Se essa rua fosse minha
1 Capítulo único
Notas iniciais
Se essa rua fosse minha
Era uma vez uma ilha, estava localizado no norte do oceano Atlântico, mas não aparece nos mapas porque ela era realmente muito pequena. Ela não era muito conhecida, porque não tem importância econômica para os outros países. Witk é seu antigo nome.
Em Witk havia apenas um “bairro”, com três ruas: Rosary, Valuable e Devilry. Rosary era uma rua muito calma onde viviam apenas os artistas, como pintores, músicos, escritores.
Valuable era uma rua agitada onde viviam apenas os mais ricos, como engenheiros, banqueiros, duques, condes e é claro os reis e rainhas. Eles moravam em um castelo dentro de um bosque.
Muito ao contrário do que você deve estar pensando, Devilry não era uma rua de moradores de rua, ladrões e assassinos, Devilry era uma rua de bruxos, feiticeiros.
O filho da Rainha Morgana e do Rei Mark, o príncipe Charles, tinha um caso secreto com uma bruxa, que se chamava Brigid.
Mas havia um problema, ela era uma bruxa, e havia uma lei muito especifica que dizia: “ninguém da família real pode casar-se com um bruxo (a)...” Por isso mantinha em segredo seu amor.
Quando chegou o décimo oitavo aniversário do príncipe ele teve que terminar o namoro com Brigid, para podes se casar com outra mulher. Ela se sentiu traída por ele e jurou se vingar.
“-Nessa rua tem um bosque, que se chama solidão, dentro dele tem um anjo que roubou meu coração.”
No dia do casamento, Brigid assassinou a noiva, e se disfarçou dela. Ninguém percebeu nenhuma diferença. Quando o casório a terminou ela o levou para a Rua Devilry, onde ela havia feito um feitiço.
“-Se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas de brilhantes, só para ver o meu amor passar.”
-Tem certeza que quer passar por essa rua, querida?
-Sim, vamos, entre.
Quando Charles entrou na rua, sua pele começou a derreter, seus ossos também, logo seu corpo inteiro derreteu, e a única coisa que sobrou foi seu coração.
“-Se eu roubei teu coração foi por que tu roubaste o meu também.” E se eu não posso te-lo, ninguém pode.
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