Se Eu Fosse Você...
4 Bath Temptations
Notas iniciais
Regina saiu tentando entender o que tinha acontecido ali. Havia dito que estava afim de Emma? Onde estava com a cabeça? Expondo seus sentimentos... Espera! Sentimentos? Não, não! Ela não estava interessada na loira... Ou pelo menos era no que ela queria acreditar.
Mas no fundo tinha sido uma felicidade ouvir o que Emma tinha dito. Sentia que não estava sendo tola em querer se envolver emocionalmente de novo... Talvez o sentimento realmente fosse recíproco? A morena deu um sorriso bobo com o pensamento. Realmente estava gostando de Swan e ironicamente estava no corpo dela. Mas ela jamais admitira aquilo! Aquilo era uma fraqueza e logo passaria
Quando chegou em casa foi direto para seu escritório procurar pelo livro. Ficou horas lendo e relendo páginas e mais páginas. De tanto pesquisar acabou adormecendo em cima dos livros, ato que, talvez tivesse evitado se soubesse qual seria o enredo de seu sonho:
Regina estava em seu carro dirigindo muito mais rápido que o normal, como se ansiasse por chegar ao seu destino. Ela parou na frente da pensão de Granny. Já era tarde... Por volta das onze da noite. Ela entrou no local devagar tentando não fazer barulho e subiu as escadas.
Em certo andar ela parou. Parecia que estava sendo levada por seus instintos... Era, ao mesmo tempo, a observadora e a personagem da cena... Não sabia qual era seu destino... Mas certamente sabia o caminho. Quando olhou para si, uma surpresa: Não estava mais no corpo de Emma.
Sentiu que devia voltar a caminhar e assim o fez. Foi até uma porta que não tinha indicação ou número algum... Certamente ela sabia para onde estava indo.
Ao entrar viu que era um quarto comum... Mas algo lhe chamou a atenção: Ela não estava sozinha! Uma mulher loira estava de costas usando apenas as roupas intimas. Seu cabelo caía numa cascata dourada perfeitamente ondulada. O corpo tinha curvas pouco acentuadas, mas muito bem definidas.
Assim que ela se virou, Regina pôde ver o rosto daquela figura maravilhosa. Era Emma. A morena estava boquiaberta e a loira tinha um sorriso sedutor no rosto, Enquanto se aproximava, Emma disse manhosa:
– Pensei que você não vinha! – Ela sorri. Regina estava encantada e Emma cada vez mais perto – Já adiantei seu trabalho – ela disse se referindo, claramente, às roupas. Seus corpos já estavam colados quando as mãos de Regina instintivamente foram para a cintura nua da xerife que riu percebendo que a morena tremia de nervoso – com medo do seu próprio território, prefeita? – ela riu e sussurrou no ouvido de Regina – Eu sou sua, minha rainha!
A morena, naquele momento não se controlou! Tomou os lábios da loira num beijo cheio de desejo e ansiedade. O encaixe era perfeito... Suas línguas se enlaçavam numa sincronia que ballet nenhum tinha.
A loira tomou as rédeas e empurrou Regina fazendo-a se deitar na cama. Emma sentou no quadril da morena deixando suas pernas nas laterais do corpo da mesma e rapidamente se livrou da camisa de botões e do sutiã de Regina. Ela levou a boca aos seios fartos da prefeita que não conseguiu conter um gemido com o ato. Emma sugava e beijava-os carinhosamente provocando um prazer inimaginável na morena.
Enquanto se deliciava em seu busto, as mãos da loira foram até a saia dela e, num movimento incrivelmente rápido se livrou da tal. Seus beijos desceram pela barriga de Regina chegando ao seu ventre.
Lá ela provocou a morena. Beijava a parte interna das coxas dela, o pano da calçinha... Regina estava sendo levada a loucura
– Emma... – ela suplicou num suspiro – Por favor... Chega de tortura...
Regina viu um sorrisinho safado no rosto da loira
– As suas ordens, minha rainha! – Emma disse
O que veio a seguir era impossível distinguir se era real ou imaginário... Sonho ou verdade... Emma rasgou sem dó ou piedade a ultima peça restante no corpo da prefeita e lhe beijou o sexo ferozmente. A loira provocava o clitóris da morena com a língua fazendo com que ela gemesse seu nome cada vez mais alto. Regina já não aguentava mais quando finalmente sentiu os dedos de Emma lhe adentrarem.
Seu ápice estava próximo, mas algo lhe chamou a atenção... Ao longe uma campainha tocava... Não sabia da onde vinha, mas cada vez ficava mais forte. E quando estava a ponto de chegar ao clímax...
O telefone tocava insistentemente, coisa que fez com que Regina acordasse.
– Mas que porcaria! – ela disse sem especificar para si mesma sequer se lamentava por ter tido aquele sonho ou por ter acordado bem naquela hora. Quando atendeu era Henry. Ele pedia para dormir na casa de um amigo. Regina deixou com a condição que ele fizesse todo o dever na casa do menino, proposta que foi logo aceita por ele.
Assim que desligou o telefone percebeu algo estranho e ficou com vergonha de si mesma por aquilo, mesmo não tendo ninguém na mansão.
– DROGA! – ela disse percebendo que estava muito excitada depois do sonho – É melhor eu tomar um banho... Putz! – só então se lembrou... Ainda estava no corpo de Emma... Teria que tomar banho vendo o corpo da loira – Ah qual é Regina... É só o corpo de uma mulher comum – ela tentava se conhecer enquanto subia as escadas e ia em direção ao seu quarto.
Lá ela tirou a roupa e se encarou no espelho
– Definitivamente esse banho não vai ser nada normal...
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Mary chegou em casa quase à meia noite e viu Emma assistindo TV na sala ainda com a roupa que estava de manhã
– Emma? Você não vai tomar banho não? – Mary disse brincando
– Não! Não vou tomar banho nem trocar de roupa ate que esse feitiço seja solucionado... – ela disse prontamente
– Mas o que é isso Emma? Virou criança? E por quê?
– Porque quando eu me troquei hoje mais cedo não conseguia tirar os olhos do corpaço que eu tenho agora... – Emma se interrompeu percebendo que falava com a própria mãe – Digo... Digo...
– Nãnãnã... – Mary disse tampando os ouvidos – Eu prefiro não saber...
A morena foi para seu quarto enquanto Emma se xingava internamente
– Quer saber? Eu também não sou essa tarada que todos pensam e vou provar... Vou tomar banho sim!
Emma subiu e tirou as roupas evitando se olhar no espelho. Entrou na banheira e tentou relaxar.
Do outro lado da cidade Regina fazia o mesmo. Ambas tentavam não olhar para o próprio corpo... Meta que quase foi atingida, se não fosse pela necessidade de se ensaboar.
No momento em que passaram a mão por seus corpos uma energia diferente lhes atingiu... A sensação de estar sendo tocada pela outra era deliciosa e tentadora. Regina era mais resistente... Queria se convencer de que era um arrepio normal. Emma tentava resistir, mas já não se julgava capaz de tal.
Por fim... Ambas não conseguiram aguentar e, levando suas mãos às próprias intimidades disseram, mesmo que estivessem longe uma da outra, ao mesmo tempo:
– Que se dane... EU SOU LOUCA POR ESSA MULHER MESMO!
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