School Killers
6 Festa de sobrevivencia ao primeiro dia
Notas iniciais
Thalia e Percy pararam em frente a porta de madeira do quarto do seu professor, Nico Di Ângelo. Percy bateu na porta com um pequeno receio, fazendo a morena de olhos azuis sorrir leve com o medo do garoto, mesmo que ele achasse tudo aquilo muito divertido, ainda era algo a ficar receoso, conhecendo tão pouco daquele que tinha uma parede de armas no quarto e sempre parecia estar mal-humorado.
A porta foi aberta segundo depois, por Nico que tinha uma óbvia cara de tédio. Ele olhou os dois jovens com a pergunta clara estampada em seus olhos negros que pareciam tão sombrios e ao mesmo tempo tão sinceros, de “o que esses demônios querem aqui?”.
— O que querem? – O moreno perguntou, mantendo uma das mãos na porta que ele tinha aberto e com a outra no arco que a menos de um minuto a porta estava fechada.
— Então...- Percy comentou levando a mão ao cabelo sem jeito, atraindo total atenção do homem com forte sotaque britânico. – Esse é nosso primeiro dia... – Ele se interrompeu novamente, sem aparentemente saber como pedir algo para aquele homem.
— Queríamos fazer uma festa para comemorar, podemos? – Thalia disse cruzando os braços se cansando da dificuldade do garoto para falar algo tão simples como tais palavras.
Negro e azul se encararam em seus olhos e o moreno manteve-se firme encarando aqueles olhos elétricos que pareciam forte o suficiente para te matar e seduzir também, ele nunca deixaria de ficar surpreso com a coragem da morena, que ficava estampado em tudo que ela fazia.
— Podem, desde que não saiam do prédio e qualquer sujeira feita seja limpa. – Nico falou por fim e Percy alargou um enorme sorriso fazendo uma pequena comemoração.
Thalia riu da atitude do garoto e olhou novamente para Nico sorrindo.
— Se quiser descer um pouco, pode descer, não é seu primeiro dia aqui, mas é o primeiro dia com a gente. – A morena disse dando de ombros e Nico assentiu a encarando devolvendo o sorriso.
Ela puxou Percy pela mão fazendo-o descer a escadaria vendo o grupo de novatos parados em expectativa na sala de estar.
— LIBERADO! – Percy gritou fazendo todos gritarem também.
A música começou e os alunos começaram a distribuir as bebidas. Thalia pegou sua cerveja começando a rebolar ao som da música que tocava. Ela não se importava com nome muito menos tinha ouvido aquela melodia antes, mas ela queria se divertir.
— Vem Annabeth. – Thalia disse terminando sua cerveja e indo dançando até a loira balançando os seus braços a chamando, fazendo-a rir. – Vamos dançar.
Annabeth segurou as mãos da Thalia, se dando por vencida, vendo a morena levantar ambos os braços para cima começando a dançar e pular com ela.
— Antigamente as mulheres por usarem muitas roupas e o modo de sedução que ela usavam era os olhos e a dança, que mesmo sem a tamanha sensualidade e pouca roupa da atualidade os homens achavam incrivelmente sexys. – Annabeth disse rebolando junto com a morena que riu alto.
— E você está tentando conquistar algum macho alfa? – Thalia girou a amiga que riu.
— Eu sou a alfa. – A loira rebateu fazendo Thalia gargalhar e bater um high five com a colega de quarto.
— É assim que se fala. – Thalia disse segurando a amiga pelos ombros. – Mas tem uns gatinhos por aqui e sabe, amigos coloridos nunca são demais.
Annabeth revirou os olhos rindo pegando mais duas cervejas e entregando uma para a morena que não demorou a abrir e ingerir o líquido que tinha na garrafa recém-aberta.
— Concordo que tenham alguns gatos, mas são gatos que vamos conviver todos os dias pelos próximos três anos, não quero alguém grudento no meu pé. – Annabeth disse e Thalia sorriu.
A garota envolveu a amiga pelo pescoço se aproximando dela e falando em seu ouvido.
— Se alguém te incomodar dá um tiro no pênis dele e tá tudo certo. – A morena sussurrou no ouvido da Annabeth apenas para a loira ouvir.
A garota de olhos cinzentos arregalou seus belos olhos e riu da frase dita em seu ouvido negando, com certeza aquela era uma saída adequada.
— Falando em gatos, temos que admitir que o durão ali é o mais gato. – Piper, uma menina da turma delas disse apontando com a cabeça discretamente para o moreno que acabara de descer a escada e abria uma cerveja.
Thalia e Annabeth seguiram a direção que a menina apontou batendo os olhos em Nico, que logo olhou na direção das três, fazendo duas delas desviarem o olhar rapidamente. Thalia sorriu para o moreno levando a bebida a boca o vendo também beber o líquido de sua garrafa sustentando o olhar da garota.
— Ele com certeza é muito gato. – Thalia disse voltando a olhar Annabeth e Piper que estavam surpresos com a atitude da morena.
— E você é suicida. – Annabeth disse fazendo a meninas de olhos azuis elétricos rir e se virar começando a dançar.
— A suicida aqui está afim de se divertir, vocês vem? – A morena disse fazendo as duas outras se entreolharem e por fim negarem e irem aproveitar a festa.
Nico pegou algo mais forte para ele sentindo o cheiro do whisky deu um belo gole se recostando na parede olhando a festa. Ele não tinha interesse de descer para beber, mas ele queria ficar de olho naquele bando de loucos inconsequentes, então porque não beber um pouco.
Seus olhos vagavam pelos seus alunos que bebiam e dançavam na sala, rindo e se divertindo. Ele lembrava quando era ele que fazia festas com sua turma, mesmo nunca aproveitando muito já quer era muito novo para isso na época.
A imensidão negra de seus olhos firmaram inocentemente na morena que rebolava ao lado de sua parceira de quarto. Ela se divertia, uma das suas mãos possuíam um copo de uma bebida que ele não sabia identificar qual era devido a distância a outra ela passava as vezes pelo corpo, outras pelo cabelo liso curto que agora ela possuía, mesmo ele tendo a leve impressão que estava um pouco maior do que quando ela cortou.
Até que a pele da morena ardeu com o olhar que estava tão fixo nos dela que ela olhou em direção a aquele que a observava deixando que um sorriso brotasse em seu rosto e firmando seus olhos no dele, mesmo com mais várias pessoas dançando ao som da música desconhecida pela maioria ali ela dançou para ele, o provocando deixando-o ver seu corpo em ação, sem toca-lo, sem senti-lo, a mesma distância que lhe provia a observação lhe proibia de ter por completo e aquilo divertia a ela, mas também a provocava, com seu simples olhar, fixo, sério, divertido, sedutor, seu copo que as vezes ele levava aos lábios dando um simples e singelo gole, molhando sua boca levemente.
— Desse jeito ele vai te estuprar a noite. – Piper disse para Thalia a fazendo sorrir mais.
— Ele não precisaria fazer isso. – A morena retrucou fazendo a outra rir.
— Ele não precisaria fazer isso com ninguém daqui. – Annabeth disse sorrindo. – Só que apenas você tem coragem de demonstrar isso a ele.
— Não sei se é a bebida ou você realmente é suicida. – Piper disse e ela riu.
— Acho que eu to apenas um pouco bêbada, nada demais. – Thalia disse bebendo talvez seu decimo copo. – Acho que vou dormir, estou morta.
As duas assentiram e a morena subiu escadaria a cima deixando a festa para trás. Logo ela estava na frente do seu quarto forçando a porta, trancada, para abrir.
— Ótimo. – A garota resmungou e olhou na direção que vinha a música pensando em descer para pedir a chave a Annabeth. – Uma hora ela aparece.
Thalia disse por fim começando a deitar no chão pronta para dormir em frente à sua porta. Era horrível deitar em um tapete que dizia bem-vindos, nunca deite em um. Aos poucos a morena sentiu seus olhos pesarem mais e mais e ela foi adormecendo.
Nico subiu as escadas pronto para ver alguns relatórios, algumas pessoas já tinham ido para seu quarto e ele sabia que a festa não duraria muito mais, todos sabiam que no dia seguinte deveriam ser pontuais, independente de quão cansado estivessem hoje. Quando ele estava tirando a chave do bolso no segundo andar os seus olhos pararam na morena dormindo no corredor e ele riu baixo negando. Ele se abaixou na frente dela balançando seu braço de leve.
Thalia abriu os olhos que firmaram em Nico.
— Algum problema? – Ela perguntou se sentando, ficando frente a frente com o garoto agachado.
— Me diz você, é você que está dormindo em um tapete de sejam bem-vindos na porta do seu quarto. – O garoto disse achando graça daquilo e vendo-a revirar os olhos.
— Eu to com preguiça ok.- Ela disse cruzando os braços abaixo dos seios, agora mais desperta.
— Preguiça demais para abrir a porta e dormir na sua cama? – Ele perguntou e novamente recebeu um revirar de olhos como resposta.
— Eu esqueci a chave e ela está com Annabeth e eu não to com vontade de descer as escadas ir até ela, pedir a chave, destrancar a porta, pegar a minha, descer, dá a chave a ela de novo, voltar e dormir. – Ela disse como se fosse obvio e ele riu.
— Anda, levanta. – Ele disse se levantando fazendo a morena arquear a sobrancelha.
— Porque? – Perguntou se levantando mesmo assim.
— Dormiu ontem no meu quarto, pode dormir de novo. – Ele disse indicando que ela seguisse o caminho e foi o que ela fez.
Logo os dois estavam no quarto do moreno de novo, a morena tirou a jaqueta que usava colocando-a em cima da cadeira em frente à mesa de pesquisa. A garota se sentou na cama confortável do moreno cruzando suas pernas expostas pelo pouco pano da saia e começando a tirar o salto que usava.
Nico a observava de modo nada discreto. Até que por fim sem o olhar ela riu leve.
— Vai passar esses três anos apenas me olhando Di Ângelo? – Ela perguntou trocando a perna para poder tirar o outro sapato.
Ele riu leve ainda a observando.
— Porque? Quer que eu faça algo mais? – Ele disse irônico, sabendo a resposta, todo aquele show que ela tinha feito no andar inferior tinha deixado óbvio que ela queria muito mais do que ele a olhando.
Ela deixou que o salto caísse do seu pé e deitou seu corpo deixando que seus braços a apoiassem e que seu corpo ficasse bem claro na visão do moreno.
— Quero que faça o que quer fazer. – Ela disse de uma forma lenta deixando que cada palavra saísse alta e clara de seus lábios ainda avermelhados por conta do batom.
O moreno se aproximou dela encarando seus olhos azuis fazendo a morena sentir um leve arrepio com a intensidade do olhar do garoto. Ele puxou suas pernas com brutalidade e levou a mão a bunda da garota a tirando da cama fazendo com que ela se envolvesse na cintura dele e passe os braços em volta do seu pescoço.
Ele selou seus lábios com brutalidade e desejo que fez a morena arfar retribuindo de imediato o contato do moreno. Ela só notou o quanto desejava aquele toque quando finalmente o teve. Desde que seu sotaque sexy o desafiou na sala de teste ela gostou, gostou do desafio, gostou da brutalidade que aquele cara tinha e a necessidade de mostrar poder, principalmente para doma-lo.
Ela era a líder, sempre, ninguém nunca lhe impediu de nada e ela tinha certeza que aquele homem também era um alfa, ela o queria, ele a queria, o fogo que os dois emanavam era tão forte que os dois tinham que se manter controlados, afinal nenhum queria baixar a guarda primeiro que o outro.
Novamente Thalia estava deitada na cama e o moreno mordicava, chupava e beijava qualquer área do corpo da garota que ele tinha acesso fazendo-a ter reações que ela não conseguia prender dentro de si.
Ela nunca perdeu o controle e ela sentiu que isso estava acontecendo. A morena puxou os cabelos negro do garoto fazendo ele subir a boca de sua barriga e voltar atenção aos lábios dela. Agora ela estava em cima e rasgando a blusa do moreno que incomodava tanto ela.
Ele segurou as duas mãos dela e prendeu atrás do corpo dela a puxando para longe a fazendo o encarar com a boca entreaberta e a respiração ofegante, suas pupilas dilatadas transbordavam desejo e ela não queria parar.
— Não vou fazer sexo com você Grace. – Ele disse deixando aquilo claro.
— Porque? – Ela perguntou se odiando por isso, pois não tinha conseguido prender o tom de decepção na voz.
— Além de você ser minha aluna, você está bêbada. – Ele disse a girando e fazendo cair de bruços na sua cama. – Agora vai dormir.
Ele deu um tapa na bunda dela para apressar ela se ajeitar na cama a fazendo revirar os olhos.
— Vai vir dormir também? – A morena perguntou se virando de barriga para cima e encarando o garoto.
— Eu... – Ele começou pronto para negar, mas ela o cortou.
— Vem. – Ela puxou o braço dele fazendo que ele a abrasasse.
Ele suspirou e tirou o sapato meio sem jeito já que ela aparentemente se recusava a soltar o braço do garoto e dormiu abraçado com ela.
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