School Princesses - Interativa
3 Segundo capitulo
Notas iniciais
Anualmente, as calouras são submetidas a uma espécie de recepção.
Além da beleza exótica e natural, o castelo é repleto de mistérios desde a época de sua fundação. Muitos deles ainda não foram desvendados, como por exemplo, o curioso caso do espelho do quinto andar.
— Elise Watson é desaparecida há três anos. – comentou Elena. – Todo mundo sabe que aquela lunática era vidrada naquele espelho do terceiro andar.
— Bobagem! – resmungou Daphne, debochando da falta de lucidez da amiga. – Elena, isso é só uma historinha para assustar as calorias!
— Eu não duvido. – Ela deu de ombros. — Você se lembra daquela sala que desapareceu no quarto ano? É muito provável que a sua tia deva saber da existência dela e de todas as outras esquisitices desse lugar.
Na ostentosa elite, são existentes três casas reais, cada princesa é selecionada para a sua.
As três casas são chamadas de “As joias reais de Valerie Stewart”.
Basicamente os tesouros da rainha norueguesa correspondem à; um anel com pedra azul, um diadema prateado e um colar verde.
Muito distante da conversa de Daphne e Elena, numa sala de cor vinho, a diretora Lauren recebia doze novas alunas.
— É uma espécie de cerimonia de boas vindas, – informava ela. – cada uma de vocês vai passar por uma seleção que possivelmente iram avalia-las e decidir o lugar do qual pertencem.
Uma das garotas ergue as mãos.
— Sim?
— Senhora Carson, como funciona esse processo? – perguntou a mais magra dentre as doze.
— Ah. – a diretora sorri. – Existem três objetos, você escolhe um e o que for o seu brilhara.
Confusas e ambíguas as garotas deixam escapar indagações como “brilham?” e “objetos?”.
Em seguida, madame Carson passa para as garotas algumas regras;
— É proibido brigar, furtar ou fumar – diz laçando olhares desconfiados para algumas garotas. – o toque de recolher funciona as dez e quinze, suspensão de delito grave para quem for pega rondando os corredores. – suspira e continua; — Durante as aulas, cada garota deve usar os uniformes de suas casas reais. Repartiram os quartos e terão seus próprios horários. O teste para entrar no clube de teatro é na próxima quarta.
Por fim, pediu para todas as meninas fazerem fila e chamou nome por nome para dentro de uma sala.
Lucya foi a primeira a entrar na sala branca repleta de espelhos dourados. Admirada, observou os próprios olhos tímidos na vidraça.
Madame Lauren vinha logo atrás da garota, indicando-a uma mesa cravejada de diamantes.
Sob a mesa jaziam três objetos valiosos; um colar, um diadema e um anel.
— Escolha o seu. – ordenou a voz grave e precisa da diretora.
Lucya pegou o colar verde, depois o anel azul, seguido pelo diadema. Então uma coisa sinistra e inexplicável aconteceu; o diadema começou a brilhar intensamente. Sem entender, olhou para Carson que sorria.
— Parabéns – disse a diretora. – você pertence agora à casa real dourada.
Com instruções da senhora, Lucya deixou a sala e rumou para o caminho oposto à diretoria, viu uma sala ostentosa da cor dourada.
— Seja-bem vinda! – cumprimentou uma garota de cabelos loiros, Daphne. – Você agora é uma de nós!
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