Scream 20 Years

11 10º Capitulo - As revelações começam!


Já se era noite daquele dia após o enterro de Gale, enquanto assim Sidney chegava a sua casa acompanhada de Evelyn, Natalie e David.

- Meninos estou indo ao meu quarto descansar um pouco, qualquer coisa vocês podem me chamar, estejam atentos.

- Tudo bem mãe! – Comenta Evelyn sentando-se ao sofá.

- Ela ficará bem? – Pergunta David sentando ao lado da jovem.

- Ela sim, mas e você? – David curva os olhos ao chão.

- Não sei como será minha vida sem a minha mãe, ela me dava tantos conselhos, do que eu deveria ter e querer em minha vida, vai ser super difícil sem ela aqui. – Evelyn abraça o rapaz.

- Conte comigo David! Tudo vai dá certo. – Pela porta da cozinha Natalie com lágrimas aos olhos observa aquela cena, ela decide então se dirigir ao local para o beber de algum liquido, seu corpo estava desidratado, em seguida um bom descanso vinha a calhar, foi assim que ela o fez sentando em uma cadeira da mesa de jantar, curvando-se sobre o objeto e dormindo.

Enquanto isso na casa de Amber os rapazes muito atentos reviravam toda casa, armários, gavetas, quartos, tudo que se poderia assim conter pistas.

- Não sei por que talvez aqui possa ter alguma pista desse assassino. – Comenta Kenvin levantando até um tapete muito lindo da sala.

- Antony sempre teve instinto por crimes, seus anos assistindo CSI são a resposta disso. – Kincaid rir.

- Vamos adiantar, caso assim não encontremos algo vamos para a casa de Sidney fazer segurança a ela e os garotos. Comenta Kincaid.

- Tudo bem. – Concorda Dewey. Após alguns bons minutos Kenvin encontra um pequeno baú com um cadeado médio.

- Rapazes! Encontrei algo. – Dewey e Kincaid se aproximam.

- Kincaid me jogue este vaso pequeno, vou quebrar isso aqui. – Assim o fez, Dewey então segurando firme o cadeado quebra o pequeno objeto, Kenvin ás pressas abre o baú, mas a visão de todos se transforma em imenso pavor.

- Meu Deus! É a roupa do Ghostface. – Kenvin comenta levantando as vestes.

- Então... A mãe de Amber e a irmã dela não teriam capacidade de vestir isso, gente, é isso, Amber é a assassina, precisamos avisar os outros. – Kincaid comenta saindo da casa e correndo ao carro, Dewey o segue deixando Kenvin surpreso olhando as coisas do baú. — Kincaid! – O homem olha para trás pelo chamado de Dewey.

- Vá à frente, preciso ficar aqui e tentar pegar mais coisas naquele baú com o Kenvin, estaremos indo logo atrás.

- Certo Dewey! Tome cuidado, ela pode está próxima. – Tudo bem! – Os dois concordam, Kincaid entra ao carro e dá partida retirando-se dali, Dewey volta para a sala comentando aos passos rápidos.

- Temos que pegar a fantasia e mais algumas... Coisas, Kenvin? – Dewey não encontra o rapaz mais próximo do baú.

- Kenvin? Cadê você? – Dewey saca sua arma e sobe a escada para o quarto de Amber.

- Kenvin? – Dewey abre a porta do quarto, muito apreensivo ele entra apontando sua arma para todos os lados do local, mas assim de repente que o guarda-roupa de Amber se abre e Kenvin desaba, com o susto Dewey atira no jovem.

- Meu deus! Kenvin! – Dewey segura o rapaz pelos braços tentando estancar o sangramento do peito deste.

- Saia daqui Dewey! Ela apareceu rápido demais e me arrastou pra cá. – Não! Preciso ajudá-lo. – Dewey desesperado tira sua camisa a estancar o sangue é quando Ghostface surge atrás deste.

- Cuidado! – Kenvin grita baixo, Dewey desvia de uma facada jogando o rapaz ao lado, Ghosface empurra Dewey e concede uma facada na cabeça de Kenvin, o matando. – Não! – Dewey grita atirando ao peito do Ghostface, este então se balança aos tiros e joga-se sobre a janela, Dewey com muita pressa analisa á fora do local e não encontra mais o assassino ali.

- Droga! – Dewey volta seu olhar a Kenvin reparando que este se encontrava sem vida, ele sai do local descendo as escadas rapidamente, entra em seu móvel e comenta consigo mesmo.

- Tenho que correr, pelo andar das coisas Amber já sabe que a descobrimos, espero que Kincaid chegue lá a tempo.


Na estrada...


Kincaid seguia com seu móvel muito rápido. – Merda! Tenho que chegar logo, Sidney pode está em perigo. – Ele comentava até que ao virar de uma esquina este não observa uma armadilha feita de ferro pela estrada, o carro passa por cima deste, o móvel então perde o equilíbrio fazendo assim o capotar várias vezes, Kincaid desmaia.


Casa de Sidney...


Sidney se encontrava deitada lendo um pequeno livro, quando de repente seu celular que estava sobre uma estante toca, esta meio reciosa observa que era uma ligação vinda do celular de Gale. Trêmula atende.

- Alô!

- Olá Sidney! Está pronta finalmente para o ato final? – Sidney levanta-se em pleno pavor.

- Desgraçado! Venha me enfrentar, você não quer eles, quer a mim, tudo que você tem a fazer é encarar seu real motivo.

- O assassino concede uma risada macabra.

- Ao fim desta noite Sidney você saberá que nem tudo é por sua causa, mas antes eu terei que me livrar de algumas pessoas, especialmente de sua família. – A ligação cai, Sidney grita.

- Não! – Evelyn, David e Natalie que já se encontravam na sala sobem as escadas rapidamente e se deparam com Sidney. – Vocês precisam sair daqui agora! – O que foi mãe? – Evelyn pergunta agoniada. — O assassino Evelyn, ele está por aqui, vocês precisam ir, corram até o celeiro, fiquem por lá até que seu pai busquem vocês. – Eu ficarei com você Sidney! – Natalie se determina. – De maneira nenhuma! – Sidney grita, mas Natalie a rebate.

- Irei ficar sim! Preciso resolver tudo isso com a senhora, não entende? Perdi meus amigos, este assassino veio até a mim, se não fosse isso a senhora estaria em paz. – David segura o braço de Evelyn — Vamos! – Este então deposita uma arma a cintura de Sidney sem que Evelyn veja. – Ande Evelyn, o assassino pode aparecer a qualquer momento. – Natalie incentiva a jovem, Evelyn abraçando Sidney fortemente desce as escadas com David, os dois somem pela porta dos fundos da casa. – Precisamos ficar atentas! – Sidney alerta quando inesperadamente a porta do banheiro do corredor se abre, surgindo o Ghostface. – Corra Natalie! – Sidney empurra a jovem pelas escadas, o assassino se joga sobre Sidney, os dois assim lutam, Natalie recupera-se do tombo e tenta ajudar Sidney, Ghostface sendo segurado pelo braço segura os cabelos de Natalie e arremessa sua cabeça na parede, Natalie desmaia ao chão, Sidney puxa Ghostface pela escada e os dois descem se embolando pelos degraus, Sidney se recupera e chuta o assassino ao estômago, ela tenta correr mas este segura sua perna fazendo-a cair, ele então esfaqueia seu braço, Sidney grita.

- Maldito! – Ghostface segura firme a cabeça de Sidney e joga ao chão fazendo-a desmaiar também.

Em alguns minutos Sidney e Natalie se encontravam amarradas em duas cadeiras, é quando as duas ao mesmo tempo despertam, Sidney comenta.

- Precisamos fazer força para desamarrar as cordas, me ajude. – Natalie tenta alcançar a mão de Sidney, mas nada se adianta quando estas vêem Ghosface surgir à frente destas, este então analisa as duas e segue até uma pequena estante, parecendo procurar por algo.

- O que ele está procurando? – Natalie comenta baixo com Sidney. – Eu não sei. – Sidney a responde apreensiva, mas logo o assassino encontra o que procurava, um pequeno bilhete, este então rasga com bastante pressa e confere o que assim estava escrito. Deixando o papel cair ao chão, Ghosface passa pelas mulheres e se dirige ao corredor da sala, vendo a sua frente à porta do pequeno porão com alguns empurrões este o abre, mas algo inesperado ali se encontrava, Marta Eneston e Trish Eneston estavam amarradas, Ghostface puxa as duas para fora do local, às mulheres se balançam de medo, este retira o adesivo de suas bocas e ainda sua máscara revelando-se Amber Eneston.

- Mãe! Trish! – Amber abraça as duas.

- Não pode ser! – Natalie assustada comenta.

- Você a conhece? – Sidney pergunta ainda em transe.

- Aquelas são a família Eneston, ás que estavam desaparecidas. – Sidney observa as palavras de Natalie, mas não deixando de comentar.

- Algo está errado, não vem coisa boa por ai. – Marta que tentava se largar da filha grita.

- Me largue sua desgraçada! Você foi capaz de prender sua própria mãe? E Trish? Amber! Até a Trish? – Amber enxugando as lágrimas tenta responder a mãe.

- Não fui eu minha mãe, foi o verdadeiro assassino, este me forçou a fazer tudo isso para recuperar vocês, por favor, me entenda, eu não queria matar essas pessoas, eu não queria matar ninguém. – Amber chora, Marta mesmo assim ainda reprime a filha.

- Se você realmente fosse a minha filha não faria isso, agora Trish irá crescer com este trauma, tudo isso por sua causa Amber. – A jovem então enxuga as lágrimas e observa um pequeno bilhete na calça de Trish.

- Trish! O que é isso na sua calça? – Eu não sei! – A menina responde chorando, Amber retira o papel e lê rapidamente, ela então desvia seu olhar para Natalie e Sidney e ódio lhe domina a face, saindo da frente de sua família, Amber se aproxima das reais vitimas e grita em bom som.

- Sua vadia! – Um tapa é feito ao rosto de Natalie.

- Pare com isso sua doente, já não tem sua família? O que você ainda quer? – Sidney grita tentando amenizar a situação.

- Cala a boca Sidney! Não tenho nada contra você, o assassino real que vai resolver toda esta situação, mas meu papo é com Natalie, esta desgraçada. – Vários tapas em seguidos são feitos ao rosto de Natalie, esta então grita.

- Pare! Por favor, porque está fazendo isso comigo? – Amber segura o queixo da jovem. – Por quê? Você ainda me pergunta? Leia isso! – Natalie ainda desnorteada passa ás vistas sobre o papel, até que seu olhar muda de fisionomia. – Ainda quer saber o porquê sua vadia? – Amber a olha com ódio, Sidney então fala com Natalie. – O que diz? Fale Natalie, o que diz o papel? – Me perdoe Amber, eu juro que não queria ter feito isso, por favor, Rick me disse que terminaria com você logo após, por isso aceitei ter com ele esses momentos. – Amber concede um soco firme ao nariz de Natalie fazendo o local sangrar. – Vadia! Eu o amava e ele fez isso comigo? E logo com você? A santinha do Woodsboro High? De santa você não tem é nada. – Amber desamarra Natalie a jogando no chão. – Por favor, Amber, não faça nenhum mal a ela, lhe imploro, faça contra mim, mas deixe-a em paz.

- Silêncio Sidney! – Marta que observava o ódio de sua filha para com a jovem tenta ajudar.

- Por mim Amber! Por favor, não a mate. – Amber olha para a mãe.

- Desculpa mãe e Trish, mas Natalie Evans terá que pagar pelo que cometeu. – Amber então retira sua faca dentre as vestes.

- Este é o momento em que mato finalmente alguém com gosto e a co-protagonista diz adeus ao filme. – Uma facada é erguida ao corpo de Natalie, Sidney grita. – Não! – Mas algo inesperado acontece, um eco de um tiro é feito, todos petrificados com o som analisam Natalie ao chão respirando em choro, mas Amber segurava a faca firme, é quando o objeto cai de suas mãos e seu corpo desaba, com os olhos abertos um tiro foi visto ao pescoço de Amber, esta se encontrava morta e Judy apontando uma arma pela porta de entrada do local.

- Judy! – Gritou Sidney. – Amber! – Marta grita em choro, Judy se aproxima de Sidney a desamarrando. – Está tudo bem Sidney? – A mulher analisa Natalie ao chão. – Agora eu acho que sim! – Judy analisa ao longe Marta e Trish em choro. – Pelo jeito a coisa foi feia aqui! – Com certeza – Natalie comenta levantando-se. – Vou analisar o local, aguardem aqui. – Judy opina andando pela casa, Sidney ajuda Natalie a sentar-se em um pequeno sofá e corre para ajudar Marta e Trish.


Na estrada...


Dewey com muita pressa segue em direção a casa de Sidney quando ao virar da mesma esquina observa o carro de Kincaid capotado ao lado esquerdo da estrada.

- Meu Deus! – Ele para o carro e corre para tentar salvar o homem.

- Kincaid! – Este então já se encontrava acordado.

- Dewey! Você precisa ir, estou preso nas ferragens e o carro parece que vai explodir, você tem que avisar Sidney. – Dewey tenta ajudar Kincaid, mas este não consegue tirar uma grande ferragem ao peito do homem.

- Pelo amor de Deus cara, você tem que vim comigo. – Dewey grita, Kincaid segura a mão direita de Dewey.

- Diga a Sidney que eu a amo, muito. – Dewey mesmo sem não querer acaba derramando uma lágrima ao braço de Kincaid.

- Eu mandarei ajuda! – Certo! – Dewey se afasta do carro e volta ao seu móvel dando partida, alguns metros de distância e uma explosão foi feita apenas a observar Dewey fechar os olhos e continuar seu caminho para salvar Sidney e os outros.