Notas iniciais
Desculpe pela demora e pelo capítulo curto~
Qualquer erro, avise-me!

Sentamos-nos à mesa de jantar da mesma casa, não havíamos saído de lá. O casal estava sentado na nossa frente, sérios.

- Quero saber sobre a sua magnífica coleção de facas. –comecei.

- Foi meu irmão que mandou para mim direto da Rússia. Ele disse que queria me dar alguma coisa como presente, então foi isso que mandou. Ele gosta de coisas caras, deve ter sido por isso. –o homem respondeu.

- Por que os escondia?

- Eu achei estranho deixar facas a mostra, e como os recipientes em que vieram pareciam livros, aproveite a oportunidade de disfarçar.

- E o facão vinha com sangue como brinde? –Kamila perguntou.

- Não faço ideia de como isso aconteceu!

- Claro, um facão com sangue apareceu de repente em sua coleção? Isso é novidade.

- Eu não acredito em mágica. –Kamila fez um comentário desnecessário, como sempre.

- Eu protesto o descuidado de vocês! É claro que eu respeito seus trabalhos, mas quase destruir meus enfeites, nunca! –a mulher disse.

- Desculpe se fizemos o sangue sair um pouco da caixa, não sabíamos que era importante. –Kamila disse em um tom sarcástico.

- Isso é desrespeitoso! –aquela mulher agia como uma dama.

- E os potes? –olhei o homem.

- Fazia parte do enfeite, não sabíamos onde colocar. –ele respondeu.

- Infelizmente, vocês falharam. –Kamila sorriu.

- Como assim? –eles nos olharam assustados.

- Temos prova que foram vocês que assassinaram Joon, e vocês não tem como se defender.

- Mas não fomos nós!

- Não há provas disto.

- Se vocês assumirem logo, o tempo de prisão não vai ser muito. –Kamila continuava sorrindo. Queria a mandar parar.

O casal se entreolhou, pensativos.

- Foi há quatro anos. –o homem disse.

O olhei, surpresa. Iria me manifestar como Kamila fazia, mas o esperei continuar.

- Paramos com os assassinatos há quatro anos assim que ficamos ricos com o mercado dos órgãos para transplantes.

- F-Foram vocês? –disse surpresa.

- Sim. –a mulher disse cabisbaixa.

- Éramos pobres e precisávamos ficar ricos, essa foi nossa solução. E deu certo. –ele continuou.

- Isso explica o porquê que Kanri disse que vocês trabalhavam em casa e ela esperava sozinha no bosque.

- Aquela pestinha disse isso?! –a mulher olhou-nos, furiosa.

- Não a chame assim. –a encarei.

- Mas é isso que ela é nos dedurando. Se não tivéssemos condições de dinheiro, ela já estaria morta. Só ficamos com ela por que ela acabou não sendo inútil, afinal.

- Como assim?

- Ela carregava os corpos dos assassinos para nós, do bosque direto para casa. E depois ela ficava no bosque sozinha.

- Vocês matavam na frente dela?

- Sim. Às vezes tirávamos os órgãos também. Ela nunca reclamou.

- Isso é um absurdo...

- Eu apenas cuidava dela como dar roupas, alimento e escola. Nunca dei amor, admito.

- Era mais fácil ter deixado-a em um orfanato!

Depois disso, eles se calaram por completo. Tinham se entregado.

- Uma coisa eu digo, não matamos Joon. Estamos ricos, por que mataríamos ele? Não façamos ideia de como aquela faca foi parar lá. –o homem disse.

Kamila e eu nos entreolhamos. Os policiais já tinham entrado na casa e pegado o casal, algemando-os. Eles foram levados para o carro e iam direto para a prisão por assassinato.

- Bem, pegamos os ladrões de quatro anos atrás! Mas o de Joon... E outra, e Kanri? Onde ela está? Temos que leva-la conosco, já que os pais foram presos. –Kamila disse.

- Irei até ela, vá à frente de novo.

Ela concordou e saiu de casa, ia para a delegacia também.

Suspirei, estava feliz pelo resolvido que tanto me culpada e triste por não resolver o de Joon. E se esse ficar como não resolvido? Irei resolver só quatro anos mais tarde?

Fui ao bosque, foi o primeiro lugar que me veio em mente.

Chegando lá, entrei no bosque, já que ela não estava enfrente dele como de costume. Ele era escuro e a atmosfera era sombria. Dava para perceber que eram antigos, os matos cresciam diante do caminho de cimento. Porém, os arbustos e as árvores eram bem verdes além de grandes.

Deparei-me com um rastro de sangue. O segui e vi que parava entre alguns arbustos. Quando me aproximei do arbusto vi o corpo de um garoto todo ensanguentado, seu peito estava costurado e a poça de sangue em sua volta sujava todo o piso e as folhas do arbusto. Sem duvidas; era o corpo de Joon.

- Helena? –uma voz surgiu atrás de mim.

Virei-me rapidamente e vi Kanri olhar fixamente para mim. Ela segurava firme seu ursinho entre seus braços.

- Kanri? Onde estava?

- Queria ir para casa... Onde estão meus pais?

- Kanri, venha comigo para delegacia e vou te explicar tudo.

- Vocês... Os pegaram, certo? Finalmente. Espero ter ajudado.

Arregalei meus olhos. Uma garota que desejava a prisão dos pais? Eu sei que essa era a justiça, mas essa família não se amava... Nem um pouco! Como o dinheiro estragou-os.

Notas finais
Até mais~ Obrigada por ler.