Scorose- I Will Love You

7 Scorpius? Seriously?


Notas iniciais
Mais um hoje mesmo! Milagre! W.S.

Quando acordo, tento lembrar-me do porque de estar acordando na Sala dos Marotos. As lembranças vêm em flashes. O pesadelo, eu andando até aqui, Scorpius... Merda. Eu dei as confianças de novo. Porque diabos isso sempre acontece? Argh.

Levantei-me, ajeitei o uniforme levemente amassado, fui até a bancada. Quando cheguei, li os nomes que estavam cravados no canto da pedra negra.

Pontas

Almofadinhas

Aluado

Rabicho.

Lembrei-me do que o tio Harry me contara sobre a traição de Rabicho e fui tomada por um acesso de raiva. Com um aceno de varinha, risquei o nome daquele maldito, porém uma sensação de culpa me envolveu logo após o ato, pois lembrei-me da causa de sua morte. O homem morreu por sentir um impulso mínimo de bondade.

Olhei para meu relógio de bolso, que estava sempre comigo. Ele era de prata e tinha uma cobra na tampa. Em baixo, estava escrito: Slytherin- ambition and cunning (Sonserina- ambição e astúcia). Eram seis e vinte da manhã. A primeira aula começava as sete, e era de DCAT.

Saí da sala e trouxe meus materiais do dia com um feitiço convocatório. Arrumei-os todos e fui andando calmamente até o Salão Principal. Eu estava morrendo da fome. Quando cheguei, não pude deixar de notar uma cabeleira platinada na mesa de minha Casa. Fui até ele.

– Oi, Rose. — ele fala, com um sorrisinho.

– Fala, Scorpius. — digo e sento-me. Nick e Albus provavelmente ainda estão dormindo. É sempre o Malfoy a acordar primeiro. — Novidades? — pergunto, já enchendo a boca com torradas e geléia.

– Não teremos o primeiro tempo. A professora passou mal e não tem ninguém pra substituí-la.

– Logo DCAT? Que merda. — digo, ainda de boca cheia. Ele ri fracamente.- Que foi? — pergunto, em um misto de irritação e curiosidade.

– Você fez uma careta impagável — ele fala. Tenho vontade de rir, mais um súbito pensamento vem à minha cabeça. Eu não posso virar amiga dele. Eu não posso ser deserdada. Se isso acontecer, eu fico sem nada. Fecho a cara e me afasto dele, dando um metro de distância. Malfoy percebe meu movimento. Ele se aproxima de mim.

– Rose, eu preciso falar com você. — ele fala, e eu o encaro. Seu tom é sério.

– Fala. — indago.

– A sós. — ele fala e aponta com a cabeça para a entrada do salão, onde vejo Albus e Nick.

– Eu saio primeiro, você inventa uma desculpa e sai depois. — falo e me levanto. Ando calmamente até Albus e Nick.

– Não teremos o primeiro tempo. Vou aproveitar pra estudar um pouco. Tchau. — falo rapidamente e saio andando. Vou direto para a Sala dos Marotos. Sento-m e ,segundos depois, Malfoy adentra o local. Ele senta-se ao meu lado.

– Antes de falar, que quero te pedir uma coisa. Não me interrompa uma vez sequer. Eu passei a noite ensaiando o meu monólogo, e se você me atrapalhar eu esqueço tudo.

– Fala logo, criatura. — falo, me roendo de curiosidade.

– Rose, eu gosto muito da sua companhia. Gosto mesmo. Não gosto de brigar com você, de te ver me ignorando. Eu tenho saudades da nossa amizade do primeiro ano, quando eu podia ser apenas o Scorps com você. Não precisava ser irônico, chato, arrogante, mandão e convencido. Não precisava usar a minha máscara. Realmente sinto muita falta. Eu passei todos os anos de Hogwarts tentando sabe o porque de você me tratar daquele jeito, parar de ser você mesma e usar uma máscara igual a minha. E agora que eu sei a resposta pra essa pergunta, eu não vou deixar você ir de novo. Quero muito a sua amizade de volta. Se o seu pai não aceita, foda-se. Se ele te deserdar, você pode ir morar comigo na Mansão Malfoy. Minha mãe sempre quis ter uma filha menina. Nós te bancaremos. Mais, por favor, não volte a me dar um gelo.

Estou estupefata demais para falar. Não acredito em suas palavras. Eu sempre adorei Astoria Malfoy. Nos encontrávamos de vez em quando ela vinha para Hogwarts tratar de assuntos que eu nunca descobri quais fossem. Ela sempre me tratou bem.

– Não seria abusar um pouco da boa vontade da sua mãe?- pergunto.

– Já mandei uma carta para ela, e minha querida mãe me disse que adoraria ter você na nossa casa.- ele fala.

– Não quero botar defeito, mais e o seu pai?

– Minha mãe convenceu ele também. — o sorriso que estampou-se em meu rosto foi o maior da minha vida.

– Eu vou retomar uma amizade que sempre senti falta e ainda vou poder morar longe do Hugo? — pergunto, ainda sorrindo como uma tola- Meu Merlin, eu estou no paraíso! Te amo Scorps! — falo e me jogo nos braços dele. Esse tipo de cena não é muito comum para a minha pessoa, mais eu estou feliz demais. Poder morar longe da minha família de babacas era o paraíso, e o Scorpius sempre foi o meu melhor confidente, pelo menos no primeiro ano. Eu sempre quis me reaproximar dele, mais o puto do meu pai nunca permitiria isso. E nem falamos do fato de que eu vou desrespeitar a ordem número um do meu pai! Meu Merlim, eu vou morrer de tanta felicidade!

– Quando seu pai vai ficar sabendo que reatamos a amizade? — ele pergunta, lendo meus pensamentos.

– Tenho uma ideia. Estamos em dezembro. Semana que vem começam as férias de natal, e acho que nesse fim de ano o me querido papai terá uma surpresa. — digo, agora com um sorriso malicioso.

Começamos a planejar a noite do grande show e ficamos lá por um bom tempo. Quando a sineta para a segunda aula tocou, saímos correndo. Nas aulas, ficamos trocando bilhetes e, quando acabou o último tempo, voltamos direto para a Sala, voltando a planejar.

Esse natal promete.

Notas finais
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