Notas iniciais
Hey, eu sei que demorei, mas a minha professora de Língua Portuguesa é um bicho mau e mandou DOIS LIVROS SEGUIDOS pra ler e resumir. E não são resumos curtos. Sério. Era pra eu estar resumindo um livro agora, mas já estava atrasando demais o capítulo, então aqui está. W.S.

Acordei um pouco zonza pela bebida de ontem. Não que eu tivesse bebido muito, mas fire whiskey tinha um efeito forte sobre mim.

Tomei um banho demorado e coloquei um vestido qualquer, afinal, teríamos de voltar para Hogwarts em pouco tempo e eu queria aproveitar o dia de folga. Ajeitei os cabelos, pus um casaco e saí do quarto. Na cozinha, só encontrei o pamonha do Albus.

– Onde está o resto? — perguntei.

– Não faço ideia. O Scorpius sempre acorda tarde, mas a Rose geralmente levanta antes de todos nós.

– E você não foi ver se ela estava morta ou algo assim? — perguntei consternada.

– É claro que eu fui, Violet. O fato é que ela não estava no quarto e quando passei na frente da porta do Scorpius ouvi uns murmúrios. É provável que ela esteja lá, porque a ruivinha não sairia de casa sem deixar um bilhete. — ele comeu a panqueca como se fosse a coisa mais normal do mundo. Já eu, sufoquei um gritinho.

– Como assim A Rose está no quarto do meu primo?! Finalmente as coisas estão se acertando! Meu Merlin, eu tenho que ver isso com os meus próprios olhos! — e saí correndo. Podia ouvir os passos do Potter atrás de mim.

Estava com a mão perto da maçaneta da porta do Malfoy filho quando Albus segurou meu pulso.

– Você sabe que a Rose vai ter um ataque, não? — perguntou sussurrando.

– Minha curiosidade precisa ser saciada. Eu me viro com a cobra ruiva depois. Agora solta. — indiquei o pulso e ele corou um pouco. Não é como se o seu toque, mesmo que nada íntimo e tão leve não mexesse comigo. Porque mexia. Só que eu não admitiria isso em voz alta nem sob tortura.

Abri a porta levemente e espiei o quarto. Estava com sempre, tirando o fato de que Scorpius estava deitado ao lado de uma ruiva pequena que apoiava sua cabeça em seu peito.

A regata que Rose usava tinha um decote consideravelmente maior que suas roupas costumeiras, mas eu tinha quase certeza que ela não vestiu-se como uma vadia de propósito. Ainda não entendia como ela tinha cedido finalmente, mas arrancaria a história dos dois.

Scorpius não parecia nem ter noção do decote, porque olhava fixa e apaixonadamente para o rosto da baixinha. Sério, se eu fosse alvo desse olhar não sei se ficaria com medo ou derretida.

decidi que já estava na hora de fazer o meu showzinho e abri a porta totalmente com um estrondo. Rose acordou em um pulo e caiu da cama. Já Scorpius saiu de seu transe e fuzilou-me com os olhos.

Rose levantou-se rapidamente e arrumou as vestes, tentando ficar o mais digna possível mesmo com aquele pijama. Suas bochechas estavam mais vermelhas que os cabelos e os olhos mostravam confusão.

Sentimento esse que desaparecia um pouco mais a cada segundo e uma expressão de compreensão brotava em sua face. Ela ficou mais rubra ainda e olhou de soslaio para Scorpius.

Ele estava de pé e encarava a ruiva. Fez um mínimo movimento afirmativo com a cabeça e Rose pareceu relaxar infinitamente.

– Vocês finalmente estão juntos ou isso aqui está virando amizade colorida? — perguntei aminada, afinal esperava uma resposta afirmativa depois de toda aquela cena dos dois.

– Nem um nem outro. A Ross estava com dificuldade pra dormir e eu ajudei ela. — Scorpius respondeu.

– Ajudou com o seu corpo? — fui esperançosa. Senti uma almofada no meu rosto logo depois de ter terminado a frase. — Ai!

– Você mereceu essa. — Albus caçoou.

– Vá se foder, Potter.

– Só se você for junto. — e ali estava o bobão novamente. Sério, tinha vezes que eu esquecia todos os atributos positivos que um dia já dei a ele.

– Rose, eu preciso falar com você em particular. Agora. — falei tentando soar ríspida como a garota. Ela coreu e usou Scorpius como escudo humano.

– Socorro, ela vai me torturar! E depois vender meus rins no mercado negro! Defenda-me! — falou. Revirei os olhos com a ceninha.

– Anda logo, ruiva, Não tenho o dia todo. — ela veio, sabendo que eu não daria folga.

Fomos até o seu quarto, onde ela colocou uma roupa decente e sentou-se na cama, esperando o meu interrogatório.

– Pode falar. Quero um relatório completo e detalhado da noite anterior, mocinha. — ela bufou.

– Eu estava sem sono. Fui pegar água. Scorpius estava lá, não faço ideia do motivo. A gente conversou. Eu estava meio mal. Ele subiu comigo e disse que quisesse poderia ficar no quarto dele até que me sentisse melhor. Eu acabei dormindo lá. Nada demais, sua mente poluída.

– Você está escondendo algo de mim, eu sinto isso.

– Violet, entenda. Não fizemos nada demais. Não é como se eu tivesse revelado pra ele que tenho câncer.

– Você tem câncer?

– Claro que não! As vezes duvido da sua inteligência, Montogmery.

– Quieta, vadia. Agora, vamos ao beco, eu tenho que comprar algumas coisinhas antes de voltar pra escola. Só espera que eu tenho que pegar a minha bolsa. — virei-me para sair, mas Rose foi mais rápida. Ela colocou-se diante da porta e trancou a mesma.

– Agora você vai me contar a sua história com o Albus, porque você sempre se fecha quando eu toco nesse assunto e eu já estou morrendo de tanta curiosidade. Sua vez de desembuchar. — sua expressão era séria e determinada, e eu percebia que não havia saída.

– Encurtando a história, nós dois já namoramos a milênios atrás.Eu estava perdidamente apaixonada até o dia em que o vi beijando outra garota. Aquilo quebrou o meu coração. Sério, ele poderia ter terminado comigo de qualquer outro jeito, menos assim.

Vi o choque na expressão de Rose, mas não sabia se deveria atribuí-lo ao fato de ela ter descoberto que seu primo era capaz de trair uma menina que estava namorando sério, nós dois já termos namorado ou ao fato de eu estar chorando. Ou aos três fatores juntos.

Nesse momento ela fez algo que eu nunca pensei que Rose Weasley faria. Caminhou até mim e abraçou-me. Ela transmitia uma força que eu precisava, e eu aceitei o abraço de bom gosto.

Sentamo-nos na cama e eu deixei que as lágrimas acumuladas relassem pela minha face, molhando a camisa da ruiva, que apenas me confortava. Soluçava fortemente, como uma criança. Fazia muitos anos dese que eu baixava a guarda desse jeito e não me sentia exposta. A Rose, mesmo sendo a criatura insensível que era, tinha o dom de deixar as pessoas ao seu redor confortáveis com sua presença.

– Você ainda o ama, não? — a pergunta me pegou desprevenida. Em todos os anos que se passaram eu convenci a mim mesma que odiava os Potters em geral e que odiava ainda mais Albus Severus Potter.

Mas se eu o odiava tanto, porque ainda ficava tão tocada com as lembranças?

A resposta desesperou-me um pouco. Saber que o amava mesmo depois de tudo era em parte uma decepção. Eu não devera seguir em frente e encontrar alguém melhor?

O meu coração dizia que não haveria ninguém melhor que ele a encontrar.

– S-sim. — eu disse entre soluços e depois funguei, acalmando-me. — Eu não quero, não devo, mas eu amo Albus Severus Potter.

Notas finais
COMENTEM! W.S.