Scrownner-Field

15 De volta à Cabana...


Notas iniciais
Gente, peço desculpas pela longa demora em postar esse capítulo. Espero que me perdoem e que gostem.

Jenna estava bem próxima dos dois indivíduos em pé. Tinha chamado várias vezes, mas ninguém disse nada.

– Onde foi que o Tyler se meteu? – Perguntou à si mesma. Será que ele achou a Cindy, o Cory e os três resolveram sumir juntos?

Ao pegar na capa de um dos indivíduos, ela puxou rapidamente e viu uma moça, boneca de plástico, e sorriu aliviada. Olhou para o outro e fez a mesma coisa, puxando a capa e deixando o corpo de Tyler cair no chão, sangrando e sem cabeça. “Prack”. As portas da igreja deram uma grande batida. Jenna olhou e as viu fechadas. Começou a chorar de medo, virando pra frente e olhando para as velas acesas no altar.

– Quem será que fez isso? – Se perguntou aproximando de um vazo de flores, e olhando reflexo, viu um ser todo encapuzado atrás de si, com uma grande picareta nas mãos.

Gritou, pulando fora e conseguindo desviar do golpe. Caiu entre alguns bancos e se levantou rapidamente. Estava desesperada, chorando agoniada. O individuo foi em sua direção com a picareta. Ela correu para o corredor e saiu até a porta.

– Socorro! – Bateu fortemente nas duas portas de madeira e elas se abriram, deixando-a cair escadaria a baixo.

Se levantou desesperada, estava com alguns arranhões, mas estava amedrontada. Olhou em volta, estava tudo escuro, sua lanterna havia ficado dentro da igreja. Era bom e ruim a escuridão, pois se podia esconder fácil ou ser pego de surpresa.

– Me ajudem! Ramsey! Terrence! – Saiu gritando para a rua, correndo.

Então, todas as luzes e postes da cidade começaram a se acender. Os carros se alarmaram, as máquinas se ligaram, tudo ficou claro e muito barulhento. Jenna olhou em volta, estava tudo iluminado, mas parecia não haver ninguém ainda... Ninguém fora quem a seguia.

– Me ajudem!

Viu um carro encostado num canto da estrada, parecia novo. Chegou até ele e abriu a porta do motorista, entrou e fechou. Olhou nas portas e pelos retrovisores, e não viu ninguém. A chave estava na ignição, girou e ligou o carro rapidamente.

– Como é que se dirige isso?

No mesmo instante, um homem encapuzado pulou sobre o capô a bateu a picareta, que quase pegou na testa de Jenna. Assustada, a moça pisou sobre o acelerador, mesmo sem saber o que estava fazendo. O veículo subiu na calçada, bateu contra uma rampa inclinada e capotou.

Muita fumaça começou a sair. Sangue escorria da testa de Jenna, que estava imóvel, inconsciente. A moça acordou num baque, tossindo bastante e sentido dor de cabeça. Olhou assustada para o capô e viu que a picareta ainda estava presa no para-brisa.

– Cadê...

Antes de completar, o individuo apareceu por sua porta e deu um soco em seu rosto, deixando-a inconsciente.

*******

Ramsey e Terrence chegaram na varanda da cabana e abrirão forçadamente a porta. Como a noite, dentro também estava uma completa escuridão.

– Jim... – O loiro entrou apressado.

– Ele deve tá dormindo. – Terrence disse. – Vai lá encima acordá-lo.

– Tá.

Ramsey tirou seu celular do bolso e jogou-o para Terrence, e foi subir as escadas.

– Liga pra alguém e explica tudo. – Explicou.

– Tá. – Terrence respondeu dando de ombros. – Mas... Pra quem? – Cochichou em silêncio.

Ele olhou nos números digitados pelo celular e viu que Ramsey tinha o telefone da professora Marta. Então digitou o número.

– Atende,fessora... Por favor!

A porta de entrada da casa bateu de repente e fez um grande barulho. Terrence olhou assustado, mas não viu ninguém ali.

No segundo andar, Ramsey corria desesperado pelo corredor. Olhava em todos os quartos, mas estavam vazios.

– Jim, cadê você? – Chegou no último quarto e viu as malas do outro no chão. Mas ele não estava ali. – Droga, Jim... Cadê você?

Foi então que se lembrou:

– A porta... do porão!