Notas iniciais
Demorei, mas voltei! Modifiquei um pouco esse capítulo, porque na primeira vez a bateria do pc estava acabando e não consegui finalizar direito. W.S.

Acordei com o mal-humor matinal habitual. Hoje eu começaria o quinto ano em Hogwarts. Mais, antes de iniciar a incrível narrativa sobre a minha brilhante vida, tenho de acabar com um esteriótipo muito famoso:

Rose Jane Greanger Weasley, a filhinha do papai e da mamãe, nerd com notas impecáveis, santinha, amada por todos, cheia de amigas... Se você acha que eu era assim, por favor, tire seu hipogrifo da chuva. Ou procure o meu irmão, pois a descrição combinava muito com ele. Meu pai começou a favoritá-lo no dia em que soube que eu era da Sonserina. Mamãe sempre foi mais puxa-saco do Huguinho. Eu NÃO CONSEGUIA andar junto com os bandos das meninas da Sonserina. Não entendo, aquelas criaturas nunca andavam em grupos de menos de cinco pessoas, por isso, acabei fazendo amizade com o grupo do Al, ou seja, só andava com meninos.

Isso influenciou muito meu jeito de ser. Por exemplo, eu era muito boca suja e adorava fazer pegadinhas. Basicamente, todos da minha família (menos Albus) foram para a Grifinória, por isso não tinha muito tempo para falar com eles nem que quisesse. Enfim, eu não era, nem de longe, uma santa.

Continuando, acordei, fiz minha higiene matinal, vesti-me e desci. Meus pais e Hugo já estavam comendo. Que novidade. Nunca me chamavam. Ninguém se importava comigo naquela casa. Era uma merda, mais eu até que gostava. Assim ninguém enchia a minha paciência. Se eu quisesse, poderia passar a semana fora e eles não reparariam. Por isso, nem me dei ao trabalho de cumprimentá-los. Apenas me sentei e comi. Depois de alguns minutos, minha mãe quebrou o silêncio:

– Está na hora de ir. Coloquem seus malões no carro e vamos. — Ela deu um sorriso para Hugo, e eu ganhei apenas um olhar severo. Bufei e fui para o meu quarto pegar as coisas.

O caminho foi silencioso, como sempre. Quando o carro parou, saí o mais rápido possível. Não aguentava mais ficar perto do puxa-saco do Hugo. Atravessei o portal e entrei na estação 9¾. Não demorou muito para que encontrasse as cabeleiras ruivas. Saí correndo até lá e, como sempre, Albus foi o primeiro a me ver. No abraçamos.

– Hey! — ele falou.

– Fala Al! — fizemos nosso aperto de mão esquisito e eu virei-me para abraçar o tio Harry. Ele sempre foi o meu tio favorito. Ele não se importava com o fato de o Albus ter ido para a Slytherin, ou mesmo ele andar com um Malfoy. E o que mais gostava nele é que não esboçava favoritismo entre os filhos. Minha pessoa basicamente vivia na casa do tio Harry. Ia pra lá todas as férias, ele era como um pai pra mim, já que o meu me odiava.

Depois do abraço paternal do meu tio, dei "oi" para o resto da família. Quando terminei, Hugo chegou ao meu lado, com sua carinha de santo, e começou a falar com os primos (Lily). Eu e Albus nos despedimos e fomos nos encontrar com o resto do nosso grupinho no trem.

O "grupo" era composto por: eu, Al, Nicholas Zabini e Scorpius Malfoy. Não suportava o último, mais os outros gostavam dele, e, sendo assim, tinha de aturá-lo. Argh.

Andamos um pouco até encontrarmos a cabine onde se encontrava o Nick.

– Fala, Rosita! — ele levantou-se e fizemos nosso aperto de mão.

– Eu odeio esse apelido e você sabe disso, Nicholas. — falei em tom de repreensão, porém com um sorriso no rosto. Cruzei os braços em cima do peito. Ele meneou com a cabeça e caí na risada sem conseguir segurar. Em segundos, até Albus estava rindo de nossa idiotice. Meu estômago começou a doer e me curvei com as mãos na barriga, ainda rindo. Nick, vendo minha situação, ajudou-me a sentar no banco. Ele passou um braço por cima dos meus ombros e nos acalmamos. Os cantos dos meus lábios estavam curvados para cima, em um sorriso um tanto ofegante. Ao olhar para o lado, constatei que Nick e Albus estavam na mesma.

Apoiei minha cabeça no ombro do moreno, ainda rindo, porém fracamente. Nessa hora, a porta da cabine abriu, e eu dei um pulo, mortalmente assustada. Caí ajoelhada no chão e, quando olhei para frente vi um par de All Stars pretos pouco surrados. Malfoy. Minhas suspeitas foram confirmadas quando ouvi sua voz acima de mim.

– Eu sei que você me ama, Rose, mais não precisa se ajoelhar em minha frente.

– Ha-Ha-Ha — ri secamente. — Na sua melhor utopia, Malfoy. — com isso, me levantei e sentei ao lado de Albus. Depois dos cumprimentos habituais, Scorpius acomodou-se ao meu lado. Encarei-o possessa. — Todo ano a mesma merda. Porra, não dá pra sentar do lado do Nick ou do outro lado do Al?

– É mais legal sentar ao seu lado, oras! Minha cenourinha não gosta? — ele perguntou e eu fiquei vermelha. Muito vermelha. De raiva, claro. Ele me chamou de MINHA CENOURINHA?

– Que porra é essa de minha cenourinha?– perguntei quase inaudivelmente. Sério, quando falam: Não tema o meu barulho, e sim o meu silêncio, ouça este conselho.

– Ih, sussurrou, Scorp, você tá ferrado, cara. — falou Albus. O maldito (vulgo Malfoy) riu. Isso mesmo, ele RIU!Comecei a estapeá-lo. Infelizmente, minha pessoa era uns 15 centímetros mais baixa que ele, e meus braços, finos, mesmo eu sendo do time de Quadribol, ele era muito mais forte que eu.

O Malfoy segurou meus pulsos e olhou em meus olhos. Se eu dissesse que nunca tinha reparado no perfeito tom azul-acinzentado que aqueles diamantes tinham, estaria mentindo. Em um passado distante, fui a fim do Malfoy, mas já superei.

– Você é a minha cenourinha, Rose. — ele falou ainda segurando meus pulsos.

– Primeiro: Eu não sou sua. Segundo: Eu não sou um vegetal. — retorqui encarando-o com raiva. Ele me soltou e murmurou alguma coisa que não entendi. Deixei isso de lado e comecei a conversar com os outros, afinal, o que um energúmeno falava não era do meu interesse.

~*~

A viagem até Hogwarts não teve nada demais, apenas jogamos Snap Explosivo e conversamos. Quando chegamos, dei oi para Hagrid e fui para a carruagem com os meninos. Fato: conseguia ver os Terstrálios, mais nunca presenciei nenhuma morte. Acho. Acariciei o focinho de um antes de entrar. Algumas meninas da Corvinal me olharam como se eu fosse Voldemort reencarnado. Apenas ignorei.

Como era do feitio do Malfoy, ele sentou-se ao meu lado. Ignorei esse detalhe e fui conversando com os outros meninos até chegarmos ao castelo. Ouvi o discurso de Minerva e fui para a mesa, sem prestar atenção na Seleção das Casas, fiquei conversando com Nick, que estava ao meu lado.

~*~

Depois do jantar, fomos para o nosso salão comunal. Chamei os meninos para um canto afastado.

– O que foi, Rose? — perguntou Albus.

– Você não acredita no que eu encontrei na biblioteca da minha mãe. — fiz uma pausa para dar suspense.

– Fala logo e para de enrolar! — a criaturinha impaciente, vulgo Nick, disse.

– Remo Lupin tinha diários. Consegui pegar suas anotações desde o primeiro dia de Hogwarts. — soltei.

– Cenourinha, nós não estamos interessados na história do Lupin. — falou o Malfoy, irritante como sempre.

– Não eram vocês que queriam seguir os passos dos Marotos? — inquiri, prendendo a atenção de todos.

– Como assim? — Albus.

– Lupin escreveu tudo em seus diários. Cada pegadinha, o processo de montagem, tudo– dei ênfase no tudo. Eles me olharam com olhos arregalados.

– Rose, eu te amo. — falou Nick passando os braços sobre meus ombros. Comecei a rir enquanto Malfoy fechava a cara por motivos desconhecidos pela humanidade. Albus ainda estava digerindo a informação.

– Rose, você achou uma mina de ouro! — ele falou depois de um tempo.

– E não é tudo! Em um dos diários tinha um segundo Mapa do Maroto. — as bocas dos três se abriram em perfeitos "O"s. Ri de suas expressões.– Mas tirem seus hipogrifos da chuva, porque esse é meu. Eu achei, e estava nas coisas da minha mãe.

– São, tipo, iguais? Os mapas? — perguntou Albus. Ele era um pouco lerdo as vezes.

– Idênticos eu não sei. Me empresta o seu e eu olho hoje a noite. Pode ser?

– Tá. Vou lá pegar. — Al saiu e eu fiquei contando tudo o que descobri para os meninos, até que meu primo voltou. — Aqui. — ele me entregou o pergaminho em branco.

– Eu vou lá no meu dormitório comparar o outro mapa enquanto as frescas não chegam. Usa o galeão se alguém tiver subindo, okay? — nós tínhamos enfeitiçado galeões, como minha mãe fez em seu quinto ano pera marcar as datas da A.D. Eram como walk talkies para quando estávamos armando pegadinhas ou coisa do tipo.

– Certo. — com isso, fui correndo até o meu dormitório. Olhei para os lados. Não tinha ninguém. Fiz um feitiço de desilusão e sentei-me na cama. Sim, eu sabia fazer feitiços nível NIEM's. Peguei meu mapa no fundo do malão e minha varinha no bolso das vestes.

– Juro solenemente não fazer nada de bom.– apontei a varinha pra um, depois fiz a mesma coisa com o outro. Apoiei o mapa do Albus em cima do meu. Um brilhinho mínimo apareceu. Os dois meio que viraram um só. Inesperado, mas, como eram os Marotos, eu não duvidava que isso pudesse acontecer. Comecei a analisar por partes. Já tinha decorado cada canto e cada passagem de Hogwarts. Quando cheguei à biblioteca, tive uma surpresa. Havia uma sala nova lá, que, com certeza, não existia antes. Investigaria aquilo no dia seguinte. Em um canto, a ponta continuava dupla. Consegui separar os mapas e notei que a salinha desapareceu.

– Malfeito feito.– sussurrei, colocando-os no fundo do malão e pegando um diário. Passei as férias inteiras lendo aqueles negócios. Realmente aprendi muitas coisas, porém ainda não cheguei no ano em que eles fizeram o mapa.

~*~

Eram umas três da manhã e eu continuava lendo. Silenciosamente, guardei o diário em meu malão, enfeiticei-o (assim ninguém poderia xeretar) e dormi, afinal, as aulas começavam no dia seguinte.

~*~

Acordei com um calor incomum em minha anca esquerda. Demorei alguns segundos para me lembrar que era ali que guardava meu galeão enfeitiçado. Peguei-o rapidamente e li o que estava escrito.

Aula em 10 mins. Acorda!! — Al.

Me assustei. Se não fosse por ele eu teria perdido a hora. Merda. Levantei-me, tomei uma ducha a jato, coloquei o uniforme, catei os livros e desci em tempo recorde. Os meninos estavam sentados relaxadamente em um sofá. Olhei para o relógio e percebi que eram seis e meia da manhã. E a primeira aula começava as sete. Irritei-me instantaneamente. Analise a fórmula a seguir:

Rose+acordar de manhã=mal humor. Mau humor+ acordar meia hora mais cedo que o necessário por causa de uma brincadeira de um futuro defunto chamado Albus + TPM = corram para as montanhas! Fodeu tudo!

Fechei a cara, desci pisando forte e mandando meu melhor olhar assassino para Albus. Ele arregalou os olhos, percebendo a merda que fez e se levantou. Dei o meu melhor sorriso psicótico (toque especial)e ele saiu correndo como uma garotinha. Mais feliz, sentei em uma poltrona de frente para o Malfoy e Nick, que assistiam a cena com sorrisinhos entretidos.

– Esse aí me conhece. — falei rindo um pouco, mais ainda de mal-humor.

– Não é pra menos. Todo mundo ainda lembra da surra que você deu nele depois de te acordar as cinco da matina. — dei um sorriso lembrando do acontecido.

– Afinal, porque me tiraram da cama quinze preciosos minutos mais cedo? — perguntei.

Notas finais
COMENTEM! W.S.