School Demonische

2 Capítulo 1 - Gotts e Untens


Eu adorei meu novo quarto. Era grande, bonito, limpo... Tudo no estilo vitoriano, realmente lindo. Como Dorothy havia dito, minhas bagagens já estão lá, bem elas não estavam lá, porque minhas roupas já estavam no armário antigo de madeira. Todos meus pertences estavam lá, menos aquele livro...

- Oh, céus, eu preciso daquele livro! — Berrei comigo mesma vasculhando o quarto inteiro.

Se eu não achasse aquele maldito livro como eu abriria o portal para a Escuridão? Essa maldita missão dada pela União não valerá nada!

Enquanto pensava barbaridades comigo mesmo, pude ver que havia uma pequena caixa de madeira no criado-mudo. Abria ela e... Ah, claro, é um ótimo lugar para por livros!

O livro era simples, capa de couro com um desenho de uma rosa despedaçada e o símbolo da União, havia uma palavra escrita: "Demonische". Era um livro de poesias, mas seu grande diferencial é que ele abria o portal para a Escuridão. Escuridão não é nada mais, nada menos do que uma dimensão paralela criada pela União que serve se prisão. Poucas são as pessoas que são mandadas para lá. Só as que realmente pecaram, isso é o que eles dizem. Até porque não é verdade, por exemplo, o alvo da nossa atual missão não pecou. Ele apenas foi descoberto e condenado a ser levado a Escuridão. Ele nem ao menos sabe disso.

A União descobriu que ele é um mestiço. Metade humano; Metade Vampiro.

Na sociedade Vampiríca, há duas classes de Vampiros. Os Gott, que literalmente significa Deus em alemão; E os Unten, que significa Abaixo, Inferiores. A União é formada por 20 Vampiros Gott, eles governam a sociedade Vampírica. Os Gotts, obviamente, são os mais fortes e de fato os mais raros. No mundo, há por volta de 100 Gotts. Os Untens são a grande parte, apesar de serem chamados de "Inferiores". Os poderes deles jamais chegarão ao nível de um Gott, mas eles não são tão inferiores quanto parecem ser. Por serem poucos e fortes, os Gotts conseguiram o direito de serem os governantes. São muito respeitados, mas também muito contrariados.

Por um motivo, que ninguém sabe qual, a União não permite qualquer mistura entre Gotts, Untens e Humanos. Os mestiços, como eles são chamados, são mandados a Escuridão.

Eu estava perdida em pensamentos observando o livro quando desviei o olhar e vi um papel que estava dentro da caixa de madeira, nele está escrito: "Querida Charlotte, não esqueceste de mim, não é? Bom, sua missão é capturar Arthur Plushinsch, o tal mestiço de um Gott com uma humana. O único problema desta missão é que ele pode ter herdado os poderes do pai. Talvez seja um problema para você, mas fique viva junto com Alphonse! Te amo, Dan."

- Argh, por que ele tem que ser tão grudento? Eu não gosto dele!

Lendo novamente a carta de Dan. O mestiço pode ter herdado os poderes de seu pai Gott. Isso era realmente ruim, capturar um mestiço Unten é fácil, mas...

Por que me foi ordenada essa missão? Justo eu, Charlotte O'hanoly? Isso é muito estranho!

- Ei, Charlotte! — Ouvi a voz de Alphonse me chamando, ele batia levemente na porta de meu novo quarto.

Fui correndo a porta para abrí-la e vi Alphose me olhando assustado.

- Você ainda está vestida assim?! Já são 11:18! Temos somente 12 minutos para estarmos no refeitório.

Fui então que percebi que ele estava vestido com uma roupa que eu acreditava que era o inoforme do colégio.

- Oh, é... — Eu disse envergonhada — Me espere por mais 5 minutos e vou estar prontinha. — Fechei a porta com força. Mas que cabeça de minhoca que eu tenho! Tão idiota...

Abri meu armário e vi que meu uniforme estava lá. Vesti-me rapidamente e me olhei no grande espelho que ficava em um canto do quarto.

O uniforme até que era bonito. Um vestido social preto de alças compridas. Ele era curto e na cintura era amarrado por um laço vermelho que ficava nas costas. No lado direito havia bordado o emblema do colégio em linha branca. Havia junto do uniforme uma boina e um sapato igualmente pretos. Deixe meu longo cabelo loiro solto e pus a boina. O sapato era brilhoso de tão lustrado e era amarrado com uma fita vermelha no tornozelo.

Assim que fiquei pronta abri a porta e vi que Alphonse ainda estava lá, olhando seriamente para o nada encostado na parede do corredor.

- Meninos podem circular pelos dormitórios das meninas tão facilmente? — Perguntei.

- Não há mais ninguém aqui, então não há problema. Ah, eu pedi que os empregados que a Sra Chata Dorothy que mandou fossem embora. Aquilo não era necessário.

- Não era mesmo — Concordei. Começamos a andar em direção a escada.

- Mudando de assunto... Você já sentiu a presença do mestiço?

- Não... Isso me preocupa, Dan disse que ele pode ter herdado os poderes de Gott. Ele pode estar escondendo sua presença. E tenho certeza que ele está aqui.

- Nossa, mas nem você pode sentir a presença dele? — Falou Alphonse arregalando os olhos.

- Isso me preocupa ainda mais! — Falei tristonha e abracei Alphonse. — E se eu não estiver no nível dele? Como vamos capturá-lo?

- Você acha que não o capturaremos? — Disse ele pondo as mãos em volta de meu rosto.

- Acho...

- Pois eu não, isso é suficiente para termos esperanças. — Disse com um enorme sorriso.

Andamos mais um pouco, eu ainda abraçada a Alphonse, e chegamos ao refeitório. Eu "desgrudei" dele e olhei em volta. Era muito amplo, com muitas mesas compridas e cadeiras. Todas de madeira. Estava lotado, todos os alunos estavam sentados em seu lugar falando baixo. Alphonse e eu andamos pelo canto em direção a dois lugares que estavam vagos. Alguns alunos perceberam nossa presença e começaram a cochichar. Sentamos nas nossas cadeiras e ficamos quietos observando todos que estavam ali.

No outro canto do refeitório havia um menino em pé olhando diretamente para nós. Ou estaria olhando para mim? Era um olhar impaciente, com raiva. Foi então que os olhos verdes dele ficaram vermelhos. Eu senti sua presença. Arthur Plushinsch.