Notas iniciais
Esse é o segundo capítulo, estou gostando mesmo de escrever essa fic. Quero agradecer a: "Dark Princess" e "Mila Galanthus", pelos comentários no primeiro capítulo. Esse eu dedico ao San, que me aguentou durante toda a madrugada enquanto eu pedia sua opinião. :3

Capítulo I

–Por favor, Srta. Taylor chame o Sr. Carter à minha sala. — pediu a Sra. Locke, antes de entrar na sala logo ao lado da diretoria.

Era espaçosa, e no último andar do colégio, que mais parecia um castelo de tão grande que era. Uma janela de vidro ia do chão ao teto, mostrando o pátio central, onde alguns alunos brincavam com seus poderes livremente, algo que era completamente novo para Rosalie.

–Srta. Rosalie; sente-se. — ordenou a Sra. Locke, indicando uma das cadeiras em frente à mesa. — Espero que tenha gostado do pequeno tour pela escola.

–Claro que sim, Sra. Locke, é tudo impressionante aqui. — Rosalie lhe sorriu amigavelmente. — É muito melhor do que eu poderia ter imaginado.

–Fico feliz que tenha tido essa impressão da escola, Srta. Rosalie. — a Sra. Locke sorriu, antes de sentar-se em sua cadeira e voltar à postura. — Quero lhe fazer uma pergunta. — fez uma pequena pausa esperando o consentimento de Rosalie, que acenou com a cabeça. — Sabe por que foi escolhida para ser uma das alunas dessa escola, Srta.?

–Não faço a mínima ideia.

–Pois bem, Srta, deixe-me explicar-lhe algumas coisas. — começou a Sra. Locke, levantando-se e parando na parede a direita. — Está vendo esse mapa, Srta?

Para onde ela apontava, um mapa mundi cobria quase toda a parede. Mas não era uma mapa comum. Luzes piscavam nele. Luzes azuis, verdes, laranjas, brancas, rosas, vermelhas, amarelas e apenas duas douradas. Algumas eram misturadas, cada uma, em vários lugares do mundo.

–Essas luzes — começou a Sra. Locke, indicando algumas das luzes. — São nossos meios de localizar descendentes de Merlin, antes que os Ambiciosos os reconheçam. Existem várias etapas dos poderes de cada descendente. Por enquanto, deve apenas saber que quando a luz é dourada, significa que o determinado descendente, possui todos os poderes de Merlin em si. — apontou os dois pequenos pontos que Rosalie focalizara antes. — Aceitamos os descendentes com os níveis de poderes em rosa, vermelho, amarelo e dourado; que são os níveis que requerem mais atenção. Quanto aos outros níveis; azuis, verdes, brancos e laranjas; existem outras instituições de ensino especializadas para eles.

–Então eu estou entre um dos rosa, vermelho, amarelo e dourado? Quer dizer, antes que minha mãe fosse assassinada, ela sempre disse que eu era muito poderosa, mas eu achava que era o tipo de coisa que uma mãe sempre fala para seus filhos, ou algo do tipo.

–Katherine estava lhe dando pequenas dicas, de um modo que os Ambiciosos não pudessem reconhecê-la com elas. — explicou a Sra. Locke, voltando a sentar-se na sua cadeira. — E devo informar você não é uma das entre os outros níveis, você é um dos pontos dourado. Você possui o poder absoluto de Merlin em mãos.

Rosalie sentiu-se levemente enjoada ao ouvir isso. Existiam ambiciosos atrás de si... Foi por isso que sempre estavam de mudança... Por isso que sempre sua mãe ficava preocupada... E por isso que Katherine Giotto foi assassinada.

–Srta. Rosalie, está se sentindo bem?

–Estou bem. Continue, por favor. — pediu Rosalie, segurando fortemente no braço da cadeira, tentando manter sua comida no estomago.

–Sua família; os Giotto, são tradicionalmente da Itália de séculos atrás. Boa parte dela ainda vive por lá. Para a Itália, foi por onde dois dos poderes de Merlin fincaram-se, em duas famílias tradicionais. — continuou a Sra. Locke. — Sua mãe veio para cá, com o nível em amarelo, o que significava três poderes de Merlin, mas com o tempo, foi adquirindo a mais e mais poderes, até que se tornou um nível nunca jamais alcançado. Seu ponto no mapa. Uma parte dourada e outra prateada. Se ela continuasse a praticar por mais algum tempo, se tornaria o mais novo Merlin, mas ela se apaixonou por seu pai e resolveu deixar o treinamento de lado. Então casaram-se, como Katherine sabia controlar seus poderes, ela não era reconhecida pelos Ambiciosos, mas tudo mudou com a notícia da gravidez. Ambos sabiam que aquilo seria um problema, pois seria o poder de Katherine e o de Julian em uma criança indefesa e sem capacidade de controlá-la. — a Sra. Locke parecia em outro mundo, enquanto Rosalie continuava a ouvir a história detalhadamente. — Durante a gravidez, tudo o que fizeram foi viajar de canto a canto, até chegarem a nossa instituição, para que ajudássemos a controlá-los desde pequena. Mas antes que chegassem, Julian foi assassinado por alguns Ambiciosos. Sua mãe conseguiu fugir com você, por pouco, mas conseguiu. Então desde então, ela vem tentando achar a nós, mas temos uma magia, que apenas quem tem o nosso endereço assassinado pelo guardião, pode encontrar-nos.

–E por que minha mãe não veio logo comigo, assim que os Ambiciosos pegaram meu pai?

–Ela tentou. Mas quando o pegaram, estavam a procura, tanto do endereço, quanto de você. Então Julia queimou o endereço, até tornar-se impossível criá-lo outra vez. Os Ambiciosos, cegos pelo ódio, o mataram. E num momento de distração, sua mãe conseguiu fugir. Então quando foi morta dias atrás, o guardião a encontrou minutos antes, e levou você com ele.

–Eu me lembro disso... O homem de cabelo estranho... Minha mãe me dizendo para correr... Homens invadindo minha antiga casa... — comentou Rosalie, sentindo sua cabeça latejar fortemente.

–Eram os Ambiciosos. Eles chegaram, atrasados, mas chegaram. Nosso guardião previu isso, e te tirou a tempo.

–E para que eles estão atrás dos descendentes?

Antes que a Sra. Locke pudesse responder, uma batida na porta foi ouvida, seguido da voz da secretária, avisando que o Sr. Carter a aguardava.

–Venha Srta. Rosalie. Não pense nisso por hoje, alivie sua mente. — aconselhou, antes de ordenar a entrada dele.

–Pediu para que me chamasse, Srta. Doris?

–Já lhe disse para chamar-me de Sra. Locke. — a voz dela voltou a ficar risonha, como mais cedo, ao falar com o garoto no corredor.

–Eu sei. — o garoto disse em resposta, Rosalie pôde ouvir a pitada de ironia, apesar de sua cabeça ainda latejar fortemente.

–Srta. Rosalie — chamou a Sra. Locke, fazendo com que Rosalie levantasse minimamente a cabeça. — Sei que está com dores na cabeça, sua mãe sentia isso frequentemente. Esse é Ramon Carter, ele vai guiá-la até o dormitório.

–Vou? — perguntou o garoto, apresentado como Ramon.

–Vai. Sr. Carter. — decretou a Sra. Locke, com um tom de voz, que põe fim a qualquer discussão. — Ela ficará no dormitório da Srta. Adams. E diga a Srta. Adams, que eu pedi que não pregue nenhuma pegadinha com a Srta. Rosalie.

–Direi, mas não prometo que ela vá cumprir. — Ramon sorriu. — Vamos, Srta? — chamou, estendendo-lhe o braço de modo Cortez, um ato um tanto comum para Rosalie, que passou um tempo vivendo na Inglaterra.

–Claro, Sr. — respondeu-lhe, aceitando o braço estendido enquanto saia da sala da vice-diretora.

–Poderia perguntar seu nome, Srta? — perguntou Ramon, enquanto viravam um corredor.

–Rosalie Giotto. — respondeu distraída com os diferentes tipos de esculturas espalhadas pelo corredor. Somente voltou a si quando sentiu bater de frente com algo, mas ser segurada antes de tocar ao chão.

A primeira coisa que viu ao abrir os olhos após o susto, foi uma imensidão verde a sua frente.

Lucas Backer —