School Killers
11 Primeira avaliação
Notas iniciais
Todos os alunos se encontravam em uma sala simples, tudo nela era cinza, as paredes eram apenas no cimento, tendo uma tonalidade cinza já suja pelo tempo e a falta de preocupação de alguém limpa-las. Uma mesa que pertencia a Nico, estava encostada contra a parede, deixando claro que ele não a usaria hoje, a cadeira que era dele estava no meio da sala. Este cômodo possuía exatas duas portas, a da entrada que todos tinham passado e uma que ficava no meio da sala o que indicava que tinha outra coisa atrás dela.
— Façam uma fila encostados naquela parede. – Di Ângelo ordenou entrando na sala e apontando para a parede oposta a porta que ele passou.
Todos correram para obedecer como de costume, enquanto Nico caminhava até a porta de metal que dava para um outro lugar, abrindo a porta e puxando uma garota de dentro dele.
A menina tinha seus olhos vendados e seu corpo tremia um pouco, sua roupa se resumia a um sutiã branco de renda e uma calça jeans azul clara, haviam alguns hematomas na sua barriga e seu cabelo castanho tinha sido cortado de qualquer jeito na intensão de o deixar curto, seus pés estavam em carne viva, seus braços presos atrás do corpo que era por onde o de sotaque britânico a puxava.
— Tanaka, a frente. – Ele disse parando a garota e a sentando na cadeira no meio da sala.
Drew, a menina chamada, deu dois passos a frente como foi pedido pelo professor. Nico suspirou como se estivesse sem paciência alguma naquele dia para explicar coisas simples. E era verdade, para sua pessoa o pior ano era o primeiro, por ser muito básico.
— Vocês desde que entraram aqui já viram algumas mortes, inclusive no teste, mas presenciar a morte de alguém é a parte fácil. – Ele começou andando em volta da garota amarrada, parando por fim atrás dela e colocando as mãos sobre o ombro dela. – Matar é a parte difícil e hoje é a primeira vez que vocês vão fazer isso.
Ele anunciou o que os alunos fariam com aquela garota, que mesmo tendo sido declarado sua morte, estava firme e forte, tinha aceitado seu destino.
— O nome dessa menina é Lauren Cornweel, ela está na turma do segundo ano da escola, e ela recebeu uma notícia recente de que sua irmã mais nova, que não estuda aqui, faleceu e o motivo dela entrar nessa escola se foi, então arrependida, ela pediu para seu professor, Ares, a matar e ele decidiu dar um destino mais útil a ela, que seria usar ela como uma das mortes do teste dos iniciados. – Nico explicou toda a história da garota, o que fez alguns alunos olharem com pena para ela.
Um aluno da fila levantou a mão com uma curiosidade.
— Diga, Solance. – Ordenou o único que poderia fazer isso olhando o loiro da fila.
— Porque está nos dizendo tudo isso? – Ele questionou e o professor assentiu entendendo a dúvida.
— Saber a história da pessoa que você vai matar torna as coisas mais difíceis, mas é uma realidade, alguns trabalhos que vocês possivelmente vão fazer exigiram que vocês não apenas cheguem e matem, mais meses de trabalho duro, entrando na vida dos outros, convivendo com as pessoas, até mesmo tendo algo físico com seu alvo e a cada dia que passa você precisa simplesmente ignorar tudo que adquiriu com a pessoa e completar o seu serviço, então uma das coisas que eu tenho que ensinar a vocês é não sentir, isso parece uma tarefa difícil, mas é algo básico que vocês vão ter que aprender.
Outro aluno levantou a mão e Nico assentiu indicando que a pessoa falasse.
— É impossível não sentir nada, exemplo dor. – Rachel comentou depois de ser autorizada.
— Na verdade é bem possível não sentir dor, seu corpo com o ato de auto infligir dor começa a se acostumar com o sentimento, podendo as fazes fazer com que você goste do ato ou simplesmente não o sinta, isso se chama Síndrome de Riley-Day. – Annabeth disse tendo um estalo que ela simplesmente não conseguia não falar.
— Tanaka aqui na frente. – O professor ordenou fazendo a garota parar em frente a outra.
Di Ângelo caminhou em direção aonde a sua aluna estava, tirando a arma que ele sempre carregava consigo no cos da calça, entregando a arma para ela.
— Rápido, um tiro na cabeça. – O moreno disse fazendo ela arregalar os olhos.
A Drew olhou tensa para a garota, sua mão tremia de leve com a ideia de matar alguém, pelo simples fato de nunca ter assassinado ninguém. O tempo passou e ela não fez nada apenas ficou olhando a garota que esperava pacientemente a sua morte.
— Eu... – Ela gaguejou e Nico revirou os olhos pegando a arma da mão da aluna.
— Alguém quer começar? – Di Ângelo questionou olhando os alunos na fila.
Thalia que estava apenas observando até agora e deu um passo a frente, já que realmente não se importava de acabar com a vida de alguém. Nico puxou Drew da frente da garota que teria sua vida arrancada, dando espaço para a Grace.
A voluntaria caminhou até a frente da menina, olhando seu estado, imaginando o que ela deveria estar passando para acabar daquele jeito, deveria ter ficado em pé por dias, e os hematomas claramente de dias anteriores poderia se feitos com mais forças até prejudicar a longo prazo a vida daquela jovem.
Nico sem nada dizer entregou a arma para a Grace, que pegou destravando-a, sentindo o peso que indicava que a arma estava carregada e que se ela realmente atirasse na garota a vida dela seria arrancada sem nenhum problema. Thalia apontou a arma na direção da garota engatilhando-a. Sua boca estava entreaberta, respirando e mantendo sua calma, saber que iria morrer deveria ser algo difícil, ainda mais com os olhos vendados.
Thalia suspirou abaixando a arma e caminhando em passos lentos até a garota, fazendo todos franzir o cenho em curiosidade, os olhos azuis elétricos desceram pelo corpo da garota e voltaram para a venda nos olhos dela vendados, tirando a venda.
Os verdes claro focaram nos de sua futura assassina, deixando que as duas se encarassem por alguns segundos e ali a queima roupa, Thalia colocou a arma em sua testa deixando que seus olhos ficassem fixos um no outro e puxou o gatilho.
A cabeça da garota voou para trás com o impacto, fazendo o sangue respingar e a bala atravessar sua cabeça, os olhos abertos da garota agora tinha perdido toda e qualquer vida.
Grace chegou para trás e entregou a arma para seu professor que assentiu e indicou sem nada dizer que ela voltasse para seu lugar, algumas pessoas pareciam em choque por realmente a menina de olhos elétricos ter tirado uma vida agora.
Por algum motivo simplesmente um professor, um assassino profissional tirar a vida de alguém era menos impactante que uma aluna, afinal ele já tinha sido treinado para isso, a garota não.
— Jackson. – Nico chamou o jovem que sorriu animado e deu passos a frente.
Di Ângelo empurrou o corpo morto da garota que caiu no chão e segurou o braço de Drew com força colocando-a sentada na cadeira, a menina começou a tentar se debater em desespero.
— Toma. – O italiano disse entregando a arma para o Perseu que pegou sem hesitar.
Destravando a arma, Di Ângelo soltou a sua aluna, que começou a correr em uma falha tentativa de buscar sua sobrevivência, Percy destravou a arma e atirou contra a menina que corria, atingindo sua cabeça e fazendo que seu corpo fosse jogado para frente caindo sem vida no chão.
— Boa mira, Jackson. – O de sotaque britânico elogiou pegando a arma da mão do aluno e olhando para a fila.
— Isso aqui é o primeiro teste de vocês, acham que entraram aqui e tudo isso se resumiria a teorias e mais teorias que nunca realmente matariam alguém? Que isso era uma brincadeira boba para aprender como escrever livros de assassinos aonde aprenderiam como e o que deveriam fazer? Isso aqui é real, mortes são coisas que vocês terão que fazer, então se não tem coragem para fazer isso falem logo para eu não perder meu tempo. – Nico disse claramente irritado olhando a fila de alunos.
Algumas pessoas deram passos à frente com lágrimas nos olhos, outros sérios desistindo daquilo, como se a ideia de acabar com a vida de alguém ali, principalmente a vida de alguém que nesses dias tinha sido seu companheiro de casa fosse pesada demais para ser encarada.
E essa foi o resto da aula, um massacre, alunos matando alunos, Nico observando e avaliando cada um deles e como eles reagiam a fazer tal ato brutal.
Com o fim da aula o grupo de amigos foi para a cafeteria, alguns, como Thalia, com respingos de sangue na roupa, se sentando na mesa, quando Percy, que se jogou na cadeira levantando um pouco a blusa ficando relaxado mostrando um pedaço do seu abdômen definido.
— Então garotas eu estava pensando. – Perseu comentou chamando a atenção de todos.
— Devemos comemorar esse fato? – Annabeth provocou, mesmo sabendo que o moreno não era idiota, apenas meio lerdo.
— Engraçadinha você. – Ele comentou revirando os olhos verde-mar. – Mas o caso é que eu acho que não deveríamos deixar passar o que fizeram com a gente.
— O que fizeram com a gente? – Piper perguntou bebericando seu café.
— Sobre o trote, tínhamos que provar que não somos um primeiro ano comum. – Jackson disse roubando um coockie do prato da nerd.
— E como pretende fazer isso? – Anne questionou começando a se interessar com a ideia.
— Por isso estou falando com vocês, acho que podemos fazer algo interessante. – Percy disse olhando as três garotas que estavam sentadas a mesa com ele.
Todos se entreolharam, pensando em algo que pudessem fazer. Uma vingança parecia algo legal de se fazer, mas para isso eles teriam que ter muito cuidado, pois existiam regras demais na escola e eles poderiam acabar se fudendo, principalmente por fazer algo escondido não só do Nico, seu professor e o cara que tem autonomia e poder para simplesmente te matar se fizer algo errado.
— Então... – Anne disse olhando o mural de estágios.
Murais de estágios estavam espalhados por todos os lugares comunitários da escola, no refeitório, biblioteca, cafeteria, aonde os empresários que tinham milhões para pagar por um serviço que eles queiram que alguém o faça.
Todos se entreolharam e indicaram que a sabidinha começasse a falar logo o que ela tinha em sua mente esperta e assassina.
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