Se pudesse ser diferente?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Prólogo
Capitulo 1 - Treze anos depois
Capitulo 2 - Noite entre amigos
“O que você faria se tivesse a oportunidade de mudar o seu passado?”
Prólogo
Dia 25 de maio.
Uma casa, várias crianças e vários pais, um cheio gás despercebido, uma explosão, um acidente, um incêndio, uma tragédia.
Samanta, uma menina de olhos azuis, branca, de cabelos lisos ondulados, loira, com um único objetivo daquela noite, ter um aniversário de três anos feliz! A pequena Garotinha inocente, foi adotada pelos seus pais adotivos Dora e Arnaldo. Um casal que se mudou do Brasil para Austrália, após aquela de finanças da empresa Otabol, onde Arnaldo trabalhava. Samanta era filha de uma garçonete que após morrer em seu parto foi dada a um orfanato e seu pai até hoje é desconhecido. O casal nunca teve um filho, por motivos óbvios, então adotaram o pequeno bebê, após a proposta ser feita.
Estavam na casa três famílias, eram eles, seus tios e dois primos, Samuel e Denis, os seus vizinhos, Wesley e Ian acompanhados de seus pais.
Wesley e Ian, apesar de serem irmãos não eram nada parecidos. O irmão mais velho com cabelos que passavam da nuca, uma enorme reviravolta preta em uma cabecinha de treze anos e o caçula de sete anos com um topete mais casual. Wesley mesmo sendo o mais novo era o mais ajuizado, em quanto Ian vivia se metendo em brigas na escola. A personalidade dos irmãos Morgan eram totalmente distintas, apesar de ser o mais velho Ian era o queridinho da família, menos para seu pai Robison que questionava as atitudes do filho mimado. Robison era advogado e justiça era um requisito que ele jurou ter, mais não conseguia mantê-lo nem dentro de sua própria casa. Wesley Morgan, sempre tirava boas notas e sempre foi motivo de discórdia entre os alunos da pequena escola mais bem paga de Mabers.
Samuel e Denis eram meio irmãos, Denis o mais velho de doze anos, sempre se arrumava como playboyzinho, após a morte de sua mãe no Brasil seu pai viu uma alternativa de recomeço na Austrália, e veio com sua irmã Dora. Samuel foi fruto de seu segundo casamento com Megan, uma mulher australiana quinze anos mais nova que ele, administradora de uma linha de lojas espalhadas pelo país, depois de seu envolvimento com um subordinado teve que abrir mão da empresa e vende-la para uma firma rival. Então casou-se com Megan e três anos depois Samuel nasceu.
Mabens sempre foi uma cidadezinha linda, apenar de ser um minúsculo ponto no mapa, jamais visto a olho nu. Com menos de seis mil habitantes, os mais ricos moravam no centro assim como as três famílias. A maioria da pequena população não nascera lá, apenas era um ótimo lugar para se viver, mas não para se nascer e morrer.
Nessa noite estavam todas as crianças no andar de cima da casa, no quarto de Samanta brincando de se esconder dos mais velhos. Os adultos estavam na sala de estar, no térreo. A enorme sala da de vista para a rua de um antigo residencial, que ficava naquele mesmo local, cujo foi destruiu anos atrás.
O quarto da garota estava repleto de bonecas, de todos os tamanhos e modelos. Uma escrivaninha que a menina mal podia alcançar e também uma penteadeira branca, com um espelho combinando com o guarda roupa. Ela não dormia mais em um berço, e sim em uma cama, e perto da janela com cortina rosa bebê, ficava um sofá pequeno, que a menina passava horas observando a movimentação da rua.
Não havia partido o bolo mais mesmo assim estavam todos de chapeuzinhos, até Ian que achava isso tudo ridículo, ainda mais quando a menina que ele gostava morava ao lado, Elena uma menina de 19 anos que nem ligava para ele, odiou ainda mais depois que ele tentou beijá-la na praça da central da cidade.
Esses cinco, nunca se separavam, quase nem era para brincar, ficava o dia inteiro atarefados com vários tipos de cursos e escola.
Apesar da menina passar a maior parte do tempo com Ian, enchendo sua paciência, dava para ver em seus olhos que para ela tudo que importava era seu primo Samuel, os dois se davam muito bem.
Mas entorno de toda essa felicidade, uma tragédia aconteceu!
Um cheiro de gás passou despercebido pelo tempo necessário, até que de repente uma explosão.
O forno em que Dora, mãe de Samanta preparava uma enorme lasanha, não foi acesso corretamente. Com o botão virado por horas sem ninguém perceber, foi só Robison ascender um cigarro próximo à varanda que liga direto a cozinha, até causar tudo. O que tudo indica Robison foi o primeiro a morrer, da pior forma possível. Escombros, estilhaços tomou conta da rua, o andar de cima da casa, por um milagre não ficou totalmente destruído, fazendo com que as crianças conseguissem se manter vivas o tempo necessário para serem salvas pelos bombeiros.
Ao todo foram mais de trinta bombeiros na operação que levou quatro horas para ser concluída. Os moradores de toda a rua se reuniram para ver o que acontecia e em meio a uma super tensão, fizeram uma oração por aquelas três famílias. Aos poucos cinco crianças foram saindo pela janela do andar de cima, carregadas por bravos bombeiros. Apenas as cinco crianças saíram da casa.
...
Cinco dias depois do terrível acidente, Ian acordou em uma cama de um hospital, sem saber o que havia acontecido. Quando entrou alguém naquele pequeno quarto, bem ventilado e de cor azul, um desconhecido. O homem velho de barba acinzentada e de roupas surradas, aparentemente muito caras, sentou-se na cadeira ao lado da cama do garoto. Ian dormia em um sono profundo, o pequeno estava com uma das mãos enfaixada, e cheio de escoriações sobre sua pele, principalmente em seu rosto. O garoto foi aos poucos abrindo os olhos de vagar e sem perceber já estava sentado na cama olhando aquele velho de boné que o encarava.
- Quem é você? — Perguntou o garoto.
- Creio que não me conhece! – disse o homem misterioso — Sou seu tio Bernardo, mas me chame de Bob.
- O que aconteceu? Cadê meu pai, minha mãe e as crianças? Por que você está aqui? Por que eu estou aqui? — Repetia o garoto incansavelmente
- Calma, olha você vai precisar ser forte, sabe o acidente?
- Sim, eu me lembro.
- Foi uma explosão causada por um vazamento de gás de cozinha, e logo virou um incêndio.
- As crianças estão bens?
- sim, elas estão, mas seus pais, e os outros... Morreram.
Nisso o garoto desaba, ele não acreditara em uma só palavra que aquele velho dizia, será mesmo possível? Seus pais, seus tios? Bob deu um abraço em Ian, que se desfez do abraço gritando.
- Não, pare de mentir!
- Só vim para ajudar, nem um parente quis vocês cinco juntos! E eu pensei que talvez vocês não queiram morar comigo? – Explicou Bob.
- Está bem, partiremos quando? Quero sair desse lugar hoje se possível! – Encorajado falou Ian
Apesar da resposta encorajada do pequeno garoto, era inevitável que ele estava assustado e acima de tudo, depois desse dia ele não seria o mesmo, aquele menino não se via mais como pequeno e sim começou a encarar tudo de uma outra maneira. Seus olhos não se enchiam mais de lagrimas, a aparência madura foi necessário para que pudesse ajudar não só a ele, mas também a quatro crianças órfãs que via nele uma maneira de se confortarem.
Levaram se sete horas de viagem até a casa do tio Bob, onde Samanta não saiu do colo de Denis, o segundo mais velho dos cinco. Ian no banco da frente ao lado de Bob, sempre olhando a estrada, sem chorar, apenas saíram daquela pequena cidade com os corações partidos de que ali onde moraram a maior partem de suas vidas, estava ficando para trás, o vento e o sol que batiam em seus rostos era a única sensação agradável que sentiram após o acidente inesperado.
Bernardo era médico, por isso tinha uma casa, ou melhor, mansão, e ia abrigar os garotos, nunca pode ter filho, e nem uma mulher aceitava isso naquela época, então ele era um homem solitário. Ter crianças na casa seria uma ótima ideia.
Todos saíram do caro com uma bolsa nas costas e uma mala na mão, e entraram pela enorme porta principal que vai direto para a sala, a mais bonita que já viram. Ian o primeiro da filinha parou após Bob entrar, olhou bem a porta e pensou aqui vou poder recomeçar.
- Cozinha a direita, banheiro à esquerda, e essa escada da aos quartos – disse o homem.
Havia uma escada gigantesca, com 27 degraus. Quando chegaram ao todo havia oito portas.
- Primeira porta, quarto de Denis, segunda de Samuel, terceira de Samanta, quarta de Ian, quinta de Wesley, sexta meu quarto, sétima biblioteca, e oitava, não entrem!
Todos entraram nos quartos para arrumar a bagagem. O quarto de Denis era azul claro, com uma janela para a rua, sua cama era um beliche, mas de vez embaixo haver outra cama, encontrava-se ali uma escrivaninha, ao lado um guarda-roupa, um tapete de veludo e um computador.Já o de Samuel era verde, com a cama no centro, um guarda-roupa e uma enorme estante cheia de carrinhos, o que mais chamou sua atenção, foi o Impala 67, modelo usado por dois irmãos famosos.
Samanta ao entrar, ficou maravilhada com o numero de bonecas e barbeis, seu cobertor também era rosa, assim como o seu tapete e as cortinas. O quarto de Wesley era bonito, com guarda-roupa, cama de canto, sofá do lado da janela e um vídeo game, cujo deixou maravilhado!
Ian foi o ultimo a entrar em seu quarto, ele adorava ler, Bob sabia disso, e colocou uma estante com vários títulos famosos, que ia desde romance, ficção, suspense, terror a informativos, tinha também sua cama e um armário velho.
Suas vidas mudaram.
Treze anos depois...
Querem saber o que aconteceu?
Tenham ma boa leitura!
Capitulo 1
Treze anos depois
Priiii tocou o despertador.
Samanta morrendo de sono levantou da cama e deligou o despertador e mesmo sabendo que já era seis da manhã, voltou a dormir.
- Samanta!- Gritou o tio Bob — Vai se atrasar para a escola!
Samanta levantou, e como de costume foi acordar Wesley e Samuel, depois começou a tomar o seu café.
- Bom dia – Denis disse a garota
- Não é um bom dia! – Reclamou Samanta
- O que houve? – Perguntou ele
- Estou com sono! — Respondeu a menina
- Lamento informar querida, tenho nove anos a mais que você, já acordei muitas vezes seis horas e não morri, ao contrário, continuo essa pessoa linda que sou! – Falou Ian com um sorriso sarcástico, após uma careta de Samanta.
O bolo estava muito gostoso para Wesley, Samuel e Bob pararem de comer e interferirem na conversa. Ambos eles, adoravam tudo que a cozinheira preparava. Desde que vieram morar aqui, Dona Rosa, fazia toda a comida para as seis pessoas da casa. Ela era a vizinha, mas próxima que Bob tinha, já que os outros vizinhos odiavam cinco crianças atrapalhando a vida deles, hoje eles cresceram e continuam fazendo barulhos com suas músicas e jogos.
Seis e meia, Wesley e Samuel, pegaram o carro impala preto, para irem à faculdade de medicina, Wesley tem 19 anos e cursa o segundo ano, e Samuel tem 20 e está no terceiro. Ambos seguiram a carreira de Bob.
Na garagem havia dois carros, uma caminhonete e uma moto. Ian e Denis pegaram sua BMW vermelha, que compraram juntos. Os dois seguiram outra profissão, os dois amigos trabalham para o FBI, tirando das ruas assassinos, além de prenderem terroristas e assaltantes de grandes empresas. Com apenas 25 e 27 anos, ganham muito dinheiro a cada trabalho executado. Eles nunca pararam para pensar, mas as duas disciplinas salvam vidas!
Sobrou na casa apenas Samanta e Bob, que já estavam de saída para o colégio da menina. Bob pegou seu sport preto e foi para o trabalho, deixando a garota na escola. Ele trabalhava todos os dias no plantão do HRF. Samanta estava no terceiro ano do ensino médio.
Ela sempre foi a garota top da escola, onde a maioria quer ser seu amigo. Apesar disso ela é muito inteligente, mas ninguém precisava saber disso, graças aos garotos de casa que lhe ensinam muitas coisas. Ela faz parte do grupo de basquete da escola, e isso foi seu auge, as melhores garotas estão nele.
Samanta tem duas amigas, a Bia e a Carol, apesar dela saber que as garotas só se tornaram amigas dela por causa da enorme beleza de Wesley e Samuel.
- Oi – Disse Bia
- Oi – Disse Carol
- Demorei a acordar um pouco, ontem fiquei até tarde escutando música com o Samuel, e quase morri para acordar hoje, e acho que ele também estava com sono! – disse Samanta
- E você gosta dele não é? – perguntou Bia
- Vamos para sala, esse é o melhor a se fazer – Disfarçou a pergunta e entraram na sala.
Nisso na porta elas foram paradas por duas garotas rivais que disseram:
- Melhor jogarem bem semana que vem! Se não vai ser impossível animar uma torcida revoltada
Ela era líder de torcida
- Não se preocupem a torcida dessa escola, já tem animação por si só, nem precisamos de vocês, eles gostam mesmo de verem belas garotas jogando e não umas menininhas tentando dançar – se irritou Samanta, empurrando as duas, uma para cada lado, entrou na sala e se sentou como o de costume.
Depois Samanta foi treinar basquete com as amigas. Samuel e Wesley, e também Yasmin amiga da família, namorada de Wesley, estavam a sua espera.
- Nossa elas treinam para valer! – Disse Yasmin
— Tem um jogo quarta- feira – Falou Samuel
A garota saiu do meio da bagunça se despediu das amigas e foi para casa.
Capítulo 2
Noite entre amigos
Já era de noite quando Bob constatou que Denis não havia comprado o jantar e Dona Rosa tinha ido visitar um neto em Minas. Denis como sempre, negou o erro, e para disfarçar falou para toda família irem a uma lanchonete. A proposta foi aceita rapidamente, e foram se arrumar. Samanta como sempre ligou para Carol e Bia, que aceitaram na hora.
A noite não estava fria, pelo contrário o vento que entrava e saia do carro estava agradável.
Chegando a lanchonete, as meninas já estavam lá, assim como Yasmin. Wesley foi o primeiro a se sentar, ao lado da namorada.
Bia estava a lado de Samuel que disse:
-Senta perto do Samuca que eu sento ao lado da Carol, preciso conversar com ela – Respondeu Bia.
Samanta fez cara de desentendida, mas logo entendeu a indireta.Com todos acomodados, Ian resolveu brincar.
— Vai gente, forma a rodinha, jogar o jogo da garrafa.
— Como assim? — Perguntou Samanta
— Como assim querida? Em que época você vive? – Disse ele mais uma vez sendo irônico.
-Lógico que sei, só falei sem pensar! – Reagiu ela.
Caíram várias combinações, menos Samuel e Samanta.
— Vamos embora – Disse Bob já impaciente.
— Mas Samuel e Samanta nem foram escolhidos – Disse Bia
— A sorte está em jogo – Falou Ian ironicamente – Se não está ao seu lado não posso fazer nada – Então olhou para Samanta.
Todos começaram a rir, por muito tempo, até Denis que não sorria há muito tempo. Desde de sua ex-namorada ter o deixado, já faz uns 8 meses, e ele nunca mais soube dela, simplesmente sumiu. Namoraram durante quatro anos, ele nunca descobriu por que ela o deixou inexplicavelmente.
— Mas coitados dos dois, ficamos aqui muito tempo e nem um deles foi escolhido – Disse Carol se referindo a Samuel e Samanta.
— A garrafa não quis – Falou Ian com um sorrisinho.
Samanta quase arrancou a cabeça de Ian, mas se acalmou. A garota foi então pagar a conta, Samuel foi atrás.
Um ex-namorado de Samanta estava na mesa ao lado a encarando, ele nunca aceito o fim do rompimento do namoro, quando ele já estava se levantando para falar com Samanta, Samuel segurou sua mão e voltaram juntos até a mesa.
Já em casa Samanta havia tomado banho e já estava de pijama sentada em sua cama, choramingando. Pensava em tudo o que poderia acontecer amanha, não seria nada fácil. Foi quando Samuel entrou em seu quarto e quando ia desejar boa noite, reparou a expressão da garota e sentou-se ao seu lado.
— O que foi?- Perguntou ele.
— Estou com medo de amanha – Respondeu ela tristemente.
Os meninos estavam do lado de fora da porta tentando não rir, até que para evitar suspeitas foram dormir. Samuel deu um beijo em sua testa e num enorme abraço falou:
— Te amo nada irá te abalar comigo por perto!
— Também – respondeu ela
— Boa noite priminha – Concluiu ele.
Então a luz foi apagada.
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