Notas iniciais
O próximo será o baile, e não sei quando eu vou postar, porque estou sendo ameaçada pelo meu amigo, se eu demorar demais pra postar minha outra fic ele vai me matar. E eu gosto de viver. W.S.

No dia em que o convite chegou, faltava uma semana exata para o dia quinze. Uma semana que passou lentamente. Tiveram algumas provas, um trabalho de Herbologia em que fomos obrigados a preencher vinte e cinco centímetros de pergaminho, treinos para o time de Quadribol e essas coisas entediantes. Menos a parte do Quadribol, porque essa parte foi MUITO legal, afinal, eu era louca pelo esporte.

No dia quatorze, eu estava indo me deitar, às onze e meia da noite (fiquei lendo Instrumentos Mortais no Salão Comunal até mais tarde), quando Violet, que estava lendo uma revista em sua cama, perguntou-me calmamente:

– Por que seu malão está desarrumado?- demorei alguns segundos para lembrar que no dia seguinte, pela manhã, partiríamos para a Mansão Malfoy. Arregalei os olhos, joguei cuidadosamente o livro na cama, afinal, mesmo em pânico o cuidado com os livros prevalecia, e corri para o meu malão. Tudo lá dentro estava um caos completo. Tirei as roupas sujas, colocando-as no cesto do banheiro, dobrei as limpas, arrumei as peças em seus devidos lugares, coloquei alguns livros que havia acabado e aproveitaria a chance para devolver à biblioteca dos Malfoy, removi cadernos, penas, folhas e frascos desnecessários e arrumei toda a maquiagem que eu simplesmente deixava jogada em cima da penteadeira.

Meia hora depois, sim, MEIA HORA, eu finalmente havia acabado. E estava suada feito um hipogrifo vindo de uma maratona. E a vadia da Violet ficou rindo de mim O TEMPO TODO, SEM LEVANTAR QUELE TRASEIRO SEDENTÁRIO PRA ME AJUDAR! Traira. Tudo bem que se invertêssemos os papéis eu faria a mesma coisa, mas isso não vem ao caso no momento.

Tomei um banho pra tirar a viscosidade salgada de mim e deitei/joguei-me na cama. Adormeci em segundos.

***

Eu estava em um salão de bailes enorme e estupendo. O teto era alto e feito de vidro. Havia uma fonte em formato de sereia em um canto. Tudo era lindo. Estava usando um vestido de cetim verde-escuro com um tipo de cinto de brilhantes na cintura. Um colar de esmeraldas pesava em meu pescoço. Na minha frente, dançando comigo, estava um homem mais alto que eu (novidade? Não!). Não conseguia ver se rosto graças a uma máscara negra, da cor do terno que ele vestia, porém atrás dele pendiam asas de anjo brancas e imaculadas. Podia ver que seus cabelos eram loiro platinados e seus olhos de um azul tempestuoso remotamente familiar, mas não me recordava quem era.

– Desculpe a inconveniência, mas qual o seu nome mesmo? – perguntei. Minha curiosidade estava aguçada.

– Não creio que não vá se lembrar. Olhe bem para mim. – colei meus olhos nos seus e franzi as sobrancelhas. Que droga! Eu sabia que o conhecia, o nome estava na ponta da língua, porém não me vinha à mente. Ele começou a se afastar bruscamente, como se puxado por alguma coisa. Tentei segurá-lo, porém foi em vão. – Rose! – ele exclamou. Aquela voz, aquele tom...

– Scorpius! – disse, lembrando. Tentei mais desesperadamente segurá-lo, porém fui acordada brutalmente.

– ROSE MALFOY LEVANTA ESSE TRASEIRO ESQUELÉTICO DA CAMA NESSE INSTANTE OU EU DOU UM JEITO DE TRAZER O ALBUS E O SCORPOIS PRA CÁ! – sentei-me rápido demais, e acabei caindo de bunda no chão.

– O QUE FOI, PESTE?! – berrei de volta. Olhei para o meu relógio e percebi que eram sete da manhã.

– Os meninos já estão esperando lá em baixo. Anda logo senão a gente perde a carona. Mal humorada, fui até o banheiro e tomei uma ducha rápida. Vesti uma roupa qualquer e saí. Com um feitiço, levitei meu malão até a frente da sala da diretora, onde os meninos estavam à postos, também com sua bagagem. Minerva nos deixou entrar.

– Vocês poderão ficar fora da escola até o dia dezoito, quando voltarão pela manhã indo diretamente para a primeira aula. Divirtam- se. – ela dos deu um pote com pó de flú e fomos, um a um, para a Mansão Malfoy.

...

Depois de chegarmos e guardarmos nossas coisas nos respectivos quartos, Violet me arrastou para a Londres trouxa, onde ela comprou um vestido de um estilista mundialmente famoso. Ela amava tudo que o cara fazia. Depois de idas e vindas tentando encontrar o sapato certo e o presente para Scorpius (eu realmente não sabia o que dar), fomos almoçar em um restaurante trouxa. Eles vendiam uma comida italiana que era simplesmente divina. Após a refeição, compramos algumas roupas para passar o tempo e nos encaminhamos para o Beco Diagonal, onde passamos por mais lojas até eu finalmente encontrar um presente legal. Quando voltamos para casa, estava quase na hora do jantar e nossos braços estavam cheios de sacolas. Eu cheguei pela lareira primeiro, e tive de me estabilizar com todo aquele peso extra nos braços. Me assustei e quase caí quando ouvi um berro estridente atrás de mim:

– SCORPIUS HYPERION MALFOY VENHA ATÉ AQUI AGORA!- Violet gritou. O loiro apareceu correndo, vindo do jardim. Seus olhos estavam arregalados.

– Alguém morreu? – perguntou.

– Claro que não. Ajuda a Rose com as sacolas. – como ela era, bem, ela, havia trazido apenas as sacolas do próprio vestido e sapato, deixando o resto comigo. Com uma careta, o Malfoy se aproximou e pegou todas as sacolas das minhas mãos.

– Caralho, isso ta pesado. Vocês compraram pedras ou roupas? – eu e Violet gargalhamos com o comentário. Subimos. Ele deixou as coisas no quarto da Violet e foi até o meu para deixar as minhas sacolas. Le colocou-as na cama e sentou-se lá. – Seu vestido está aqui?

– Não. E eu não posso falar onde está. Segredo de estado. Até porque eu não sei. – eu disse.

– Heim?

– Eu não vou comprar o vestido porque alguém vai me emprestar.

– Quem? – ele estava realmente curioso.

– Não posso falar. Agora vaza que eu vou guardar o seu presente bem escondido. – falei. Ele deu um meio sorriso.

– Você nem me perguntou o que eu quero. – ele fez biquinho.

– O que você quer?- perguntei, revirando os olhos pra carinha de cachorrinho que caiu da mudança.

– Você vai dançar comigo. Amanhã. A primeira dança. – franzi o cenho. Era um presente simples demais.

– Vai dar merda. Mas só porque amanhã é se aniversário eu vou fazer isso. Agora vaza, eu estou cansada e quero desmaiar na minha cama, depois de um banho, é claro.

– Não quer que eu fique aqui até você sair do banho? – ele perguntou com um sorriso malicioso nos lábios. Eu dei um sorriso falsamente inocente.

– Pra xeretar o seu presente nas sacolas? Só por causa disso eu vou trancar a porta quando você sair. – ele riu e foi para fora. Não me incomodei em cumprir a ameaça, simplesmente fui direto para o chuveiro.

Tive uma noite maravilhosa de sono.

Notas finais
COMENTEM! W.S.