School Demonische

3 Capítulo 2 - Panic


Minha única sensação naquela hora era medo. Medo do poder daquele garoto. Até porque era muito raro que um Gott mostrasse seu poder assim.

De acordo com as leis da União, um Gott só pode revelar o tamanho de seu poder em casos de emergência, guerras ou algo do tipo. Mas ele estava fazendo isso sem nenhum motivo, era apenas para nos amedrontar.

- Isso é o poder de um Gott? — Perguntou Alphonse a mim não desviando o olhar para o garoto que havia acabado de se sentar. — Eu me sinto tão inferior, como se devesse obedecê-lo.

- O poder de um Gott é muito maior que isso, Alphonse. — Falei com raiva. — Ele só quer se mostrar, ele quer que vamos embora.

- Mas por que não sinto isso em você? E como ele sabe quem somos?

- Deve ser porque eu sempre escondo meu poder, não posso chamar a atenção. E deve ser porque eu não escondi minha presença... — Falei impaciente.

- Certo, isso foi uma pergunta idiota. Bom, o que faremos com ele?

- Vamos... conversar — Falei sorrindo.

- O quê?! Você acha que ele vai aceitar conversar?

- Não custa nada tentar. Vamos falar com ele depois do almoço.

Foi então que o almoço começou a ser servido, pessoas traziam os pratos em grande carrinhos e iam distribuindo a todos da mesa. O almoço era torta de frango, filé de peixe com molho tártaro e arroz. O sabor era ótimo. Comecei a comer rapidamente. Quando terminei, olhei em volta e a maioria das pessoas ainda estavam lá. Virei-me para Alphonse e ele ainda observava o garoto que almoçava calmamente.

- Você não vai comer? Por que não ignora ele?

- Estou tentando... E perdi meu apetite. Vamos?

- Oh, claro... — Me levantei junto com ele e fomos em direção a saída.

- Vamos esperar ele no pátio. Ouvi dizer que os estudantes costumam ir para lá depois do almoço. — Falou Alphonse. Ele estava sério.

Chegamos no pátio que era facilmente visto do refeitório. Era amplo, havia muitas árvores diferentes e caminhos feito de cimento. Também havia bancos de madeira e foi onde sentamos.

O garoto, Arthur, já estava lá, encostado na porta que nos levava ao pátio. Ele nos seguiu. Nós olhávamos para ele assustados.

- Então, você é Arthur Plushinsch? Creio que já sabe o que somos, não é? — Disse Alphonse com um sorriso malicioso.

- Sei. — Falou ele com uma voz baixa. — Posso saber o que querem?

- Vocês é filho de Nicholas Plushinsch, não é? — Interrompi a conversa dos dois. Arthur me olhava surpreso.

- Sim, por quê?

- Se você sabe o que somos, então sabe o que ele era.

- Obviamente.

- E você também deve saber que você não possui sangue puro, já que sua mãe era uma humana.

- Onde você quer chegar? — Falou com raiva.

- Você foi condenado a ser levado a Escuridão por ser um mestiço, ordens da União. Caso se entregue calmamente não teremos que fazer isso a força.

- E vocês acham que podem me capturar tão facilmente? — Falou rindo. — Qual é a autoridade de vocês?

- Mestiços não são permitidos. E você está indo contra as leis. Já que está ferindo os alunos deste colégio. Apenas por isso, qualquer Vampiro pode capturar você e levá-lo a União.

- Já que é assim, tente me capturar. — Falou ele sorrindo maliciosamente.

Eu já estava no meu limite. Como aquele garoto poderia ser assim? Tão rude. Queria nos irritar de propósito? Aposto que estava se divertindo.

Quando me dei conta das minha ações percebi que eu acidentalmente havia liberado meu poder. Alphonse e Arthur me olhavam com olhos arregalados. Aproveitando a situação, fiz um grande corte no peito de Arthur, que se apoiou em uma árvore.

- Incrível. Me atacar com tal rapidez. — Falou Arthur sorrindo.

- Mesmo nesse estado você fala coisas inúteis. — Andei em sua direção e fiquei a centímetros dele.

- Não imaginava que você era uma Gott... — Ouvi um gemido baixo. Me virei e Alphonse estava agachado apertando o braço com força.

- Alphonse! — Gritei.

- Você não devia tirar a atenção do inimigo tão facilmente. — Falou Arthur. Quando me virei novamente, ele estava me abraçando. Senti uma forte dor na cabeça e desmaiei.