou maliciosa sussurrando o elogio ao tal cara.

:- Quem é ele? – Perguntamos ao mesmo tempo, Dulce e eu, ela curiosa e eu enciumado.

Ani apontou com a cabeça para a entrada do Karaokê. Lá estava Poncho envergonhado, com um buquê de flores na mão. Fiquei aliviado, na pressa de Dulce para ir ao encontro de Poncho, ela quase derruba a bandeja do garçom que estava passando. Pulou no colo dele o beijando, finalmente a baixinha ficaria feliz. Todos do Karaokê olharam para a cena.

:- Vocês dois aí! Estão atrapalhando minha performance. – Christian reclamou do palco brincalhão, já que todos pararam de prestar atenção nele para olhar Dulce e Poncho. Estranhamente ele estava sozinho, girei meu olhar procurando Mane e Mai, o casal estava aos beijos próximos ao bar, provavelmente pediram alguma bebida.

:- Por Deus, nunca fiquei tão vermelho de vergonha. – Poncho disse se aproximando da mesa que estávamos. Cumprimentou eu e Bj.

:- Até que enfim, vocês chegaram esses dois estavam um porre, só falando de vocês. – Bj, falou para Ani e Poncho.

:- Só Dulce eu sabia que Ani chegaria. – Me defendi apertando Ani no meu colo.

:- Claro, vocês sabem que meu humor muda, quando estou longe de Poncho – Dulce falou o abraçando. – Por que não me avisou que chegaria?

:- Eu consegui mudar meu turno de última hora e pilotei uma viagem até aqui, tive a sorte de encontrar Ani, no desembarque, demoramos a achar o hotel e encontrar esse lugar, mas aqui estamos. – ele respondeu dando um beijo na sua testa.

:- Bom, agora que estamos todos aqui e juntos, eu quero cantar! – Ani exclamou animada, se levantou do meu colo e correu em direção de Christian, não se antes me roubar um selinho e encontrar um microfone no caminho.

O Karaokê foi dominado por nossa turma do mal, até Poncho e Bj que estavam acanhados cantaram depois de que o álcool fez efeito neles. Estávamos felizes, todos reunidos se divertindo. Agora, aqui na mesa vendo Poncho e Mane contando histórias, Christian falando piadas, Mai e Dul bebendo e falando besteiras conversa total de bêbadas, Bj se divertindo, estranhei a falta de Ani na mesa.

Sai para procurá-la, ela está lá fora na rua, falando no celular.

:- Muito Obrigada, Clau, fico te devendo essa. – ela me viu e fez um sinal para que me aproximasse.

Cheguei e lhe abracei o corpo, aqui estava frio ao contrário de lá dentro que estava abafado. Ela terminou a chamada e desligou me encarando.

:- Aconteceu alguma coisa? – perguntei dando um selinho nela.

:- Inventaram mais uma campanha de última hora, pedi para que Clau me cobrisse, afinal oficialmente estou de férias no Japão, para curti-las, com meu namorado e amigos. – ela falou feliz me abraçando.

:- Como eu também estou de férias oficialmente, vamos aproveitar muito. – cerrei ainda mais meus braços a sua volta e dei uma pequena mordida no seu queixo. Para que ficasse ciente que aproveitaríamos muito mesmo. – Amor que dia é hoje?

:- Hãn? É Sábado! – Respondeu confusa passando a mão no meu rosto, minha barba começava a nascer. Ela gostava de ficar passando a mão, me dizia que era gostosa a sensação, parecia espetá-la.

:- Data, amor? – perguntei mais direto e sorrindo.

Abri ainda mais o sorriso, por que ela se lembrou, hoje era dia 11. E de novo, indiretamente era nosso dia. Ela subiu agora as duas mãos que se perderam nos meus cabelos que estavam grandes, ela apertou um punhado, me trazendo para perto do seu rosto.

:- Feliz Somtaac, bebê. – Ela sussurrou.

:- Feliz Somtaac, amor. Te amo. – Não esperei sua resposta, a beijei.

Me deixando flutuar, pela intensidade da magia que nos cercava, isso que nos diferenciava e também nos igualava a diversos casais de todo o mundo. Apesar de nossas diferenças nos entregávamos a magia do nosso amor, isso que nos levava a caracterizar os nossos momentos juntos como mágicos, intensos e principalmente únicos.

Fim! Apenas, Começo.

Notas finais
Tivemos também uma citação de Love me Tender, do Elvis Presley. Aqui para quem quiser ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=093GjYcDg-4 E esta história chegou ao seu final. :( Que realmente tenham gostado, agora terminei de postar todas minhas histórias então daqui para frente histórias novas. ;) Até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!