Se eu fosse um pintor, eu pararia em frente ao portão de uma casa antiga e começaria por retratar, com as tintas disponíveis, todo e qualquer sentimento presente no local.

Para as dores presentes, eu usaria a cor lilás, porque é a cor do sofrimento, e era isso que estava presente em cada quarto.

Para as alegrias, eu usaria as cores amarelo e rosa, pois representava a alegria da curta vida da criança que viveu ali.

O azul usaria para a calmaria presente no jardim, entre as hortênsias cerúleas e a grama. Assim como o vermelho retrataria a raiva que predominava no escritório.

O cinza, a sabedoria e o aprendizado que se sentia na virtuosa biblioteca. O azul marinho, a desconfiança sentida por todos com a temporária estadia de um aparente viajante.

E o preto, a cor do fim, do término, que representava o encerramento trágico da família, e por cima de tudo, um pingo de roxo, causado pelo sentimento de prazer em ver a morte de mais uma de suas vítimas, sentido pelo repugnante sociopata.

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