Scritto Nelle Stelle
20 Bungee Jump
Notas iniciais
Dan Evans POV
– Você só pode estar tirando uma com a minha cara! – Exclamou ela. – Bungee Jump?!
– Qual o problema? Você não tem medo de altura e adora adrenalina.
– Altura e adrenalina são um tipo de coisa, me jogar num precipício presa por uma cordinha é outra coisa totalmente diferente, Dan.
– Não tem perigo, e não é ruim. Eu já fiz isso antes! Se eu fiz, eu, que sou EU, você também pode.
Olhei para Mahara, que olhava um rapaz se jogar da ponte de ferro gritando risonho, e indo e voltando na corda elástica até que ela parasse. Mahara estava tremendo.
– Se você quiser, eu vou com você. – Eu disse, olhando-a e sorrindo suavemente. – E olhe, tem proteção lá embaixo, para impedir que se machuquem caso caiam. Não há com o que se preocupar, pequena.
– Isso não parece lá muito seguro. – Disse ela, e depois se calou.
Mahara não disse nada por um bom tempo, apenas olhando as pessoas se jogarem de lá de cima. Então suspirou.
– Eu vou primeiro, pode ser? Então depois você vai comigo. – Eu disse. – Que tal?
– Tudo bem.
Fomos até a ponte, e falei com os responsáveis pelo bungee jump. Paguei o que eu tinha que pagar, e me posicionei no local certo para vestir os equipamentos. Mahara ficou apoiada na barreira da ponte e ficou me olhando. Depois de ter todos os equipamentos bem firmes no corpo, e ter ouvido as orientações do rapaz, fiquei de pé na beirada da ponte, respirei fundo tentando acalmar meu coração que estava batendo rápido e forte demais devido ao nervosismo. Eu sentia a adrenalina fluindo no meu sangue, era uma sensação boa.
Então, eu me joguei.
Mahara Carter POV
Eu podia ver o quanto Dan estava nervoso, mas estava decidido a fazer aquilo. Sem que ele notasse, eu observei o estado dos cabos de sustentação e constatei que estavam bons – eu devia protegê-lo, certo?
Havia algumas fãs por ali que batiam fotos e se preparavam para filmar o pulo dele. Eu estava tranquila quanto a isso, já que era normal. Vi Dan fechar os olhos, respirar fundo, abri-los e se jogar.
As fãs prenderam a respiração. Dan gritou ao mesmo tempo que ria. E eu estava agoniada em vê-lo cair cada vez mais, até que ousei olhar para a base. Havia um homem muito perto das cordas de sustentação, e jurei ver o brilho de uma faca, ou um alicate daqueles pesados. Ninguém mais prestava atenção. Vi o alicate e fiquei apavorada. Comecei a correr entre a multidão que estava ali em volta, mas as pessoas barravam minha passagem e eu não tirava os olhos do homem. Era loiro e tinha a face lisa, sem barba, e olhos cinzentos. Ele levou o alicate discretamente até o cabo e o posicionou. Eu me debati mais, tentando abrir o caminho, e aos poucos conseguia.
E o homem cortou o cabo.
– NÃO! – Gritei involuntariamente, e várias pessoas olharam para mim. Corri até a beirada da ponte, e vi Dan caindo, gritando apavorado. – DAN!
Saí correndo e desta vez ninguém barrou meu caminho. Encontrei a escada que levava até a base onde os saltadores eram soltos de seus equipamentos e retornavam para a ponte, e desci saltando de três ou mais degraus de cada vez. Eu estava completamente desesperada. Ouvi um baque alto demais, e ao olhar, vi Dan estatelado naquela “base de proteção” que eu disse que não parecia muito segura. De fato, não era muito, pois chegou a partir um pedaço, e Dan rolou para o chão.
– DAN!
Ao chegar ali, os responsáveis do bungee jump me seguraram, enquanto outros, atônitos, ligavam para ambulâncias ou chegavam perto de Dan para ver como ele estava. Se estava morto, ou não.
– EU SOU AMIGA DELE! DEIXEM-ME PASSAR! SOLTE-ME! – Eu gritava desesperadamente. O rapaz não conseguiu me conter por mais muito tempo e me soltou, e eu fui correndo até ele, tropeçando e escorregando no chão barrento. – DAN!
Parei deslizando em e ajoelhando no chão ao lado dele. Incrivelmente, ele estava consciente.
– Mahara... – Disse ele, com a voz fraca.
– Shh... Vai ficar tudo bem, não gaste as suas forças... CADÊ ESSA AMBULÂNCIA? – Gritei para qualquer um, e voltei minha atenção para Dan. – Como você está?
– Eu acho... Eu acho que quebrei alguma coisa. Se não fosse essa base de proteção, eu estaria morto.
Afaguei seus cabelos, tentando me acalmar.
– Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem... – Eu dizia. Ouvi uma sirene e logo quatro paramédicos chegaram carregando uma maca e aquela coisa que se usa para imobilizar o pescoço. Imobilizaram Dan e o colocaram com todo cuidado em cima da maca, e o carregaram de volta para a ponte, comigo atrás deles.
– Eu irei junto, sou sua amiga. – Eu disse. A paramédica ruiva assentiu em concordância. Ao chegar na ponte, olhei ao redor e não vi o homem loiro em lugar algum. Ele havia sumido. Entrei na ambulância e notei que Dan estava inconsciente, agora. Fiquei quieta sentada em um canto, enquanto os paramédicos prestavam os primeiros socorros. Então percebi que lágrimas escapavam de meus olhos.
– Ei, querida, ele vai ficar bem. Aparentemente, ele só fraturou a perna e o braço. – Disse a paramédica ruiva, sorrindo tranquilizadora.
Ao chegarmos ao hospital, fui acompanhando preocupada ao lado da maca, mas a partir de um momento, fui impedida e tive de ficar na sala de espera. Pensei em pegar meu telefone e ligar para alguém, mas meus pensamentos foram lidos e o meu telefone tocou. Era Luke.
– MAHARA O QUE HOUVE? DAN ESTÁ BEM? ONDE VOCÊS ESTÃO? O QUE... – Ele explodiu no outro lado da linha.
– Luke! Luke! Calma! – Era irônico eu pedir calma, sendo que eu não estava nada calma. – Dan sofreu um acidente quando foi pular de bungee jump, mas não parece ser nada sério, e estamos no hospital central de Londres. Vem pra cá, por favor.
– Eu e os rapazes estamos indo. Daqui dez minutos estaremos ai.
Luke desligou o telefone e eu me larguei em uma cadeira de plástico branca, apoiei minha cabeça nas mãos e suspirei trêmula, me permitindo chorar.
Dan Evans POV
– Calem-se, vão acordá-los, seus manés.
– Olha o respeito, Mahara! Nós somos os manés mais legais da face da terra!
– E nós somos os melhores amigos manés do mané que tá desmaiado!
– E esse mané desmaiado é o mané bonitão por qual você se apaixonou!
– Podia ter se apaixonado por mim, que sou um mané mil vezes mais bonitão.
– Ou por mim, que sou um mané duas mil vezes mais bonitão e inteligente.
– Que bom que vocês são modestos. – Eu me ouvi dizer com a voz fraca, abrindo os olhos e vendo tudo desfocado por um momento.
– Dan! – Cinco vozes exclamaram em uníssono, e a minha visão se focou, vendo cinco rostos voltados para mim, aliviados, ansiosos e surpresos. John, Sean, Luke, Jack e Mahara sorriam suavemente para mim.
– Achei que a bela adormecida não ia acordar mais. – Disse Luke.
– Ele iria precisar do beijo da princesa para despertá-lo, Luke. – Disse John.
– Eu já havia tentado isso, rapazes, mas não funcionou. – Disse Mahara.
– Talvez o cérebro do Dan demorou mais tempo processando a informação. Sabe como é, parentesco com tartarugas. – Disse Jack.
– Como vocês são gentis. – Eu disse. Eles riram.
– E aí, cara, como você se sente? – Perguntou Sean.
– Quebrado.
– Você está literalmente quebrado. Uma perna e um braço. – Afirmou Luke.
Ergui as sobrancelhas, notando meus membros imobilizados e suspirando.
– E uns hematomas pelo corpo todo...
– Um arranhão no seu supercílio...
– Vocês não estão ajudando. – Censurei. – O que aconteceu?
– Você sofreu um acidente ao saltar de bungee jump. As cordas se romperam e você caiu feito um saco de batata até bater na base de proteção, que estava fraca e quebrou de um dos lados, fazendo você rolar até o chão. – Disse Mahara, segurando minha mão direita, que não estava com uma tala de gesso envolvendo-a. – Foi um dos piores momentos da minha vida, ver você cair de lá e eu não poder fazer nada para salvá-lo. Eu devia ter impedido você de pular.
– Não foi sua culpa, Mahara. – Disse Jack, tranquilizador, abraçando-a pelos ombros.
– Eu que insisti, pequena, lembra? Além do mais, você não teria como saber. – Eu disse, apertando sua mão um pouco mais forte. Mahara sorriu de canto, triste. A porta se abriu e um médico entrou, sorrindo.
– Vejo que nosso querido Sr. Evans já acordou! Isso é realmente bom. Eles estavam realmente preocupados com você, rapaz. – Disse ele, batendo nas costas de Luke, que fez uma careta de desconforto. – A propósito, me chamo Frederick Holmes. Me chame de Fred. Então, como você se sente?
– Quebrado. Fraco. Meio zonzo.
– É normal. Mas creio que você já terá alta daqui uns dois dias, pois – graças a Deus – você não se feriu muito. Aquela queda poderia tê-lo matado, rapaz. Você tem um anjo da guarda muito forte, e vai ter que agradecer bastante depois dessa!
– Pode deixar, Dout... Fred.
Sorri fracamente, e o médico começou a fazer uns exames rápidos. Depois, expulsou todos dali, deixando apenas Mahara, mas me sedou, fazendo-me dormir e não poder conversar com a minha namorada. A última coisa que vi e ouvi foi Mahara acariciar meus cabelos enquanto cantarolava alguma música.
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