Schyler
4 Estranho perfeito
Notas iniciais
Mas aqui estou eu de volta! Não fico o melhor cap que eu já escrevi, maaaaaaaas kkkk Boa leitura!
Eu fiquei sem palavras para aquele olhar. Era como encarar o passado e futuro um a frente do outro. Sentir na pele o que senti naquela noite e enfrentar de vez a pessoa que, misteriosamente, apareceu naquele dia e me salvou.
- Me... me desculpe. – gaguejei.
Era um garoto, alto, no mínimo 1, 85, cabelos mais escuros que a noite os quais formavam ondas negras perfeitamente bagunçadas. O corpo era atlético, mas não eram seus músculos o que chamavam a atenção, e sim o par de olhos que possuíam uma cor fora do comum. Não podia se ter certeza que cor eram, apenas uma mistura perfeita de um violeta com verde e azul.
Sem dúvida, os olhos eram um estranho perfeito.
- Não tem problema, eu que sou distraído. – disse ele colocando no rosto sério, um largo sorriso de orelha à orelha. Ual, e que sorriso era esse.
Caramba, era ele!! Era quem me salvou naquela noite, que simplesmente jogou um bêbado gordo no ar com apenas uma mão. Ele estava parado bem a minha frente e eu, sem palavras.
O que eu deveria dizer? Obrigada? Não, não posso simplesmente chegar numa pessoa dizendo isso sem ter certeza de nada.
- Ei, mais cuidado da próxima vez. – ouvi Jonny dizer atrás de mim. Uma de suas mãos estava pousada em minhas costas, empurrando-me levemente para frente. Espera, há alguns segundos atrás ele não estava bêbado? – Vamos, Schyler.
Ao ouvir meu nome, o garoto misterioso assumiu uma expressão estranha, quase que assustadora. Sério, acho que quem está bêbado aqui sou eu.
- Bom, pelo menos já sei seu nome. – disse ele. Jonny fechou as mãos em forma de punho nas minhas costas, mas antes que pudesse me empurrar novamente, eu fiquei no lugar. – O meu é Caleb.
Mas, antes mesmo de qualquer resposta, Jonny já havia me empurrado para dentro do carro e fui obrigada a deixar o tal de Caleb falando sozinho.
- Que cara mais estranho. – disse Jonny no caminho.
Eu fingi que nem ouvi, estava imersa com pensamentos demais para me importar com a opinião dele sobre o homem que me salvou – coisa que Jonny nem sabe e não vai saber. Ele dirigia em direção o café, mas por fim deixei com que ele me levasse para casa, mesmo estando aflita com isso. Por que? Ora, eu só conheço ele a pouco tempo! E todos os dias que ele ia ao café do Bob não contam!
- Então você mora aqui? – disse tentando novamente puxar assunto comigo depois de sua última tentativa frustrada.
- Pois é, tudo o que um emprego ruim e uma irmã puderam pagar. – suspirei. — Mas e você, trabalha?
- Sim. – ele estacionou o carro em frente a entrada de meu prédio. Mesmo sem prestar muita atenção, avistei a luz de minha sala acesa e um rosto espremido contra o vidro. Carrie não tem jeito! – Meu pai é advogado e acabou me colocando em um estágio na empresa dele. Nada muito interessante como trabalhar em um café, mas...
Nós dois rimos.
- Ah, claro, como se servir cafés fosse muito interessante. – eu disse brincando e rindo muito, tudo ao mesmo tempo.
Ele riu em resposta, porém antes que eu pudesse me afastar, colocou seus lábios contra os meus, uma de suas mãos tocando gentilmente em meu queixo. Fiquei parada no começo, mas depois relaxei, pois não havia motivos para afastá-lo.
Quando acabou, Jonny me encarou com um sorriso no rosto.
- Nos vemos amanhã, Schy? – perguntou.
- Claro.
[...]
Acordei novamente com Belle me lambendo a cara. Juro que ainda jogo esse gato pela janela! Empurrei ela antes que fizesse o trabalho de me dar um banho e fui atrás de minhas roupas do trabalho. Eu não havia dormido muito, pois Carrie me enchera a noite toda fazendo perguntas sobre o encontro. Contei a ela tudo, apenas emitindo o fato de que encontrara quem me salvou.
Bom, minha irmã sabia sobre o ataque daquela noite e que alguém habilmente me salvara do bêbado, mas ainda assim achei melhor não dizer nada. Há vezes que nem sempre precisamos contar tudo o que se passa em nossa mente. E naquele momento, eu queria que apenas eu soubesse sobre ele.
Entretanto, havia uma coisa martelando em minha mente. E se eu nunca mais visse Caleb? Sim, eu sabia que ele trabalhava no restaurante em que Jonny me levou, porém essa não é uma boa informação. Coisas acontecem, e eu poderia não vê-lo mais.
Eu precisava ver Caleb novamente.
Era uma questão de necessidade.
Mas que droga eu estou pensando?
Balancei a cabeça retirando todos os pensamentos pessimistas e me arrumei para trabalhar. Carrie ainda dormia, mas tive que fechar a porta de seu quarto para que Belle não a incomodasse (ou desse uma de despertador, e acordasse minha irmã com lambidas no rosto).
Caminhei pelas ruas em silêncio observando em volta – desde a floricultura, a qual uma velinha muito simpática trabalhava, até o bar onde o bêbado do ataque daquela noite possivelmente viera.
Ao lembrar disso, senti um arrepio na espinha.
Cheguei ao café me sentindo estranha, era como se houvesse uma energia estranha no ar. É, eu devo estar ficando louca. Bob ainda estava no pé de Jannete, pedindo a ela para limpar o café, mas como sei o problema na coluna que ela tem, me ofereci para fazer isso.
Não que eu estivesse reclamando, mas Bob bem que poderia fazer alguma coisa além de mandar. É, parece que eu estou reclamando, mas o que vem ao caso é o fato de que havia muitas pessoas no café hoje, e limpar aquele lugar já é difícil quando está vazio.
Pelo o que parecia, aquele dia não seria nada fácil.
[...]
Sim, eu sei que deveria seguir para casa, mas estava pensando demais em ir naquele restaurante e conseguir conversar com Caleb. Provavelmente ele acharia muito estranho eu por lá, mas continuei com a mesma ideia na cabeça, não importa que eu teria que ser chamada de louca.
O restaurante era grande, separado em três áreas – uma delas era ao ar livre, cheia de mesas de madeira muito elegantes. A outra era para o lado de dentro, mas com grandes janelas de vidro dando um ar mais natural e a última área, era fechado, bem no centro do restaurante.
Havia poucas pessoas jantando, mas apenas porque era muito cedo ainda. Se eu fosse mesmo fazer aquilo, tinha que ser logo, pois Carrie não fazia a menor ideia que demoraria para chegar em casa.
Encontrei uma garçonete a qual terminava de servir uma mesa.
- Oi, com licença. – perguntei quando ela terminou o que fazia. – Onde posso encontrar... ahn, Caleb?
Sim, era muito estranho perguntar aquilo sem saber o nome dele. O FBI me colocaria na cadeia por ser uma completa inútil em tentar descobrir algo sobre alguém sem nem sequer saber o sobrenome.
Mas, ao invés de me olhar de forma estranha, a garçonete sorriu.
- Ele trabalha na cozinha, querida. – disse de uma forma simpática e educada. – Espere só um minuto que vou chama-lo. Você é o que dele?
- Ahn... conhecida. – nossa, não acredito que eu disse mesmo isso. Ótimo, FBI, por que a demora?
Sem questionar, ela se dirigiu a porta que dava na cozinha e não a vi mais por um bom tempo. Sentei-me em uma das mesas na área em que as mesas estavam ao ar livre, pois haviam poucas pessoas ali e tudo o que eu mais queria era não chamar a atenção.
Depois de longos minutos, lá estava ele. Me encarou de forma confusa no começo, porém depois sua expressão se suavizou.
- Oi. – disse ele se sentando a mesa em minha frente. – Schyler, não é?
- É. – forcei um sorriso. – Ahn.. eu sei que é meio estranho, mas... preciso fazer uma pergunta para você.. Caleb?
- Claro, pode fazer. – seus olhos de cor fora do comum me encaram de uma forma que parecia até mesmo que ele enxergava minha alma. Havia alguma coisa nele que não sei explicar.
Por mais estranho que isso pareça, ele não é normal.
Eu sinto isso.
Respirei fundo e soltei as palavras de uma forma direta, sem qualquer tipo de enrolação. Se eu estava esperando o pior? É claro que sim.
- Era você naquela noite?
Notas finais
E ai, to merecendo comentários?? *-*
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