Schattenstaffel, o Esquadrão Sombrio
3 Capítulo 3 – Tenentes e Sargentos.
Notas iniciais
Franz – Não foi fácil escolher.
Rommel – Então comece contando sobre os que você não escolheu.
Franz – Já fiz isso, nas duas pastas estão os motivos.
Rommel – Certo, então devo presumir que o cadete da pasta que ficou com você é o que você escolheu certo?
Franz – Exato, escolhi a Cadete Nicolle.
Rommel – Posso saber o porquê da escolha?
Franz – Ela se comunica não só com os outros cadetes melhor, mas com todas as pessoas, além de saber se posicionar bem
Rommel – E em relação a cadeia de comando?
Franz – Pelo que observei, sabe como argumentar quando não concorda sem deixar os outros ouvirem.
Rommel – Isso combina muito com você. Achei que faria a escolha contraria.
Franz – Também pensei nisso, mas o meu pelotão já está assim.
Rommel – Percebi isso quando recebi a lista de inscrições, a do seu pelotão foi a segunda a lotar.
Franz – Sim, há cadetes de todos os tipos nele, mas poucos do que eu realmente precisava.
Rommel – E qual é o tipo de cadete que você precisava?
Franz – Esse que é o verdadeiro problema, ainda não decidi qual é.
Rommel – Bem... Em vez de descobrir o que você quer, porque não faz o seu pelotão se tornar o que você quer?
Franz – Isso pode funcionar, mas antes preciso te perguntar uma coisa.
Rommel – Pois bem, pergunte.
Franz – O que você pensa desse projeto todo?
Rommel – Ainda é cedo para dizer algo concreto, mas acredito que ele tem futuro.
No final da tarde do dia 25, todos nós tenentes já tínhamos indicado nossos sargentos, todos eles receberam na manhã seguinte um arquivo notificando sobre as decisões. Depois foi marcado uma confraternização entre os tenentes e os sargentos para todos se conhecerem, seria no sábado, em dois dias, até lá tenho muita coisa para resolver sobre o meu pelotão, nele eu precisaria de pessoas com capacidade de tomar decisões certas, rápidas e sobre pressão.
Na manhã seguinte, fui refeitório tomar o café da manhã com os outros tenentes como vinha fazendo desde a nossa promoção. Quando estou indo para mesa escuto alguém me chamando.
Nicolle – Franz?
Franz – Sim, Nicolle certo?
Nicolle – Isso mesmo.
Franz – Já recebeu a notificação?
Nicolle – Sim, fiquei muito contente por ter me escolhido!
Franz – Bem, não escolhi você por ser um rosto bonito, mas sim porque você tem potencial.
Nicolle – Obrigada, mas em que?
Franz – Não entendi a pergunta.
Nicolle – Mas em que eu tenho potencial?
Franz – Acho que você não me entendeu, eu escutei o que você disse, só não entendo o porquê de você perguntar isso.
Nicolle – Só estava curiosa.
Franz – Você deve conhecer os seus potenciais, e só pensar qual deles faria eu te escolher.
Nicolle – Ah! Mais uma coisa, amanhã vai ser o primeiro treinamento nosso como pelotão, certo?
Franz – Certo.
Nicolle – Eu estava pensando sobre o uniforme.
Fraz – Rommel me disse que podemos modifica os uniformes.
Franz – Depois me procura para ver isso.
Durante o café da manhã os outros tenentes contaram sobre os seus sargentos, um dos que mais me chamou a atenção foi a sargento do Olaff, Seiko Kimura, uma estudante de medicina japonesa humana transferida para a nossa academia no mês passado, ela era classificada como Farmacêutica Nível Super Colegial, essa classificação era dada aos estudantes que tinham uma incrível habilidade, no caso dela, a habilidade de manipulação de drogas para todos fins. Outro estudante japonês transferido foi Kazuichi Soda, Mecânico Nível Super Colegial, ele foi escolhido pelo Augusth para seu pelotão de sapadores, em parte faz sentido, já que os sapadores são responsáveis pela parte da construção na engenharia militar, já os pioneiros são a parte da demolição.
Fiquei muito feliz com a escolha do Frozty, ele escolheu uma das únicas pessoas com experiência entre os alunos da academia, a Eleanor Varrot. Três anos atrás, ela, seu pai e seu irmão se voluntariaram para ir ao Império do Japão para ganhar experiência lutando junto com a 2° Divisão Japonesa, a Isamu-Heidan, na Invasão da Manchúria. Após 7 meses da conquista da Manchúria, em setembro de 1932, eles foram imediatamente para o Paraguai para lutar na Guerra do Chaco, onde a Bolívia atacou o Paraguai para tentar conquistar a região de Chaco. O pai de Eleanor tinha uma rixa pessoal com o comandante em chefe das forças armadas bolivianas, Hans Kundt, desde a Grande Guerra, quando ele era General do Império Alemão. Kundt havia sido enviado antes da Grande Guerra para a Bolívia para treinamento e depois do final dela para se tornar conselheiro e depois ir subindo de cargo. Assim que chegaram ao Paraguai, Eleanor e seu irmão foram direto para a frente de combate e seu pai foi fazer serviço de inteligência com a ajuda de amigos argentinos e brasileiros. Em Após a Primeira e a Segunda Batalha de Nanawa, onde houve uma vitória massacrante do Paraguai e a renúncia de Kundt, o pai deles os mandou voltar a Alemanha. Atualmente o pai deles está na frente de batalha em algum lugar perto de Santa Cruz de la Sierra.
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