School Killers
12 Trote - O ínicio
Notas iniciais
Piper respirou fundo antes de sair do seu quarto, mas ela tinha que fazer isso e foi denominada como a melhor para agir de tal forma, afinal Thalia já era próxima do alvo que ela teria do segundo ano, mais próxima do que deveria para completar tal ato. Annabeth poderia ter um lapso de memória repentino o que poderia fazer com que ela nos entregasse sem querer, Percy acreditamos, segundo a Thalia, que não fazia o tipo do irmão.
A morena saiu da casa calma e não demorou muito para achar o loiro sentado em um canto, lendo um livro calmo. Suspirou e caminhou até aonde o garoto estava, em um banco debaixo de uma sombra de árvore.
— Posso me sentar? – Perguntou a garota, chamando atenção do loiro o fazendo desgrudar os olhos azuis céu do livro.
— Claro. – Jason sorriu tirando a mochila do banco colocando-a em seus pés dando espaço para a moça que ele achou muito bonita sentar.
McLean ajeitou a saia do vestido, pegando um livro em sua bolça sentindo-se nervosa por fazer isso com segundas intensões e se xingou mentalmente, sem deixar que sua confusão mental transparecesse em seu rosto perfeito.
— Vou ser sincera, não vim aqui para ler. – Piper disse nervosa, colocando os cabelos suavemente atrás da orelha.
— Veio para...? – O Grace questionou sendo arrancado de sua leitura pela segunda vez consecutiva pela morena.
A garota mordeu o lábio inferior levemente, suspirando tomando coragem para por seu plano em ação, mas o loiro era realmente bonito.
— Eu te vi algumas vezes pelo campus e eu queria falar com você. – Comentou levantando os olhos multicoloridos para os do loiro. – Podemos dizer que eu te achei bem interessante.
O loiro sorriu inevitavelmente, passando a mão pelo cabelo e ficando mais confortável no banco aonde estava.
— É nova aqui, não é? – Questionou Jason, mesmo sabendo a resposta.
— Sou sim. – Sorriu esticando a mão. – Piper McLean.
— Jason Grace. – O loiro apertou a mão dela em resposta.
O silêncio ficou entre os dois e Piper sabia que não tinha tanto tempo assim e pelo visto o loiro ou não tinha se interessado ou não tinha nenhuma atitude. Então depois de um tempo olhando sua unha ela revirou os olhos e selou seus lábios com o mais velho.
Ela conseguiu sentir o corpo dele ter um leve sobressalto de surpresa com a atitude repentina e inesperada, assim que a surpresa passou o Grace tratou de retribuir o beijo e levar o braço que antes estava apoiado no banco em que ambos estavam sentados para a cintura perfeita da morena a puxando mais para si.
As mãos pequenas e delicada da mulher passavam pelo corpo de Jason com agilidade, mas de forma que não se tornava completamente indecente de se fazer em um lugar público como os dois estavam.
A falta de ar fez com que ambos cortassem o beijo, mas não a distância. Seus olhares se cruzaram, ofegantes pela ação dos dois.
— Com certeza eu não estava esperando por isso. – Jason admitiu arrancando uma risada da McLean.
— Vai precisar que eu deixe mais claro o que eu quero? – Piper perguntou levantando uma sobrancelha com um sorriso malicioso em seus lábios.
Grace riu e negou, beijando-a novamente. E como o Grace não era bobo nem inocente não demorou muito mais para ir para o seu quarto aonde sabia que seu parceiro não estaria com a nova conhecida. Jogo-a em sua cama arrancando sua própria blusa enquanto a via se livrar dos sapatos e da bolça. O desejo dos dois era claro e Piper mesmo estando ali em uma missão estava de forma mais clara impossível adorando aquilo ali.
As mãos de Jason eram meios brutas e grossas devido as lutas e exercícios da academia e o tempo de mais de um ano tendo a rotina rigorosa da escola e elas foram com agilidade para dentro do vestido da do primeiro ano, enquanto tinha seu pescoço e ombros beijado, chupado e mordido pelo mais velho.
Seu corpo se arrepiava com o que ele fazia e decidiu que seria melhor ela mesmo se livrar do vestido se quisesse voltar para seu quarto vestida. Grace não impediu que ela se livrasse de suas peças de roupa e também aproveitou a deixa para se livrar das próprias, agilizando o processo para mais contato físico entre os dois.
Cada vez mais os gemidos se tornavam presentes e mais altos entre os dois que haviam acabado de se conhecer, cada um tocando o máximo possível do corpo do outro com seus próprios corpos. Não tardou para que ambos chegassem ao ápice.
Piper deitou ao lado do loiro com seu corpo apoiado no peitoral dele, fingindo a adormecer para colocar seu plano em ação. Um tempo se passou até que ela sentiu o peso sobre a cama diminuir e seu corpo ficar sozinho ali, a coberta foi posta sobre ela e ouviu passos se afastando e uma porta ser trancada. Esperou a confirmação, que foi a do chuveiro sendo ligado, para abrir os olhos e analisar o quarto que estava sozinha.
Pulou da cama e vestiu a roupa com agilidade e rapidez pegando o celular na sua bolça e começando a tirar fotos dos pedidos de trabalho do segundo ano que tinham espalhados nas duas escrivaninhas do quarto, enviando de imediato para Thalia que não demorou em responder ok.
— Pronto. – Piper disse a si mesma decidida a sair do quarto, mas o sexo tinha sido realmente bom.
“ Nos vemos por aí, você sabe aonde me encontrar” – Piper McLean.
Escreveu em um dos vários postites que haviam espalhado na mesa do garoto, colocando em uma foto que tinha ele e sua família, saindo apressada assim que ouviu o chuveiro sendo deligado.
***
Thalia subiu a escadaria do prédio central pelas portas do fundo, ela tinha o mapa decorado em sua mente, sabia exatamente aonde ir, o grande problema seria encontrar com alguém.
Abriu a grande porta de madeira com receio, dando de cara com a mesa de reuniões, uma mesa com tantas cadeiras quanto as portas que haviam naquele lugar, afinal cada cadeira representava alguém e cada porta era um escritório. Apertou o passo indo no do seu pai, já que ele nunca estava em um lugar sem chamar atenção para si e com certeza o perfume do homem poderia ser sentido mesmo pela enorme porta, então tinha certeza de que estava vazio.
O escritório era a cara de seu pai, organizado e impecável. Foi até a mesa pegando o carimbo com a assinatura de Zeus Grace, tirando uma foto do mesmo e puxando de sua mochila os papeis começando a carimbar repetidas vezes, um em cada folha.
Vozes cortaram o silêncio do local fazendo a menina arregalar os olhos e pegar as folhas e correr até um armário que ali tinha se escondendo em tal.
— ...dessa vez vamos nos superar. – Ares disse sorrindo entrando atrás de Zeus Grace, junto de Nico e o pai do rapaz no escritório.
— Confiança é tudo, não podemos ter gente no qual não confiamos aqui dentro, muito menos ensina-los algo. – Hades disse vendo Zeus mexer em uma papelada em sua mesa.
— Foi realmente uma ótima ideia Di Ângelo. – Grace falou olhando o rapaz que estava indiferente o tempo todo, como ele agia normalmente com a maioria das pessoas.
— Nada que não estamos acostumados vindo do Nico. – Hades disse orgulhoso do filho. – Entrou aqui com quatorze anos e tem marcado a história desde então.
— Antes de entrar aqui ele já chamava atenção. – Ares disse revirando os olhos e batendo no ombro do amigo. – Metido.
Nico riu leve, voltando o olhar a Zeus. O clima estava tenso entre os dois desde a conversa que o empresário havia tido com o professor, o que poderia ser péssimo para os negócios se claro eles não fossem incrivelmente profissionais.
— Achei. – Grace disse e todos assentiram começando a sair. – Di Ângelo. – O homem chamou.
Nico parou, sabendo que era com ele, já que Zeus e Hades tinham intimidade o suficiente para se chamarem pelo primeiro nome, ao contrário claro do professor com o seu superior.
— Espero que tenha se afastado da minha filha como eu falei. – O mais velho falou colocando a mão no ombro do moreno de olhos negros, quando finalmente havia apenas os dois dentro daquela sala.
— Eu nunca estive perto da sua filha. – Mentiu Nico descaradamente, mas ele sabia que era isso que Zeus queria, porque ele entendia muito bem que o Grace estava ciente das noites de sexo que a aluna e o professor haviam tido.
— Vou levar isso como um sim, espero que não me decepcione, Di Ângelo. – O empresário falou apontando em direção a porta, indicando que o professor deveria seguir em frente.
O moreno saiu do escritório e foi seguido por Zeus que fechou a porta atrás de si.
Thalia encostou a cabeça contra a porta do armário soltando o ar, mesmo sendo seu pai e mesmo com Nico ali, se ela fosse pega seria morta. Mas ela não tinha sido pega e com certeza não era isso que tinha em sua mente. As palavras de seu pai estavam na sua mente.
— Então Nico não tem coragem de enfrentar meu pai. – Sussurrou para si própria ainda na escuridão do armário. – E o que meu pai tem haver com a minha vida sexual?
Revirando os olhos a morena saiu, já que o silêncio tinha sido restaurado e não demorou a conseguir sair do prédio sem ser vista e estar de volta em seu quarto com todos os que estavam participando o plano com os papeis em mão prontos para colocar em ação sua vingança.
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