School of Elementary
8 Capítulo VII
Notas iniciais
Capítulo VII
–E então — começou Philip, enquanto caminhavam pelos corredores, horas mais tarde, em direção ao dormitório. — Vai me falar agora porque está fugindo de nós o dia todo?
–Não estou fugindo de vocês...
–Corrigindo: Por que está fugindo do Gus durante todo o dia? — perguntou, e era possível ouvir o riso em sua voz, mesmo que Rosalie não o olhasse.
–Não estou fugindo de ninguém. Não posso mais me concentrar em todos os meus poderes, ta lega? — perguntou Rose, tentando fugir ao máximo do assunto.
–Hey! Está bem! Não precisa se irritar! — Phil riu, erguendo as mãos em rendimento. — Vem comigo a um lugar?
–Hãn? — perguntou Rosalie confusa, parando de andar e olhando para a mão de Philip estendida em sua direção. Isso parecia mais um flashback. — Pra onde?
–É um lugar especial. — disse Philip, com a mão ainda estendida em sua direção.
***
Rose se sentia um pouco confusa, enquanto Gus a arrastava mais e mais para dentro da floresta, que ficava próxima a sala na qual aprendiam sobre o poder das plantas.
–Poderia me dizer, por favor, para onde estamos indo? — pediu Rosalie, sua voz uma pontada mais aguda por conta do pequeno temor que corria seu corpo.
–Rose, eu não sou o maluco da machadinha. — brincou Philip, lhe dirigindo um sorriso de lado. — Além do mais, você pode se defender tão bem de mim que seria completamente surpreendente que conseguisse te atacar.
Rosalie confirmou internamente que a teoria dele estava certa. Ainda meio hesitante, continuou seguindo Philip para floresta a dentro.
–Eu vou por essa venda em você. — disse Philip virando-se para Rose, que prontamente abriu a boca para contestar. — Olha, você pode sentir todos os elementos presentes aqui, assim com eu. Se eu tentar qualquer coisa que você não goste, só me avisa, ou então me joga uma bola de fogo, você decide.
Rosalie riu levemente e acenou com a cabeça, em seguida a venda foi posta em seus olhos. Sentia a terra íngreme aos seus pés, mas continuava andando sendo guiada apenas pela mão de Philip na sua.
Depois de alguns minutos, Philip parou e Rosalie sentiu a mão dele escorregando da sua. — Ei! Não vai me deixar aqui, vai?
–Calma. — a voz dele era risonha. — Só vou pegar uma coisa e volto em um segundo.
Para Rosalie, completamente sozinha e vendada em uma floresta, foi mais do que um segundo. Ainda podia ouvir o vento zunindo ao seu redor, formando sons ao passar por entre as árvores. Também podia sentir a água correndo ali próxima, assim como o fogo a algum lugar vindo ao Norte.
Espera. Fogo? Mas eles estava na floresta reservada da escola. Não poderia haver fogo por aqui. Todos os alunos sabiam que ao entrar na floresta sem a presença de um dos Especialistas, ou alguém da escola, o uso de seus poderes eram proibidos, evitando chamar a atenção dos Ambiciosos.
Retirou a venda dos olhos, mas continuou com os mesmos fechados e se concentrou em sentir o fogo, estava um pouco mais perto agora. Ouviu passos atrás de si e virou-se rapidamente, dando de cara com Philip. Em sua mão direita estava uma cesta, do que parecia um piquenique.
–Parece que hoje foi estragado. — sussurrou. — Vamos. Voltaremos para escola e contaremos para a Sra. Locke que estão pela floresta.
Não demorou muito e Rose pôde sentir o fogo se aproximando. Cada vez mais rápido, agora conseguia ouvir também o som de passos correndo. Estavam a no máximo cinqüenta metros.
–Não podemos voltar a escola ou irão seqüestrar a todos. — sussurrou Phil. -Tente mandar uma mensagem para a Srta. Anderson, através do som, como ela lhe ensinou. — Rose abriu a boca para reclamar, mas os passos pararam de repente. -Estão tentando nos localizar. — sussurrou mais uma vez, sua voz agora tinha um tom de preocupação.
–Fazemos o seguinte. — sussurrou Rosalie virando-se para Philip, que a ouvia atentamente. — Eu uso a água, você a terra, e nada mais que isso. Vamos nos passar por descendentes comuns.
–Certo. — Phil sorriu para Rose. E mesmo no escuro ela pôde ver seus belos olhos verdes brilharem em sua direção, isso fez com que suas bochechas tornassem-se um tom de vermelho impressionante.
Balançando a cabeça, finalmente desviando sua atenção dos olhos de Philip, Rosalie fechou seus próprios olhos em concentração. Tentou lembrar-se de tudo o que Stephanie Anderson explicara durante as aulas, sobre como enviar mensagens através do som.
Sentia o vento zunindo pelos seus ouvidos. Suspirou e prendeu a respiração, concentrando-se em controlar pequenas camadas de ar ao seu redor. Em poucos minutos, a pequena parte canalizada ia em direção completamente oposta a todos os ventos da floresta.
–Consegui. — sussurrou para Philip. — O que fazemos agora?
–Esperamos. — respondeu. — Mas aqui em baixo não é nada seguro. Sabe escalar arvores?
–Sim. — respondeu Rosalie.
–Ótimo. Escale até o galho mais alto que conseguir. Estou logo atrás de você. — pediu, enquanto mantinha-se atento a qualquer barulho de passos ao seu redor.
Em poucos minutos, Rosalie estava em um dos galhos da arvore, encoberta por entre as folhas. Philip estava logo no galho ao lado. Ambos se encaravam sem dizer nada, mas Rosalie sentia suas bochechas terrivelmente vermelhas.
–Pare de me encarar. — resmungou em voz baixa, desviando-se dos brilhantes olhos verdes ao seu lado.
–Desculpe-me Rosalie...
–Rose. — interrompeu.
–Rose — corrigiu-se Philip. — Mas você é realmente fascinante para mim.
Rosalie desviou o olhar mais uma vez, agora com certeza estaria absolutamente corada. Mas algo um pouco a frente fez com que toda a sua vergonha passasse, dando atenção total àquele local.
Cutucou Philip silenciosamente, e fez sinal para que ele fizesse silêncio. Em seguida apontou para o lugar que encarava. Estava escuro, mas havia uma pequena fagulha de luz, o fogo que Rosalie havia sentido mais cedo. Havia mais ou menos oito pessoas pelo que Rose pôde ver.
Enquanto Rosalie estava concentrada os observando a procura de algo, Philip sentiu a movimentação por entre as arvores e mudou de foco. Mas relaxou assim que reconheceu os cabelos azuis de Stephanie, ao seu lado estavam Pamela, Nicolle e Matthew.
Pamela sorriu e lhe piscou um olho, enquanto Stephanie apenas fez um sinal de silencio com as mãos. Nicolle e Matthew já estavam concentrados onde os Ambiciosos estavam.
Então, com um simples olhar de Pamela, formou-se um círculo de fogo ao redor dos Ambiciosos. Contornado por uma película brilhante, que Rosalie reconheceu como sendo o poder da magia de Matthew e Nicolle, combinados. Pamela fez um sinal para algum outro lugar, e assim que virou-se, Rosalie identificou os olhos brilhantes de John pelo crepitar do fogo, a umas dez arvores de diferença, próximas o suficiente do círculo de fogo.
Plantas brotaram aos pés dos Ambiciosos, que agora estavam desesperados. Muitos deles estavam com as mãos na garganta, como se algo os impedisse de respirar.
–Vão. — Stephanie soprou no ar em direção os dois. — Isabelle irá ajudá-los. Vão!
Então, concentrando-se no ar ao seu redor, ambos foram pulando de arvore em arvore, até que estivessem próximos a saída da floresta. Assim que desceram nos jardins da escola, puderam ver Isabelle piscar para eles em cima de um dos galhos, antes de voltar ao local.
–Não foi bem como eu esperava. — murmurrou Philip, enquanto paravam em frente a entrada do dormitório de Rosalie.
–Foi um dia agitado. — concordou Rosalie.
–Sei. Fugir do Gus não me parece uma tarefa fácil. — riu Philip deixando-a corada.
–Está me encarando de novo. Para. — pediu ela, sentindo-se mais envergonhada que o normal. Lembrou-se do momento em que estavam em cima dos galhos e corou mais ainda.
–Eu amo essa sua inocência, Rosalie. — ele disse sério, mas o sorriso ainda estava presente em seu rosto.
–Inocência? — perguntou confusa.
–Esse seu modo de sentir-se envergonhada com apenas um olhar. — respondeu, dando mais um passo e parando a frente de Rose, fazendo com que ela ficasse presa entre ele e a porta atrás de si. — É encantadoramente adorável.
–Pára. — pediu, tentando pensar em um modo de fugir dali.
–A noite realmente não foi como eu havia planejado — começou, pondo uma das mãos ao lado do rosto da morena, apoiando-se na parede. — Mas posso melhorá-la.
–Já tive emoções suficientes para uma noite. Obrigada. — comentou Rosalie. Philip sorriu de lado mais uma vez, ao perceber que novamente ela estava terrivelmente envergonhada.
–Para mim não é o suficiente. — respondeu. E assim que Rosalie abriu a boca para perguntar, sentiu os lábios macios de Philip juntarem-se aos seus.
Philip Williams -

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