School Killers
18 Como planejado
Notas iniciais
Thalia sentou-se na cama se espreguiçando, sentindo a mão de Nico em sua cintura, acariciando de leve a pele nua fazendo que ela se lembrasse de uma coisa que queria falar com ele.
— Nico – chamou calma, virando para ele.
Ele sorriu puxando a aluna para que ela ficasse deitada na cama novamente, abraçando sua cintura e a deixando deitada com a cabeça em seu peitoral.
— Eu – disse sorrindo travesso a fazendo rir.
— Eu estava falando com meu irmão e ele me deixou curiosa sobre uma coisa, tem serviço de monitoria para o primeiro ano? – questionou curiosa o fazendo assentir, já estando informado que o irmão mais velho da garota estava interessado no cargo.
— Não é usual ter, já que quando tratamos de monitoria, tem uma fase de teste, que é quando o aluno se provou sendo apto na visão do professor a ser monitor, então normalmente pegamos algum aluno do primeiro ano que tem muito potencial, mas tem um defict grande em algo para ser treinado em horas extras por alguém do segundo, então para que isso aconteça no primeiro ano o aluno teria que ser apto não apenas a se monitor, mas a também se tivesse como existir essa possibilidade, passado para o segundo ano em quesitos de matéria e notas – explicou com calma acariciando o corpo da Grace.
— Você disse que não é usual, já tiveram alunos do primeiro ano a serem monitores? – perguntou, afinal, se já havia acontecido antes poderia ocorrer de novo.
— Ares foi monitor por durante todo o primeiro ano e largou o cargo apenas no terceiro ano, assim como a filha dele que se formou a dois anos, também foi monitora e eu quase fui, mas meu professor achou que eu não deveria ser, porquê apesar de ser bom, era muito novo para isso e eu não deveria chamar atenção até dominar todas as áreas – Nico explicou, sabia que por ter entrado muito novo na escola, Ares tinha cuidado muito dele, mas isso nunca o impediu de deixar claro que ele me mataria se fosse necessário.
— Então, para eu ser monitora também, eu teria que me provar ser boa o suficiente para poder passar para o segundo ano, para então ser treinada – chegou a conclusão e ele deu de ombros e assentiu.
— Mas por que o interesse? – questionou e ela deu de ombros.
— Quanto melhor for meu cargo, melhor eu ganho – explicou e ele assentiu.
— Que tal concentra-se em treinar para o que você vai ter em aula, depois pense em outros cargos, apesar de você ser melhor do que a maioria aqui dentro, ainda tem muitos pontos fracos em suas performasses – Nico foi sincero, ele não comentava tanto sobre isso nas aulas, pois comparado ao nível da turma ela era uma das melhores, mas estava longe de ser perfeita.
— Quais pontos eu deveria ter mais foco? – questionou, já que ele havia tocado no assunto.
— É autoconfiante demais durante as lutas, e isso geralmente não é um problema, mas você subestima demais seus oponentes, além que, tem pontos secos e fracos evidentes, já que sempre tem o mesmo padrão – respondeu. – Lutar não deve ter um padrão, mas é algo que as pessoas criam quase que inevitavelmente e é algo que facilmente podemos usar conta quem estamos lutando.
Thalia assentiu, ela sabia que tinha alguns problemas com suas lutas.
— Também deveria planejar seu tempo de resposta, não em questão física, mas mental, se está em um problema seu raciocínio é o suficiente, mas não ideal, além de que, deveria parar de tentar desconstruir sua imagem de garota inocente, nos dois sabemos que você não é, mas ter uma aparência fofa e mesmo assim sedutora, ajuda muito nos serviços, não deveria se preocupar tanto em tirar algo que é natural seu – Nico complementou, dando algumas dicas a ela.
— Eu vou melhorar isso – disse convicta e ele assentiu a puxando para um beijo.
Por estar cedo demais para os dois levantarem eles podiam aproveitar aquele momento juntos, antes de Thalia ter que sair em direção ao quarto dela.
No quarto dela...
Percy acordou com um gemido baixo de protesto, fazendo ele ver que Annabeth estava se ajeitando na cama o que o fez sorrir, tinha sido uma luta convence-la que ficar ali não era um problema, mas depois de uma batalha em que ele tinha que ser escroto e sempre que ela ia usar um bom argumento ele a beijava cortando ele, no fim ela acabou desistindo pelo cansaço e deixando que ele ficasse.
Eles não tinham feito nada além de ficarem, mas mesmo assim ele não conseguia evitar de sorrir vendo-a deitada ao seu lado, com seu braço envolto a sua cintura prendendo-a ali, quase como se tivesse medo que ela fugisse.
Perseu beijou o pescoço da garota, vendo ela se arrepiar com o contato repentino, mas mesmo assim permanecendo adormecida. Levantou-se a soltando, vendo a loira se aconchegar na cama agora com a falta dele.
Caminhou pelo quarto que ele nunca tinha realmente parado para observar, dava para identificar claramente qual lado pertencia a quem, já que as coisas da Thalia eram tudo preto, azul e roxo e as da Annabeth em tons pasteis, com arco-íris e unicórnios.
Ele andou até a mesa que pertencia a Chase, ali sendo completamente organizado, o notebook que ela havia usado na noite anterior fechado, mostrando os adesivos que tinham nele, uma pilha de cadernos e livro, mas um o chamou atenção, ele era rosa com pelinhos.
Percy riu abrindo-o e arregalando os olhos ao ver o que ali tinha, seus olhos verde-mar foram até a loira que estava dormindo de costas para ele e novamente para o papel branco, a caligráfica com certeza era da loira, porém estava bem menos decorada, sem os pingos de corações ou os desenhos que ela costumava fazer nas bordas das folhas.
“Missão: Coletar informações.
— Primeiro passo – confiança – conquistado.
— Segundo passo – conhecer o local – conquistado.
— Terceiro passo – implementar um alvo – conquistado.
— Quarto passo – matar o alvo – _________. ”
Percy respirou fundo fechando o caderno e colocando-o em seu lugar, saindo do quarto sem se preocupar em acordar a loira, ela havia feito tudo passo a passo, sugerido a ideia e montado o perfil do alvo a ser implantado, agora Jackson percebia que talvez ela não tivesse criado um personagem para que os outros corressem em círculo, mas sim colocado alguém real que ela queria se livrar.
Mas por que isso? Ela parecia ser tão fofa, tão doce, por que ela iria usar eles?
Annabeth abriu os olhos com a porta batendo, notando que era Percy saindo, seus olhos varreram o quarto logo se arregalando ao notar que seu caderno não estava exatamente na posição que ela havia posto e sim dois centímetros a direita. Mordeu o lábio inferior imaginando que o garoto teria lido o que estava escrito, fechou os olhos respirando fundo, não importa, ela tinha feito o que era necessário e agora era tarde demais para alguém tentar impedir.
A porta foi aberta e Thalia entrou, sorrindo de leve para a amiga que assentiu e se levantou, voltando a sua vida normal, se agora Percy sabia que tudo tinha sido a ideia de um plano maior, ela não poderia fazer nada, apenas garantir que mais ninguém descobrisse e que tudo aconteceria como ela havia planejado.
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