Schools Carnage

3 Capítulo 2: Chapter 2: If looks could kill


Terça feira.

Durante as primeiras aulas, a dúvida sobre o que poderia ser aquilo não saia da minha cabeça, e me impedia de me concentrar em qualquer coisa.

Desde ontem, quando vi meu nome naquela lista, não pude deixar de pensar nela.

Eu não achava que aquilo poderia ser algo relacionado a mau comportamento, afinal, eu era um aluno na média, nunca tive problemas com esse tipo de coisa. E tinha certeza de que não tinha feito nada de errado ultimamente. O que só aumentava minha dúvida.

Durante a entrada, comentava com meus amigos sobre o que tinha visto ontem na hora da saída, mas aparentemente nenhum deles deu muita importância. Perguntei se na sala de algum deles algo parecido aconteceu.

- Na nossa sala não. – disse Ianka, que era da mesma sala de João.

- Nós nem tivemos aula eventual ontem. – completou João.

- Que nomes estavam marcados? – perguntou Vinicius.

- Eu vi a lista de longe. Vi que tinham cinco nomes marcados, mas só consegui identificar meu nome por causa do número de chamada. – respondi.

- Duvido que seja qualquer coisa de bom – falou Gabriela zombando.

- Af! Agora vou ficar com essa dúvida! – reclamei.

- Na minha sala, ontem, uma professora estranha nos deu aula – comentou Igor, que era um ano mais novo que o restante de nós. – Nunca tivemos aula com ela, e ela era eventual também. Ela se comportou de maneira estranha também, mas não me lembro de nenhuma lista.

O sinal soou. Fomos para nossas respectivas salas.

Já que a dúvida não me saia da cabeça, não fiz praticamente nada durante as três primeiras aulas.

No intervalo, fiquei mais calado do que de costume. Pensativo.

Mal vi o tempo durante o intervalo passar, quando percebi que faltavam menos de 5 minutos para o intervalo acabar, resolvi comprar algo para comer na cantina. Enquanto ia até lá, percebi que uma movimentação estranha estava acontecendo a alguns metros de mim.

Dois garotos estavam discutindo aos berros, prontos para começar uma briga feia. Os dois eram altos e fortes conhecidos por ser “arranja-encrenca”. Logo as maiorias dos alunos começaram a se aproximar dos dois garotos, formaram uma roda envolta deles, pois sabiam que uma grande briga iria começar em poucos segundos.

A multidão a minha frente não me deixava ver muita coisa, quando os alunos começaram a gritar “briga, briga, briga!”, tive certeza que naquele momento os dois garotos estavam se esmurrando.

Um ou dois minutos de gritaria sem que eu pudesse ver nada passaram. Logo a multidão começou a se abrir a minha volta, vi de relance que era o diretor. Seguido de seu “fiel escudeiro”, o monitor Moacir – um velho manco e gritalhão – que seguia fielmente o novo diretor. Apesar de Moacir estar na escola há mais tempo que o diretor, desde o inicio da regência do novo diretor – que aliás eu mal sabia o nome – ele parecia estar mais disposto com seu trabalho. Talvez o velho gostasse da maneira que o diretor regia a escola.

- O que está acontecendo aqui!? – perguntou Moacir, aos berros – O que vocês pensam que estão fazendo!? – falou para os dois alunos que foram separados por outros alunos quando viram o diretor se aproximando.

Moacir iniciou um de seus chatos sermões, enquanto o diretor apenas observava.

Não demorou muito para os demais alunos se dispersarem, já que agora a briga acabara.

- O que faço com esses dois, senhor diretor? – perguntou Moacir que segurava os dois brigões pela gola do uniforme.

O diretor respondeu Moacir sem gritar, mal pude ouvir sua voz.

Moacir e o diretor escoltaram os dois alunos até a diretoria para que receberem a devida punição.

Agora pude ver claramente quem eram os dois que estavam brigando. Eu conhecia ambos apenas de vista, mas um deles, eu tinha certeza que pertencia a minha sala. Era um aluno quieto, quase nunca falava a não ser a que algum dos professores o obrigasse. Grande, forte e com cara de mau. – um olhar de quem te mataria se pudesse – não era de se espantar que poucos eram os que se arriscavam a puxar assunto com ele. Eu não conseguia me lembrar seu nome.

- Esses caras não se cansam de arranjar briga – falou João se aproximando de mim.

- Acho que não. – comentei.

Depois disso, fomos para sala de aula, antes mesmo de o sinal soar.

♦♦♦

Na sala, a 4ª aula foi de artes. Tentei fazer minha tarefa. – desenhar me relaxava profundamente.

Quando entregava minha tarefa a professora, alguém bateu na porta da classe.

- Pode entrar – disse a professora.

- Com licença, professora? – perguntou o professor eventual que nos dera aula ontem que estava na porta. – Preciso de alguns de seus alunos por um momento. Mas precisamente, cinco alunos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.