Notas iniciais
Oi Oi OI!!!! How is everyone?? ~como está todo mundo?~
Eu demorei muito? Se sim, desculpem :c se não, OBAAAA kkkkk
Qualquer coisa, sugestão ou reclamação @gigicarlesso ou http://ask.fm/GiovanaCarlesso

Odeio quando ele fala dessa forma, como se eu estivesse errado em tudo que penso, falo ou faço. Droga, não era minha culpa que Jonny fora uma ótima pessoa para mim antes que eu encontrasse Gabriel (Caleb). E pensar que... eu podia ter me apaixonado por ele... e Gabriel, ainda apareceu no meio de toda essa baderna para piorar a situação.

- Cuidado, acho que ele vai testar o seu namoradinho humano de verdade. – murmurou Tristan enquanto esperávamos Gabriel conversar alguma coisa com o porteiro de seu prédio. Ele estava sério, ainda parecia irritado prestes a matar alguma coisa ou alguém.

- Não duvido nada, Tristan. – cruzei os braços. – Ele tem certeza mesmo que Jonny é algum, sei lá, monstro, demônio ou talvez anjo caído.

Ele não respondeu como achei que faria, na verdade pareceu concordar de que Gabriel achava mesmo que Jonny era algum ser das trevas. Bom, sinceramente, depois de tê-lo visto na pele de um demônio, comecei a pensar seriamente na hipótese, afinal, ele tinha um rosto enigmático.

Depois de algum tempo, finalmente Gabriel parara sua conversa com o porteiro e finalmente veio até nós. Ele ainda possuía a expressão carrancuda e não me encarava nos olhos, tentava de todas as formas ignorar-me.

Acompanhada de Tristan, fiz o mesmo que ele o ignorando também, afinal, sou muito mais adulta do que aquele projeto de anjo na minha frente. E não, estou falando de Gabriel e não de Tristan.

Eu ainda não fazia a menor ideia de como ele sabia onde Jonny trabalhada, pois muito menos eu sabia para onde ele ia após aparecer no café do Bob. Bom, ele era uma pessoa um pouco acima doa seres humanos, então provavelmente sabia para onde estava indo.

- Vocês dois estão muito calados. – disse Tristan quebrando o silêncio perturbante que estava no carro. – Sei que estão brigados, mas não quero ser totalmente ignorado. Schy, você não me ignora, o que me diz do que vamos fazer? Animada?

É, eu estava pensando seriamente se deveria ou não responder ele.

- Nem um pouco animada. – resmunguei do banco de trás. – Jonny pode ser estranho, mas esse é o jeito dele! Quando o conheci no café ele era uma pessoa divertida, adorava ir lá toda manhã e eu gostava de falar com ele. – respirei fundo antes de continuar. – Se ele mudou, pode ser porque parei de falar com ele. Se um cara parasse de falar comigo de repente, eu também ficaria estranha.

Foi a menor indireta que já dei em alguma pessoa, porém, foi o suficiente para que os olhos de Gabriel se erguessem para o retrovisor e pousaram sobre mim. Não consegui distinguir que tipo de expressão era aquela em seus olhos violeta, mas consegui compreender que ele tentava me dizer algo.

Eu só realmente esperava que fosse um “desculpe”.

Minuto depois, andando de forma rápida pelas ruas de New York, chegamos em frente a um grande prédio de vidro perto do Central Park. Parecia ser um prédio comercial, repleto de pessoas trajadas com ternos saindo e entrando, várias vezes sendo barrados por um alto esquema de segurança.

Além da frota de seguranças, haviam policias ainda guardando as duas portas do prédio, provavelmente um banco, pelo esquema de segurança. Fiquei um pouco receosa em entrar ali, pois nunca realmente cheguei a entrar num banco procurando por alguém, apenas para resolver problemas de aluguel e outros.

- Como sabe que ele trabalha aqui? – sussurrei para Gabriel quando entramos no prédio sem sermos barrados pelos policiais ou seguranças armados.

- Confie em mim. – murmurou ele de volta muito perto de meu ouvido.

- Esse é o problema.

Gabriel riu em resposta sem se preocupar muito com minha falta de confiança nele.

Dentro do prédio, cada ala era separada, até mesmo para idosos, grávidas e outros. Além disso, haviam escadas e elevadores, para todos os muitos andares. Eu me sentia completamente perdida ali dentro, ainda mais porque odiava lugares extremamente cheios como esse, pois quando era pequena, uma vez minha mãe me perdeu numa multidão de um festival em minha cidade. Isso explicava meu trauma de lugares incrivelmente lotados.

Tristan indicou um dos elevadores dizendo que onde Jonny trabalhava era em um dos últimos andares. Lá dentro, tivemos ainda que dividir o pequeno local com ainda mais umas dez pessoas, o que significava que eu teria que ficar extremamente próxima de Gabriel. Em um movimento torto, nossos braços se tocaram de uma forma involuntária e isso causou um sorriso torto nele.

Droga, odeio quando Gabriel se sente todo vitorioso.

Depois de quase cinco andares, o elevador ficou mais vazio, ficando apenas nós três e duas mulheres esperando para deixar o local. Aproveitando a situação, me afastei um pouco de Gabriel para que nenhum outro toque involuntário acontecesse.

Claro, ele percebeu meu movimento, então abaixou o tronco na minha direção, fazendo com que seu rosto ficasse bem próximo da lateral de minha cabeça.

- Não sei porque está me evitando. – sussurrou ele baixo o suficiente para que a conversa das duas mulheres escondesse o som de sua voz.

- Não brinque comigo, você sabe muito bem o porquê.

- Na verdade não sei.

- Você não acredita em mim. Só acredita em si mesmo, ou seja, não escuta mais nada além da própria opinião.

- Isso não é verdade.

- Ah, não? – sorri irônica. – Então por que estamos aqui mesmo?

Ele fez uma careta ao perceber que suas palavras eram contraditórias e eu sorri vitoriosa. Era bom ganhar dele de vez em quando em conversas como essa.

Depois de alguns andares, finalmente chegamos no nosso onde encontraríamos Jonny trabalhando. Eu me sentia incomodada em atrapalhá-lo logo aqui, mas, bom, não era minha culpa e muito menos idéia minha. Pelo menos eu teria a chance de ver Gabriel quebrando a cara ao perceber que nada do que ele pensava estava certo e Jonny não tinha absolutamente nada a ver com os demônios ou anjos querendo me matar.

- Lá está ele. – disse Tristan risonho. – Viu? Eu sempre estou certo!

Jonny estava sentado em um balcão ao lado de um homem que deveria ser muito importante, pois eu conseguia enxergar claramente o olhar de respeito que todos tinham sobre ele. Jonny deveria ser um aprendiz ou coisa do tipo, pois o homem mantinha de forma constante uma explicação demorada.

- Fiquem aqui, vocês dois. – disse Gabriel sério parando eu e Tristan no meio do caminho. – Vou fingir ser alguém do departamento de contas e atrai-lo para a sala do final daquele corredor. – ele apontou para a entrada de um corredor à minha direita. – Esperem por nós dois lá. Quando ele nos ver, e se for um deles, vai se revelar quando perceber estar em meio dois anjos.

E assim, ele seguiu em direção a Jonny e eu e Tristan andamos em direção a última sala do corredor. Esperando de forma paciente isso acabar logo.

[...]

O som da porta abrindo fez meu coração disparar. O primeiro a entrar, foi a silhueta sorridente de Gabriel discutindo algo sobre a falta de alguns pagamentos e logo em seguida, Jonny entrando atrás dele. Ele parecia tranquilo como sempre foi e não fazia menor ideia do que estava acontecendo.

Mas quando me viu sentada atrás de uma mesa, seu olhar se tornou muito confuso.

- Mas o que...? – disse ele ao entrar sendo interrompido pelo susto que levara quando Gabriel fechou a porta com força logo atrás dele. – O que... o que está acontecendo aqui? Schy?

Engoli um seco. Gabriel dissera um pouco antes que eu não deveria dizer nada, e se Jonny fosse mesmo um dos demônios ou anjos, ele se entregaria facilmente. Mas estava sendo extremamente complicado vê-lo daquela forma.

Gabriel deu a volta na mesa ficando entre mim e Tristan. Apoiado com as duas mãos sobre a mesa, encarou seriamente Jonny.

- O que pode nos dizer sobre a bíblia, Jonny? – perguntou ele em meio a nós dois.

Jonny o encarou de forma confusa.

- Mas que diabos isso quer dizer? – perguntou ele mais uma vez olhando para cada um de nós de uma forma quase que desesperada.

- Quero que me diga o que sabe da bíblia. – disse o anjo caído com mais segurança.

- Só o que todo mundo sabe. – resmungou Jonny. – Cara, o que é tudo isso? Por que eu estou aqui? Schyler, mas que merda é essa?

Desviei o olhar tentando segurar a incrível vontade de dizer a ele que tudo ficaria bem se provasse quem ser de verdade. Estava quase que sufocante ficar em meio a eles, eu sentia gotas de suor escorrendo por minha bochecha misturadas com pequenas lágrimas por estar preocupada com ele.

- Certo... – Gabriel suspirou e soltou uma gargalhada estranhamente irônica. Algo me dizia que ele conseguira o que queria. Droga! – Foi mais fácil do que pensei. Já sei quem é você.

Jonny ficou sério de repente. A expressão sombria enquanto observava atentamente Tristan e passava o olhar diretamente para Gabriel. Alguma coisa estava muito errada.

Quando menos pensei, a próxima gargalhada sinistra que ouvi, foi dele. Jonny ria como se uma piada tivesse acabado de ser contada. Eu me sentia mal ouvindo aquela risada, pois quem quebrara a cara, havia sido eu.

- Bem que Aliha disse mesmo que Gabriel descobriria minha verdadeira identidade cedo demais. – ele cortou a própria risada, assumindo uma expressão séria e assustadora. – É mais esperto do que pensei, anjo caído. Mas muito precipitado em seus atos.

Mordi os lábios tentando me segurar sentada na cadeira. O olhar de Jonny parecia penetrar na alma, acordando qualquer pesadelo horrendo que eu tive em meus últimos anos. O medo estava me consumindo por dentro e só assim percebi que estava errada e aquele Jonny que eu conheci, nunca existiu.

- Aliha é uma idiota em mandar você. – rosnou Gabriel. – Ela praticamente pediu que eu descobrisse quem é você. Seu maldito anjo caído, achei que já tivesse sido morto!

Jonny soltou mais uma vez, a risada sarcástica e maligna.

- Digamos que não é muito fácil me matar. – ele riu ironicamente e uma sombra negra passou por seu corpo. Não havia brisa nenhuma ali dentro, mas como um vento muito forte, o corpo do Jonny que eu conhecia foi trocado por um mais forte, cabelos tão cinzentos e olhos num tom vermelho sangue. E em suas costas, um par de asas negras tão escuras quanto a noite se ergueram. – Muito difícil.

Notas finais
NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, O JONNY É MAU :O
Quem ta triste?? O/