Se Fosse Verdade...
3 Capítulo 3 - Brasil é o destino
Notas iniciais
Contei o que pretendia fazer para Quíron. Ele concordou, pois essa não é uma missão como as outras. Então fui direto para o meu chalé.
O Chalé de Atena é o lugar ideal para fazer uma pesquisa, pois é aonde se encontram 99% dos livros que existem no acampamento. Eu, meus irmãos e minhas irmãs somos viciados em leitura. Muitas vezes, preferimos ler a fazer qualquer outra coisa.
Entrei no meu chalé. Organizado e quieto como sempre. Algumas de minhas irmãs estavam desenhando uma casa (já falei que também amamos arquitetura?). Meus irmãos não estavam no chalé.
– Oi meninas – disse
– Oi Annabeth – Elas disseram em uníssono
Fui procurar livros de geografia. Achei um perto da cama da Mariah, uma de minhas irmãs. Folheei o livro por alguns minutos, até que achei um capítulo falando da América. Olhei todos os países abaixo dos Estados Unidos. Com certeza eram muitos. Fui olhando seus nomes, lendo algumas coisas sobre eles e vendo suas bandeiras. Uma hora se passou e ainda não tinha achado nada.
Mas para a minha sorte, consegui achar. Meus pensamentos estavam certos. Percy e eu teríamos que ir para o Brasil.
Fui até o chalé três ver se o Percy estava lá, pois queria contar para ele o nosso destino. Ele iria amar, pois no Brasil há muitas praias e rios... E bem, para um filho do deus dos mares isso deve ser ótimo! Mas quando cheguei ao chalé de Poseidon, quem atendeu foi Tyson, o meio-irmão ciclope de Percy.
– Oi Tyson – eu disse – O Percy está aí?
– Oi Annie – ele disse – Ele tá perto do rio, acho que tá nadando.
– Ah, ok. Vou lá falar com ele. – Respondi
Quando cheguei ao rio, vi Percy nadando com as ninfas, mas quando ele me viu, foi para a margem. Ele tentou tirar o meu tênis e me molhar (eu confesso, achei fofo e idiota ele fazendo isso).
– Ah, cabeça de alga idiota! – eu disse, rindo – Para com isso!
– A Sabidinha tem medo d’água é? – Ele disse, me molhando mais ainda. – Tem alguém por perto?
– Não. Estão todos na fogueira. – eu disse – Mas por quê?
Ele não respondeu. Ao invés disso, ele me puxou para dentro do rio!
– O que você está fazendo, seu idiota?! – eu já estava começando a me irritar
– Apenas venha comigo... – ele disse
– Mas... – Não consegui terminar a frase, pois ele me puxou para o fundo do rio.
Eu iria o lembrar de que eu não sou filha de Poseidon, então não consigo respirar debaixo d’água. Mas eu não precisei, porque ele logo fez uma bolha e nós dois ficamos dentro dela. Por um segundo, pensei em perguntar o que ele pretendia fazer, mas eu não conseguia falar.
Ele colocou a mão no meu pescoço. Seu rosto estava a poucos centímetros do meu. Sua boca perto da minha. Até que...
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