Se eu fosse você

6 É uma piada?


Notas iniciais
Oi gente. Novamente desculpem a minha demora e Obrigado por serem pacientes. BRUUUUNA MEU AMOOOOR, MUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO. EU AMEI E VINDO DE VOCÊ QUE É TÃO ESPECIAL EU AMEI EM DOBRO. MUITO OBRIGADA MESMO AMIGA. APROVEITE O CAP, PORQUE ELE É SEU. Bom, espero realmente que todos gostem.

Felicity acordou com a boca seca. Sentou-se na cama, o quarto estava escuro. A pouca luz que entrava pela vidraça, sinalizava que já havia escurecido. Felicity se arrastou até a janela e olhou para o céu acinzentado e com poucas estrelas de Starling. Uma chuva fina pairava sobre a cidade e embaçava o vidro.

Ela não queria sentir-se arrependida por ter mentido para Thea, elas nem eram tão próximas assim, mas sabia que a irmã caçula de Oliver havia mudado da água para o vinho devido às grandes mentiras ocultas por Oliver e Moira no passado. Se Dig já sabia e também Lyla, por que Thea não poderia saber? Não tinha motivos para ocultar aquilo da garota.

Felicity saiu do quarto, decidida a contar para Thea toda a verdade, mas como ela, há essa hora ainda estava na boate, achou melhor deixar para o dia seguinte. Atravessou todo o corredor e contornou o sofá, mais alguns passos e estava na cozinha. Sua barriga já emitia sons um tanto quanto altos.

Preparou um sanduíche de peito de peru, queijo, folhas de alface e acrescentou algumas rodelas de tomate. Depois fez um suco com as poucas laranjas que tinha em uma fruteira no canto da cozinha e sentou-se a mesa. Seus pensamentos não estavam ali, voavam longe. Ela pensava em como ia encarar Oliver novamente, e, pior, dali a poucas horas. Ela teria que ir para o covil e com certeza Oliver estaria lá.

Terminou de comer e lavou a louça depositada na pia, em seguida organizou toda a cozinha, ajeitando as cadeiras entre as pernas da mesa. Depois se arrastou sem ânimo algum para o quarto de Oliver, que agora era dela. Entrou no closet e tirou uma muda de roupa dele, para usar mais tarde, jogou sobre a cama e então procurou por algum sapato.

Depois de se arrumar. Pegou a carteira de Oliver e enfiou no bolso, as chaves do apartamento também. Era muito estranho estar no corpo de Oliver, mas dois dias naquela situação fizeram com que ela se adaptasse ao menos um pouco. Saiu do apartamento e pegou o elevador que desceu até a portaria. Cumprimentou o porteiro e do lado de fora, esperou pacientemente por um táxi. Jamais pilotaria a moto de Oliver.

[...]

O táxi estacionou um pouco distante da verdant, devido ao acúmulo de carros que deixavam jovens e adultos a fim de uma noite tranquila na boate. Felicity não se importou, tinha mesmo que dar a volta no local e entrar por trás. Pagou a corrida e gentilmente agradeceu ao motorista. Deu a volta na boate. As gotas de orvalho acumulavam-se no topo da sua cabeça, mas não o bastante para molhar suas roupas. Abriu a porta e percorreu o pequeno corredor até a porta que dava acesso ao covil. Digitou a senha e entrou.

Desceu a escada ainda receosa e com muita vergonha, não queria dar de cara com Oliver, o que foi impossível, e Felicity praguejou mentalmente. Sua falta de sorte realmente não tinha limites. Oliver estava sentado na cadeira em frente aos computadores, o braço apoiado na mesa e o olhar distante. Nenhuma novidade, nem as roupas eram novidades, ele estava com a mesma roupa de dois dias atrás. Thea estava treinando com Roy, e ele estava levando um sufoco da garota miúda. Dig era o único que ainda não havia chegado. Ela respirou fundo, tomando coragem e andou até Oliver.

— Meu Deus, o que está fazendo comigo? — Oliver a olhou com as sobrancelhas franzidas, uma expressão de total confusão. — Olha meus cabelos, estão cheios de nós, duros e sujos. Você ainda está com a mesma roupa de dois dias atrás. Por favor, me dê um banho. — Suas bochechas ganharam um tom vermelho, quase roxo. — Digo dê um banho em você, em nós. E troque essa roupa.

— Eu. Eu. — gaguejou Oliver. Aquilo era muito confuso para ele. Em tantas noites imaginou o corpo de Felicity. Mas, agora, obviamente não queria ultrapassar os limites. — Isso será um pouco constrangedor. — Ela deu de ombros e sentou-se na superfície da mesa.

— Sim. É. E muito. Acredite. — Suspirou, passando a mão pelos cabelos curtos e pungentes de Oliver. — Mas, não quero que comecem a dizer que eu cheiro mal. E, aliás, é só você não olhar.

— Você se sente bem com isso? — Quis saber Oliver.

— Não. Mas não temos escolhas. E eu não quero ficar fedida. — Ele concordou. — Tome banho Oliver. É uma ordem. — acrescentou com tom autoritário.

— Tudo bem. — disse meio contrariado.

— Pessoal. — Dig desceu as escadas à passos largos. Pela sua expressão algo ruim havia acontecido. Felicity correu para os computadores e ligou no noticiário.

Uma mulher aparecia segurando um microfone, e falava sobre o incêndio que atacava o banco central de Starling. E também dizia que bandidos estavam dentro do banco com reféns. O incêndio era na entrada do prédio, haviam ateado fogo em dois carros. No fundo mostrava a imagem dos bombeiros tentando conter o fogo.

— Eles estão mantendo 4 pessoas dentro do banco. E o pior. Essas pessoas usam coletes com explosivos. — Explicou Diggle.

— Meu Deus, o que faremos agora? — murmurou Felicity alarmada.

Era exatamente isso que Oliver temia, ele nunca colocaria Felicity em perigo, mas ao mesmo tempo precisaria proteger sua cidade. E conter os bandidos, lutando contra eles no corpo dela, era extremamente perigoso. Não era certeza isso, mas, por via das duvidas. Oliver nunca se permitira machuca-la.

— Oliver, precisamos do arqueiro. — cochichou Dig, para que apenas ele escutasse.

— O arqueiro não vai poder ajudar. Não enquanto eu estiver nessa situação. Não vou colocar Felicity em perigo.

— Então. O que vamos fazer?

— Você e Roy vão fazer. Felicity vai analisar o interior do banco, acharemos um meio de entrar e você e Roy vão salvar aquelas pessoas.

— Eu escutei meu nome, isso quer dizer que posso me meter na conversa. —disparou Felicity. — Oliver, a gente precisa conversar. Agora. — Ele e Dig se olharam e então Diggle se afastou, levando Thea e Roy junto.

— Aconteceu algo? — questionou.

— Temos que contar para Thea e Roy. — O rosto de Oliver se contorceu em uma expressão de dúvida é então suavizou.

— Não. — Resistiu.

— E você acha que eles não vão perceber? Ou achar estranho você mexendo nos computadores ao invés de mim? Ou a sua forma delicada de agir, igual uma mulher? Ou como você tagarela ao invés de eu estar falando pelos cotovelos? — Argumentou irredutível. — Você prometeu nunca mais mentir para sua irmã. E agora, o que está fazendo?

— Eles não vão acreditar nisso. — Retrucou.

— Dig e Lyla acreditaram. Por que os dois não vão acreditar? Não custa tentar. E Thea está achando tudo muito estranho. — Oliver respirou fundo e ponderou. Realmente Felicity estava certa, ia ser muito difícil esconder o que estava acontecendo com eles de Thea e Roy. — Temos que contar.

— Está bem. Vamos contar para eles. — Felicity sorriu grata por Oliver concordar.

(...)

— Que piada é essa? — Foi a primeira reação de Thea depois de escutar tudo que o irmão e Felicity lhe contaram. Roy permanecia imóvel e com uma cara de espanto, e ia continuar por muito tempo.

— Eu queria que fosse mesmo apenas uma piada. — desabafou Felicity. — Mas não é.

— Não, isso não tem lógica. É... — Pensou em algo para dizer, mas nenhuma palavra explicaria o que Thea pensava. — Como isso está acontecendo? — Perguntou por fim, esperando uma explicação dos dois.

— Não sabemos. — Suspirou Felicity. — Acordamos assim.

— Meu Deus, vocês são ótimo mentirosos. Não esperam que eu acredite nisso, não é? — comentou, ainda desacreditada. Olhou para os dois que permaneciam sérios. Então, uma série de imagens passou por sua cabeça. Oliver tagarelando e fazendo faxina, a forma sensível que ele estava agindo nos últimos dias, e a forma carrancuda que Felicity olhava para tudo. — Meu Deus! — exclamou com os olhos arregalados. — Por isso você anda tão diferente Oliver, você nunca pegaria uma vassoura. Eu até mencionei com Diggle que Felicity parecia você e você a Felicity. — Começou a gargalhar.

— E você Roy, não tem nada para dizer? — Indagou Oliver.

— Ahh. — Disse boquiaberta, ainda digerindo tudo. — Eu moro no glades, tem uma bruxa lá, ela tem uma verruga na ponta do nariz e um gato preto. — Ponderou. — Talvez ela possa ajudar. Ela é um pouco sinistra, mas acho que poderá ajudar.

— Agora temos algo mais importante para resolver. — comentou Felicity. Oliver concordou com a cabeça e falou:

— Você e Dig vão entrar no banco e salvar aquelas pessoas. — Roy assentiu.

— E eu também. — disparou Thea.

— Não vai não. — Intervenho Oliver. — Você vai ficar aqui.

— Ollie, eles precisam de ajuda. — Insistiu.

— Eles vão conseguir.

Dois teimosos e cabeças duras, dispostos a continuar aquela discussão até que apenas um saísse campeão. Felicity Revirou os olhos.

— Thea está certa. — Oliver a encarou, repreendendo apenas com o olhar. — Ela pode ficar do lado de fora. E entrar apenas se os dois precisarem de ajuda. Sei que não quer deixar sua irmã em perigo, mas lá dentro tem 4 pessoas correndo risco de vida.

— Você sabe que os dois precisam de ajuda. — Concluiu Thea. — Prometo que vou te obedecer.

Oliver relaxou. Olhou para as duas e deduziu que o único perdedor seria ele, era dose dupla, Felicity e Thea, seria difícil ganhar essa. E realmente, Thea seria de boa ajuda.

— Tudo bem. Mas, você ficará do lado de fora e entrará só em caso de emergência.

— Okay. — disse com um enorme sorriso nos lábios. Thea pensava que aquela era a chance para provar ao irmão que ela tinha capacidade para proteger a cidade e também a si mesma. Ela saiu dando pulinhos, mas Oliver continuava receoso.

— Ela vai ficar bem Oliver. — Felicity segurou a mão delicada dele e acariciou o pulso com seu polegar áspero. — Ela até consegue vencer o Roy. Daqui alguns dias ela vai vencer você. — Ele sorriu.

— Vamos. Temos que resolver isso. Preciso que você análise o interior do banco e procure uma entrada pela qual Dig e Roy possam entrar sem levantar suspeitas.

— Okay. — Felicity sentou em sua habitual cadeira e procurou a planta arquitetônica do banco, em poucos minutos ela já havia estudado todas as entradas do banco e já havia arquitetado um plano.

Roy já estava usando seu uniforme vermelho do arsenal e Thea a capa preta que cobria todo o seu corpo. Dig havia enfiado armas em uma bolsa de coro e Felicity havia falado o plano para Oliver. Ele logo explicou o plano para o restante e os três saíram do covil, rumo ao banco.

John e Roy entrariam pela tubulação de ar condicionado que cobria todo o interior do banco, Felicity passaria as coordenadas de onde os reféns estavam para eles. Todos os canais de televisão anunciavam que os bandidos estavam mantendo as pessoas dentro do cofre do banco. Porém, nenhum tubo passava sobre o cofre, então Diggle passaria o modelo do cofre para que Felicity o ensinasse abrir.

Oliver se mantinha em pé ao lado de Felicity, observando tudo e de olho nas noticias. Claro que ele seria de grande ajuda, mas nas condições que ele se encontrava era mil vezes melhor ficar onde estava.

‘Entramos.’ — disse Dig pelo comunicador. Felicity olhou para a tela e duas luzinhas piscavam próximas e a outra um pouco distante. Tratava-se da localização de cada um deles. Thea estava do lado de fora, como Oliver ordenou. E John e Roy estavam na entrada da tubulação. Felicity traçou a rota mais uma vez, apenas para ter certeza.

— Sigam reto, depois virem para esquerda. — comunicou, prestando atenção nos pontinhos vermelhos. Os dois seguiram o caminho rastejando pelo tubo largo e de aço, viraram a esquerda como Felicity pediu. — Sigam reto novamente e dessa vez virem a direita.

Continuaram seguindo as ordens de Felicity, percorreram um extenso caminho. Até ela avisar que eles estavam no local certo e que podiam descer. Diggle tirou a tela de arrames trançados, abrindo um pequeno buraco, o bastante para os dois pularem no corredor do cofre. Roy colocou a cabeça para fora e olhou para os dois lados, uma guarda estava de costas, portanto não o viu.

— Eu vou. — murmurou. Diggle consentiu e com leveza Roy pulou. Pegou uma flecha com sonífero e atirou na omoplata do guarda que caiu inconsciente no chão. — Pule.

— Tudo limpo? — indagou John. Roy assentiu e então Dig pulou. — Conseguimos. — avisou a Felicity. — Essa porta é incrivelmente reforçada de aço e várias travas.

‘Bom, se ela foi aberta por bandidos. Tenho certeza que consigo abrir.’ — disse Felicity, analisando a foto que Diggle acabará de enviar. ‘Coloque o decodificador na superfície lisa da porta.’

— Pronto. — disse Diggle, depois de cumprir a ordem. As trancas começaram a girar, quando pararam Diggle puxou a porta.

— Tire-as em segurança. Vou cuidar o corredor. — Diggle assentiu e entrou no cofre, desamarrou os reféns, e os ajudou retirarem os coletes explosivos e conduziu-as para fora uma por uma. Ajudando-as a subirem na tubulação e explicando o caminho. Depois os dois subiram na tubulação e saíram do banco.

— Graças a Deus, sem uma reviravolta no fim. — murmurou Diggle. — Felicity, pode avisar o capitão Lance que todos os reféns foram tirados do banco em segurança.

— Okay. — disse ela, pegando o celular e discando o numero de Quentin. — É melhor você fazer isso. — entregou o celular para Oliver.

(...)

— Ao que tudo indica o arqueiro foi quem tirou os 4 reféns do banco. Logo depois a policia invadiu o local e prendeu os 5 bandidos, incluindo um que foi atingido por uma flecha. Ainda não temos relatos das vitimas, elas foram levadas para uma área segura, onde enfermeiros dão auxilio a eles. Voltaremos em breve com mais informações.

Felicity desligou o noticiário, e respirou mais tranquila. Tudo havia dado certo e todos foram salvos. Mas, não pelo arqueiro. Dig voltou para o covil e Roy e Thea cuidaram da cidade por mais algumas horas. Felicity e Oliver conversaram e chegaram a conclusão de que eles deveriam procurar a solução do problema pelo qual os dois passavam juntos. Talvez a bruxa do glades não fosse uma má ideia.

— Felicity. Preciso te contar mais uma coisa. — ela ergueu uma sobrancelha e fitou os olhos dele. — Eu meio que fui grosseiro com Ray. Pedi que ele ficasse longe por alguns dias, inventei uma catapora, mas ele insistiu e eu fui muito grosseiro. — ela suspirou, deu um passo a frente, ficando a poucos cm de Oliver.

— Sinceramente. No momento, meu relacionamento com Ray, é o que menos importa. — Oliver não escondeu o sorriso genuíno e largo que se estendeu em seus lábios. Aquilo realmente havia sido muito bom de escutar.

— Então. Você vai para a minha casa? — perguntou Thea descendo as escadas. — Estou falando com você, Ollie. Temos um quarto extra. Felicity pode morar com a gente até tudo isso passar.

— Acho melhor ficar como está. — argumentou Felicity. — Eu na sua casa e Oliver na minha.

— Felicity está certa. — completou Oliver.

— Okay. Mas, então a Felicity vai comigo. Isso vai ser divertido. Podemos assistir filmes de comédia romântica e, comer brigadeiro de colher.

— Você também podia fazer isso comigo. — intrometeu-se Oliver.

— Não. Você sempre dormiu na metade do filme, e alegava que a trama era monótona. — retrucou. — E vai ser muito legal ter outra alma feminina naquele apartamento. — acrescentou empolgada.

— Boa sorte. — sussurrou para Felicity que sorriu. — Amanhã eu passo lá logo cedo. — disse com timbre de voz alta. — Agora vou para casa tomar banho. — cochichou apenas para Felicity. — Ela o observou sair, depois olhou para Thea e sorriu de forma sincera.

— Vamos? Estou com fome e morrendo de sono.

— Só vou tirar essa roupa e pegar minha bolsa. — assentiu. Sentou-se na sua cadeira e esperou por Thea. Filmes e brigadeiro não seria uma má ideia e Felicity queria mesmo conhecer um pouco mais de Thea.

Notas finais
Bom, se chegaram ao final, não custa nada deixar um comentário. Vale criticas construtivas, elogios e aquele famoso "continua" só não deixem de comentar. Bjoooos e até o próximo.