Scars
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sugiro que leiam com a música Life After You - Daughtry
(não tem nada a ver com a história, mas essa música me inspira e é linda)
Hermione estava na sala, sentada no sofá de pernas cruzadas, vestida com um conjunto de pijama da sua época de 19 anos. Ficava muito feliz em saber que depois de dois filhos, manterá o corpo de quando era mais nova. Hugo estava deitado em seu colo e Rose estava no tapete, brincando com Bichento e Pichi.
- não, Pichi! Fica aí! — Rose tentava colocar a coruja doidinha em cima do gato.
Hugo se revirava de um lado para outro, não parava quieto. Ele trocou de lado que estava deitado e olhou fixamente para o braço esquerdo da mãe, que estava à sua frente. Nunca havia reparado... Já estava com 4 anos e queria saber de tudo que era possível.
- Que mancha feia!! — Hugo comentou. — Mamãe, porque seu braço é tão feio? – ele perguntou e apontou à enorme cicatriz.
-Hugo! Não... — Rose exclamou, olhando feio para o irmão menor. Sentou-se no braço do sofá e pegou na mão da mãe, deixando o gato e a coruja de lado.
-Ah...– disse ela calmamente, embora ferida demais com essas palavras. – É bem feio mesmo, não é?
- Mas porque você tem esse braço terrível, enquanto o de todo mundo é normal?– perguntou ele, não sabendo que cada uma de suas palavras era como um punhal no coração da mãe.
Algumas poucas lágrimas lhe brotaram dos olhos.
- Que foi que eu disse de mal, que foi que eu fiz? – perguntou Hugo, sem entender nada.
CRAQUE.
-Hugo! Se não fosse essa mancha no braço da sua mãe, você nem sua irmã estariam aqui. Agradeça muito à ela. E peça desculpas. — Rony apareceu no meio da sala. Sua voz estava mais grave, e seu rosto tinha adquirido algumas marcas do tempo, porém, continua bonito, ruivo e atraente como anos atrás.
- Mas o que foi que aconteceu?
Mione sentiu toda a dor da maldição Cruciatus de novo. Sentiu cada célula se retorcer de dor e cerrou com punhos. Rony pegou Hugo do colo dela e colocou-o em pé, na frente dele.
Contou cada detalhe da história, segurando na mão de Mione. Contou do quanto fugiram, de quando foram pegos, dos berros, de Belatrix, de como fugiram, de como resistiram e até chegar na batalha de Hogwarts, que os filhos conheciam muito bem e não precisavam ouvir de novo.
- Meu braço era normal antes disso – terminou ela, com um fiozinho de voz.
Hugo sentou-se no colo dela de novo e beijou o braço da mãe.
-Mamãe – disse envergonhado – é o braço mais lindo e corajoso de todo o mundo! Desculpa.
- O que tá escrito?
— ... Sangue-ruim. — Hermione falou enfim.
— Desculpa, mamãe. Eu não sabia! Me desculpa. -Hugo pediu.
Hermione limpou a última lágrima de seu rosto e deu um sorrisinho carinhoso para o filho. A culpa não era dele e ela não estava brava, só que realmente não gostava de lembrar daquilo. Ela deu um beijinho nos cabelos ruivos do garoto e se levantou indo ao banheiro lavar o rosto.
Rose já estava nas costa de Rony para pegá-lo em mais uma traquinagem dos brinquedos Gemialidades Weasley.
- Ê, Hugo! Tinha que falar sobre isso? Mamãe não gosta! — Rose repreendeu o irmão.
-Ok, minha flor, já conversei com ele e ele não vai mais falar sobre isso. Que tal irem para a cama?
Rony ouviu reclamações enquanto subia com os filhos até seus quartos, mas não ligou. Deixou Hugo em seu quarto, colocou-o na cama, despediu-se e apagou as luzes com um meneio de varinha, afinal, ele nunca se lembrava do interruptor na parede. Foi ao quarto com Rose, ajudou-a a se arrumar, despediu-se também e apagou as luzes, depois, foi até seu quarto.
Hermione, que no andar debaixo, apagou as luzes, trancou portas e janelas e subiu. Passou pelo quarto dos filhos, despediu-se dos dois e foi a seu quarto também. Já estava arrumada para dormir, então deitou-se para esperar Rony, que estava tomando banho.
Alguns minutos mais tarde, ele já estava dividindo a cama com Mione.
- Mione, não fique assim. Já faz tanto tempo... — Ele comentou, ao ver que a esposa estava com um ar bem triste.
- É horrível lembrar, Rony. É como se eu sentisse toda aquela dor e de como fui fraca e...
-Isso é marca de guerra, e muito pelo contrário, prova que você foi muito corajosa, como sempre, colega. — Rony riu e ela o acompanhou. Ele sabia como animá-la. O ruivo beijou o braço de Mione, bem em cima da cicatriz.
- Você é a sangue-ruim mais sangue-bruxo que existe. — Ele disse. — E minha. — Completou baixinho, com as orelhas enrubescendo.
Beijaram-se como quando eram adolescentes e adormeceram, um no braço do outro.
Notas finais
Comentem, deem sugestes, ideias para novas fics, sei l... Mas interajam comigo! hehe
Obrigada por lerem, beijas!
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