School Killers
10 Eu não gosto de você
Notas iniciais
Haviam se passado dois dias desde que a festa de aniversário de um tal Leo Valdez tinha ocorrido, também faziam dois dias que o que Thalia e Nico tinham era estritamente profissional, aluno e professor.
A morena estava ali em frente ao espelho, passando seu delineador e ela só conseguia pensar em como tinha se acostumado rápido com o se professor a tratando de um jeito que agora estava longe de ser realidade, na verdade ele apenas olhava o necessário para ela.
— Vai mesmo sair com esse garoto? – Annabeth, que lia seu livro na cama, perguntou tirando Thalia dos seus pensamentos.
— Vou sim, não custa nada e ele é amigo do meu irmão, vou dar um crédito. – Grace afirmou esperando não estar fazendo merda em aceitar isso.
— Tudo bem, depois me conte tudo. – Anne disse, mas logo em seguida teve um estalo. – O que é claro uma força de expressão, pois não é possível se contar todos os detalhes de um encontro, porque seu cérebro automaticamente apaga coisas irrelevantes a ignorando, então estaria deixando pequenas coisas de lado.
Thalia riu ao ver a amiga piscar os olhos tentando voltar ao normal, ela simplesmente despejava as informações algumas vezes, como se fosse um bug no funcionamento do seu perfeito cérebro e ela não conseguisse simplesmente guardar para si.
— Ok, vou te contar todos os detalhes que meu cérebro não ignorar. – Grace disse pegando a chave do quarto e guardando-a no bolço.
Não demorou muito para encontrar Luke na escadaria, eles mal tinham se falado desde que ficaram e muito menos antes, então ela se surpreendeu quando ele a chamou para um piquenique.
Não esse não seria um ato estranho na escola, na verdade todos ali de dentro eram incentivados a terem vidas comuns, tanto que havia uma área de compras, para roupas, comidas e outras coisas, tudo para facilitar a vida de quem estivesse lá.
— Oi. – O loiro respondeu beijando a bochecha da garota.
— Olá! – Ela respondeu sorrindo o olhando.
Ele vestia algo simples, a contrário de Thalia, que nunca vestia nada simples. Castellan usava uma blusa branca e uma calça jeans azul um pouco gasta e um all star branco igualmente gasto. Como prometido, o mais velho, tinha consigo uma cesta de piquenique, ele tinha garantido que cuidaria de tudo, ela só deveria aparecer.
— Sabe eu adoro a ideia de termos domingo livre. – A Grace comentou caminhando ao lado dele em direção ao encontro.
— Quando começar os estágios você não terá eles livres com muita frequência. – O garoto disse e ela riu.
— Eu já estou informada sobre isso, então, você não está trabalhando porquê? – Thals perguntou tentando controlar seus cabelos que voavam com brutalidade devido ao vento forte.
— Não sou muito de pegar estágios, quase morri no meu primeiro e acho que preciso aprimorar antes de me arriscar em vários outros, La Rue concordou. – O loiro comentou abaixando a cesta na sombra de uma árvore.
Ele tirou um lençol branco de dentro da cesta o que fez com que a garota gargalhasse ao ver aquilo. É claro que ela não esperava uma toalha de mesa quadriculada, como sempre se vê em filmes e das poucas vezes que ela caminhou no Central Park algumas pessoas usavam, mas também não estava preparada para ver o garoto tirar o lençol da sua cama para o piquenique.
— Não ria, foi o que eu consegui. – Ele disse rindo também.
— Ok, desculpa. – Lia respondeu mordendo o lábio inferior e suspirando. – Deixa eu te ajudar.
— Obrigado. – Castellan aceitou a ajuda da morena a esticar o lençol e colocar pesos nas beiradas para que o mesmo não se desdobrasse sempre.
— Então, já matou alguém? — Thalia perguntou curiosa.
— Já, algumas pessoas. – Luke assentiu suspirando. – E você?
— Nas aulas não. – Ela respondeu e ele riu.
— Fora disso já? – Castellan questionou e ela assentiu.
— Meu pai se formou aqui, então ele sempre me ensinou a manusear armas e a lutar, na verdade ele não teve muito esforço no primeiro, a primeira vez que eu atirei, com cinco anos acertei todos os alvos. – Ela falou se lembrando da cena. – Ele riu e disse que entendia, meu irmão era prodígio em luta, com seis anos ele já era bom o suficiente para ganhar uma luta com pessoas mais velhas e mais experientes com ele, e eu era um talento nato para armas.
— Qualquer uma? – Luke questionou oferecendo a ela um morango, que a garota aceitou de bom grado.
— Só cometi um erro na minha vida toda. – Grace mordeu a fruta e ele assentiu. – Mas porque entrou aqui?
— Basicamente minha vida foi muito fodida, eu era pobre, sem nenhuma ajuda de ninguém, então entrei no crime muito cedo, logo estava dentro de uma organização de New York, mas quando o líder dela foi preso tivemos que esvaziar a casa antes de que os policiais achassem algo, e foi quando achei algo da escola e decidi entrar. – O loiro disse dando de ombros, ele realmente não se importava. – Mas e você, porque entrou?
— Um tempo depois do meu irmão entrar na escola, meu pai disse, Thalia ou você faz alguma coisa da sua vida ou eu não vou te sustentar mais, como meu pai se formou aqui e é milionário, meu irmão nem se formou e a conta bancaria dele só cresce, imaginei que seria uma boa fazer isso aqui, ainda mais que já escutei tantas histórias desse lugar. – A Grace falou calma, contando a verdade para o loiro.
Seu pai tinha estudado aqui, sua madrasta também, na turma de seu pai, seu irmão frequentava a escola, ela não via motivos para não estar nela também. Luke não gostou da história, ele não entendia o porquê pessoas que não precisavam estar aqui, estavam. Como Thalia e o irmão dela, Jason.
— Entendi. – Luke deu de ombros tirando uma bebida da cesta.
Thalia claramente notou que ele não ficou muito feliz com sua história, ela respirou fundo decidida. Faria aquele um encontro rápido, nada de flertes, terminaria aquilo e simplesmente depois iria voltar a sua rotina.
Não muito longe dali, Annabeth estava em sua cama, ainda de pijama, lendo seu livro decidida a fazer daquele seu dia produtivo, quando uma batida insistente na sua porta fez com que ela se levantasse.
— Oi. – Chase disse logo se arrependendo de levantar da cama. – Thalia não está. – E essa foi a deixa para ela fechar a porta na cara dele.
Porém por algum acaso do destino, o garoto agiu mais rápido que a loira, segurando a porta e a empurrando ao contrário da força que a Anne colocava, ganhando a mini disputa, abrindo a porta e entrando no quarto.
— Quem disse que vim falar com a Thalia? – Percy mentiu, ele realmente tinha ido ali falar com a Grace.
— Ah não, então o que veio fazer aqui? – Ela questionou cruzando os braços sérios, pois ela era a única que conseguia usar aquela roupa e manter a credibilidade.
Percy mordeu o lábio inferior pensando em algo, ele realmente só mentiu para irritar a sabidinha, mas ele não iria perder tão fácil.
— Eu, uma pessoa muito boa, queria te convidar para tomar um sorvete. – Perseu falou agradecendo por se lembrar da sorveteira.
— Eu e você? Tomando sorvete? – Annabeth perguntou incrédula, como se tivesse acabado de dizer que eles deveriam se sacrificar para um ritual satânico.
— Sim, tá calor, apesar de ter um ventinho bem irritante, sorvete é bom e eu imaginei que Thalia tinha saído e te abandonado, então porque não fazer algo legal comigo? – Ele perguntou apontando para si mesmo.
— Eu não gosto de você. – Anne disse sincera e deixando um claro motivo para não topar.
— Eu te desafio a deixar eu fazer você mudar de ideia. – Jackson apelou, já ficando irritado com a renúncia repetitiva da garota.
A Chase parou avaliando, ela estava de pijama, então teria que tomar um banho e trocar de roupa, estava lendo um livro, mas mesmo assim teria o dia inteiro livre e um sorvete não poderia ser tão demorado.
— Tudo bem, vou com você, mas como amigos. – Ela deixou aquilo claro, mesmo sabendo que estaria.
— Pensei que iriamos como inimigos, poxa vida. – Percy abaixou a cabeça fingindo estar decepcionado. – Tudo bem, posso me contentar com isso.
Anne revirou os olhos e caminhou até seu closet, pegando uma roupa qualquer.
— Espere ai e não mexa em nada, vou passar uma água no corpo. – Ela ordenou fazendo o garoto assentir.
Não demorou muito para que os dois estivessem na sorveteria, tomando seus respectivos sorvetes, com Percy insistindo em uma conversa que a garota não queria continuar.
— Mas então... Annabeth Chase, já pensou o que faria da sua vida se não tivesse entrado para essa escola? – Percy perguntou distraído.
— Arquitetura ou advocacia. – Ela respondeu sem tirar seus olhos dos seus sorvetes perfeitamente organizados.
— Legal, eu continuaria na minha carreira. – Percy comentou dando de ombros. – Eu decidi para aprimorar os negócios, na verdade eu vou continuar nela de qualquer jeito.
— Que seria? – Ela questionou, mesmo já tendo ouvido algo do tipo.
— Eu comecei como traficante, mas hoje tenho um império de tráfico de armas, achei que entrar aqui me ajudaria a evoluir. – Jackson comentou e ela assentiu.
— Como conseguiu? – Ela perguntou curiosa em saber como alguém lerdo como o individuo a sua frente tinha montado um império de armas.
— Eu tenho um rostinho confiável, montei tudo do zero. – Ele deu de ombros. – E você já criou algo do zero?
— Minha casa de férias em Veneza e já arquitetei uma arma, mas não saiu do papel. – Ela admitiu e ele assentiu.
— Se quiser minha opinião profissional. – Ele sorriu, mesmo que duvidasse que ela fosse pedir.
Jackson sabia que a Chase o via como alguém burro e lerdo, provavelmente um inconsequente que não sobreviveria até o final do período letivo, ou seja, os três anos.
— Claro, quem sabe um dia. – Ela deu de ombros levando mais uma colherada a boca.
Percy assentiu sabendo que ela não pediria sua ajuda, mas não custava nada oferecer não é mesmo?
Os dois ficaram a conversar, ou melhor, Jackson tentava manter uma conversa com ela, que raramente se empolgava com o assunto, o que fazia se tornar muito interessante aquilo, porque mesmo que ele tenha começado com uma mentira para ganhar da loira que estava sempre certa, ele gostava de um desafio e ele tinha estabelecido um, fazer ela gostar dele, pelo menos como amigo.
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