Notas iniciais
Olá!!! Aqui estou eu :3 espero que gostem da fic, se ficarem confusos é só esperar os próximos caps e entenderão tuuuuudinho!!! Ah, só para avisar, sou meio doida, então não liguem para as minhas loucuras kkkkkkk Boa leitura!

Não foi culpa deles, eu me peguei pensando. Claro que não, eles abandonaram a própria filha pelo mais simples motivo de ela sempre se meter onde não é chamada e, bom, arrumar qualquer motivo para ser a chata da família. É, eu definitivamente preciso parar com esse tipo de pensamento nada racional para quem está correndo no meio da rua com uma chuva intensa inundando cada centímetro de asfalto. Talvez, em meio a isso, seja melhor eu voltar ao fato de que corria enquanto chorava.

Aumentei a velocidade de meus passos, seguindo sempre em frente sem olhar para trás. Naquela parte da cidade, as ruas de Nova York eram mais tenebrosas e por causa da chuva, uma pequena névoa tomava conta da calçada, impossibilitando minha visão completa de onde andava. Ouvi as risadas de bêbados em um bar do outro lado da rua e senti a tentação de correr, mas não o fiz. Apenas continuei andando com minhas mãos escondidas nos bolsos por causa do frio intenso.

As risadas estavam ficando mais altas à medida que os bêbados chegavam mais perto de mim. Senti um temor se apoderar de meu corpo só indicando ainda mais que aquilo não daria certo. Apertei o passo tropeçando em meus próprios pés e virando uma esquina indo de encontro a uma rua mais iluminada, onde havia um restaurante e uma loja de roupas ainda abertos. Ótimo, ainda havia pessoas naqueles lados.

– Querida, aonde vai? – disse um dos bêbados. – Não quer ir beber um pouco conosco?

– É, vai ser divertido!

Continuei caminhando tomando cuidado para que meus tropeços não me fizessem cair e atrapalhar minha fuga. Ouvia as vozes deles se aproximando apesar de eu andar mais rápido atravessando a rua e indo de encontro ao outro lado, onde estavam o restaurante e loja. Ali, eu podeira entrar em qualquer um dos dois estabelecimentos e me esconder dos bêbados para que nada acontecesse de ruim.

Uma mulher terminava de fechar as portas do restaurante pronta para ir embora. Aquilo me deixou ainda mais apreensiva, pois logo estaria sozinha na rua. Então, corri para o outro lado passando pelas portas do restaurante e inclusive uma espécie de beco, algo muito comum naquela parte da cidade. Porém, enquanto passava por ali, um par de braços fortes puxou-me para dentro do beco totalmente escuro prensando-me contra a parede encharcada.

Não pensei duas vezes.

Gritei.

Eram os bêbados quem haviam me pegado, na verdade, um em especial – era alto, usava barba e um boné de basebol. Tentei me soltar de suas mãos grandes, mas ele me prendeu com mais força contra a parede colocando meus braços contra meu peito, imobilizando-me completamente. Não havia chance alguma de escape, ele era mais forte que eu. Seu rosto estava confuso em um misto de alegria, bebedeira e olhos caçadores olhando-me de cima a baixo.

Gritei novamente.

Ele colocou uma das mãos grotescas contra minha boca, impedindo-me de gritar. Usei aquilo como uma espécie de ajuda, então mordi seus dedos sentindo um gosto estranho. Eca. O homem gritou. Aproveitei de sua dor e tentei me soltar de suas mãos, correndo para a esquerda onde estava a entrada do beco.

Mas fui pega antes mesmo de completar um metro.

– Quietinha! – ele gritou na forma de um sussurro em meu ouvido.

Ele era forte demais, tanto que quando tentei me soltar novamente chutando sua perna, com apenas um movimento o bêbado me agarrou pela cintura e jogou-me contra o chão molhado do beco. Senti minhas costas atingirem o concreto num baque alto, muito parecido com o de ossos quebrando. Uma dor intensa me atingiu na região dos ombros, algo que me fizera abrir os lábios e mais um grito escapara de meus pulmões.

– Me solte – berrei o mais alto que pude em seguida. Eu não seria estuprada, tudo menos isso! Fechei os olhos empurrando seu peito para que ele se afastasse, mas foi ao contrário, o homem se aproximou de mim.

– Ah, meu amor, não faz isso. – disse ele com uma voz forçada e melosa. Era grotesco. – Vamos nos divertir um pouquinho.

– Me larga, droga!! – bati minhas mãos em forma de punho em seu peito, transferindo socos e mais socos a fim de tirá-lo de cima de mim.

Ele apenas sorriu com meu desespero e fez o pior – começou a abrir os botões de sua calça rapidamente sem esconder o desespero que já tinha expresso em seus olhos. Quando terminou, passou a fazer o mesmo comigo, começando pela calça e seguindo as mãos por toda a extensão de minha coxa. Eu me contorcia em seus braços, não queria ser apenas mais uma vítima. Senti lágrimas escorrendo de meus olhos se misturando com as gotas de chuva que pesavam contra minha pele.

Eu ia desmaiar a qualquer momento.

– Quietinha, agora. – ouvi o homem sussurrar.

Minha visão estava turva, porém fui capaz de sentir quando o homem foi empurrado de cima de mim e jogado em algum canto do beco. Estava escuro, mas erguendo os olhos na direção de onde ele foi jogado, pude ver o corpo do bêbado estirado perto de um latão de lixo. O que está acontecendo? Minha respiração ofegante e a falta de visão correta me fizeram franzir o cenho para tentar entender o que ocorria ali. Agora, os lábios entreabertos do bêbado deixavam uma linha vermelha líquida escapar, indicando que ele estava morto.

– Não toque nela. – ouvi alguém dizer bem acima de mim. Era um homem, pelo o que pude concluir. Poderia ser tão jovem quanto eu, porém seu timbre grave indicava que também poderia ser ainda mais velho.

Voltei a minha posição anterior a fim de ver quem era meu salvador. Porém, via apenas uma sombra por conta da visão turva, uma mistura de um semblante masculino e olhos fixos nos meus.

– Não acredito que estou fazendo isso. – murmurou a pessoa. Estava mais próximo de mim agora. – Durma agora, Schyler.

E tudo ficou escuro.

Notas finais
Primeiro o prólogo, ele é pequeno, mas os caps são maiores ok? O que acharam? Devo continuar?