Se eu fosse você

12 O jantar. Parte I.


Notas iniciais
Toc Toc, alguém acordado? Espero que sim haha. Bom, esse cap ficou longo, deu mais de 4,000 palavras e eu ainda não terminei, então para não ficar extenso e uma leitura cansativa eu o dividi em duas partes. Todo o jantar ainda ficou para o próximo cap (A parte tensa, como eu chamo ahsuahs), esse cap ficou leve e engraçado, eu espero que vocês gostem. E por favor, tenham calma, eu estou tentando aproxima-los com calma, não quero deixar forçada o inicio da ralação dos dois. Fiquem tranquilos, afinal, eu gosto de finais felizes. Aproveitem. Minha irmã disse que uma pequena frase de música ou poemas, essas coisas já é consagrado um plágio, então vou colocar o nome da música que coloquei numa interação entre Felicity e Donna aqui. Shania Twain - Man! I Feel Like A Woman

Pov Felicity

Thea estava empolgada para a transformação do irmão, já Oliver, ele não conseguia nem pensar nos saltos que teria que usar. Os dois saíram cedo para fazer compras e ir ao salão. Oliver argumentou que nem precisava de tanta produção, já que o jantar ia ladeira abaixo, mas Thea permaneceu irredutível.

Não vou negar que toda essa situação é divertida, porque é. Eu estou no corpo de Oliver, jogada no sofá com um enorme pedaço de bolo de chocolate — uma bomba calórica, mas uma deliciosa bomba calórica. — e assistindo um programa de auditório na tevê, com minha mãe ao meu lado. Prometi que ficaria o dia inteiro com ela e estou cumprindo minha promessa.

Enquanto Oliver está lá, passando por horas estressantes que apenas uma mulher entende como é. Depilação, cutículas, pintar a unhas, arrumar os cabelos, tirar as sobrancelhas e achar uma roupa apresentável. Isso tudo é cansativo. Já ficar no sofá o dia inteiro, atentando contra o corpo saudável de Oliver é bom.

Mamãe preparou o almoço e eu a ajudei, enquanto conversávamos sobre meu emprego na Palmer e meu romance passageiro com Ray. É claro que ela disse que eu devia ter dado um jeito de enrolar Ray, afinal, não é todo dia que um homem lindo e rico bate em nossa porta. Porém, quando eu disse que foi melhor terminar tudo, ela veio com o papinho de que Oliver é a minha alma gêmea.

— Eu notei a forma como vocês se olham. — disse ela, fixando os olhos nos meus. Minha mãe poderia virar uma detetive amorosa e sair por aí descobrindo quem gosta de quem.

Eu retruquei é claro, e disse:

— É a forma como dois amigos se olham. Oliver e eu temos uma grande amizade e não passa disso.

Ela soltou uma daquelas risadas debochadas e disse:

— Não, vocês se olham como dois animais selvagens que estão a ponto de fazer besteirinhas.

Eu a olhei chocada e tratei logo de enfiar uma garfada de purê na boca. É claro que minha mãe começou a rir e dizer que estava certa. Terminamos de almoçar e eu fui para piá, lavar a pouca louça que tínhamos usado, ela estava secando os pratos e cantarolando “Man! I feel like a woman — Shania Twain” enquanto rebolava o quadril e batia no meu.

— Vamos lá, rebole essa bunda redonda do Oliver. — exclamou. — Let’s go girls! — bateu o quadril no meu com força e eu quase fui ao chão se não fosse pela firmeza do corpo de Oliver.

I’m going out tonight – I’m feelin’ alright. Gonna let it all hang out. Wanna make some noise- really raise my voice…

Cantarolei junto com ela e entrei no clima empolgante da música. Depois que terminamos de lavar a louça, fizemos um bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro — realmente, não estou a fim de acabar com o tanquinho de Oliver e lhe dar uma bola redonda de presente, então me limitei comer apenas um pedaço —.

— Você pode ficar de pé um pouco? — perguntou mamãe. Eu arqueei as sobrancelhas e ela sorriu. — Vamos Felicity, não é nada demais. — então eu me levantei e ela sorriu de forma maliciosa. — Vire-se. — virei-me.

— Mãe, por que me pe... — antes de eu terminar a frase ela apertou minha bunda, na verdade a bunda do Oliver. — Jesus! — exclamei, ficando longe das mãos dela. — Por que diabos fez isso?

— Calma. — murmurou, levantando os olhos e me fitando. — Estava apenas analisando o material. — Estava chocada com sua naturalidade. Oliver jamais ficará sabendo disso. — É um material maravilhoso, diga-se de passagem. Não sei como consegue se controlar, se fosse eu em seu lugar...

— Não! — exclamo. — Se você falar eu vou pensar e eu não quero pesar.

— Okay. — diz. — E como é a parte frontal? Oliver é bem dotado?

— Mãe, por favor, não faça esse tipo de pergunta. — É claro que eu já vi, mas não vou responder essa pergunta ousada dela.

— Então, vamos mudar de assunto. — começa. — Já escolheu com que roupa vai ao jantar na casa da prefeita. Poxa, isso deve ser chique demais.

— Vou com um smoking do Oliver. — disse apenas, minha mãe não poderia saber que na verdade estava indo ao jantar para desarmar uma possível bomba.

— Docinho? — ela ajeitou a postura no sofá e me encarou. — Você realmente não sente nada pelo Oliver?

— Não. — digo. Mas, quem é que estou tentando enganar, é claro que eu sinto. — Como já disse, somos apenas bons amigos.

— Pode enganar a mim, mas não pode enganar a si mesma. — fixei meus olhos na tevê, onde passava um jogo de torta na cara. — Eu acho que está na hora de você aproveitar, prensa-lo na parede e tascar um beijão nele. Aproveita todo esse tamanho aí. Eu duvido que ele consiga resistir. É visível o sentimento de vocês, de ambas as partes. — disse, levantando-se e dirigindo-se para a cozinha com os pires usados para comer bolo na mão. — Escuta mamãe, ela sempre está certa.

Tive vontade de repetir que não sinto nada por Oliver e que somos apenas bons amigos, mas se eu não consigo enganar a minha mãe, imagina enganar a mim mesma. É palpável meu sentimento por ele, chega ser até ridículo negar.

Pov Oliver.

Eu nunca pensei que arrancar a sobrancelha fosse doer tanto, são apenas alguns pelinhos, mas chega a ser torturante e se não bastasse á dor, a cada pelo que era puxado eu espirrava. Estou sendo um marica, já fui ferido de tantas maneiras que pensei que tirar as sobrancelhas não faria nem cócegas, eu me enganei.

Depois disso, foi à vez de arrumar o cabelo. Thea disse que iam fazer escova no cabelo de Felicity, aí eu pensei, “Okay, isso não deve ser difícil.” Outro engano meu, senti meus cabelos sendo puxado para todos os lados, parecia que a qualquer momento eu ia perder o couro capilar.

Passei três horas mofando em uma cadeira, e sendo “produzida”— é assim que Thea se refere—. Depois disso, fomos a um restaurante e eu tive um pouco de tranquilidade, ao menos na hora do almoço. Mas Thea ficava repetindo que ainda tínhamos que encontrar o vestido perfeito e as sandálias que usaria no jantar.

[...]

— Ollie, vai demorar mais quantas horas aí dentro? — murmurou Thea, do outro lado da porta do vestiário.

Estava em transe com o reflexo de Felicity no espelho. A forma como o vestido delineia suas curvas. Sua coxa exposta pela fenda. O decote frontal em forma de “v” que desce até pouco abaixo dos seios. O vermelho sempre ficou lindo nela, mas seu corpo nesse vestido desperta os instintos primitivos de um homem e pensar nisso faz meu sangue ferver.

— Felicity não vai com esse vestido. — decreto.

— O que? — Thea irrompeu o vestiário e fechou a porta com força. — Você já experimentou seis vestidos, Oliver, e disse a mesma coisa.

— Pode ser qualquer um dos anteriores, menos esse! — exclamo.

— E por que não esse? — fita meus olhos. — Francamente, esse é o melhor, ficou lindo em Felicity.

— Exatamente.

— Ah não. Não me diga que está com ciúmes, Oliver? — cochicha. Eu fico em silêncio, não posso discordar, pois é exatamente o que estou sentindo. Sei que vai ter homens nesse jantar e sei que eles vão olhar para Felicity, na verdade para mim, não para ela! Melhor, para o corpo dela. — Eu sabia. — resmunga. — Por que não admite de uma vez que tem sentimentos por ela?

— Não é assim tão fácil, Thea. — começo. — Você sabe que...

— Com essa vida que eu levo eu não posso me relacionar... Ah troca o disco, Ollie. Esse já está cansando. Quer um conselho meu? — diz. — Pense um pouquinho na sua felicidade. Felicity está ao seu lado há anos e verdadeiramente gosta de você. Vale a pena lutar por ela, pare de negar o que sente. Agora vamos escolher as sandálias, porque esse vestido está perfeito.

— Está bem. — sussurrei, encaro o reflexo novamente, suspiro e então saio do vestiário.

— Muito bom. — Thea bate palmas e tem um largo sorriso nos lábios. — Agora os saltos. — se agacha e me entrega uma sandália alta, dourada. — Coloque isso.

— Okay. — bufo. Sento-me no sofá e coloco as sandálias. Thea olha para elas e seus olhos brilham.

— Essa ficou linda! — exclama. — Levante. — faço o que ela pediu, mas é muito difícil me manter em pé com isso. Minhas pernas ficam bambas e parece que vou cair para o lado. — Ande.

— Não dá. — digo, travado no mesmo lugar.

— Por favor, Ollie. Vamos lá, não é tão difícil. — murmura, arqueando as sobrancelhas. — Tenta! Depois de cinco passos você está craque.

— Okay. — respiro fundo e movo a perna esquerda, depois à direita. Estava dando passos em câmera lenta e Thea não perdeu a oportunidade e explodiu em gargalhadas. Reviro meus olhos e mantenho minha atenção em meus passos, dou mais um e me desequilibro para o lado, Thea logo me apoia.

— Meu Deus, como você consegue essa proeza? — pergunta baixinho. — Pula de um prédio para o outro e não consegue manter o equilíbrio em cima de um salto quinze.

— Você conseguiria pular de um prédio usando um troço desses? — pergunto, mal humorado.

— Realmente isso seria difícil. Mas, não é isso que você está fazendo. — bufo e ela começa a rir novamente. Não sei por que aceitei ser “transformada” por Thea. — Vamos lá, eu vou lhe ajudar. — Desvencilha-se de os meus braços e segura minhas mãos, se posiciona na minha frente e fita meus olhos. — Pé esquerdo, pé direito. Agora, tenta ser menos desengonçado.

— Vou levar Felicity para jantar. — Ela franze o cenho. Eu dou mais dois passos. — Foi antes de contar para Donna o que está acontecendo comigo e ela. — dou mais um passo e Thea me gira.

— E o convite ainda está de pé?

— Sim. Mas, agora tem essa bomba e a Donna, Felicity merece ficar um tempo ao lado da mãe. Então depois a levarei para jantar.

— Hum. — Thea solta uma das minhas mãos. — Isso é bom.

— Meus passos? — pergunto e ela sorri.

— Não, o jantar. — responde. — Você fez bem.

— Ainda não tenho certeza. O último...

— Fez muito bem sim! Pare de pensar nesse primeiro encontro! — exclama. — Felicity gosta de você, qualquer idiota vê isso. E sempre está ao seu lado, lhe ajuda, te incentiva. Você é um herói para ela, Ollie.

Escuto uma tossidela atrás de mim. — Vocês precisam de ajuda?

— Não. — Thea larga minha outra mão. E eu começo a andar, dessa vez, menos desajeitado e bastante confiante.

(...)

Pov Felicity.

Oliver fica bonito até vestido de mendigo. — responde mamãe, depois de eu perguntar se estava apresentável. Ela levanta-se e ajeita o nó da gravata, alisa o paletó e sorri. — Estou pensando em como ele está vestido.

— Eu também. — penso em Oliver com vestido, penso em Oliver com maquiagem e penso em Oliver usando saltos. — Espero que Thea tenha feito um bom trabalho. — mamãe concorda. — Bom, agora eu tenho que ir.

Tínhamos uma curta reunião da cave antes de irmos ao jantar. Oliver me esperaria lá e então partiríamos juntos. Embarquei no meu carro e segui rumo a verdant. Estacionei no beco, peguei minhas coisas e sai do carro. Quando desci as escadas pude ver Diggle e Roy, estavam conversando e rindo. Sem vestígios de Oliver e Thea.

— Hey! — falei, chamando a atenção dos dois. — Onde está o meu par?

— Aqui! — exclamou Thea, saindo do banheiro. Olhei sobre seus ombros e pude ver Oliver. Suas bochechas estavam coradas (minhas na verdade.), mas acho que era apenas efeito da maquiagem que ele usava. — Estava retocando a maquiagem. — Escuto o riso de Dig e Roy.

Passo pelos dois e lhes lanço um olhar repreendedor, que faz com que eles fiquem sérios. Contorno a mesa de metal e paro em frente Thea. Ela sorri toda abobalhada.

— Fiz um ótimo trabalho. — cochicha, saindo da porta e então a imagem de Oliver (nomeucorpobarraissoéconfuso.) enche meus olhos. Ele (eu) usa um vestido vermelho, longo, com fenda na perna esquerda e um decote ousado. Sinto um calor na nuca e sei que isso não é uma reação minha, mas talvez seja uma reação do corpo do Oliver (Deus, isso é tão confuso. Estou pensando seriamente visitar um centro espirita. Isso tem que acabar.).

— Fez um ótimo trabalho mesmo. — concordo, embasbacada.

— É, ela fez. — resmunga Oliver. — Até demais. — passa por mim e se aproxima dos garotos.

— Foi difícil andar de saltos? — pergunta Roy, eu posso notar o tom de deboche.

— Por que você não tenta andar? Aí vai saber se é fácil ou não. — responde, mal humorado.

— Que bicho mordeu ele? — cochicho. Thea olha para mim e sorri.

— Ciúmes. — diz, apenas, e então se afasta de mim.

— Diggle, você vai pegar as crianças no orfanato e leva-las para outro lugar. Quero-as bem longe do jantar. — diz Oliver e John assente. — Felicity vai invadir as câmeras da mansão e congela-las enquanto vocês dois entram sem levantar suspeitas. Tomem cuidado.

— Okay. — Thea e Roy dizem juntos.

As crianças iam sair do orfanato as 20h:30min em uma van. Dig será o motorista e irá mantê-las longe do perigo. Oliver e eu íamos ao jantar. Thea e Roy ficariam na salinha de segurança da mansão, vigiando as câmeras que a prefeita tinha mandado colocar em cada canto da casa depois que o arqueiro invadiu.

— Então, vamos? — eu assinto e ofereço o braço para ele. Oliver sorri e engata o seu braço no meu. Será uma longa noite.

Notas finais
Bom o cap foi dívidido em povs, apenas povs, eu estava sem cabeça de criar um cap em 3°P. Espero comentários, criticas (construtivas) e elogios (quem não aceita? hahahaha) Bjoos e até o próximo que não vai demorar.