Notas iniciais
Heyyyy! Eis A minha fic da Sexta-Feira! Uma vez deram essa ideia no grupo no face e ela ficou martelando na minha cabeça! Bom... Decidi escrever! Espero que vocês gostem :)

Mais uma vez eu estava ouvindo aquela gritaria no andar de baixo! Minhas mães não conseguiam se entender de jeito nenhum! Eu já tava cansado de tudo aquilo! Será que elas não conseguiam entender que as duas eram minhas mães e ponto? Pra que ficar disputando quem era a melhor? Elas pareciam um casal pós-divórcio lutando pela minha guarda! Mas a minha opinião? Não valia de nada?

Devo admitir que depois que voltei de Neverland eu achei que elas tinham se acertado! Elas trabalharam tão bem em equipe! Regina ensinou magia para Emma e as duas juntas eram invencíveis! Cheguei a pensar em meus devaneios que as duas até poderiam sentir algo maior que amizade... Mas me enganei... Era algo bem menor que isso!

O ódio estampado em cada palavra, cada ofensa, cada argumento repetido, não feriam somente a elas... Feria a mim! Não era nada fácil ficar ouvindo que minha mãe era uma Rainha Má que todos odiavam, ou que a outra tinha me abandonado porque estava presa... Aquilo doía...

Elas não sabiam, mas eu já tinha dormido chorando várias vezes e rezando para que, algum dia, as duas vivessem em paz... Tento imaginar o que seria necessário para que elas deixassem de se odiar tanto.

Mas naquele dia a discussão estava durando muito mais do que das outras vezes... Eu nem tinha jantado ainda... Mas como o bate boca não parava... Fui dormir assim mesmo.

Deitado, olhando para a janela vi uma estrela cadente passar e então fui correndo para o parapeito e fiz meu pedido: pedi, que de alguma forma, as duas entendessem o lado da outra. Soubessem como era ser a outra... Para que então, parassem de brigar e aceitassem que todos nós eramos uma família!

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- Será que você não consegue achar um argumento novo, Regina? – Emma Gritava com todas as forças – Sim eu abandonei o Henry, mas eu tinha dezoito anos! DEZOITO! Eu estava na prisão! Diga-me que futuro eu seria capaz de dar para esse menino? – A loira tinha lágrimas nos olhos, mas Regina não abandonava a postura fria

- Nenhum! Por isso eu dei esse futuro pra ele, Miss Swan! Nada do que você faça vai mudar o fato de que ele não é mais seu filho legalmente...

- Mas ele é meu filho naturalmente Regina! – Emma gritou – Você acha mesmo que um papel comprovando que você é a mãe do Henry é maior que o amor dele por mim ou o meu por ele? – Emma falou com arrogância

- Voce esta insinuando que eu não o amo? – Regina respondeu com a voz desconfiada – Ou pior... QUE ELE NÃO ME AMA? – Regina gritou essa ultima parte

- Não sei né... – Emma se fez de desentendida e se aproximou da morena para depois dizer friamente – Talvez se te amasse ele não teria ido até Boston procurar pela mãe biológica

Mal foi terminada a frase e Emma sentiu seu rosto arder como resultado do tapa que Regina lhe tinha dado. Emma se enfureceu e foi corresponder a agressão, porém a morena segurou a mão da loira:

- Não quer partir direto para o puxão de cabelo Swan? – Ela disse rispidamente – Quero que saia da minha casa e que fique feliz, pois não vou entrar com um pedido de restrição!

- Está me ameaçando agora, Regina? – Emma debochou – pois saiba que eu não tenho medo de você! Pois se você fizer qualquer coisa contra mim, o Henry nunca mais vai olhar na sua cara!

- Eu me garanto, Srta. Swan! – Regina sorriu e concluiu – Espero que não fuja mais do combinado de que ele não pode sair para se divertir durante a semana! Ele tem dever de casa e o jantar é sempre servido às 19hrs.

- Que pena... Na minha é na hora que estivermos com fome, Madame Certinha!

As duas se encararam por algum tempo com os nervos a flor da pele. Emma estava se dirigindo à porta, mas se virou para gritar mais com a mulher que também decidiu falar... Isso causou o mesmo discurso das duas:

- Você só pensa em você! – Elas gritaram juntas – O problema é esse! – elas estavam próximas, até demais – Se eu fosse você... – As duas se interromperam percebendo que tinham falado as três frases identicamente ao mesmo tempo. Além disso, as duas estavam próximas demais... Conseguiam sentir a respiração uma da outra batendo em seus rostos. Aquela proximidade incomodava os sentimentos de ambas... Algo que as duas tentavam esconder acabava insistindo em desabrochar...

- É melhor eu ir embora... – Emma quebrou aquele silencio constrangedor. O que tirou Regina do transe. A morena estava se perguntando por que, de repente, as íris esmeralda de Emma pareciam tão sedutoras e atraentes. A prefeita se recompôs e finalmente respondeu exageradamente grosseira

- É, eu acho melhor mesmo! – ela viu a loira se distanciar, e aquilo não lhe agradou, mesmo que não admitisse...

Emma se dirigiu até a porta, abriu-a e antes de sair olhou para Regina e lhe lançou um olhar confuso e um tanto triste. Regina tinha o mesmo olhar, mesmo tentando permanecer com a faixada fria e sem sentimentos. A loira saiu, batendo a porta atrás de si.

Regina ficou paralisada ainda pensando nos olhos da loira até que saiu de seu transe falando para si mesma:

- Regina, você ta louca? Se sentindo atraída pela Swan? – Regina pegou uma taça de cidra de maçã e bebeu em um gole só, o que lhe causou uma leve tontura.

Ela foi até o quarto de Henry para chamá-lo para jantar, mas viu que o pequeno já tinha dormido. A morena cobriu-o e viu um desenho no seu criado mudo. Nele, Henry aparecia no meio de Emma e Regina. Eles estavam todos de mãos dadas e em cima o garoto tinha escrito: “Meu sonho: Uma família”. Aquilo partiu o coração de Regina trazendo lágrimas aos seus olhos e ela não teve coragem de deixar o menino. Aconchegou-se no espaço que sobrava na cama de solteiro e abraçou-o depositando um leve beijo na sua bochecha:

- Eu te amo, Henry! – Regina sussurrou e adormeceu junto ao menino.

Emma chegou na casa de sua mãe com dor de cabeça. Ela veio pensando, por todo o caminho, no olhar que a morena lhe tinha dado. Aqueles olhos chocolate eram hipnotizantes. Emma não queria admitir, mas por um instante sentiu um enorme desejo de beijá-la, porém reprimiu aquela vontade se repreendendo rigorosamente.

Emma colocou uma regata e uma calcinha mais confortável e se jogou na cama tentando dormir. Porém a prefeita não saia de sua cabeça... Quando finalmente adormeceu, uma tempestade começou e dois raios atingiram a casa de Mary Margareth (onde Emma morava) e a mansão Mills.

Emma sentiu, durante seu sono um vento diferente no seu pescoço... Teria dormido com o cabelo preso, talvez? Mas a loira nem pensou em abrir os olhos. Regina, porém sentiu seu rosto pinicar um pouco, mas não acordou, pois imaginou que eram os cabelos de Henry lhe roçando a face...

Porém algo tinha acontecido... Havia duas morenas dormindo na casa de Mary e nenhuma na mansão... Apenas um menino e uma loira...

Notas finais
Heheheh! E aí? Sacaram esse final?

Desejo do Henry... Será que vai se realizar?

Continuo peeps??

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