Schools Carnage
1 Capítulo 0: (Prologue) Passionates blood
Ele corria por entre os corredores, desesperado, chorando, com o ódio a flor da pele. Não podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Tudo que passara tudo que fizera tudo aquilo pelo que passou tudo para sobreviver!
Mas agora percebera que não havia como. Sua morte era algo iminente. Mesmo que conseguisse escapar de seu perseguidor, acabaria mort em um terrível desmoronamento que seria com certeza mais do que fatal. Mas sua antiga amiga parecia não perceber aquilo, e continuava o perseguindo. Ele tentava fazer com que ela enxergasse a verdade. Mas aparentemente, tudo que ela enxergava era seu mundo desmoronando em sua volta. Não podia culpa-la por isso. Tudo que passaram nas últimas 50 horas... Faria a maioria das pessoas enlouquecerem. E foi o que aconteceu. Ela estava louca.
Ela já o estava perseguindo a mais de 30 minutos, com um facão do tamanho de seu antebraço nas mãos. Ele conseguira escapar entrando nas salas de aula, e depois saindo quando seguro. Até agora essa estratégia estava funcionando, mas ele sentia que isso não funcionaria mais. Ele estava certo. Ela o encurralou.
Ele estava cheio de ódio. Como aquele homem pode fazer aquilo com seus amigos, seus conhecidos!? Ele fez com que eles matassem uns aos outros em um jogo sanguinário. Ele viu cada um de seus amigos padecerem, alguns em seus braços... Alguns por sua causa. Ele prometera, ele deu a eles sua palavra. Aquele homem misterioso! Ele mentiu. E agora, por causa dele, ele não tinha opção, iria morrer de qualquer maneira, em menos de 10 minutos.
Ela se aproximava com o facão em mãos, gesticulando em sua direção. Uma estocada daquele facão seria o suficiente para abrir um rasgo tão largo em seu corpo que faria todo seu sangue fugir-lhe em questão de minutos.
Ele tinha certeza de que morreria. Então pensou numa última coisa a fazer. Ele traria sua velha amiga a realidade novamente. A faria acordar antes que não pudesse mais.
- Nicole!! Acorde! Por favor! – ele estava de pé. Gesticulado com as mãos – Não está vendo? Sou eu. Seu amigo de infância. Daniel!
A garota de cabelos negros encaracolados e pele clara possuía lagrimas nos olhos, e um sorriso vazio. Ela não escutava.
Ele, Daniel, estava no canto da sala, encostado na parede com as mãos a frente do corpo.
Nicole mantinha a mesma expressão vazia no rosto.
- Lembre-se! Antes daquele homem desgraçado entrar na nossas vidas, nós costumávamos ser grandes amigos! Íamos e voltávamos da escola juntos! Lembre-se! – Daniel chorava rios de lágrima devido às lembranças que lhe inundavam a cabeça – Quando éramos pequenos nós tomávamos banho de piscina juntos! Lembra? Lembra quando nossas família viajavam juntas durante as férias! Lembra? E aquela carta de amor que você me deu nas férias passadas... Por favor. Lembra?
Nicole estava a menos de 2 metros de distância de Daniel. Nenhuma diferença.
Daniel chorava. Acabara de lembrar-se daquela carta. Aquela carta de amor que Nicole o entregara nas últimas férias, mas que nunca tivera coragem de responder, pois seus sentimentos pela amiga não eram claros.
Já sabia como fazer sua amiga despertar. E qual seria seu último presente para mesma.
Daniel deu um passo a frente. Nicole preparou-se e quase sem perceber, estocou a lateral da barriga de Daniel. O facão atravessou seu abdômen. Daniel pode ver a ponta da faca em suas costas.
O sangue jorrava pelas frestas entre a barriga de Daniel e o facão. O sangue manchava o chão. Os chãos do lugar que costumava ser aonde eles dois estudavam juntos. Felizes.
Daniel agarrou o punho de Nicole para que a mesma não retirasse o facão de sua barriga.
A primeira explosão aconteceu. No andar abaixo. O prédio inteiro começava a tremer.
Daniel puxou Nicole para próximo dele. E delicadamente a abraçou. Sem se importar com a dor causada pelo gravíssimo ferimento na barriga. Fez Nicole soltar o facão. Aproximou a boca da orelha dela e sussurrou em meio as lágrimas.
- Me desculpa? Me desculpa por só perceber o que eu sinto por você nos nossos últimos segundos... Nós poderíamos ter sido tão felizes. Se eu não tivesse me recusado a perceber que eu te amava.
Nicole não demonstrava resistência, apenas o ouvia como se estivesse em transe.
Daniel segurou o rosto de Nicole com as mãos. Ela agora começava a demonstrar os primeiros sinais de consciência.
As explosões no andar inferior não cessavam. Fazia, com que o prédio tremesse cada vez mais.
- Nesses últimos segundos de vida... Eu só quero que minhas últimas palavras sejam para você. – Daniel começava a sentir dificuldade para falar. O sangue enchia sua boca e transbordava. – Nicole... Eu te amo.
Ele a beijou. Um beijo doce, carregado de arrependimentos.
Nicole finalmente despertara. A perceber a situação. Simplesmente começou a gritar e a chorar.
Ajoelhou e colocou Daniel em seu colo. Nicole gritava e chorava incessantemente.
Por fim. Quando o prédio desmoronou, a última coisa que Nicole falou para o garoto que amara durante toda a vida, e que agora jazia morto em seu colo foi:
- Eu sempre te amei, Daniel.
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