Se Puede Amar De Nuevo
26 O Sequestro parte II
O lugar era uma casa precária ele tava amarrado pelos punhos e seus braços esticados já doía e aquilo era um sinal que esteve muito tempo desacordado nessa posição... suas pernas doíam porque ele estava em pé aquele lugar era estranho e sentia um forte enjôo causado pelo líquido que o fez desmaiar.
— olá juvenil — estampava um sorriso sinistro no rosto — já deve saber que não se deve sair sozinho sem a mamãe.
— vai te ferrar maníaco — fala com desdém — não tenho medo de você Loreto.
— então me conhece garoto?
— no dia que cai do cavalo escutei você e o Vicente falando que mataram meu pai.
— VICENTE? — chamou irritado — ele já sabe de tudo idiota.
— como assim sabe de tudo? — saia de um cômodo.
— Vicente?! — cospe no chão com desprezo — seu covarde e o Loreto seu namorado — sorri debochando dos dois — dois viadinhos hahahaha...
— o que ele falou? — olha Vicente e depois Alejandro — repete se você é macho? — os olhos faiscavam de ódio — fala que eu acabo com você como eu fiz com teu pai.
— agora eu quero saber — sorri cinicamente — tão com vergonha queridos?
Loreto avança sobre Alejandro e começa a socar o garoto como se fosse um saco de areia.
— JÁ CHEGA LORETO — afasta ele que já estava descontrolado — como você quer arrancar uma grana dos Huerta matando o garoto?
— esse aí é mais corajoso que o pai — encara Alejandro que o olha debochado — mostra os dentes de novo e fica sem eles.
— já chega desse comportamento infantil Loreto — fala impaciente — eu tenho algo a falar.
— o que é Vicente? — pergunta impaciente — é importante?
— eu descobri algo — pega o envelope e entrega a ele — depois que matar o garoto vai atrás do pai dele que ainda ta vivo seu idiota.
— Victoriano Santos está vivo? — olha o documento — como sabe disso?
— faz algum tempo que eu pedi pra exumar o corpo do meu querido irmão e fiz um enxame de DNA — ele pega o documento de Loreto — e descobri que o homem que enterraram pensando ser Victoriano na verdade era o tal peão que você atirou.
Alejandro observava tudo o que aqueles homens falavam e pela primeira vez ficará sério e concentrado no que acontecia ao seu redor e o desespero tomou conta dele de uma forma tão intensa que suas pernas começaram a fraquejar e seus olhos a descerem grossas lágrimas de medo.
— me...meu...pai tá vivo? — estava ofegante com medo.
— olha como são as coisas não é garoto — sorri ao ver o desespero dele — eu posso matar pai e filho juntos.
— não vai ser difícil de achar Loreto, eu consegui um nome e já sei como achar.
— como?
— o garoto tem que dormir — pega um pedaço de madeira e bate forte na cabeça de Alejandro que desmaia.
— ótimo,agora me diz quem é e onde ta pra eu matar.
— está com Inês, mas agora se chama Victor Fernandes, está sem memória há todos esses anos.
— o dono do haras é o Victoriano? — fala ainda sem acreditar.
— pois é o que eu sei até agora.
— o desgraçado do teu irmão consegui deixar a Inês de quatro por ele — rir debochado — por duas vezes.
No hospital Inês chorava desesperada nos braços de Victor quando Máximo se aproxima.
— então já sabe do Alejandro? Eu vou resolver tudo isso.
— foi você? A culpa é sua seu covarde.
— Inês eu não tenho nada ver com esse sequestro do meu sobrinho.
— como assim sequestraram o Alejandro? — Victor o encarava.
— o Loreto me ligou e pediu que entregasse uma quantia alta de dinheiro — desvia o olhar de Victor — e agora eu vou entregar.
— vai levar a polícia?
— não precisa, nao vou colocar a vida do meu sobrinho em risco — ia saindo mas Inês segura seu braço — quer algo?
— você pode morrer mas meu filho não Máximo — foi dura nas palavras — ele não.
— eu trago ele bem, mas quero o seu perdão nem que para isso tenha que morrer — se solta dela e vai embora.
— Inês? — Victor se aproxima dela e a abraça — nada vai acontecer a eles.
— eu espero que não Victor — fala com temor.
As horas se passaram e Máximo estava com o dinheiro e entrando na casa para entregar.
— o que fizeram com ele — vendo Alejandro desacordado — você machucou ele — vai até o sobrinho mas Loreto o barra — deixa eu passar desgraçado.
— não ta em condições de exigir nada idiota — pega a maleta da mão dele e joga pra Vicente que vai pra outro cômodo contar o dinheiro — se afasta e vai lá pro canto da parede.
— já ta com o dinheiro deixa eu levar o meu sobrinho — fala sério — eu exijo.
— não ta com moral pra exigir nada Junior — fala entre dentes — você aqui não manda.
— meu sobrinho ou eu chamo a polícia agora — vai pegar o celular no bolso.
— divido que você chame esse tipo de serviço.
— vai duvidando seu bandido — pega o celular.
Alejandro vai abrindo os olhos aos poucos e vendo o tio e Loreto juntos.
— o que vai fazer com meu tio seu panaca? — viu Loreto apontar a arma pra Máximo e engatilhar — tio cuidado — fala desesperado.
— vai aprender a não se meter comigo de novo — dispara no ombro dele que senti o impacto e cai — agora quem é o panaca?
— não faz nada com ele desgraçado — se debatia desesperado — você matou meu tio — chora — eu vou matar você.
— eu vou matar você — aponta a arma pra ele — e depois vou matar o idiota do seu pai.
Por mais que Alejandro forçasse seus braços não soltavam e seus punhos começam a ter pequenos sangramentos com a força que ele colocava pra se soltar.
— fica mais desesperado juvenil — se aproxima dele lentamente — eu vejo o rosto do seu pai no seu e o prazer vem em dobro.
Loreto se preparava pra atirar quando a porta se abre e ele olha pra trás e assutado com quem aparece.
— olha quem apareceu Loreto — fala Vicente olhando a pessoa na porta.
— não faz isso — Alejandro fala quase sussurrando.
— a polícia já está chegando e vai prender os dois seus desgraçados.
— mas antes eu mato pai e filho — aponta a arma pra o Alejandro novamente — você é o próximo Victor.
Naquele momento Victor ataca Loreto e tira a arma das mãos dele a jogando pra longe...tinha que ganhar tempo, para isso arriscaria a própria vida, mas tinha prometido a Inês que nada aconteceria com Alejandro.
— cuidado Victor — consegue acertar um chute em uma perna do Loreto que se desequilibra.
— moleque desgraçado — praguejando contra Alejandro — vai me pagar.
— você não encosta um dedo nele — suspende Loreto e o joga pra parede — nunca mais seu ordinário covarde — desamarra Alejandro com pressa — a polícia ja ta chegando e vamos sair daqui.
— Victor — ele o abraçou com medo — pensei que ia morrer — olha o tio e corre até ele — temos que chamar uma ambulância.
— a polícia ta chegando e pedi uma ambulância para vim também.
— ei Santos?
Victor vira sem pensar e já recebe um golpe forte no meio do rosto que fez ele cair instantaneamente no chão e desacordado.
— você é um idiota Loreto — aponta a arma para Alejandro — vai morrer junto da família.
Naquele momento só se escutou o barulho do tiro.
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