Scary Deep Love

1 A chegada a PandoraVille


Era meio do mês de Novembro, fazia um frio e Dafne conduzia, enquanto a sua irmã mais nova Flora, dormia na cadeirinha, onde ia sentada atrás no banco do carro.

Uma nova vida, um novo ínicio, que se podia pedir mais? Era impossível pedir mais, para Dafne significava muito, para Flora, significava novos amigos e nova escolinha.

Quando a polícia há dois anos ligou para dar a má noticia, Dafne achou que nem seria capaz de se voltar a pôr bem, chorou, como se não conseguisse parar, à espera do abraºço, conforto da mãe ou do pai, que nunca chegou. Foi horrível, e as duas raparigas são a única família que se tem. Elas são uma da outra.

Mas Dafne cresceu mentalmente, demasiado, ela age por vezes como se fosse uma mulher de 30/40 anos, ela age assim, pela irmã, ela quer que a irmã tenha tudo o que ela teve, e sendo ela uma rapariga nos seus 20 anos, nunca o poderia fazer. Pelo menos foi assim que Dafne pensou.

Passado uma hora e meia, já tinham chegado à pequena vila de PandoraVille, quando Dafne pela primeira vez ouviu falar nela, pensou logo neste local, como sendo um sitio perfeito de descanso, ainda mais, quando fica à beira-mar. Pediu aos pais para todos se mudarem para lá, ainda a mãe andava grávida da Flora. Os pais negaram, pois amavam aquela vida pacata no meio da cidade.

– Bom dia Miss. Hall, eu sou o George Robinson, sou o "chefe" de PandoraVille — o pequeno homem, gordinho estendeu-lhe a mão. Tinha um sorriso muito amigável.

– Olá pode-me chamar de Dafne se não se importar? — disse Dafne enquanto apertava a mão do homem — Prefiro, bem também é o xerife?

Enquanto Dafne tirava Flora do carro, o homem respondeu:

– Não Dafne, esse é Mr. Eric White, mora na última casa, a branca no fim de PandoraVille. É um homem de extrema simpatia para os novos residentes. Amanhã, ou mesmo esta tarde, ele deve ir a sua casa, para conhecer as novas lindas residentes — sorriu para Flora

– Olá — disse Flora sorrindo — O meu nome é Flora, e esta é a mana!

– Olá Flora — George sorriu

– Bem Mr. Robinson, eu vou andando, tenho muitas coisas para arrumar, e a Flora daqui a pouco tem de almoçar...

– Claro não vos empato mais, a sua casa ao pé da praia, está um espanto, parece quase nova, e na realidade já tem uns bons anos, sabe... Casa de férias. Bem, até mais ver. — Enfiou-se no carro, e voltou na esquina.

Dafne chegou a casa, levava Flora no carrinho. A casa era linda, era melhor ainda que Dafne podia imaginar, Flora, na sua pequenina cabeça, não gostou asism tanto dela.

– É estranha Daffy, a outra é mais bonita — disse a menina.

– Não é nada Flora, é linda olha lá, e depois no verão, estamos mesmo perto da água, do mar, é perfeita.

Entraram em casa, tinha algum pó e tinha os antigos móveis, que faziam parte da casa, a única coisa que Dafne ali mudaria era o quarto dela e o da irmã, de resto, ela adorou udo nas fotos, a maneira da sala estar mobilada, a cozinha. O alpendre, esse ela queria que ficasse parecido com um dos filmes romanticos, onde se apaixonam, beijam, falam... Seria tudo como ela tinha sonhado.

E a noite chegou, era cerca de oito horas da noite, Dafne já tinha limpo as partes mais importantes da casa, quando sentiu uma presença estanha na casa, olhou para trás mas nada viu além da sua irmã a brincar com as bonecas, e os peluches.

– Estás a ser ridicula... Só moramos cá nós, mais ninguem poderia estar aqui...

Jantaram, e Dafne não se conseguia livrar do pensament eque existia alguém a observá-las, como se tivesse sempre a olhar para elas.

Estava a dar banho a Flora:

– Mana, tu gostas mesmo de PandoraVille?

– Sim Florinha, tu não gostas? — sorria para ela, a menina sempre foi muito "porquê".

– É estranha, já viste à noite, quase que só há luz nas casas, não existe em mais lado nenhum!

Dafne riu.

– Princesa, isto aqui não é uma cidade, logo, é normal que nao existam muitos candeeiros — mexeu-lhe na cabeça — Só tu para pensares nestas coisas! És mesmo filha da mãe, ela fazia sempre as mesmas coisas!

Por fim, Dafne ajudou a menina a vestir-se, mas no fundo, aquela sensação não passava, cantou-lhe uma canção, leu-lhe uma história e deitou-a na cama de casal, esta noite dormiriam juntas.

Depois de a deitar, Dafne tomou banho e ficou mais um pouco acordada, estava asentada na sala, a ler um livro, do nada a televisão começa a funcionar, Dafne dá um pulo. ela sempre foi uma rapariga que vê tudo cientificamente, aquilo não poderia ser uma espécie de... Nada! Afastou o pensamento da cabeça e foi limpar a mesa da cozinha que se tinha esquecido. No fim, lavou os dentes e foi-se deitar, mal se deitou, fechou os olhos e dormiu, estava tão cansada, e no dia seguinte ainda tinha de procurar um trabalho por lá.

Na manhã seguinte, Dafne acordou com alguém a bater à porta, levantou-se rápido e foi abrir, Flora não acordara com o barulho.

Ouvia-se o barulho lá fora, e por este Dafne percebeu que chovia imenso, quando abriu a porta, confirmou que tinha razão, chovia imenso, e estava um homem, pela suar farda, ela percebeu ser o xerife.

– Boa manhã Miss. Hall, sou o xerife de PandoraVille, Eric White. -Bolas o homem não era em nada, parecido com o chefe, este era alto, e nem gordo nem magro, parecia aquelas pessoas que treinam em casa, mas via-se que já era alguém com idade. Mas mesmo assim, metia medo.

– Bom dia xerife White, o Mr. Robinson disse-me que passaria por cá — sorriu.

– Sim, acho cedo já cá estar, mas não é por essas razões que cá me encontro, aliás não costumo acordar as pessoas a estas horas sem nenhuma razão. — Dafne assustou-se, teria-se esquecido de algum papel da casa?

– Que se passa? Foi... -Quando olhou mais para fora de casa, e pelo pouco que conseguiu ver ao lado do xerife, percebeu que duas casas à frente, estavam a transportar um corpo morto.

– Como já percebeu, ouviu algum barulho durante esta noite? — ele estava muito sério

– Bem, na verdade não, mas para dizer a verdade estava tão cansada da mudança que mal adormeci, não ouvi mais nada, até o senhor bater à porta. Mas antes disso... -hesitou

– Sim, antes disso...? Vá diga

– Antes disso, por volta d ahora do jantar, eu pareceu-me sentir algo, não alguem, mas algo...

– A menina está-me a dizer que não viu ninguém, mas que pareceu sentir um espirito é isso — pela cara dela, parecia estar a fazer muit esforço para não se ri da pobre coitada. Devia estar maluquinha, pensou.

– Bem, foi o que pareceu, mas eu não acredito muito nisso...

– Está bem, vou-me por agora, preciso de ir falar com os outros vizinhos, mas depois eu volto, para falarmos melhor sobre isto... — Dito isto disse — Tenha um bom dia — e saiu.

Ela fechou a porta e correu à sala, ligar a televisão nas noticias, era oito e meia da manhã. Nas noticias já se ouvia falar sobre o homicidio e Agnes Garcia de 82 anos, era solteira, e tinha apenas como companhia os dois gatos Juan e María. Pelas noticias, Dafne conseguiu perceber, que era muit amiga do xerife, e que não tinha qualquer família por aqui. Tal como ela... Bem, pelo menos tinha a irmã. E tinha de ir procurar trabalho, e tinha de ir ao infantário, ver se existiam vagas para a pequena Flora. Mau dia par a se mudar pensou, chega lá e na mesma noite ocorre um homicidio.

A mulher da tv voltou a falar:

– Não se sabe como, mas o homicida teve acesso à casa, devia conhecer a falecida Agnes García, ou então inventou uma desculpa para entrar, e ao fugir roubou uma das chaves e trancou a porta à chave. Agnes foi descoberta pela polícia, quando a sua vizinha Jenna MacFarland, comunicou a polícia que Agnes não saiu de manhã para regar as suas flores.

Dafne estava relamente assustada, que se passava aqui? Bateu na sua própria cabeça... Mas precisava de ter cuidado. Afinal, podia ter outro presentimento, e morava só com uma menina de 5 anos. Mas aquela era a sua nova casa e não queria que nada começasse mal, queria que fosse tudo bem.