Scorose- I Will Love You
31 Another Plane
Notas iniciais

Dormi muito pouco na noite passada. O motivo? Meu lindíssimo plano tinha dado errado (a culpa não era minha se a Violet era uma cabeçuda) e a loira estava louca para me dar o troco. Nunca deixe uma Montogmery brava.
Quase morrendo, arrastei- me para fora da cama, tomei uma ducha fria e encaminhei-me até o Salão Principal. Nota-se que deveriam ser umas cinco e meia da manhã. Eu não estava mesmo conseguindo relaxar ao lado da loira possuída.
Passei as próxima meia hora sentada na ponta do enorme banco da mesa da Slytherin, tomando muito café. Ao que parecia, nem aquela bebida me deixava acordada. Eram umas seis horas quando senti uma mão no meu ombro. Não precisava nem olhar para trás para saber que era o Malfoy.
– Eu perguntaria se acordou com os hipogrifos, mas eles devem estar todos dormindo a uma hora dessa. – ele sentou-se ao meu lado e virei-me para fita-lo.
– Ah, não aconteceu nada demais comigo. Só estou tendo que dividir meu dormitório com uma loura assassina que me jurou vingança. Rotineiro. – disse, dando mais um gole no café. Ele estava mais forte do que eu gostava e com pouco leite, mas era a única coisa que me mantinha acordada.
– Eu sabia que ia dar merda. Agora, a única coisa que você tem a fazer é se preparar. Minha prima é muito vingativa. E bem criativa também.
– Que animador. Obrigada, Scorpius, você está me deixando super animada. – dei um sorriso inteiramente falso. Ele deu um sorrisinho.
– Não se esqueça que eu ajudei. E que ela provavelmente sabe disso. Eu vou sofrer do mesmo jeito, Ross. – arqueei as sobrancelhas.
– Ela também deve saber que você conhece a prima que tem e hesitaria em ajudar a sua melhor amiga doida a montar um plano daquele tipo. Ela pode pensar que você usou o seu bom senso, ou melhor, nem tanto, afinal se não tivesse me ajudado eu ficaria puta, – ele riu um pouco com isso – e não me ajudou, sendo assim, sem vingança pra você.
– Seria um bom argumento, se a Violet não soubesse de uma coisa... – ele fez uma pausa, e eu instiguei-o a continuar. – Eu faria qualquer coisa por você sem nem mesmo hesitar. – Eu já disse como ODEIO me sentir como uma menininha apaixonada? Sério, é muito clichê essa coisa de borboletas esquentando, pernas derretendo, coração acelerado, etc. então nem vou comentar que tudo isso aconteceu comigo naquele momento.
Fui poupada de responder quando ouvi o barulho do Albus se sentando pesadamente ao meu lado.
– Rose, eu quero muito te matar. – ele disse, simplesmente. – Aliás, quereria, se não tivesse conseguido baixar a muralha da Violet por um segundo. – ele disse com um sorriso vitorioso. Eu e Scorpius nos viramos para ele em um movimento idêntico e chocado.
– Nós estávamos quase dentro do Salão Comunal quando eu a parei e dei um selinho nela antes de sair andando. – só faltava que eu desse pulinhos no banco. EU TINHA CONSEGUIDO! Ela poderia estar uma fera querendo me matar, mas se eles tinham se beijado. Um mísero selinho, mas já era um começo. Dei um sorriso.
– Viu, Scorpius? Sou o melhor cupido que existe! – falei, contente. Parecia uma criança com m doce.
– Pena que não consegue lidar com os próprios relacionamentos. – Albus retrucou enquanto colocava um pedaço colossal de panquecas na boca.
– Ah, cala a boca. – eu disse, aborrecida. Ainda estava pensando no que fazer quanto a isso.
Ao contrário de Scorpius, eu agia pelos cantos, não era direta como ele. Tinha de planejar um jeito de contar-lhe o que sentia, mas não poderia ser pessoalmente. Por carta, eu já sabia que gastaria todos os pergaminhos de Hogwarts antes de conseguir encontrar algo decente para falar. E eu não confiava em ninguém para transmitir o recado por mim.
É, ser eu era complicado.
Depois do café, fomos para as aulas do dia. Violet me evitou o dia inteiro.
**********Uma semana depois**********
Passei a semana inteira dormindo pouco, com medo de ser atacada por uma loira descontrolada. Violet me evitou a semana inteira e sequer devolveu as minhas anotações de Herbologia.
Eu e Scorpius estávamos como sempre: nos falávamos todos os dias e não nos desgrudávamos, porém nunca mais havíamos nos beijado. De uma hora para outra, aquele ato parecia íntimo demais, importante demais para ser praticado sem um significado mais real.
E a saudade estava me matando. Não nos encostávamos mais e, quando isso acontecia, geralmente quando ele me entregava alguma coisa ou seu ombro batia no meu na hora do almoço, eu sentia todo o meu corpo aquecer, aquela familiar e deliciosa onda de choque percorrendo todo o meu ser.
Eu era uma covarde. Uma grande covarde. Já deveria ter dito ao loiro o que sentia, mas simplesmente não conseguia. Será que ele ainda gostava de mim daquele jeito ou tinha esquecido de esperar?
Eu estava almoçando quando a ideia surgiu.
– Albus, você ainda ama a Vi? – perguntei em seu ouvido, já que ele estava sentado à minha esquerda. Ele parou no meio do movimento de levar a coxa de frango à boca e me encarou, baixando o braço e apoiando a comida no prato.
– Pra falar a verdade? Nunca estive mais louco por ela. – ele sussurrou de volta, olhando para o outro lado da mesa, onde Violet se encontrava com outras sonserinas e ria do que um moreno que estava ao seu lado falava. Fitei Al pelo canto do olho e vi que ele se roía de ciúmes. Dei um sorrisinho.
– Vá para a Sala precisa exatamente dez minutos depois do final da última aula do dia. – eu o disse. Ele me olhou, desconfiado. – Eu garanto que você terá a Violet inteiramente para você depois disso. Claro, com a condição de que eu seja a madrinha do casamento. – ele ainda estava desconfiado, mas deu um sorrisinho com o canto da boca.
– Se eu sobreviver até lá, fechado. – apertamos as mãos. Terminei de comer rapidamente e saí do Salão.
~*~
A última aula era de poções e eu agradeci imensamente por isso. A nossa nova sala era extremamente perto da Sala Precisa. Esperei que todos saíssem e agradeci novamente pelo fato de que as meninas são sempre as últimas a sair. Caminhei até Violet com passos confiantes.
– Violet. – chamei com tom firme. Ela virou-se para mim. Sabia que eu estava um tanto temerosa com o que ela estava planejando fazer, mas ambas sentíamos falta uma da outra. Eu acho. Pelo menos eu sentia falta de conversar com alguém que me entendia tão bem no quesito coisas de menina.
– Rose. – ela disse, para mostrar que estava ouvindo.
– Eu preciso falar com você. A sós. – olhei para o bando de vadias com camisas abertas até o cu e saias minúsculas.
– Meninas, podem ir. Eu já alcanço vocês. – ela disse, porém nesse momento o professor decidiu aparecer.
– Meninas, vamos, saiam da sala. Tenho ordens da Diretora que a sala de poções deve permanecer trancada fora do horário de aulas. – ele nos mandou para fora e eu segui ao lado de Violet. As meninas saíram na frente.
– Pode falar. – ela disse.
– Aqui não, pessoas podem ouvir. Já vai ser humilhante demais falar isso só pra você. – falei. Ela deu um sorrisinho, já imaginando o que seria, mas era possível ver pela sua expressão que ainda estava meio descrente. Ela seguiu-me até a Sala Precisa, e só entrou depois de mim. Sentei-me no sofá e pedi que ela se acomodasse na poltrona na minha frente. Ingênua, ela fez.
Fitas começaram a aparecer na poltrona e prenderam seus braços e pernas. Não estavam apertando-a e Violet ia se liberar rapidamente, mas tinha que dar tempo para que eu fugisse. Levantei-me e caminhei até a entrada da sala. Não precisei abrir a porta, pois essa foi aberta por Albus.
– ROSE WEASLEY, VOCÊ ME PAGA, SUA VADIA! EU VOU TE MATAT QUANDO SAIR DAQUI!
– Certo. Mas eu só vou destrancar a porta quando eu voltar, se não estiver mais ouvindo gritos. Boa sorte, primo. E, se fosse eu, deixaria a varinha longe do alcance dela. – e saí andando com um sorriso triunfante. Fechei a porta com o feitiço mais forte que conhecia e encaminhei-me até o dormitório, onde trocaria de roupa para encontrar o Scorpius. Ele havia me mandado um bilhete estranhamente vago para que o encontrasse em uma das salas vazias de Hogwarts, no terceiro andar.
Mal sabia eu no que estava me metendo.
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