Scorpius & Rose - Back to Hogwarts
11 O que havia acontecido que eu perdi?
Notas iniciais
P.O.V Rose
Entramos no Três Vassouras tentando parecer a maior coincidência possível.
– Oi. – Disse à Jacob, quando chegamos à mesa onde ele estava, com Caleb.
– Ei. – Ele sorriu. Silêncio.
– Hum... Cadê a Laura? – Perguntei, tentando esconder a preocupação.
– Ah! Ela disse que ia ao banheiro. Ela não voltou, não. – O garoto encolheu os ombros.
– Ah, tá. Ufa. – Suspirei aliviada.
Olhei para Scorpius, que encarava um copo posto num lugar vazio, que devia ser onde Lauren estava. Ele franziu a testa. Eu não entendi o que ele estava pensando, então eu encarei o copo também. Era cerveja amanteigada, tá, e daí?
Olhei para ele de novo, pedindo explicação, mas ele estava olhando para Caleb. E aconteceu uma coisa mais estranha do que Scorpius ficar olhando intensamente para um copo. Caleb balançou a cabeça em negativa. Só que foi para o Malfoy. Jacob não viu. O que havia acontecido que eu perdi?
– Vem, vamos embora. – O loiro me puxou pelo braço, ainda encarando a mesa com os dois garotos.
P.O.V Lauren
– Rosie, Rose, Rô. – Chamei, antes que ela pudesse entrar no Salão Principal para tomar o café. – Ér... Bom dia.
– Bom dia. – Ela me deu um sorriso confuso. – Qual foi? Descobriu alguma coisa?
– Sim e não. – A puxei para onde não tinha ninguém. Principalmente porque Monica estava parecendo querer escutar nossa conversa. – Sabe o encontro com o Jacob?
– Ah, cara, eu achei que o Caleb tinha te envenenado. Depois que eu o vi lá dentro com o Jacob, sozinho... – Ela colocou a mão no coração, como se quisesse demonstrar seu assombro.
– Espera, você e o Scorpius não estavam na função de vigiar ele? – Franzi a testa. A Parkinson me falou disso. E sobre o quanto ela quer colocar silicone trouxa. E que ela quer ir ao show d’As Esquisitonas e que blá blá blá.
– Bem, é, mas... – Ela hesitou. – Isso não vem ao caso! – A ruiva cruzou os braços e eu lhe mandei um daqueles sorrisos maliciosos. – Para de fazer essa cara para mim, Lauren Walsh!
– Ei, não precisa ficar na defensiva! – Eu ri. – Agora você vai me deixar contar o que eu ouvi ou não? – Rose assentiu. – Ótimo. Obrigada. Ontem eu estava entrando na escola, e por acaso decidi passar pelo banheiro da Murta-Que-Geme...
E eu contei a história toda com a Andrews e com a raiva que ela estava ao gritar com alguém.
– Então existe mesmo uma coisa contra trouxas! – Ela arregalou os olhos.
– Com certeza. E, ah, não sei se é importante mas, no tal encontro que você me arranjou com o Jacob... Ele me perguntou se eu conhecia Lauren Walsh.
– Mas é você. – Ela inclinou a cabeça para a esquerda.
– Mas ele não sabe disso, Rose! – Gesticulei com as mãos e ela fez uma cara assustada.
– Putz.
– Não, essa situação é digna de um ‘puta merda’! – Cruzei os braços.
– O que? Você suspeita do Jacob? – Ela franziu o cenho. – Não. – A ruiva negou com a cabeça. – Acho que não.
– Querida amiga, não há pessoa bonita o suficiente que não possa ser o maior vilão de todos os tempos. – Ironizei e ela me fez uma careta de “cala-a-boca-que-não-é-nada-disso-que-você-falou-mesmo-assim-eu-acho-ele-bonito-mesmo”. Tá. Talvez não tenha sido essa careta, exatamente, mas foi o que eu imaginei que ela pensou.
– Vamos tomar café, porque eu acho que a fome mexe um pouco com seu cérebro! – Rose me deu um empurrão para o Salão.
****
Depois de dois tempos seguidos de Poções, graças a Merlin, era hora de descansar. Subi para a torre de Lufa-lufa, coincidentemente acompanhada por Monica Andrews, para eu trocar de roupa porque, caramba, hoje estava o maior calor.
A gente estava subindo sem trocar uma palavra. Até chegarmos na sala comunal. Ela falou a senha e aí me veio com:
– Você e o Albert terminaram, não é?! – Se a gente tivesse namorando de verdade e depois terminado, esse não seria um bom começo de assunto.
– É. – Suspirei. – Se quiser, pode ficar com ele para você. – Disse, sem querer parecer agressiva, porque ela podia mesmo ficar com ele para ela. Sério. Para o resto da vida.
– É... – Depois disso eu tive a sensação de tê-la escutado murmurar “com ele...”. Isso. Fica com o Albus e prende ele numa jaulinha, se você quiser.
E então, a gente entrou no dormitório. O que foi uma péssima ideia. Digamos que na parede de divisão das camas, alguém tinha escrito com algum tipo de tinta vermelha – o velho truque de se parecer com sangue. – e bem grande Cuidado, sangue-ruim.
Caralho. Eu fiquei meio que paralisada e, não sei por que motivos, Monica estava respirando descontroladamente rápido.
– Vem. – Ele pegou minha mão, depois eu a olhei assustada e ela soltou.
– O quê? – Franzi a testa.
– Vamos contar para McGonagall. – Ela me puxou pelo pulso e eu a segui. Merlin, que tipo de brincadeira assassina era aquela?
P.O.V Scorpius
– No banheiro da Murta? – Al franziu a testa, depois de a Weasley contar a história de Lauren.
– Aham. E tinha mais alguém lá dentro, mas ela não viu. – Stephanie soltou uma risada.
– O que é tão engraçado? – Rose ergueu uma sobrancelha.
– Nada. – A loira balançou a cabeça.
– Bom, e sobre o encontro com o Mason? – Perguntei.
– Ela desconfia dele. O que eu acho maluquice porque... – Você acha ele bonito, pensei.
– Hora de partir para a priminha, Weasley. – A interrompi. É claro que ela não iria desconfiar do Jacob Mason.
– Ahn? – Ela ergueu as sobrancelhas.
– Você vai falar com Lily Potter.
– Cara, não envolve minha irmã nessas coisas não. – Albus negou com a cabeça.
– Ela só vai nos responder sobre Mason. Ela deve o conhecer, são da mesma idade. – Expliquei.
– Aposto que deve estar andando por aí com o namorado novo dela... – Rose comentou.
– Desculpe, andando com quem? – Albus franziu o cenho.
– Um tal de Joe Zabini. – Rose ergueu uma sobrancelha, parecendo pensar e confirmar sobre o que estava falando.
– Zabini? – O Potter cruzou os braços. – Que traidor! Ah, ele vai ver só!
– Nossa, irmão, nem sabia que você era tão ciumento assim. – Brinquei.
– Ciumento nada, eu só não quero que ninguém beije, abrace, troque amassos ou encoste na MINHA irmã. – Ele afirmou.
– Ah, tá, me desculpe. – Revirei os olhos e ele sorriu, aliviado.
– Sabe que eu até gosto de um cara ciumento, sei lá, é excitante. Teve uma vez que eu namorei um... – Começou Steph.
– Ninguém se importa. Vou falar com Lily. – Rose saiu pisando forte e, inconscientemente eu ri.
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