Scorpius & Rose - Back to Hogwarts
12 Não quero falar dele
Notas iniciais
P.O.V Rose
Cara, eu ainda fico me perguntando como é que as pessoas aguentavam a Parkinson. Caralho, ela é MEGA irritante. Argh! Ela me irrita profundamente!
Mas, o.k., dane-se, agora onde está a Lily? Hm...
Procurei pela sala comunal, o dormitório, o Salão Principal... O único lugar que ela poderia estar era em (a) corredores e (b) jardim e nos corredores ela não estava, porque eu estou procurando neles. Andei procurando pelo jardim até que encontrei-a aos beijos com o Zabini debaixo da árvore, perto do lago. Eu ia interromper aquilo só para fazer algumas perguntas importantes sobre Jacob Mason? É claro que sim.
– Ei! — Chamei. Ela me olhou com os olhos arregalados, corando violentamente. Eu prendo o riso, mas mentalmente eu estava zoando muito ela. — Lily, não é?! — A ruiva assentiu. Ela era MUITO mais baixa do que o namorado e tinha o cabelo mais avermelhado do que o meu. O Zabini era moreno e tinha um corte de cabelo descolado. Ele não parecia com vergonha. — Eu posso falar com você? — Perguntei simpaticamente. Ela hesitou mas afirmou com a cabeça, novamente. Virei-me para seu acompanhante — Sai. — Ele franziu a testa e saiu vagarosamente.
– O que te dá o direito de falar com ele... — A voz fina dela soou pela primeira vez.
–Deixa eu te perguntar uma coisa? — A interrompi.
– Depende. — A testa dela franziu. Silêncio. — Tá bom! Solta aí! — Lily cedeu. Eu conhecia ela.
– Você conhece Jacob Mason? — Eu estava deixando meu cabelo o máximo visível possível, quase tampando meu rosto.
– É claro. — Ela fez uma expressão do tipo "que-pergunta-idiota-tem-certeza-de-que-está-bem?"
– Ahn... O que acha dele? — Lembrando que eu só estava fazendo isso por prevenção. Não fazia sentido o Jacob odiar nascidos trouxas e chamar a Lauren para sair.
– Gato. — Lily soltou sem querer e depois arregalou os olhos. — Olha, não conta pro meu namorado!
– Não. — Sorri sem mostrar os dentes.
– Ei! Eu nem sei seu nome! Por que estou te respondendo isso? — Ela cruzou os braços.
– Ah, tá, é R... Jean! — Oops.
– R... Jean? — A ruiva arqueou uma sobrancelha — Tem certeza?
– Lógico. É que... Eu estava... Coçando a garganta. — Situações inesperadas merecem medidas desesperadas.
– É claro. — Sinto que isso foi ironicamente.
– Bom, mas continuando... O que acha dele? — Tinha que desviar do assunto. Eu estava quase certa de que ela estava me achando parecida com alguém e, além do mais, desconfiando de que eu estivesse mentindo.
– "Dele" quem? — A ruiva inclinou a cabeça para o lado, parecendo confusa.
– Tem certeza de que está acompanhando a conversa? Jacob Mason! — Arqueei as sobrancelhas. Para mim estava tudo óbvio, mas Lily era voada assim mesmo.
– Ah! É! Ele é inteligente. Acertava todas as perguntas de Defesa Contra as Artes das Trevas. Ele... Vamos ver... É o melhor amigo de Caleb Müller desde o terceiro ano, porque o antigo melhor amigo do Caleb começou a andar com meninos mais velhos, porque ele era mais velho. E bonito. De novo, não conta pro meu namorado. Ele é meio resguardado e sinistrinho, mas isso deve ser pra mim porque ele estava saindo com a garota de cabelos rosa ontem. Ah! Ele andava muito, no ano passado, com a Monica Andrews, conhece? E eu já vi uma briga dele com um garoto da Grifinória chamado Dylan. Ele foi para um intercâmbio depois disso. E é só isso que eu sei. — Ela suspirou. Ficamos em silêncio por um tempo. — Espera, você quer saber dele por que?
–Ahn... Ele é mesmo muito gato. — Me abanei, para colocar mais ênfase.
– Ah! — Lily sorriu maliciosamente. — Hmm... Boa sorte.
– Valeu. — Sorri, de novo, sem mostrar os dentes e fui andando. Na porta de entrada, encontrei com um Zabini escorado na parede, olhando para o teto. — Pronto. Pode voltar. — Disse, ríspidamente, e ele saiu. Depois que ele já estava longe, ri pela expressão que ele fez.
P.O.V Lauren
– Jura? — Monica arregalou os olhos. — Sabia que não conhecia esse cabelo. — A gente estava se dando... Bem? Sim, nós estávamos. E, quem sabe, ela não falava alguma coisa?
– É. Por que você não pinta o seu? — Sugeri. Ela meio que estava babando no meu cabelo rosa.
– Por um motivo chamado pai. — Ela sorriu e eu ri.
– E a sua mãe, o que acha? — A garota fechou a cara, o que me assustou um pouco.
– Ela não acha nada. — Monica mordeu a bochecha, pelo lado de dentro da boca. Decidi não tocar mais no assunto.
– E, sei lá, posso te perguntar uma coisa? — Pedi.
– Você quer dizer outra coisa, né?! — Revirei os olhos. — Tá. Manda.
– O.k. Hum... Você — hesitei — conhece Caleb Müller, não conhece?! — Ela respirou profundamente antes de responder.
– Conheço. É. — Monica assentiu. — Por que a pergunta?
– Nada. — Respondi rapidamente. — E também conhece o Ty da Sonserina?! — Tentei novamente. Ela franziu a testa.
– Conheço. — Ela respondeu, relutantemente. — Por quê? — Monica ergueu uma sobrancelha.
– Nada. — Disse, do mesmo jeito que disse da primeira vez. — E o Jacob. — Ela abriu a boca para responder duas vezes, mas não o fez. — Só responde mais essa perguntinha. — Fiz uma cara estilo Gato de Botas querendo alguma coisa. Ela riu.
– Conheço ele também. Mas por que isso vem ao caso? Você também conhece ele. — O rosto dela aderiu uma expressão fria novamente. — Saiu com ele, não foi?!
– Saí. Mas, cá entre nós, eu não sei nada sobre ele. Ele só perguntou sobre mim. — Encolhi os ombros. Isso não passava muito longe da verdade, mas também não foi desse jeito...
– Ah, é? — Ela pareceu estranhar. Será se ela já havia saído com ele? — Quero dizer, nossa! — Franzi a testa. Por que ela mudara de atitude tão rapidamente? Parei de pensar sobre isso e me concentrei na conversa.
– Ahn... Por que não me fala alguma coisa sobre ele? — Não que eu desconfiasse dele, mas para despistar minhas reais suspeitas de Caleb e Ty.
– Se eu fosse você, não sairia com ele mais. — Ela soltou. Ergui uma sobrancelha, desconfiando do assombro repentino dela. — Ah, quero dizer... Ele não gosta muito de falar dele. Talvez gente assim não seja — ela engoliu — confiável.
– Aham... — Balancei a cabeça. — E o Caleb?
– Por que quer saber dele? — Monica franziu o cenho. Suspirei.
– Minha... Amiga! É super na dele! — Tentei colocar uma verdade nisso. Sei lá, era meio estranho falar isso. Rose me mataria, se ela soubesse que eu pensei nela sendo essa amiga.
– Por que? — Ela fez uma cara de nojo misturado com assombro.
– Ele é bonito, vai. — Ela murmurou alguma coisa. — Hein?! — Insisti.
– Ah, ele é o maior baixinho. — Monica respondeu seriamente. Não acho que esse seja o motivo do assombro dela.
– Me fala dele. — Pedi.
– Não quero falar dele. — A cara da Andrews continuava com uma frieza. Decidi não insistir, vai que ela ficava nervosinha e descontasse em mim!
– Então... Tá.
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