School Killers
2 A escola não pune por estupro
Notas iniciais
Nico guiava os novos alunos pelos corredores que eles frequentariam a partir daquele dia, a escola era gigante e isolada de tudo, muros gigantes cercavam toda a enorme área que mesmo com os anos que o moreno morava ali sabia que não a conhecia por inteiro. Ele foi em direção ao seu prédio e agora prédio dos novos alunos pelos próximos três anos, ou até que sua vida se esvaia.
O moreno abriu a grande porta do prédio e guiou os alunos para o segundo andar passando direto pela sala de estar, cozinha e sala de estudo focado no dormitório. Assim que ele viu as malas que os alunos, que assim que se inscreviam tinham que mandar, ele parou e se virou de frente para o grupo.
Era a primeira vez que ele dava aula para um número tão grande de pessoas, as turmas tinham em torno de dez a quinze pessoas, dessa vez em torno de vinte e cinco tinham passado e ele estava curioso para saber quantos se formariam.
— Meu nome é Nico Di Ângelo como disse antes, sou o professor, instrutor e coordenador de vocês, cabe a mim ensinar e avaliar cada um de vocês, transforma-los nos melhores e eu tenho minhas regras além das da escola.
O moreno começou a circular na frente olhando os alunos, avaliando-os.
— Temos provas orais, escritas e físicas, vocês têm que estar aptos a todas elas, a avaliação é feita pelos três professores, mas quem toma a decisão final sou apenas eu, o colégio exige média sete para que permaneçam aqui, eu exijo média oito, caso não passem não existe sistema de recuperação são mortos automaticamente. – Ele viu alguns deles engolirem em seco e isso o fez rir, em partes por ele achar divertido ver o medo nos olhos deles, mas em partes por ele se lembrar quando era ele no lugar deles e Ares o ensinando. – Estágios, são autorizados a partir do terceiro mês aqui, quem escolhe vocês são os contratados, homens importantes que tem poder e dinheiro para pagar seus serviços, enquanto estudarem na escola cinquenta por centro do seu salário vai para a escola vinte para mim e o resto para vocês.
— Senhor Di Ângelo. – Uma garota entrou com dois potes em mão e ele assentiu e indicou que ela fosse até ele.
— Como ainda não se conhecem o quarto será escolhido por sorteio, deixarei que sorteiem e explicarei melhor depois. – Nico pegou um dos potes e dividiu em meninas e meninos para que eles pegassem as chaves.
Todos pegaram sua chave um por um e assim que terminaram a garota saiu com os dois potes.
— Os quartos foram separados por garotas e garotos, contados para que cada um fique com alguém, afinal trabalhar em equipe muitas vezes é essencial para o trabalho. – Nico disse olhando todos. – Como podem notar alguns de vocês tem chaves diferentes, alguém que tentar me dizer o porquê?
Thalia levantou a mão de imediato olhando sua chave que tinha o chaveiro dourado e não prata como a maioria.
— Grace. – Nico disse olhando a morena.
— As chaves douradas são da formação da equipe de teste, uma equipe formada a sorteio para que o diretor avalie a turma em si, afinal se fosse escolhido a dedo apenas os melhores seriam selecionados, a equipe de teste é que é prioritariamente escolhido para desafios e é como uma avalição para o professor, já que são esses alunos escolhidos que passaram por provas surpresas e avaliados como base do desenvolvimento da classe e com o desenvolvimento desses alunos que terá que tirar base para dar notas a prova física dos outros. – A morena explicou sustentando o olhar do Di Ângelo que assentiu assim que ela terminou.
— Quem está com a chave dourada? – Nico perguntou e viu alguns levantarem a chave. – Grace, Chase e Jackson.
O moreno conhecia cada aluno, mesmo antes de entrar ali, ele tinha que estudar cada possibilidade antes deles entrarem pela porta para o teste.
— Vocês ainda não receberam armas, eu controlo isso, espero que deem bem com seus parceiros de quarto e eu também moro nesse dormitório então espero não ter problemas. – O moreno disse passando os olhos novamente pelos alunos e fixando depois no que chamou sua atenção. – Eu também não aconselho sair por aí, vocês não são treinados e um conselho para as meninas, não usem decote e roupas muito curtas essa escola não pune por estupro. – Nico disse puxando o decote de Thalia para cima cobrindo grande parte dos peitos da morena que estavam expostos.
A garota olhou a mão dele no peito dela o que fez com ela levantasse a sobrancelha, mas não reclamou, viu ele retirando depois do decote da garota estar bem mais a cima e se afastar rondando os alunos como um gavião rondando a presa.
— Estão liberados, procurem suas malas e levem ao seu quarto.
O garoto saiu indo em direção ao seu quarto. Os três prédios eram interligados por uma porta, como setores, mas mesmo assim separados.
Thalia pegou sua mala e foi para o quarto que o número na chave indicava, não demorou a achar e muito menos a descobrir que a loira inteligente e com super memória era sua parceira de quarto.
A garota colocou as três malas na cama e começou a abri-las, sabia que era a pessoa que mais tinha levado coisa, mas ela quase conhecia o colégio antes mesmo de estar nele, seu pai estudara ali e seu irmão estava naquele colégio nesse exato momento, ela sabia como funcionava cada sistema de cabeça.
— Prazer Annabeth Chase. – A loira disse esticando a mão para Thalia que largou as malas e foi conhecer a menina.
— Thalia Grace. – A morena disse e ela sorriu.
— Filha de Zeus Grace, não é? Seu pai estudou com minha mãe, eles trabalharam juntos por um ano, dois meses, trinta e três dias e quatro horas, quando ela decidiu sair dessa vida. – Ela disse rápido e depois balançou a cabeça como se tivesse levado um tapa na cara. – Desculpa eu as vezes faço isso.
— Tudo bem. – Disse Thalia dando de ombros e pegando sua arma vendo se estava intacta.
Levar armas não era proibido, seu próprio pai tinha mandado ela levar e como sua mala era revistada ela sabia que o Di Ângelo tinha plena noção do que ela carregava com ela. A morena também pegou sua coleção de facas e a montou no suporte na parede em cima da sua mesa de computador.
— Uau, veio preparada. – Annabeth disse analisando as facas dela.
— Eu sabia que passaria e sabia que seria selecionada, tinha que vir preparada. – Thalia continuou a arrumar suas coisas e a loira deu de ombros.
— Eu sabia que por base nos selecionados tinha cerca de noventa e três por cento de chances de ser selecionada para teste e pelos testes da maioria tinha oitenta e sete e meio por cento de chances de passar
— Ok. – Thalia disse tentando não achar estranho tudo aquilo.
— Quer que eu ajeite o corte do seu cabelo? – A loira perguntou tentando ser gentil.
— Adoraria, não levo jeito para isso. – Thalia disse sorrindo.
Depois de arrumar tudo e tomar um bom banho a morena pretendia apenas descansar e era isso que ela tentava fazer quando barulhos de passos altos ecoaram pelos corredores.
— TODOS SAINDO. – Uma voz masculina ordenou e foi isso que todos fizeram.
Aos poucos os corredores estavam repletos de adolescentes de pijamas confusos olhando aqueles homens e mulheres musculosos armados, com roupa militar. Logo Thalia reconheceu Jason e franziu o cenho, mas decidiu ficar calada observando.
Armas começaram a ser entregues, todos pareciam nervosos demais sem saber o que fazer. Um menino reclamou.
— Mas eu to de cueca. – Jackson disse e tacaram uma arma nele na qual ele arregalou os olhos confuso.
Ele olhou para a arma e para o cara que a entregou depois para a arma novamente sem entender. Uma arma foi entregue a Thalia na mesma brutalidade que foi entregue a todos e a morena sentiu vontade de rir e se lembrou de uma coisa, esse era o primeiro dia, estavam no trote.
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