School Days

1 When we was young, oh man, did we have fun...


Notas iniciais
Todos os subtítulos são nomes de músicas da banda blink-182, yup.

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( i. first date. )

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— O que foi dessa vez?

— Dicas, Megan. Eu preciso de dicas.

— Dicas do quê?

— Eu tenho um encontro hoje.

— Ah, claro.

Ela riu. E foi com gosto, como se estivesse caçoando da confissão — acreditava, de verdade, que ele ia sair naquela noite. Não tinha motivos para duvidar! Mas a situação era simplesmente cômica, já que o ruivo era a pessoa menos galanteadora que conhecia quando se tratava de encontros, e ver ele pedindo a sua ajuda era ainda mais engraçado. A morena era tão ruim quanto.

— Eu não 'tô brincando...

— Quem você vai encontrar?

— Bom, aí já não é da sua conta.

— Rude! É aquela garota do primeiro ano?

— Não.

— Então é a que sentou com você nas últimas três aulas de biologia?

— Não...

— A que te pagou um lanche?

— Não é uma garota.

Fizeram silêncio. O menino apenas tratou de virar o rosto, envergonhado; já ela não estava tão surpresa assim.

— Ah, tá. Então é o Raven.

— Vai se foder. Como você sabe?

— Não é difícil adivinhar. Você olha pra ele o tempo todo.

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( ii. after midnight. )

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— É a terceira vez no mês que vocês saem de madrugada. E é assim, tipo, há uns seis meses. Pelo menos já decidiram o que querem da vida?

— Eu não vou ouvir sermão de você.

— Não é sermão. Eu estou perguntando se você vai levar isso pra frente, Kalfr.

— Levar pra frente?

— Pedir o cara em namoro. Ir pra cama com ele. Ou lembrar que a sua incrível amiga te conseguiu um cara bonito e retribuir o favor...

— Desculpa se eu peguei o seu melhor amigo antes de você.

— Eu posso tentar superar. Me diz, o que vocês são?

— Amigos.

— Aham.

— Com alguns benefícios.

— Alguns.

— Megan...

Um dos seus passa-tempos favoritos era, definitivamente, deixar ele sem graça. Porque ele ficava daquele jeito por qualquer coisinha. Não fazia nem um ano desde que conhecera o mais novo — já que ele era um aluno novo, também, e nem nascera na Inglaterra; era islandês, se lembrava bem — e já o considerava uma pessoa bem mais interessante do que todas as outras dali.

— Você quer dar pra ele, não quer?

— O que?!

— Você. Raven...

— Não precisa repetir!

— Você quer.

— Não quero...

— Quer.

— Talvez.

— Kalfr.

— Quero.

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( iii. all the small things. )

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— Aquele cara novo que entrou na escola... você conhece ele, não conhece?

— Cara?

— É. Eu acho que é um cara.

— A Agni? É uma mulher, não um cara.

— Sério?!

— Aham. Você se interessou nela?

— Não...

— Eu imaginei que sim. Quer que eu fale com ela?

— Não!

— Depois da prova eu pergunto se ela quer ir no baile de formatura contigo.

— Eu nem conheço ela, Kalfr.

— E você tem um par?

— Talvez.

— Ok. Não. Então ela vai ser o seu par.

— Eu te odeio.

— Eu também te amo, Meggie.

— Tch. Boa sorte na prova.

— Eu não preciso de sorte, meu amor.

— Ah, precisa. Porque eu vou te matar quando esse sino tocar.

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( iv. going away to college. )

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— O barulho estava insuportável lá dentro...

— Bom, é assim que bailes funcionam.

— É, tem isso. Mas eu fico feliz de estar sozinho com você, de qualquer forma.

— O que você quer dizer com isso?

— Nada demais. Não me entenda errado. É sério.

— Eu não tinha interpretado nada.

— Ótimo.

Os dois estavam deitados no gramado dos fundos do colégio, observando as diversas estrelas brilhantes que predominavam o céu escuro daquela noite. A música conseguia ser ouvida de longe, mas era completamente ignorada também.

Seguraram as mãos. Olharam-se. Tudo tinha começado no começo do ano letivo, o último ano do colégio, e estava acabando ali. Tinha passado rápido. Muito rápido.

— O que você vai fazer quando sair daqui, Raven?

— Eu não sei. Acho que eu ainda tenho algum tempo para pensar.

— É, mas não muito.

— Talvez o seu conceito de tempo seja diferente do meu.

— Talvez.

— Mas você vai voltar pra casa?

— Eu não tenho motivos pra ficar.

— Oh, wow.

— Meu Deus, desculpa.

— Tudo bem. Eu acho que eu vou ter que me focar em pensar em um motivo agora. Antes de pensar no que fazer da vida.

— Suas prioridades estão meio erradas.

— Eu acho que não.

— Então temos conceitos diferentes quanto à isso também?

— É provável.

— Vamos voltar pra dentro.

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( v. what's my age again? )

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— Eu nunca pensei que ia me divertir tanto.

— É bom ouvir isso. A ajuda daquele idiota não foi em vão então, não é?

— O Kalfr não é idiota...

— Ele é.

— Um pouquinho.

— Se você diz.

— Vocês tem alguma briga antiga, ou...?

— Na verdade, não. Eu só adoro implicar com aquele cara, mesmo.

— Ah. Eu te entendo, se for dessa forma.

— Heh. Devo te levar em casa?

— Não precisa.

— Mesmo?

— Mesmo. Eu me viro sozinha.

— 'Tá bem, então. Toma cuidado.

— Eu vou tomar.

— Te vejo pelas férias.

— Te vejo...

A morena teria respondido adequadamente se a outra garota não tivesse roubado os lábios antes de dar-lhe a chance.

Sinceramente, foi melhor daquela forma.

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( vi. always. )

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— Não atende mais o telefone, Raven?

— Eu estava ocupado...

— Com o seu namorado.

— Com o meu- sim.

— O que vocês decidiram, afinal?

— Acho que o Kalfr vai ficar por aqui. Ele não quer ir embora. Mas a indecisão dele me deixa confuso às vezes.

— Você se acostuma.

— Eu me acostumo.

— Ele deve ficar nervoso com aquela coisa de ser filho de padre e estar namorando com...

— Sim, é isso.

— Deve ser complicado morar com alguém como aquele cara.

— Eu tenho a vaga impressão de que entendo um pouco.

— Ah, sim. Seu pai.

— Pois é.

— Que bom que vocês estão bem. Mas hoje você é meu, corvo. Eu tenho muita coisa pra te contar. Foi horrível da sua parte, se ausentar tanto da vida da sua melhor amiga assim...

— Eu não me ausentei. Eu só me ocupei um pouco mais.

— Que seja. Mas hoje eu não vou te dividir. Vamos sair pra tomar alguma coisa.

— Tudo bem. Sem objeções.

— Nenhuma?

— Nenhuma.

— Vai desligar o celular?

— Sem chance.

— Chato.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!