Scrownner-Field
10 A Outra Cabana...
Notas iniciais
Terrence e Ramsey já estavam chegando no fim da areia. Estavam correndo apressadamente, mas o loiro estava abobado pelo fato de não estar vendo nada.
– Não tem casa nenhuma aqui. – Disse quando parou, no fim da areia.
– Está lá em baixo. – Terrence apontou o dedo para a cabana, vendo algo muito estranho. – Mas... O quê? As luzes estão todas apagadas...
– E não estavam antes?
– Não. Estavam acesas, tinha gente ali.
– Então agora é bom, que a gente pode fuçar e caçar pelo “gritador” lá dentro. – Ramsey foi irônico, descendo a pequena colina e chegando na casa.
Os dois foram silenciosamente até a janela, que estava fechada. Parecia não ter ninguém em casa mesmo.
– Vamos lá. – O loiro foi para a varanda.
– Espere... E se estiverem dormindo?
– Ah... Quem dorme 7 horas da noite, Terrence? Nem a minha vó. E se ainda tiver alguém aqui, a gente foge... ou é preso.
Ramsey girou incrédulo a maçaneta e, misteriosamente, a porta se abriu.
– Esqueceram de trancar a casa? – O negro falou preocupado.
– Vamos logo... Você não disse que tinha ouvido gritos? Vamos confirmar agora.
Ambos entraram na casa. Ramsey iluminava com a lanterna, enquanto Terrence estava mais assustado e preocupado, observando tudo atentamente.
– Parece que não tem ninguém aqui. – O loiro disse. – Tem certeza que mora alguém nessa casa? Ela é tão velha, tem teias de aranha... ratos... baratas...
– Tenho.
– E... De onde ouviu os gritos?
– Dali. – Terrence apontou para uma porta de grades que trancava uma escadaria.
Ramsey se aproximou e viu que não abria.
– Está trancada.
– Mas não vai estar mais. – O outro mostrou a chave que acabara e encontrar presa em um prego.
Se aproximaram da porta e abriram-na. Um grande estalo de ferrugem foi dado, mas continuaram a descer, sem olhar para trás. A escada tinha pouco mais de 15 degraus, e dava num corredor antigo. A luz da lanterna iluminava teias de aranhas, ratos pelo chão e muita poeira.
– Essa casa não é uma casa normal. – Ramsey chegou ao piso do corredor, iluminando em volta e vendo uma grande porta de cela ao fundo. – Parece metade de uma cadeia subterrânea.
– Não tô gostando disso...
– Não foi você mesmo que quis voltar aqui?
– É, mas é porque eu ouvi um grito parecido com o do Cory.
– O que? – Ramsey se virou, surpreso. – Por que não disse isso antes?
– Tinha me esquecido.
Os dois chegaram enfrente a cela. Ela estava entreaberta. Terrence abriu-a mais e entrou, pegando a lanterna das mãos do amigo e iluminando todos os cantos escuros.
– Está vazia... – Murmurou.
– Não brinca? – O loiro ironizou.
– Mas... Eu ouvi gritos, tenho certeza.
– Eu vim até aqui porque da sua excelente audição... Agora eu não vou voltar. – Ramsey pegou a lanterna de novo e iluminou sangue pelo piso. Ambos se olharam chocados. – É...
– Sangue! – Terrence se afastou para trás e bateu as costas em uma porta antiga e velha, de madeira. A mesma se abriu lentamente.
O loiro iluminou o cômodo que surgia atrás da porta e adentrou nele. Era uma espécie de cômodo-despensa. Tinham móveis quebrados, teias por todos os lados, livros jogados ao chão e um jornal rasgado, foleado e aberto, encima de uma mesa.
– Que lugar é esse? – Terrence se pôs diante da porta. – Vamos logo achar os outros... Tem sangue aqui... Aconteceu alguma coisa!
– Espera... Tem um jornal aqui. – Ramsey pegou o papel e iluminou a notícia principal: — “Irmãos Pietricks fogem da cadeia, um massacre tem início”.
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