School Back
24 Capítulo 24
Notas iniciais
P.O.V Percy
Estou completamente exausto, e muito impressionado. O programa foi incrível, as pessoas que se apresentaram cantaram muito bem. Hades tinha razão, foi muito difícil escolher só os melhores, teve uma hora que nós, os jurados, três no total contando comigo, subimos no palco e começamos a cantar e dançar, foi divertido, mas cansativo.
Depois de um tempão dentro do carro, no trânsito de Nova York, chegamos no lugar, não precisei me arrumar muito, só tirar o óculos e as lentes e trocar de roupa, cumprimentei os concorrentes de hoje e os outros jurados, lá pelas seis da tarde o programa começou, e agora aqui estou eu, dez horas da noite, dentro de um carro mais uma vez, rumo ao hotel onde Hades, a equipe do reality e meus pais estão hospedados.
Não entendo porque eu tenho que ficar no hotel ao invés de ir para o meu apartamento.
Começo a pescar de sono, mas acordo rapidamente por causa de um barulho de várias coisas batendo nos vidros e nas laterais do carro. Olho em volta e vejo Hades a minha direita, a parte de trás do banco a minha frente e a minha esquerda tem... Ah! Um monte de pessoas gritando histéricas, sendo prensadas contra o vidro do carro.
Hum, é verdade, todos acham que eu estou nesse hotel. Tinha me esquecido desse pequeno detalhe. Me encolho no banco do carro, tentado ao máximo não ser visto. Paparazzi e fãs ficavam em volta do carro, sem deixar ele passar, ouço o motorista suspirar e começar a buzinar, James o guarda-costas 1, abre a janela e começa a gritar para todos se afastarem, o que não dá muito certo por que um caderno entra pela janela, atingindo ele no rosto. Reprimo uma risada e ele me encara, primeiro bravo, mas depois começa a rir junto comigo. Apesar da confusão, o clima é bem descontraído.
James sai do carro e começa a afastar algumas pessoas, alguns seguranças do hotel chegam e ajudam ele, saio do carro junto de Hades e entro no hotel.
Na recepção, encontro meus pais, meu irmão, Quíron, Dionísio, e Leo. Hades já vai logo falar com meu pais, que estão sérios por alguma coisa que eu não quero nem saber, Quíron e Dionísio estão, cada um, com um computador no colo, concentrados no que está na tela, Tyson vem correndo e pula em cima de mim.
–Cabeção! Que saudades! — fala
–Também senti saudades Tyson. — respondo, me aproximando de Leo, que está sentado em uma poltrona, com as mão inquietas.
–Percy! Acredita? Não me deixaram sair daqui! Fiquei preso nesse hotel desde antes de ontem. Ficar dois dias. DOIS DIAS sem fazer nada! É puro tédio. Bom, se bem que teve um probleminha com a cortina do meu quarto, que tá toda chamuscada agora, mas já está resolvido.
–Pelo menos você perdeu a festa da Calypso, não queria ter ido — na verdade, pensando em tudo que aconteceu de bom naquela festa, até que foi bom eu ter ido.
–Uma festa? EU PERDI UMA FESTA SÓ PARA FICAR AQUI NESSE HOTEL CHATO? — os funcionários da recepção olham para ele, que se desculpa rapidamente, e se acalma um pouco. — Teve uma coisa boa, consegui um telefone de uma gatinha enquanto me disfarçava de você. Uhul! — ele começa a fazer uma dancinha da vitória, e eu e Tyson rimos da cara dele.
–Na verdade Leo, ela pensa que você sou eu, então "eu" que consegui o telefone dela.
–Poxa Jackson, não acaba com a graça não. Falo para ela que você me deu o telefone, pronto. E eu sei que você já tem alguém aí, pensa que eu não sei, mas Quíron falou de uma tal de Annabeth, e mostrou uma foto dela.
–FALOU?! — ele assente, e olha para Tyson, sussurrando em seguida.
–Relaxa. Só seus pais sabem, e eu é claro.
–Sabem o que? — pergunta meu irmão, olhando para nós dois.
–Nada — respondo rapidamente.
–Sabem o que? — pergunta de novo, mais curioso ainda, lanço um olhar para Leo falando "Vai, fala você, já que puxou assunto"
–Ahn... Nada não Tyson, assunto de adultos. — Tyson, bate o pé e cruza os braços, emburrado.
Sinto me puxarem para trás e alguém me envolve em um abraço apertado, me esmagando.
–Ah meu bebê! Como senti sua falta meu filho! — fala minha mãe, apertando minhas bochechas e arrumando meus cabelos, fazendo com que Tyson caia na gargalhada.
–E depois é só uma conversa de "adulto" — ele rola no chão, de tanto rir, vejo Leo se abaixar e pegar o boné que Tyson estava usando, o menor para imediatamente e começa a pular tentado pegar o objeto da mão do maior, que está segurando lá em cima, com o braço esticado.
–Vamo tampinha, pega o boné. — eles começam a correr pela recepção, todos riem com isso, olho para minha mãe e sorrio
–Também senti sua falta mãe.
–Ownt meu filhote! Escolheu bem a garota dessa vez hein! Ela é bonita, inteligente, parece bem gentil, quero conhecê-la um dia viu? Só por favor não me faça ser avó, sou muito jovem ainda. E Thalia, Jason? Estão todos bem? Devem estar grandes já... — ela fala tudo rapidamente.
–Mãe! Nem sei o que vai acontecer com a gente e você já ta pensando nisso? E sim, estão todos bem, e diferentes também. E vocês? Fizeram uma boa viagem?
–Sim, sim. Primeira classe é incrível. Foi bem tranquilo o voo.
Hades se aproxima de nós e me entrega um cartão do hotel e um megafone.
–Aqui Percy, a chave do seu quarto, e aparece um pouco na varanda, só para cumprimentar os fãs, e usa o megafone, você vai precisar. — ele se afasta, e eu me despeço de todos, minha mãe pega Tyson no colo, que se estica um pouco e pega o boné que está na cabeça do Leo, junto do meu pai, eles sobem as escadas.
Já no meu quarto, uma suíte grande, com uma cama de casal, cheio de lustres e uma TV enorme, abro a porta da varanda e vejo as pessoas lá embaixo.
–Olhem! — alguém grita, quase nem consigo ouvir, por ser muito alto. Todos olham para cima e começam a gritar, flashes são disparados de todos os lugares, até pessoas de outro prédio, tem uma mulher que abriu a janela e está tirando foto no prédio do outro lado da rua.
Ligo megafone e começo a falar.
–Olá Nova York!É um prazer estar nessa bela cidade. Quero aproveitar muito esse tempo que eu estiver aqui. Amo vocês, tenham uma boa noite! — e volto para meu quarto, fechando a porta.
–Oi Percy — fala uma voz que eu menos gostaria de ouvir nesse momento.
–Calypso?! Como você entrou aqui?
–Isso não importa. Sentiu minha falta? — respondendo: Não. Não senti sua falta. Mas como minha mãe ficaria uma fera se eu respondesse assim, não falei nada. Ela ia se aproximando de mim, e eu ia me afastando.
Como ela conseguiu entrar nesse lugar? Tirando a varanda, só tem mais uma janela, que observando melhor, dá direto para a escada de incêndio. Só pode ter sido por ali.
Enquanto pensava, nem tinha percebido, ela já tinha tirado toda a roupa e estava só de calcinha e sutiã.
–O que você pensa que está fazendo Calypso, dá o fora daqui!
–Que isso Percyto, não fica assim não, pensei que você me queria de volta.
–Ah é?! Então pensou errado, dá o fora daqui agora antes que eu chame a segurança.
Ela se aproxima mais ainda, e eu encosto na parede, Calypso sorri vitoriosa e arranha as unhas no meu abdômen.
–Nunca mais vou querer voltar com você, nem mesmo olhar para você. Agora, por favor, cai fora desse hotel — falo, sério. Ela me olha e parece se assustar com meu olhar, se afastando e pegando as roupas, vestindo-as devagar, quieta.
–Sabe Percy, se eu não posso tê-lo, então ninguém pode. — e sai porta afora.
Desabo na cama. Deuses por favor, só quero uma noite de sono tranquila.
Parece que deu certo, dormi e acordei bem tarde na manhã seguinte. Com um Leo cansado e um Nico bravo me encarando, sentados nas cadeiras ao lado da cama.
–Perseu Jackson! Você quer me matar? Por que não manda pelo menos uma mensagem avisando de que está vivo! — grita Nico.
P.O.V Nico
Depois que saímos da sala de história, levei Thalia para casa dela. Quando chegamos, ela me deu um selinho e saiu do carro, entrando rapidamente em casa.
Não sei o que somos. Namorados não é? Acho que sim... Não sei. Fiquei a tarde inteira pensando, mas a noite resolvi fazer minhas coisas, estudei, limpei o apartamento... Não, até parece. Fiquei assistindo filme, tocando guitarra.
Percy não voltou para o apartamento, provavelmente deve ter dormido em algum outro lugar.
Na manhã do dia seguinte, alguém finalmente me liga. Meu pai. Falando sobre tudo, do programa, explicando porque ninguém ligou, hotel, e aproveitou para me dar uma bronca, fiquei um tempão ouvindo ele pelo telefone... E pediu para levar minha guitarra e a de Percy, porque tinha show hoje a noite e era para eu faltar na escola.
Já que eu não sou parecido com o Percy, mandei uma mensagem para Thalia avisando que não ia para a escola. Não queria deixar ninguém preocupado.
"Bom dia! Dormiu bem? Ei, hoje não vou para o colégio, ok?"
Alguns minutos depois, ela responde.
"Bom diaa! Sim, muito bem. Dormi pensando eu um moreno de olhos negros, conhece? Pq?! É o show do Percy hoje não é?"
"É, sou o guitarrista, tenho que estar lá."
"Ok, você e o Jack vão? Ou você vai... Ou o Jack é o Percy...?"
"Thalia... Você já sabe a resposta, sinto muito"
"Ok, ok... Não custa tentar né? Vou sentir saudades, beijos!"
"Beijos"
Sorrio, nem acredito que uma garota pode me fazer mudar tanto assim. Pego as guitarras e dirijo até o hotel.
Encontro Leo e Tyson brincando nas poltronas da recepção.
–Ei Nico! Quanto tempo. Tive que ficar dois dias nesse hotel. Agora, quando finalmente posso voltar para a escola tenho que ficar de novo, por causa de um show.
–E ai! Nossa dois dias? Até que não é muito né? -falo, e Leo me olha de olhos arregalados, falando, sem emitir som "sim, é muito sim", rio e bagunço os cabelos de Tyson — Cadê o Percy? — pergunto
–Dormindo ainda. Hades falou que daqui a pouco a gente vai para o lugar do show, e me pediu para acordar o Percy. Mas to com preguiça de subir até lá em cima. — responde Leo.
–É só usar o elevador ué. Qual é o quarto, eu acordo ele.
–Ha! Boa sorte procurando um elevador nesse hotel. Só tem escada.
–Sério? Agora entendo o porque você ter preguiça de subir. Vem, vamos. É bom fazer exercício. — fui indo em direção as escada, mas parei e me virei para ele. — Qual o andar?
–22.
–Beleza, subir vinte e dois andares, não deve ser tão difícil — começamos a subir. Depois de um tempo, Leo fala que correndo é mais rápido, então começamos a subir as escadas correndo, pulando degraus.
Lá em cima, chegamos rastejando. É... Subindo correndo é mais rápido, mas cansa pra caramba.
Parando em frente a porta do quarto, me toco em um pequeno detalhe. A chave.
–Puta que pariu Leo. Por favor me diga que você tem a chave do quarto.
–Hum... Se eu falar não, é ruim?
–Sim, muito ruim. Significa que um de nós vai ter que descer e subir de novo.
–Ah... E quem vai ser?
Nos encaramos por um tempo, ele queria que fosse eu, e eu queria que fosse ele. Ninguém queria ir.
–Você vai, eu sou mais velho — falo rapidamente.
–Nem pensar, idade não conta. Você que me puxou para cá, vai você.
Começamos a discutir, falando quem vai. Até que eu, como uma pessoa civilizada, proponho uma coisa.
–Que tal a gente falar para alguém escolher quem vai.
–Fechado. Aquele cara ali pode ser?
Um homem estava parado em frente a uma porta, ele provavelmente era do reality, porque conversava com Dionísio sobre alguma coisa. Nos aproximamos e Leo fala.
–Ei, pode nos fazer um favor? Escolhe um de nós.
–Por que? — pergunta o cara, desconfiado. Dionísio, ao lado dele, olha para gente, com a expressão confusa.
–Só escolhe. — ele olha para nós dois e aponta para o Leo. Eu pulo de alegria e empurro meu amigo em direção a escada.
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