School Princesses - Interativa
7 Sexto capitulo.
Notas iniciais
Nina Michele sempre fora acostumada com os luxos e mimos do seu palácio na Dinamarca. Simplicidade ela tinha de sobra, não em suas roupas é claro, mas em seu jeito, sempre foi amiga da criadagem, sempre fora vista escovando os pelos dos cavalos.
Mas não pode ser desafiada, nunca, é competitiva, extremamente competitiva e não gosta que a trate como qualquer, nunca a chame pelo nome sem sua ordem, é apenas 'Alteza', para os plebeus. Não se trata uma princesa como qualquer um, sangue azul corre pelas suas veias, está acima de qualquer um que não seja nobre. Sempre que ela quer algo facilmente consegue, não importa os meios.
Com muita energia e postura, Nina caminhou em direção à sala de teatro da escola, onde realizaria atividades extracurriculares.
— Com licença, – escutou a voz de uma garota. – poderia me informar onde fica a sala de teatro?
Nina franziu levemente os lábios ao encarar a figura desarrumada e incrivelmente preguiçosa.
— Ah, você! – resmungou Haydee, antipaticamente. – Desculpe interromper a sua caminhada, “Alteza”! – fez ênfase.
— Um segundo, você não é aquela garota que invadiu a minha mesa na hora do café? – interrogou a dinamarquesa, levemente aborrecida. – pensei que os empregados da escola não tivessem direito de se sentar à mesa dos estudantes. Acho que estive errada.
— O quê? Eu não sou empregada... Meu pai é um rei. – disse um tanto acabrunhada.
— Desculpe... – a loira gaguejou, perplexa. – mas esses seus cabelos bagunçados ou essas suas roupas nada fashion não ajudam nada.
— Ótimo. – respondeu, secamente. – agora me diga; onde fica a sala de teatro?
— Estou indo agora mesmo pra lá, vamos? – indagou Nina.
— Tudo bem. – Haydee revirou os olhos.
Do outro lado da escola, a diretora Lauren dialogava seriamente com um garoto árabe, quando Daphne Stewart invadiu o seu escritório.
— Daphne, o que é agora? Alguma outra loucura doentia dessa sua cabecinha de vento? – perguntou com ignorância para a sobrinha.
— Desculpe atrapalhar a sua conversa, titia... – e rolou os olhos em direção ao árabe. – Perdão, mas quem é esse?
A figura no seu campo de visão era belo e incrivelmente simpático.
— Querida este é o príncipe Khalid Ali, da Arábia Saudita. – respondeu a diretora.
— Olá, Khalid! – cumprimentou Daphne, com um sorriso extra exagerado.
— Olá, senhorita – respondeu o príncipe, encantadoramente afetuoso.
— Khalid é o nosso mais novo aluno dessa escola, portanto, seja gentil com ele. – a diretora apressou-se em dizer.
— Não estou discordando, ao contrario titia, mas por acaso não existe aquela lei em que só pessoas do sexo feminino são permitidas nessa escola? – interrogou Daphne, franzindo levemente o rosto.
— Uma pergunta; quer me dar também dicas de como administrar a escola, minha sobrinha? – Lauren questionou secamente.
— Não, só queria informar pra senhora que tem uma garotinha, Lara uma britânica enjoadíssima, jogando bolinhas de gude na escada do quinto andar. – respondeu à loira, hesitante.
— Obrigada, agora pode sair! – advertiu Lauren.
Depois que Daphne saiu à diretora se voltou para o príncipe árabe.
— Seu trabalho nessa escola é descobrir a verdadeira herdeira das casas reais, preciso também que monitore aquele espelho do quinto andar. A chave de tudo está em alguma aluna desse colégio.
Na sala de teatro da escola, a professora Pamela Parkes dialogava com algumas garotas sobre uma possível peça teatral;
— Faremos a história trágica de romance entre a bela rainha norueguesa Valerie Stewart e o duque das casa real do Sul, Henry Zhukov.
O braço de uma garota se ergueu no ar.
— Sim? — indagou Pamela.
— Professora Parke's, é verdade mesmo o que diz a lenda? A rainha Valerie realmente existiu e viveu momentos misteriosos nesse castelo onde estamos agora? — perguntou ela, loira de aparelhos azuis nos dentes.
— Isabela, a história é verídica sim, embora eu não concorde muito com toda essa história de magia e encantamentos.
— Professora, como representaremos o assassinato da rainha Valerie? — perguntou uma outra.
— A arte e os efeitos especiais ajudam a representar um assassinato impecável. — respondeu calmamente a atriz.
— Assassinato? — indagou Haydee, sem entender minimas palavras. — Eu não estou compreendendo... quem é essa Valerie Stewart?
— A rainha da Noruega, esposa do duque Henry e fundadora das casas reais azul, dourado e verde. — articulou Pamela. — existem muitas lendas ao seu respeito, diziam ser uma mulher muito bonita, impecável. Foi assassinada neste mesmo castelo, traiu o próprio marido com uma das criadas.
Lucya ficou boquiaberta.
— Mas como era essa mulher? — perguntou Helena, curiosa, adorou saber sobre os escândalos da fundadora.
— Ruiva e perfeita. — Pamela apontou para um retrato de uma bela mulher, o mesmo retrato que Helena vira mexer os olhos na noite anterior.

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